The Heart And Darkness

19 Madrugada de sonhos.


Notas iniciais
Hey, hey, apple! (Brincadeira. XD) Bom, consegui adiantar um pouco esse capítulo pra vocês (mesmo dizendo que ia ficar uns dias sem postar, mas... Escrever essa fanfic é viciante, não consigo parar. XD) (Ps: depois dêem uma olhadinha nas notas finais, ok?)

— NINA! – Gritou Lee. Imediatamente ele saiu do carro e puxou Eros por um dos pés, pois o ruivo ainda dormia debaixo do automóvel. – ACORDA, SEU IDIOTA!

— Mas mamãe, hoje não tem prova na escola... – Questionou o garoto enquanto ainda dormia e um filete de baba escorria de sua boca até a bochecha. O moreno agarrou o ruivo pela gola do casaco e gritou.

— VAI ACORDAR OU TA DIFÍCIL? – E de imediato abriu os olhos. Estava assustado e limpou a baba de seu rosto. – A NINA SUMIU, PRECISAMOS ACHÁ-LA!

— Como assim sumiu? – O sono ainda afetava o raciocínio de Eros, mas finalmente ele estava despertando. – Ah... VAMOS ATRÁS DELA AGORA! – E os dois saíram correndo em meio a escuridão daquele lugar.

— O encantamento a esta altura já deve estar funcionando. – Disse animadamente enquanto dava um gole daquele vinho. De um modo abusado, pousara os pés na mesa do homem a sua e este lhe lançou um olhar repugnante. – Sabe, não sei quais os efeitos da ilusão, mas a vítima o segue enquanto não alcançar aquilo que está no sonho que lhe chama tanta atenção. AAAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!

-... De fato. Mas agora, retire essas botas cheias de lama daqui, huh! – E espetando uma fina espada de esgrima no sapato do ser sentado a sua frente, um homem de roupas vermelhas e bigode mal aparado se controlava com todas as suas forças para não matar o gordo abusado. – Agora, Pete, você não deveria estar trabalhando para atrapalhar o escolhido da Keyblade?

— Exato Gancho. – E o gordo trapalhão deu mais um gole no vinho e voltou a por os pés na mesa do pirata a sua frente. – Mas o meu problema... – E dera outro gole. – É que agora existe possivelmente mais uma escolhida da Keyblade.

— Mais uma? Esta me dizendo que se refere à menina pelo qual você veio aqui encantar?

— Sim, ela mesma. Nina Monfort me fez praticamente uma bela surpresa nas últimas horas surgindo com algo que parecia uma Keyblade. – E o gordo dera mais um gole, ficando com o rosto corado de tanto beber. – Fiquei tão chocado que tive de correr para contar a Maleficent. Aí ela me mandou tentar acabar não só com o Sora, mas sim com a Nina também.

— Entendo, meu caro Pete. Mas diga-me, que eu me lembre existia um terceiro escolhido. O Riku, se não me engano. Há algum tempo ele esteve até mesmo em meu navio, trabalhando para Maleficent. Que fim ele levou?

— Ah, esse garoto aí. Eu tenho pena dele, sabe? O coração dele é consumido cada vez mais por trevas, eu acho que ele não tem mais escapatória... Provavelmente irá virar um Heartless ou algo parecido. – E terminando o copo, ele prosseguiu. – O garoto foi dominado pelo Ansem. Travou lutas contra o menino Sora e no final ele mudou, ajudando o garoto e o Rei Mickey a fechar a porta para Kingdom Hearts. Nisso ele ficou preso do lado de dentro junto ao rei e não se soube mais dele, ficou desaparecido por quase um ano. Até que poucos dias atrás eu o vi no Castelo Disney...

— Nossa, mas que garoto estranho. Não sabe se pende para o lado das trevas ou se fará coisas boas. – E assim Capitão Gancho voltou a se sentar e espetou mais uma vez sua fina espada na bota de Pete, retirando-as de sua mesa no seu gabinete particular.

— É questão de tempo agora... – E o ser destrambelhado encheu mais uma vez seu copo de vinho. – Pra ele voltar a trabalhar para Maleficent, ou...

— Ou...? – O tom do Capitão era de muita curiosidade.

— Ou ele pode cair nas graças da Organization XIII.

— Mas... O garoto ainda é “ele mesmo”. Para entrar na organização não é preciso ser um Nobody?

— Eu já não sei mais... Mas pode ter certeza, ultimamente esses caras tem sido de muita dor de cabeça para Maleficent.

— Não creio, isso está se tornando uma corrida para o Reinado dos Corações.

— Exatamente, uma corrida... Ao Reinado dos Corações. – E Pete terminou mais um copo, quase cochilando na mesa de Gancho.

- Nina... Venha Nina, estou lhe esperando... – E a voz que tanto chamava a garota dera uma risada gostosa. Nina, ainda com o vestido azul e os cabelos mais longos que o normal, parecia até mesmo uma princesa. Seus pés descalços ignoravam a relva molhada de umidade e as pequenas fadas que mais pareciam bolinhas brilhantes voavam em torno de seu corpo. Animadamente, a sua frente, havia um tronco de árvore caído. Pulou sobre ele e tentou se equilibrar, rindo da situação.

— Eu estou indo! – E pulando dali, ela começou a correr na escuridão. Ainda tentando achar a voz. Não sentia-se nem um pouco cansada e achava aquilo tudo muito divertido, até ela ver uma pessoa bem ao longe. – Quem é? – Ela gritou a uma distância razoável.

— Olá. – E era o dono da voz que tanto a chamava. Ele estava de costas e então se virou. Usava um Smoking branco e muito elegante, mas estranhamente ele também estava descalço. Em sei peito havia uma rosa vermelha presa, mas não era possível ver seu rosto devido a um galho de árvore que tampava a luz da lua. Ele começou então a andar na direção de Nina e aos poucos, com a aproximação, ela via os fios de um cabelo liso e prateado. Sentia-se estranhamente eufórica e até chegou a pensar “Eu finalmente verei seus olhos...?” Mas ao iluminar todo o rosto do rapaz, seus cabelos escondiam muito bem o par de orbes de cor desconhecida. Ele soltou a rosa em seu peito e deu para a garota (Que por sinal, a aceitou de muito bom grado.) E surpreendentemente ele começou a correr, deixando-a para trás.

— Riku, me espera! – E nesse instante o cenário se tornou inclinado. Começava a então tentar persegui-lo, só que com um pouco mais de esforço. Já demonstrava então algum cansaço, quando ali, do alto do pequeno morro, Riku a observava e sorria. Para a surpresa dela, ele então pulou, sumindo de vista. Ela enfim alcançou o alto daquele lugar e então notou, era um precipício. Ao olhar para baixo, Riku se encontrava boiando na água e sorrindo. Ele acenou e disse em um tom de voz calmo e razoavelmente alto para que ela pudesse escutar.

— Pule, a água está ótima.

— Não sei se quero... – Disse insegura.

— Venha, não tenha medo. – E ele parou de boiar e mergulhou, sumindo de vista. Nina estava ajoelhada com os montes de panos e tecidos que formavam seu delicado vestido azul e ela coçou a cabeça.

— Será... Que devo ir?

— Peter! – E uma voz masculina infantil gritou.

— Mas oras, o que há? Não vê que estou ocupado cochilando?

— Mas é urgente! – Uma segunda voz masculina soou.

— Ah, se vocês estiverem me atrapalhando por algo bobo, sentirão a minha fúria de modo impiedoso e terão suas mãos cortadas iguais a de...

— Não, não diga o nome dele! – E uma terceira voz masculina surgiu.

— GANCHO!

— AHHHHHHHHHHHHHHHHH! – E assim, um pequeno grupo de garotos com pijamas que mais pareciam imitações de animais gritou com medo, tremendo diante do nome do pirata.

— Agora, o relatório. Por que me acordaram?

— Nós vimos uma... Uma... Como é que se diz mesmo? – Disse o menor de todos, com uma roupinha que mais o fazia parecer um gambá.

— Uma menina! – Disseram os gêmeos em coro.

— UMA MENINA?! – E assim Peter, ou melhor dizendo, Peter Pan entrou em estado de alerta e até flutuou. – VAMOS, MENINOS PERDIDOS! Preciso ver isso com meus próprios olhos. – E assim eles saíram da toca que era mais um esconderijo secreto e correram para a noite fria. Todos corriam animadamente quando avistaram a tal menina, e esta era Nina. Diferentemente de como ela mesma estava se vendo, ela continuava com suas vestes normais e havia acabado de pular encima do tronco da árvore. Tentava se equilibrar até saltar e então parar. Os garotos olhavam aquela situação e se perguntavam o por que dela agir assim.

— Que estranho, por que ela está assim? Caminhando e saltitando no meio da madrugada?

— Talvez ela seja maluca! – Constataram os gêmeos mais uma vez em coro.

— Ou então... Ela está enfeitiçada e precisando ser salva! – Falou Peter.

— Isso! – E de imediato todos concordaram com o garoto de roupas verdes e que podia voar. Espreitando Nina com um máximo de cuidado, eles notaram que ela se aproximava bem aos poucos do mar. Andava por um píer e subia uma rampa bem inclinada, indo na direção de um navio.

— Oh, não! Ela está indo para o navio do Gancho! Com certeza ela está enfeitiçada! Afinal, nenhuma garota em sã consciência o enfrentaria assim, de frente! – Disse um dos garotos com uma roupa de urso.

— Vamos lá, aproveitamos a noite e que todos estão dormindo! – E assim Peter Pan e os garotos perdidos foram sorrateiramente até a rampa do navio. O garoto de vestes verdes levantou vôo e fez sinal para que todos ficassem em silêncio. O garoto pousou no convés do lugar e observou a garota se aproximar da prancha. Ela foi andando com cuidado até que se ajoelhou, parecendo observar a água. – Mas... O que ela está fazendo...? – Ele falou baixinho, mas então a porta do gabinete de Gancho se abriu e de lá um Pete bêbado de tanto vinho até que ele se surpreendeu, meio tonto com Nina na beira da prancha. Peter recuou o corpo para trás da vela do navio e ficou observando. Logo em seguida, o Capitão Gancho também saiu, dizendo.

— Urgh, mas que bafo você tem, ainda mais bebendo Pete. E... AH! Olha a garota ali, na beira da prancha.

— HIHIHIHIHIHIHI, ela vai cair e aquele crocodilo gigante irá devorá-la. Aí a Maleficent vai parar de me encher o saco, que ótimo! Aí vai ficar faltando só o outro moleque!

— Mas Pete, como conseguiu enfeitiçar a garota? – Perguntou Gancho, bastante interessado, observando que Nina lentamente ia tentando tomar equilíbrio e ficar em pé.

— Um Heartless criado em uma máquina está fazendo isso, é aquele bichinho. – E nesse instante, um pequeno Heartless que mais parecia um fantasma de tão transparente que era, apareceu atrás da garota, fazendo estranhos movimentos com os braços. Peter, se vendo sem escolha então saltou, saindo das sombras e se jogando contra o Heartless (que ao se ver ameaçado, desapareceu de vez).

— PETER PAN! – Gritou Gancho surpreso.

— Não irá escapar dessa, seu bacalhau! – Disse o garoto sacando uma espada e entrando em combate com o pirata.

- Vamos Nina, a água está incrível. – Disse Riku sorrindo.

-... Está bem, vou pular! – E lentamente ela tomou equilíbrio e ia pular, enquanto olhava para Riku na água. Mas para o seu susto, a cena mudou por inteiro: o precipício sumira e se encontrava em uma prancha. Em baixo, o corpo de Riku se deformava e então ela viu: Um imenso crocodilo com a boca aberta, a esperando pular. Suas vestes voltaram ao normal, assim como o seu cabelo. As fadas sumiram e ela percebeu que tudo não passava de ilusão. Infelizmente, no momento em que ela ia recuar, uma movimentação surgiu no Navio: os piratas de Gancho acordaram com a gritaria e os Meninos Perdidos apareceram também para lutar. O navio balançou e então ela perdeu o equilíbrio na prancha, caindo ao mar.

Notas finais
Como vocês devem se lembrar, no capítulo anterior a Nina, Eros e o Lee estiveram em uma pista entre os mundos lutando contra Heartless. Para a minha primeira descrição ficou horrivel, então vou deixar aqui pra vocês o link do video em qual "Gummi Route" (da Nave do Sora, Donald e Goofy) eu me baseei. Segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=H56-WFx0bXs (Quem jogou deve se lembrar que essa pista é muito emocionante, eu pelo menos ADORO essa! XD) E ah, imaginem invés de uma navezinha, um carro meio futuristico, mas com tiros do mesmo porte. Bem é isso aí, até a próxima!