The Gângster
6 Karla
Notas iniciais
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Cloe Narrando:
—Eu que lhe pergunto isso....O que você faz aqui?
Ele franze a testa.Remexe seus ombros e diz:
—Vim a negócios.Tenho contas a "pagar" com a mini vadia.
Mini vadia? O que ele tá falando?
—Ela é só uma criança.O que ela te fez? Pagou as drogas atrasado? — Digo sarcástica, porém seria.
Ele me olha feio.Revirou os olhos e disse:
—O puto do pai dela.Era um ótimo traficante, ele não pagou as drogas e eu vim atrás.Ele vendeu a própria filha, sabia? Seria minha empregada sexual! — O olho com nojo. — Até eu descobrir que ela é uma criança.Matei os dois e ela fugiu.Simples assim, agora posso matar ela?
Entro rapidamente em sua frente.Ele não pode fazer o que bem entender! Estico meus braços.Eu não deixarei ele mata lá!
—So por cima do meu cadáver. — O olho com desdém.
—Não é cadarço? - Ele coça a nuca com o cano da arma confuso.
—Não era cadarve? — Fico confusa.
Não era cadáver? Não faria muito sentido se fosse cadarço.Na verdade, estou de bota.
—Acho que é cabaço. - Ele diz.
—Não, é cadáver! — Digo com certeza.
—Quer saber? Foda se! — Ele faz cara de entediado.
Ele aponta pro meu peito.Recomponho minha postura.
—Não teria motivo para matar ela, ela não tem nada a ver com essa história. — Digo.
—E por acaso você sabe quem ela é? Não né? Então sai da frente, se não meto uma bala em seu peito e vai me dar mais trabalho.
Dou um passo mais a frente.Eu sei que ele nunca me mataria, sinto um pouco de tensão em seus olhos enquanto ele aponta a arma para mim.Toco no cano da arma.
—Então atira. — Desafio a morte — Bang! — Emito um barulho de tiro.
Ele bufa irritado.Abaixa a arma e bagunça seus cabelos bastantes.Suspiro, admito que eu estava suando frio! Porém, eu sabia que ele não atiraria, temos meio que uma "coisa", não sei exatamente descrever.
—A garota não tem ninguém.Ela vai ser problema seu.E se você fazer isso novamente, eu atiro mesmo.Não duvide de mim, Clô. - Ele diz friamente.
Logo em seguida saiu pela porta.Eu me viro e arrumo meu cabelo.E agora? Tenho a vida de uma garota em minhas mãos.Por onde começar?
Médicos e enfermeiros começam a entrar.
—Você terá que se retirar, vamos para cirurgia.Te mantenho informada! — Uma enfermeira loira diz.
Assenti.Espero que tudo ocorra bem.E novamente me encontro sozinha, numa sala vazia.Esse sala hospitalar se parece comigo, como disse antes: Vazia.
XXXX — algumas horas depois....
E novamente eu riu do que ela falou.A garota, que eu sei o nome: Karla.Está fora do perigo e passa bem.Foi difícil dizer a ela que seus pais morreram.Ela chorou e chorou.Tentei consolar, mas acho que não fui muito útil.
—Você sabe para onde eu vou? Algum parente meu foi avisado? — Ela pergunta
—Bom...- É meio difícil falar isso. - Eles foram avisados, mas nenhum veio.Sinto muito Karla, nenhum parente seu quis comparecer.
Ela olha pro lado, depois para baixo.Ela reprime seus lábios.E novamente, seus olhos enchem de lágrimas.Ela coloca as mãos em seu rosto e aperta.Eu me levanto e a abraço.
—Você vai ficar comigo, em minha casa.Irei te recolher com amor e carinho.Não se preocupe.
Ela me olha confusa, mas continua a chorar depois.Se fosse eu, não guentaria.Ah não espera, não tenho uma família legítima.Balanço minha cabeça.E lá vai eu fazendo desfeita com minha família adotiva.Eu os amo e agradeço a tudo que eles fizeram por mim.
Me afasto dela.A olho e sorrio, enxugo suas lágrimas.
—Vou pegar algo para você comer.Já volto.
Ela assenti.Saiu da sala e dou de cara com o corredor.Começo a procurar as máquinas de comida.Vou na cantina do hospital e não às acho, incrível! Ando mais e mais.Só no final do corredor até escondido eu os acho.Pego umas moedas que estão em minha bolsa e os coloco na máquina.O salgadinho cair e eu me inclino.
Na mesma hora, sinto algo bem perto.Uma coisa estranha em minha bunda.Pego o solgadinho e me recompondo.Engolo um seco e me viro bruscamente.Rapidamente, Ian me pega pelos pulsos e me prensa na máquina.Minhas costas, maldito!
—O que ainda faz aqui? — O olho indiferente.
—Ficar de olho em você.Você só se mete na onde não é chamada. — Reviro os olhos.Não estava muito afim de seus joguinhos hoje.
Nossos corpos, juntos bem apertados, um contra o outro.Seu hálito, era de café.Meu preferido.
—Me solta. — Digo sem o olhar.
—Fala me olhando que te solto. — Puta que pariu, ele só sabe complicar as coisas.
Eu o olho.Era como se fosse a primeira vez novamente.No natal, quando nos conhecemos pela primeira vez.Eu devia ter recusado de ter ido.Minha vida seria completamente normal, sem ele nela.
Noto que sua boca se aproxima na minha.Questão de segundos, nossas bocas se juntam.Reprimo os olhos.Não, tudo menos um beijo dessa coisa! Ele aperta meu pulso esquerdo e eu solto o salgado.Ele me prensa mais na máquina e eu começo a sentir coisa que....Deus....Quanta luxúria.Vou relaxando, a parti que relaxo, ele me solta.Coloco minhas mãos em sua nuca.Ele me pela pelas pernas e as deixa em sua cintura.Sua mão para em minha bunda apertando.Eu arfo.Eu estou tão entregue assim?
—Eu sei que não consegue resistir. - Ele tinha razão, mas nunca irei admitir.
—Vai achando. - Nós encaramos.
Era algo tão estranho e tão novo.Sua pegada, seu beijo, sua pressão e efeito que tem contra mim.Esse deve ser os efeitos de atração, certeza! O que seria além disso? Rio mentalmente.Repenso...Não, não e não.Nunca seria por isso.
Ele avança e me arranca um beijo rápido.Me solta e me segura.Ele não vai me soltar de jeito nenhum.
—Eu preciso ir. — Digo.
—Quem disse que isso é problema meu? — Ele levanta uma sobrancelha.
Dou lhe um tapa em seu peito.Arranco um riso seu.Um riso maravilhoso.Me afasto dele e pego o salgado do chão.
—Foi bom reve-lo também! — Mostro indiferença.
Dou as costas.Não sei nem três passos e ele dá um tapa em minha bunda.Viro bruscamente com a mão na minha bunda.Meu rosto se esquenta.Ele da um sorriso safado e morde os lábios.Acho que algo está molhado aqui...
—Gostosa! - Ele fala baixinho.
Me viro e sinto minhas pernas falharem.Um sentimento bom se apega em mim.Como um beijo consegue fazer isso com uma pessoa? Deus, estou indo no lado do pecado.Ele é o demônio e eu estou indo pro lado da luxúria.
O inferno e a tempestade em pessoa.
Ele pode infenizar sua vida, e depois bagunça lá.E sair ileso.Esse é o Ian.
Um Gângster.
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