The Gângster

2 Quem é ele?


Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês aí :) bjs

*
*
*
*

∆ 'You'regoneand I got to stay high
Allthe time to keepyou off mymindHabits (stay High) '


Cloe Narrando:

Eu olhava para os vidros do ônibus de viagem.Estava a caminho da casa de meu irmão.Eu estava eufórica, ele disse que tem algo a me contar, e eu? E eu sou bastante curiosa! Roía a unha desesperadamente, enquanto ouvia Stay HighHabits.Sabe aquele momento que uma música representa sua condição emocional? Então, ela me define agora! Acho que eu já estou quase chegando.Não sei bem o caminho de cor.Fecho meus olhos e adormeço.

******

Fazia apenas alguns minutos que eu esperava com minha mochila nas costas, em pé, em frente a rodoviária. Muitas pessoas iam e viam, como os ônibus. Seguro a alça de minha mochila. Se ele demorar mais, eu juro que lhe dou uns tapas, como pode esquecer sua própria irmã? Um 4X4 estacionou a minha frente, ao lado do meio fio. A pessoa abre a porta do motorista. É ele! É o chaz! Ele sai e olha pros lados.

—Chaz!— Berro seu nome.

Ele olha pros lados e me vê.Corro em sua direção e ele faz o mesmo. Me jogo em seus braços. Como posso descrever Chaz? Alto, bonitão, loiros curtos, olhos verdes, forte, carismático, palhaço, e ex-pegador. Lembro de muitos rolos dele na escola.

—Sentir saudades, baixinha.— Ele afaga meu cabelo.

—Somos dois então! Sorrio e lhe beijo na bochecha.

Nos desgrudamos.Já era meio escuro, por volta das sete ou oito horas da noite.Ele abre a porta do carro e eu entro.O vejo passar em volta do carro e entrar ao meu lado. Estou muito feliz, animada, fazia tempo que não nos víamos.Ele liga o carro e já nos afastamos da rodoviária.Coloco minha mochila entre meus pés.Ele liga o rádio e toca a nossa música 'Steal my girl', nós não podemos ouvir essa música que já cantamos enlouquecidamente, de brincadeira, claro.
Se passou apenas alguns minutos e estávamos na frente de seu portão de grade.Sua casa, super humilde.Uma mansão bem grande com piscina nos fundos.Admito, até eu queria morar numa dessas.Mas prefiro não gastar mais nenhum custo de meus pais.
Entramos dentro e ele para na frente de sua "humilde casa".Abro a porta do carro e saiu, jogando minha mochila em minhas costas.Fecho a porta do carro e olho a mansão.Pelo o que me lembre, a frente era diferente.

—Vamos? - Ele me tira do transe — Quero que você conheça um amigo.

Um amigo? O olhei confusa.Espero, no fundo do meu coração, que não seja um babaca.Já tenho um fora da minha vida, que prefiro manter distância.'Se acalme Cloe, você nem o conheceu' -Diz meu subconsciente.Ele tem razão, já tiro conclusões muito precipitadas.Balanço a cabeça e subimos nas baixas escadas da frente.

Uau e uau, são as únicas palavras que saem de minha boca quando vejo sua mansão.Suspiro e ele abre a porta de entrada.Escuto risadas de crianças.Meus sobrinhos!

Narradora:

Chaz abriu a porta da frente. Logo em seguida, Cloe, havia ouvido risadas dos dois sobrinhos.Ela entrou.Foi nesse instante que duas coisinhas pequenas, passam em sua frente correndo e rindo.

—Ei! Voltem aqui! Vou pegar vocês! — Diz uma voz masculina grossa diferente.

Todos os pêlos de Cloe se arrepio, só de ouvir aquela voz.No mesmo instante, um homem quase passa por ela, meio encurvado, com um sorriso nos lábios.Ele a viu, eles dois se encararam, talvez química? O homem se endireitou e a olhou profundamente, era uma troca de olhares diferentes, nenhum dos dois falavam algo, como se olhar fosse o suficiente.O homem, como podemos descrever esse pecado? Bem alto, forte, branco, cabelos escuros, e olhos verdes claros.Vestia uma roupa não tão "apropriada" para o natal, uma jaqueta preta, regata cinza, calça azul escuro e tênis.Cloe, coitada, mal saía palavras de sua boca.Estava ipnotizada por esse homem.

Cloe Narrando:

—Você chegou! - Finalmente saiu do transe.


Sarah, minha cunhada linda e maravilhosa, se aproxima de mim e me abraça apertado.Ruiva dos olhos marrons bem claros, uma deusa, perto dela me sinto uma plebéia.

—Bom te ver também, Sarah. — Digo.

Me afasto dela e volto a olhar o homem.Chaz estava com o braço em volta de seu pescoço, lhe falando algumas coisas.Seus olhos se direcionaram novamente a mim.Como é possível tanta beleza em um só ser?! Calma, não tire conclusões, você não sabe nada dele, e se ele for babaca? Como todos? (Tirando meu querido irmão).

—Cara, quero lhe apresentar minha irmãzinha.- Eles se aproximam — Cloe, esse é Ian.— Ian...
Interessante — Ian ou viado... — O tal do Ian dar uma olhaa mortal. — Essa é minha irmãzinha.

—Prazer! — Tento parecer o mais normal possível.

Ele dá aquele famoso sorriso, ah vocês sabem! Sorriso de molha calcinhas.Ele pega minha mão e beija as costas de minha palma.Admito, sentir meu rosto se esquentar um pouco.Como se eu fosse uma adolescente novamente.

—O prazer é meu. — eu sentir um duplo sentido?.

Duas coisinhas nos atrapalham, pulando em mim.

—Tiaaaa! - Meus gêmeos/sobrinhos dizem.

Como senti a falta de vocês!

Me agacho e os abraços fortemente. Lívia e Carlos, ambos ruivos dos olhos verdes, pegaram só genética boa.Me afasto e bagunço seus cabelos.

—Você vai brincar com a gente, né tia Clô? — Diz o bochechudo do Carlos.

—Claro! — Me levanto rapidamente.

Eles festejam um pouco.Eles dois pegam a minha mão e saem me arrastando.

—Vem tio Ian! — Tio Ian?.

Olho para trás e o tal do Ian sorrir. Depois ele começa a correr atrás da gente.Sinto que esse natal vai ser bom. Se é que vocês me entendem ( ͡° ͜ʖ ͡°).

*******

Eu e Ian nos jogamos no sofá, cansados.Nossas respirações estavam irregulares.Devem estar pensando merda, com certeza.Só ficamos brincando com meus sobrinhos, correndo atrás deles.Ficar com eles me lembram minha infância.E falando nos diabinhos.Eles chegam, ficando em nossas frentes, nem um pouco cansados.

—Levantaaaa tia Clô! — Diz Lívia.

—Eu estou morta Lili, talvez depois? — Me ajeito no sofá.

—Vamos tio Ian? — Agora é a vez do Carlos.

—Vou passar essa oportunidade, garotão, vocês me deixam exausto. — Carlos faz biquinho.

Os dois saem com bicos.Ian passa a mão em seu cabelo, colocando para trás.

—Então Ian...- Ele me olha — Me fala de você! — Tento...Tendo puxar assunto, uma coisa que não sou nenhum pouco boa.

Não tem nada do que falar sobre minha pessoa — tapa.

É isso mesmo? Acabei de ser gentil e levei de presente uma patada? Me remexi desconfortável no sofá.Estavamos lado a lado.Droga, algo nele não me cheira bem.Sinto que ele esconde muitas coisas.Para de putaria Cloe, só esse natal que você irá ver ele, não precisa criar tanta cena.O olhei pelo canto do olho e ele fazia o mesmo.Desviei o olhar rapidamente.Tenho que fugir daqui, rápido! Me levanto.

Respira.
Porque Chaz e Sarah tinham que ir logo agora no mercado?

Ouço passos atrás de mim.
Que ele não tenha me seguido.

Entro na cozinha.
O que diabos vim fazer aqui?

Olho em volta.Vejo uma bacia em cima da ilha extensa deles.Vou até lá e pego a maçã.Por que estou ouvindo uma respiração além da minha? Mordo a maçã e me viro.Dou um passo e logo me choco com algo. Abro os olhos e vejo ele, Ian, Deus... Porque sinto tanta tensão em meu corpo? Agora pouco estávamos próximos e eu não sentia nada disso.

—Você é bem bonita, Clô — Ele dá um ênfase em meu apelido.

Agradeceria tanto, se ele tirasse esse sorriso ridículo, maravilhoso, dacara.Ele vai se aproximando.Meu coração da um pulo.O que ele pensa que está fazendo?! Me apoio na ilha, já que, não tenho para onde ir.Ele estica o braço e fica perto de minha palma.Seu rosto vai se aproximando do meu.Ah não,
Ah sim.Quando sinto sua respiração bem perto da minha boca, eu digo:

—O que pensa que está fazendo? — Sussurro.

Ele dá um sorriso safado.Sua boca toma a minha.MAS COMO ASSIM, NEM TE CONHEÇO A UM DIA! Estou pirando mentalmente.Todo meu corpo se ascende, uma chama aquece meu coração, que eu preferia, de paixão, que estivesse frio! Seu beijo, ah, sem palavras.Feroz e super bom.Mas vamos repensar:

1-Eu não o conheço.

2-Não sei suas intenções comigo.

3-Puta que pariu, ele mordeu
meu lábio inferior.

4-Sei de nada da vida dele.

Recapitulando....FAZ ALGUMA COISA MULHER! O empurro, antes que esse beijo vire algo mais íntimo....Vocês sabem.Levanto minha mão e lhe dou um tapa na cara.Fez um pequeno barulho de instalo.Seu rosto vira no mesmo instante, ele arregalou os olhos.Sinto meu rosto se aquecer.Demais, pareço uma adolescente virgem apaixonada.

—Nunca mais toque em mim. — Digo com desdém.

Saiu da cozinha antes mesmo que ele falo algo ou até pior...Ele devolva o tapa.Não que ele pareça desse tipo.Você não o conhece — repito a mim mesma mentalmente.Volto pra sala e me sento no canto do sofá.Cruzo minha perna na outra e remexo em meu assento inquieta.Como encarar ele depois desse beijo estupidamente bom? Espero que esse natal acabe logo.

*
*
*
*
*

Notas finais
Espero que tenham gostado.Votem e comentem :) até o próximo capítulo!