Notas iniciais
demorei um pouquinho, mas me desculpem. Espero que gostem...

POV Rebeca

Tava muito frio, e eu congelando. Quando vi a Shyned chegando abri um sorriso. Aliás pensar nela já faz abrir um sorriso. Ela é super engraçada, e qualquer coisa que ela faz eu acho graça, quer dizer, não só eu, ela também.

Às vezes, nós duas damos risada de alguma coisa que ela falou, mas somente nós vemos algo de engraçado. E isso faz com que as pessoas, até a Rafa, pensando que a gente é louca. Não duvido muito disso, mas é melhor não ficar espalhando também né?!

Ela desceu da moto, se despediu do pai dela e nós duas fomos pra sala de aula.

Nós não nos sentamos juntas, simplesmente por causa de uma pessoa, que cá entre nós, é insuportável. Tem um menino, que é muito chato, e ele fica dando em cima da Shyned, o que ela odeia. Mas o problema é que ele não se toca que ela não quer nada com ele, ah, e to quase esquecendo, ninguém da sala, mas ninguém mesmo gosta dele.

A Shyned ainda diz que é amiga dele, só não sei como consegue ficar perto dele, é difícil pra eu entender sabe?! Mas ela não fica muito tempo perto dele não, pra não perder tempo estressada. Aliás, chatice é contagiante. Eu é que sei, quer dizer, nós é que sabemos.

A primeira aula era de química. Matériazinha chata viu?! Eu não sei nada. To no 3º colegial e não sei nada, eu entendo a professora falando assim: “Blá blá blá...

Fiquei fazendo uns rabiscos no final do caderno pra ver se passava o tempo, e claro, escutando McFly.

Recently I've been

Hopelessly reaching

Out for this girl

Who's out of this world

Believe me


She's got a boyfriend

He drives me round the bend

Cos he's twenty three he's in the marines

He'd kill me

And so many nights now

I find myself thinking about her now

'Cos obviously she's out of my league

But how can I win

She keeps dragging me in

And I know I never will be good enough for her (no,no)

I never will be good enough for her

Fiquei pensando como seria se um dia eu e a Shyned, sim, porque nós duas já combinamos, formos pra Inglaterra, e encontrássemos nossos ídolos.

Got to escape now

Get on a plane now, ooh yeah

And off to LA, that's where I'll stay, for two years

Put her behind me(I'll put her behind me)

Go to a place where she can't find me.

'Cos obviously, she's out of my league,

I'm wasting my time, cause she'll never be mine

And I know I never will be good enough for her(no, no)

I never will be good enough for her.

She's out of my hands and I never know where I stand,

cause

I'm not good enough for her, good enough for her, enough,

enough, enough for her. Good enough for her.

Cause obviously she's out of my league

I'm wasting my time cause she'll never be mine

And I know I never will be good enough for her

Cause obviously she's out of my league

But how can I win

She keeps dragging me in

And I know I never will be good enough for her

Cause obviously she's out of my league

I've wasted my time cause she'll never be mine

And I know I never will be good enough for her, no no

I never will be good enough for her.

Seria tão legal, tipo, eu nem sei o que faria se visse o Danny na minha frente. Ai ai... Sonha vai Rebeca, porque sonhar é bom.

Meus pensamentos foram interrompidos pelo sinal, que indicava que a aula tinha acabado. Graças a Deus, duas aulas seguidas de química não foi exatamente o que eu pedi a Deus, não é?!

A terceira e ultima aula antes do intervalo, correu incrivelmente rápido. Juro que nem vi o horário passar, mas claro, com meus fiéis foninhos no ouvido.

O sinal do intervalo bateu, e com isso, me levantei para sair da sala. Vi de relance que a Shyned tava procurando alguma coisa na bolsa, e posso apostar que eram o celular e os foninhos. Ela não vive sem escutar McFly, pelo menos uma vez no dia.

E não me decepcionei, quando passei ao lado dela e estava indo na direção da porta, a ouvi dizer, ou melhor, berrar para que eu a esperasse, e sorri quando ela gritou que tinha achado o que tanto queria. Ou seja, seu celular com os foninhos.

Veio correndo na minha direção e fomos eu, a Rafa, e ela. Eu conheço a Rafaela desde a 8ª série. Pelo que ela diz me odiou logo quando me viu no primeiro dia de aula, mas no decorrer dos dias, viramos melhores amigas. Descobrimos um tempo depois que nossas mães foram amigas, quando minha mãe tinha 17 anos, mas depois a mãe dela se mudou e nunca mais se viram, até o ano em que eu e a Rafa nos conhecemos. Elas moravam na mesma rua, e eram super amigas, como eu e a Rafa somos agora.

Fomos pra cantina, onde costumávamos ficar, e eu entrei na fila, de novo. Esse povo que tem preguiça de comer. Não, de comer não, de comprar pra comer. Comprei pra nós três, enquanto eu vi, que a Shyned colocou os foninhos no ouvido, fechou os olhos e começou a cantar Broccoli, a música favorita dela.

Saí da fila, e entreguei um dos lanches pra Rafa. Como a Shyned não ia me ouvir chamá-la, cutuquei pra ver se isso adiantaria. Ela abriu os olhos assustada.

- Ai Berréca, que susto! – típico dela ser tão exagerada. Eu ri, não tinha outra coisa a se fazer, quando sua amiga quase “morre

- Ué, seu lanche. Ou posso pegar pra mim? – falei. Eu não ia pegar pra mim, era só pra dar um susto. Eu tinha o meu.

- Nãããããão! Meu, me dá.

Ela realmente é muito exagerada. Tudo isso por causa de um lanche, agora imagina se fosse dinheiro, por exemplo?!! Eu ein....

Dei uma mordida no meu lanche e nesse momento a Shyned olhou pra mim e falou:

- Adivinha o que eu to ouvindo?! – disse com a boca cheia de pão.

- McFly. – respondi sem nem ao menos pensar.

- Nooooooooossa, como você sabe? Da pra você ouvir também? – perguntou realmente surpresa, dando outra mordida no seu lanche.

- Não é difícil de adivinhar, você só escuta essa banda agora – dessa vez quem respondeu foi a Rafa, e ela disse tudo.

Shyned apenas murmurou um ‘Aaah’ e voltou a comer seu lanche em silencio. O sinal indicando o final do intervalo bateu e fomos andando, mas quase parando, afinal, aula de português é sempre chata. Eu particularmente gosto da matéria, é até suportável, mas... É muito monótona, se pelo menos pudesse ouvir musica. Mas nessa aula não, é muito perigoso, essa professora não deixa, apesar de que ela já me pegou com o foninho no ouvido muitas vezes e só me mandou guardar. Vai saber o que se passa na cabeça de um professor. Pra mim eles são todos uns loucos.

Hoje, a aula de português foi boa. Eu gostei, mas não por causa das dezenove questões que a professora passou. Foi porque subiu aula e assim, a professora passaria a matéria, e não ficaria na sala. Então, foninho no ouvido.

As questões a professora já tinha passado na aula anterior, então era só responder. Respondi todas a tempo da professora voltar para dar um visto. Ainda bem que as respostas eram curtinhas e fáceis de ser encontradas, pelo menos pra mim.

O sinal do termino da aula bateu, e a Shyned não perdeu tempo. Como o Gustavo não tava perto de mim e da Rafa, pelo contrario, tava lá na porta sei lá fazendo o que, ela veio conversar com a gente.

- Sabe eu queria ter uma maquina do tempo – disse se sentando na minha frente.

- Porque? – eu quis saber.

- Ah sabe.... Pra voltar pro 1º colegial e nunca ter deixado o Gustavo entrar nessa escola, e muito menos na nossa sala.

Tive que rir da imaginação dela. Isso porque ainda é amiga dele, já pensou se não fosse??

- No lugar dele entraria um menino loiro, que usa o cabelo meio bagunçadinho, engraçado, com os olhos azuis, com um sorriso digno – eu a olhava confusa, do que ela tá falando? — medindo mais ou menos 1,74, que curte répteis, tem uma banda onde ele é o baixista – comecei a rir, afinal já tinha descoberto de quem falava. — O nome da banda dele é McFly e seu nome é Dougie...

E pra não perder a graça, eu continuei entrando na brincadeira:

- Ele ia ter 3 amigos, um deles usaria o cabelo meio arrepiado, e teria olhos azuizinhos e sardas espalhadas pelo rosto, que canta super bem, e seu nome é DannyShyned e a Rafa só riam enquanto eu descrevia meu sonho de consumo. Mas a nossa felicidade foi estragada. Gustavo chegou e começou a falar alguma coisa que eu não entendi nada, aliás, eu nunca entendia nada do que ele falava.

Shyned levantou, e disse olhando pra mim:

- Cada dia eu desejo mais uma maquina do tempo. — eu e a Rafa começamos a rir, só porque o Gustavo ficou com cara de quem não tava entendendo nada, e nós sabíamos exatamente do que a Shyned tava falando.

- Do que ela tava falando? – perguntou pra mim.

- Não é da sua conta, estrupício. – respondi ficando séria, e olhando com desprezo pra ele.

- Não queria mesmo saber. – implicou.

- Então porque perguntou?? Aah, quer saber?? Vou cuidar da minha vida, não sei nem porque eu to falando com você. – respondi com desdém, enquanto a Rafa me olhava com cara de ‘Rebeca, olha o barraco.

Ela acha que eu sou barraqueira. Quer dizer, eu não sou, sou?! Talvez só um pouquinho, e claro, quando tem Gustavo no meio, porque eu simplesmente o odeio. Eu nunca odiei ninguém tanto quanto ele.

A última aula era de inglês. Ai, eu já disse que adoro inglês?? Não, então, to dizendo agora, eu AMO inglês. A professora entrou na sala, enquanto a Shyned ainda tava aqui no fundo.

Então quando o showzinho particular á do fundo acabou a matéria já estava na lousa. Mas eu já tinha feito tudo, então era só corrigir. Quando terminei de corrigir, eu e a Rafa ficamos conversando amenidades, coisas como ir ao cinema ver um filme, etc...

Já estava quase na hora do sinal bater, então eu guardei minhas coisas na bolsa, e esperei a Rafa terminar de guardar as dela. O sinal bateu, e saímos da sala. Fui conversando com a Rafa sobre o que aconteceu na sala, quer dizer, ela foi falando e eu só escutando.

- Rebeca, você tem que parar de brigar assim com ele. Não pega bem. Daqui a pouco vão falar que isso é amor. – disse, mas eu não estava nem aí.

- Rafa, isso já estão dizendo, mas não é. Eu sei o que é isso. Eu nunca odiei ninguém assim em toda minha vida, quer dizer, eu nunca odiei ninguém. Mas ele não é flor que se cheire. Ele é um estúpido, grosso, mal educado, e ainda o que mais me irrita, se acha o gostosão, mas é feio, e fica tirando sarro dos outros. Diz que os outros são isso e aquilo, e eu odeio isso. Sempre odiei esse tipo de atitude. Mas eu não via isso acontecer, não como ele faz. – disse, respirando com dificuldade, mas isso porque quase não respirei pra falar.

- Já sei, tem a ver com você. É porque ele fica tirando sarro de você né?! – concluiu agora olhando seriamente pra mim.

- Rafa, olha... – suspirei, olhei pra ela, e não tive como mentir. – Também, ok?! Mas não tem a ver só comigo. Se ele faz ou fala essas coisas pra mim, o que ele deve fazer com outras pessoas?? A mesma coisa, mas eu não ligo pro que os outros pensem, eu brigo sim, e ai de quem se meter. Quem ta brigando não sou eu?? A vida é de quem?? Minha então ninguém tem nada a ver com isso. Desculpa ser rude com você, mas eu precisava. – desabafei.

- Tudo bem Rebeca, não tem problema, apesar de tudo eu entendo você, ok?! Fica tranqüila, eu não to magoada com você nem nada, até porque, já to acostumada com esse seu geniozinho. – e riu.

- Tá, né?! – ri junto com ela. – Agora eu tenho que ir. Tchau. Até amanhã.

Notas finais
review's?!!