The Heart Never Lies
4 Capítulo 4
POV (Shyned)
Desci as escadas tão rápido que quase sai rolando. Sair rolando escada abaixo era o que eu mais tinha medo. Eu as descia correndo, mas totalmente agarrada ao corrimão; aprendi a usar o corrimão depois do dia em que eu levei o maior capote da minha vida na rampa da escola,e acabei trincando o ombro. Nossa, aquilo doeu, e muito ainda !
Estava descendo a rua para ir de encontro com o meu pai, quando escuto um grito fino:
- SHYNED! SHYNED! – olhei para trás e era a Luciana.
- Fala gaguega! – disse enquanto ela apertava o passo para me alcançar.
- Seu pai já chegou?
- Não sei, vou ver isso agora – disse enquanto descíamos. Quando chegamos a esquina pude ver meu pai parado com a moto em frente a saída da secretaria – Meu pai chegou gaguega, tchau, atéééé amanhã – disse me despedindo.
- Tchau gaguega, até amanhã – falou Luciana, e logo em seguida gritou um “OI GAGUEGA” para meu pai, que acenou com a mão de longe.
Parei ao lado de meu pai perguntando se fazia tempo que tinha chegado, ele me falou que não; e então falou que eu já podia subir na moto. No caminho de volta para casa, ele me perguntou como havia sido a escola hoje, eu respondi que bem, embora não tivesse entendido uma única palavra do que a professora de química explicou e completei com um “deixa, química nem é importante”, meu pai gargalhou e me perguntou se eu estava com fome, respondi que não pois havia comido um big cachorro-quente no intervalo.
Quando chegamos em casa, minha avó estava terminando de fazer o almoço. Eu não ia almoçar, mas quando vi que tinha salada de beterraba mudei logo de idéia; eu tinha que comer beterraba, eu amo beterraba, tirando que depois o xixi sai meio rosa por causa da cor dela. Quando meu xixi saia rosa, era a coisa mais extraordinária pra mim. Não comi muita beterraba porque eu ainda tinha que ir para a academia. Academia ... ai o professor .... não querendo me gabar, mais onde eu faço academia tem o professor mais lindo do mundo e Berréca achava o mesmo que eu. Ele tinha as costas largas, e a cintura mais fina, tinha também uma tatuagem que começava no peito e ia para o braço, tinha os cabelos enroladinhos e castanho, eu particularmente não sou nem um pouquinho fã de morenos, mais ele era a exceção.
Havia combinado com o Tonon o seguinte: ele descia em casa umas 13:40hr, e a gente ia a pé para academia, até ai beleza. Foi dando o horário e nada de Tonon em casa, meu pensamento foi “Tonon seu lerdo!” e “A Berréca vai me matar se eu não for pra academia”. Submissa em meus pensamentos, escuto Tonon me chamando.
- Já tava na hora – falei
- Eu me perdi – disse ele rindo – As ruas daqui são todas iguais, fui parar lá na avenida.
Tive que rir junto, meu Deus, ta pra nascer alguém mais lerdo que ele. Estávamos descendo a rua de casa, quando escutamos um “Ou” de longe, olhamos para trás e era Rebeca.
- Onde vocês vão? – perguntou
- Pra academia ué. Eu pensei que você já tivesse ido, por isso nem subi na sua casa, e o Tonon atrasou só um pouco, tipo uns 30 minutinhos, coisa básica. – respondi
- Ainda não fui – disse ela, pensei “avá,é mesmo?”. Rebeca é uma menina inteligente, mas as vezes ela tem uns surtos de lerdeza, bem estilo Danny o seu sonho de consumo. — Vem, vamos todos juntos – disse, dessa vez subindo a rua de volta para sua casa.
Quando chegamos em frente de sua casa, sua mãe já nos esperava dento da van topic para nos levar. Pelo caminho fomos tagarelando qualquer coisa e chegamos na academia em menos de cinco minutos, fiquei com um pouco de tontura pois tinha sentado de costas, mais logo passou. Desci da van, agradeci a mãe da Berréca, e entramos.
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