The Gângster
1 Piloto
Notas iniciais
Cloe Narrando:
Bufo.Se uma coisa que eu realmente odeio, é pessoas insistente.E meu irmão se qualifica certinho.
—TÁ CACETE! EU VOU! — Berro no telefone.
—AMÉM! — Ele berra de volta.
Chaz Simons, meu irmão, bom ele não é meu irmão verdadeiro, na verdade, é eu que não sou.Vamos direto ao assunto: sou adotada.Minha família me adotou quando eu era ainda criancinha.
—As crianças ficaram felizes. — Ele diz.
Sorrio sem perceber.O motivo desse sorriso são meus queridos sobrinhos, são meus bens mais valiosos.
—Diga que eu mandei um beijo.
—Ta, tia babona.Preciso desligar, te vejo no natal mana! — Ele desliga.
Tiro lentamente o celular de meu ouvido.Eu havia optado por passar o natal só.Me sinto sozinha bastante, mesmo tendo minha família, quero dizer, cada um mora num canto.Meus pais adotivos moram na E.U.A, meu irmão no mesmo estado que eu, só que bem longe na onde fico.Jogo o celular em cima de minha cama, acabo me jogando junto também.O dia foi bem agitado, a cafeteria estava cheia hoje, não me surpreendo por ela ter enchido logo hoje, sábado.Trabalho na cafeteria até famosa do bairro.Trabalho a mais de três anos lá.
De repente, meu celular começa a tocar.O pego e tiro uns fios de cabelo meus da boca.Olho o visor e era um número desconhecido, quem poderia ser nessas horas?! Atendo receosa:
—Olo? — Adorava o filme 'Megamente'.
—Cloe, amor...— Ah não - Não desliga!
E foi nesse momento que desliguei.Bufo visivelmente irritada.Ainda me pergunto porque diabos o babaca ainda me liga.Bom, sabe a traição? Então, um dia, MARAVILHOSO, ela decidiu andar ao meu lado.Falando sério agora.Fui traída a pouco mais de um mês, pelo meu noivo, sim, meu noivo, que eu o achava perfeito.E admito, e ele até era.Até ele me trair, com a vadia, vagabunda, prostiranha da minha melhor amiga de escola.Ainda não caiu a ficha, quando eu cheguei e casa mais cedo, so para aproveitar o dia com o babaca(vamos chamar ele de Sr. Babaca? Vamos!) Bom, e foi muito clichê, bem no meu apartamento aqui, que eu e ele dividiamos na época.Cheguei em casa e ouvir gemidos, okay, por enquanto tá tudo tranquilo, mentira, ta nada tranquilo.Fui no meu quarto e paaah! Ela estava de quatro e ele a penetrando atrás, foi um horror, gritei, chorei.Dei uma surra nele.Joguei ela pra fora do apartamento pelada.Peguei as coisas dele e joguei pela janela.Traição é traição.Ainda dói, irei admitir aqui.Nos dois já estávamos juntos a tempos.E a cretina, que dizia ser minha melhor amiga, ainda teve coragem de voltar só pra pegar seu celular.
Esfrego meu rosto sobre minhas palmas.Não posso pensar nada daquele dia que uma doida, tristeza e angústia me invadem, tudo de uma vez.Eu nunca esperava por aquilo, e agora? Agora estou afastada de qualquer homem.Eu juro se ver a cara dela de novo, eu lhe dou uma surra.Me arrependo de não ter dado naquele dia.Me levanto e pego minha toalha do banho.Vou ao banheiro, que é em meu quarto e tiro toda minha roupa.Entro no box do chuveiro e ligo ele.Deixo a água quente cair sobre minha pele.O banho sempre foi feito para pensar e refletir sobre algo.Já hoje não para mim, me ajoelhei e chorei, chorei como os outros dias.Doi, ainda dói bastante.
Faltam dois dia para o natal.
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