The Gângster
7 Mamãe e papai
Notas iniciais
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Cloe Narrando:
Um mês depois...
Tudo está indo tão bem.Por até incrível que parece.Sabe porquê? Por que eu não vir Ian desde do ""acidente"" da Karla.Ele me fez um favor enorme.
Porém
(Tudo tem um porém, não é possível)
Eu sinto falta dele.Não sei o que está havendo comigo.Eu penso nele e me sinto bem.Meu coração acelera e eu sempre desejo que ele apareça de surpresa e me beije.Com aqueles lábios ferozes, que adoram deixar um gostinho de quero mais.Balanço minha cabeça, se eu parar de pensar nele, eu "travo" os sentimentos.Facil, simples, só isso.
Termino de colocar minha sapatilha.Eu me olho no espelho.Eu usava um vestido azul escuro de alcinha de seda que ia até os joelhos, uma sapatilha preta e meu cabelo estava preso num rabo-de-cavalo.Meu irmão queria que eu fosse em sua casa, ele disse que tinha uma surpresa para mim.
Se lembram no natal? Que ele disse quase a mesma coisa? Então, a coisa que ele ia contar — ou a surpresa, já que eu não me lembro mais — era o Ian, ele queria que eu e Ian ficasemos juntos.
Enfim.Saiu do quarto e Karla estava mudando o canal sucessivamente, com as cobertas em si.Ela ainda está muito mal.Não quero botar pressão nela ou força-la voltar a escola.A mesma tem 17 anos, está no último ano escolar.
Me aproximo dela e lhe dou um beijo na bochecha.
—Tem certeza que não quer ir? - A convido novamente a ir comigo.
—Tenho Cloe, tudo bem.Talvez eu saía para uma caminhada noturna, no máximo. - Ela suspira pesado.
—Okay — Não insisto. -Até mais tarde.Não me espere acordada!
—Não faça nada que eu não faria.Juizo! - Riu com seu comentário.
Saiu de casa, fechando a porta em seguida.Vai ser tipo um almoço de família.Sim, meus pais vão estar lá.
Saio do prédio e olho pros lados.Uma ferrari azul está bem a frente do prédio.
Sei muito bem quem é o dono desse carro.
Chego mais perto e dou uma pequena batida no vidro.O vidro vai se abaixando e eu vejo um certo alguém sorrindo sacana.
—O que faz aqui? - Vou logo ao assunto.
—Oi para você também. — Ele acena com a cabeça.Eu reviro os olhos. Vim te buscar.
—Ah não, você vai também lá? — Passo a mão em meu rosto.
—Também adoro te ver. — Ele diz sarcástico — Vai, entra logo.
Dou meia volta e começo a andar até o ponto de ônibus.Até parece que vou entrar em seu carro.Só em seus sonhos, Ian.
Seu carro me segue.Paro e eu o olho furiosa.
—Eu não vou entrar no seu carro. - Digo.
—Querendo ou não, você vai entrar.
Ele sair do carro.Eu o olho em choque.Ele se aproxima.Pego minha bolsa e começo a te bater.Ele pega meu pulso e me puxa pra si.Meu corpo se choca com o seu.Seu perfume invade minhas narinas.Seus olhos verdes escuros estão me olhando tão insanamente.
—Vamos.Não posso deixar o sogrão e à sogrinha esperando. - Me impressiono com suas palavras.
Ele me puxa com força pelo pulso.Abre a porta do passageiro e me coloca ali dentro.Igual aquele "episódio" quando eu descobrir que ele liderava uma Gangue.Ele entra do outro lado.Cruzo meus braços abaixo do peito.
Ouço ele suspirar, em seguida uma risada "doce".
—Como você é chata. — Ouço ele dizer.
Quando eu ia protestar.Sua mão vai para meu queixo, virando meu rosto, roubando-me um beijo, cheio de puro desejo.Não retribuo muito, eu realmente achava que ele tinha sumido de minha vida.
Meus cálculos estavam errados.
Depois ele se afasta de mim.Maldito sentimento....Meu coração de aquece, algo em está estranho.Algo está se formando em meu peito.Ataque cardíaco? Talvez.Preciso fazer o exame do mês.
Ele acelera seu carro.Vale lembrar que a casa de meu irmão é muito longe.Passarei duas á três horas com Ian.Maravilha!
**** - horas depois....
Ele parou seu carro em frente a casa.Saiu rapidamente, se eu ficar nesse carro mais um minuto, ficarei louca!
—Você é chata pra caralho, o mulher que não sabe o que é adrenalina! — Ouço Ian dizer.
O que foi? Eu fiquei falando para ele diminuir a velocidade.Estávamos mais de 50Km por hora! Eu estava tão eufórica que eu pensei em criar um "cinto de segurança para o cinto de segurança", loucura, entretanto, verdade.Suas palavras tem sentido, eu não sei me divertir.Alguém não pode ir a 20km que eu já fico eufórica.
Subo as minis escadas e Ian para ao meu lado.Reviro os olhos.É como se eu tivesse um ódio dele! Puta homem de ego maior que o próprio órgão genital masculino! E olha que eu nunca vi o dele! A porta se abre e Carlos aparece em nosso campo de visão.O pego no colo rapidamente.
—Tio, titia! — Ele nos olha.
O encho de beijos e Ian bagunça seus cabelos.Livía aparece e Ian a pega no colo.Dou um 'cheiro' nela e a mesma dá uma risada gostosa.
—Titia, quando eu vou te um priminho? — Quase engasgo com o nada.
—Ou uma priminha! — Agora é a vez de Lívia.
Eu olho para Ian.Ele parecia se divertir com isso.Ele colocou a mão em meu ombro e disse:
—Já já.Se sua tia estiver nos melhores dias, né, Clô?
Lhe fuzilo com um olhar.Ian está me dando aos sentimentos de raiva! Chaz e Sarah aparecem animados.Nos abraçamos e nos comprimentamos.
—Mamãe e papai estão na sala.Vai lá. — DizChaz.
Fui até a sala e vejo meus pais sentados no sofá.Eu sorrio.Eles me olham e depois levantam.
—Pai, mãe!
Eu corro até eles e os abraço.Fazia mais de dois anos que eu não os via.
—Você está bem, filha? Cadê aquelas bochecha, está muito magra. — Minha mãe me olha de cima abaixo, com uma cara nada boa. — Eu sabia que a empregada não daria conta de você! Quero minha filha bem alimentada!
—E como vai a vida, querida? Cadê o Elias? — Por que meu pai tinha que pergunta do Sr. Babaca?
Engoli um seco.Não sabia por onde começar e achar as certas palavras.
—Estou aqui, Filiphe!
Não...não...não...não...E NÃO! Me viro bruscamente.E lá está ele, o nosso ""querido"" Sr. babaca.Elias Sanvier.Dono de uma das empresas mais associadas do mundo.Dono de uma aparência impecável.Terno azul bem escuro, gravata branca, cabelos loiros claros para trás, alto, boca fina, olhos marrons claros.Um príncipe....era um príncipe! Agora me dá enjôos.
Ele vem até nós e coloca a mão em minha cintura.Tiro sua mão de lá e me viro para ele.
—O que pensa que está fazendo? — Meu sangue ferve.
—Dando um olá para minha futura família.E para minha noiva. — Como..que...han...
Trinco um dente no outro.É muita raiva acumula em um ser só.Minha mão coça, meu instinto diz para lhe dá um soco de vez de um tapa.
—Mãe, pai.Eu e ele não estamos mais juntos.Cancelei o casamento.
Meu pais se entre olham surpresos.Eu sei, parecíamos tão apaixonados todo esse tempo.Se Elias não tivesse cagado tudo.
—Só foi um desentendimento, podemos resolver. — Esse seu jeito já está me irritando
—TEU CU! — Me exalto.
—Cloe!! — Meus pais me chamam a atenção bravos.
—Como licença, Filiphe e Marisa.
Elias me puxa para a cozinha.Cadê Chaz para lhe encher de porrada? Remexo meu braço e ele solta sua mão.Viramos um para o outro.E acreditar que eu iria casar com ele....e acreditar que eu iria ter uma família com ele.Eu ainda o amo, e isso machuca.Irei deixar dê o amar depois de um tempo.Só preciso tentar desaparecer esses malditos sentimentos.
—Porquê você não atende minhas ligações? — Ele faz uma cara de desapontado.
—Por que será né? — Uso um sarcasmo que eu nunca tive, aprendi com Ian.
—Olha...me perdoe Clô, vamos voltar.Eu te amo!
—Se me amasse, não faria aquilo que você fez! Se você me amasse, já estaríamos provando bolos e bebidas.Você que fez a merda e quer resetar?! Elias, saia dessa casa! — Estava prestes a explodir.
A porta da cozinha é aberta.É agora que eu explodo! PIOR DIA DA MINHA VIDA! Os céus estão com raiva de mim, só pode! Brenda entra e me olha de cima abaixo.Vale lembrar que éramos melhores amigas.
—O que essa garota que não trabalha está fazendo aqui? — O que eu realmente queria lhe chamar era de: vadia, vagabunda, e traidora.
—Olha Cloe, vim aqui na paz.Vim te pedir desculpas e volte com o Elias.Ele te ama. — Ela explica de um jeito desanimador.
—Não se mete no nosso assunto. — Digo -Sério que a trouxe aqui? Como se eu fosse perdor vocês dois, e viveríamos num Feliz Para Sempre?! VOCÊS ACHAM QUE SOU TROUXA? — Grito a última parte.
Já havia chegado ao meu limite.Limite de tudo e de todos.
—Você só tem a mim que te ama.O único cara que te quis! Você acha que vai encontrar alguém melhor que eu? — Diz Elias.
A porta é aberta.Nós três olhamos.Ian entra passivamente e anda até mim.Fica ao meu lado e coloca seu braço em volta de meu pescoço, se inclina um pouco e me dá um beijo no rosto.
—Não fique tão convencido com isso, cara.Eu sou bem melhor que você.E sei satisfazer uma garota. — Suas palavras fizeram meu corpo estremecer.
Elias o olho de cima abaixo.Os dois são farinha do mesmo saco! O sujo falando do mal lavado.Eu queria gritar "engole essa" no rosto de Elias.Porém, me mantenho firme e certa.Entrelaço a minha mão na do Ian.Levanto e lhe roubo um selinho.
—Eu e ele estamos namorando.Ele sabe como tratar uma garota. — Digo.Sei que irei me arrepender dessas palavras futuramente...sei disso.
Os lábios de Elias ficam entre aberta.Brenda "comia" Ian pelos olhos.Isso se tornou divertido....ou é impressão minha?
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