The Gângster

16 Dim Dim Dim Ele Ama Sim


Notas iniciais
Continuação... Apreciem :)

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—Que? — Meu peito se aperta.

—Porra, eu gaguejei!? — Diz Nícolas. - Você que tem que diagnosticar ele, nem podíamos estar passando por aqui, não podemos deixar registros e rastros, tá ligada? — Níc sussurra, eu assenti.

—Vai salvar teu homem, mulher! — Dylan sorrir para mim.

Balanço a cabeça, acordando para vida.Pego minha prancheta e corro atrás de Ian.Pergunto para uma das enfermeiras e ela me informa certamente.Entro na sala de cirurgia.

—Eu faço o procedimento. — Digo.

—Mas, Doutora Cloe... — Interrompi o cirurgião.

—Sem questionamentos! Eu o conheço, é o mínimo que eu posso fazer por ele. — Digo.

E assim foi, duas longas horas dentro da sala de cirurgia.Um total de três balas que eu tirei dele.Eu admito, saiu lágrimas de meus olhos, vendo ele deitado daquele jeito.
Os enfermeiros levam ele para uma sala e eu vou junto.

—Mas uma cirurgia concluída perfeitamente, parabéns Doutora Cloe. — Diz um dos enfermeiros.

Eu sorrir, realmente feliz com seu comentário.Todos eles saem.Me aproximo da maca e pego sua mão.Ian, o que você tinha aprontado?

—Porque você sempre volta? — Murmuro. - Eu te amo tanto, babaca. — Dou uma risada. - Queria voltar naquele dia de Natal, quando eu sentir coisas por você que eu nem sabia o que eram.E de quando não te conhecia. — Sorriofraco. — Você trouxe tanta tempestade, mas tantos caminhos para fugir dela.

Ouço a porta se abrir.Dylan e Nícolas entram, com uma cara nada boa.

—O porra, deixa ele acorda e se declara. — Diz Dylan. - Ele pode ser...Bem o Ian, mas dá outra chance a ele.

—Por quê? — Questiono.

—Por que ele tá se drogando. — Eu olho para Nic. — Tá se drogando demais e levando cada puta diferente lá para casa.Porra, sem você o cara tá morrendo.

—Esse é ele, não sei porque vocês acham que ele sente minha falta.Gente, acordem, não dá.

—Não caralho, acorda tu.O cara sem coração quer você. — Diz Dylan. - Porra, ele tá um porre sem você lá.

—Ele nem sabe o que sente. — Digo. - E a gente ainda nem...

Os garotos se entre olham confusos.Sinto minhas bochechas um pouco quentes.

—VOCÊS AINDA NÃO FODERAM!? — Dylan diz alto, eu o olhei furiosamente.

—Xiiiiiiu! — Digo. - É pois é, não dormimos.

—Você não é realmente como as outras. — DizNic. - Mas sério, fazem as pazes.A pirralha adolescente tá chata pra caralho.

Dou uma risada.Durante todo esse dias, eu e Karla conversávamos por telefone.Ela nunca contava o que estava acontecendo em casa, talvez ela não queria que eu me preocupasse.

—Ela não é chata, vocês que são um porre. — Digo.

Nos entre olhamos e rimos entre si.Eu nunca pensei que me daria bem com eles.Eles, homens que eu tive medo quando os vi.

—Bom, já que tu vai ficar aqui, vamos dar um rolê pelo hospital enquanto isso. — Diz Dylan.

—Tudo bem, mas sem causar em? — Eles dois se entre olham e sorriram entre si.

Eles saíram pela mesma porta que entraram.Volto a me sentar na poltrona.

Como eu sou trouxa

É, eu sou trouxa.Trouxa por ele.Trouxa por quem não sente o mesmo...

Ou sente?

—_______dois dias depois-________

Dois dias, dois dias que pareceu uma semana.Eu passava pela sua porta mais de 10 vezes por dia, ( propositalmente ) só para ver se ele acordava.Meu celular começou a vibrar.O pego e atendo:

—Cloe falando. — Digo.

—Ele acordou, vem. — DizNic.

Desligo no mesmo instante.Deixo a minha prancheta na recepção.Quando eu ia correr até o quarto de Ian, alguém me chama:

—Doutora Cloe!


Me viro.Uma enfermeira chega até mim e me estende uma pasta branca.Pego a pasta e abro.Esta escrito "Teste de DNA"

—Esse é o seu resultado, Doutora Cloe.Até amanhã!

Ela acena para mim e sair andando rápido.Droga...Eu vejo os resultados agora ou eu irei ver ele?

...
...
...

Acho que Ian pode esperar.Vou até a Sala dos Médicos e pego minha bolsa.No caminho vou abrindo a pasta e lendo...

Deus
Ah Deus...

Deu positivo.Eu sou filha de Melissa e Rodrigo.Eu...Eu tenho meus pais legítimos! Paro no meio do hospital, quase na saída.Meus olhos se enchem de lágrimas de felicidade.Olho para trás.O quarto de Ian não está tão longe assim...Mas...Eu tenho que levar isso para Melissa e Rodrigo...

...
...
...

Ian pode esperar, correto? Saio do hospital e vou até meu carro.Ligo ele e acelero.Acelero com a maior felicidade do mundo.É surreal isso.
Em minutos, chego na mansão Volsky.O portão se abre e eu acelerado até a entrada.Saio do carro com á pasta em mãos.O jaleco ainda está em mim, nem lembrei de retirar ele.Abro a porta.Um homem aponta a arma para mim.

—Quem é tu? — Esse homem me lembra alguém....

Melissa chega e nos olhou surpresa.Foi até ele e o empurrou, com uma feição emburrada.

—Quem você pensa que é, para apontar à arma pro seu chefia? Em, Glen? — Diz Melissa.

Ele abaixa e guarda sua arma.Sorrio de lado meio sem jeito.Me aproximo deles.

—Desculpa menina, foi por impulso. — Diz o homem, que agora sei seu nome: Glen. - Bom, tô vazando, senão, Volsky vai me arrumar mais trabalho.

O homem saiu pela porta da frente e a fecha.Vejo Rodrigo em um dos corredores, no telefone.Aos poucos ele se aproxima de nós.

—Aconteceu algo, Clô? Você está com os olhos molhados. — Diz Melissa.

Acabo me lembrando do propósito de eu estar aqui.Me jogo nos braços de Melissa, e a abraço apertado, enquanto soluçava de tanto chorar.Ela me envolveu com seus braços.

—Cloe, o que houve? — Ela me pergunta baixinho.

Me afasto dela.Rodrigo chega e desliga o celular.Estendo a pasta para ambos e eles dois pegam, lendo juntos.Passo a mão no meu rosto, esfregando meus olhos.Eles lêem as folhas e depois me olham.

—Eu sabia! Eu disse! — Os olhos de Melissa se encheram de lágrimas. — Minha filha...

—Nossa Filha. — Rodrigo ou papai parecia bem feliz.

Eles dois me abraçam, sorrindo entre si.Esse é o melhor dia da minha vida.Eu não quero nunca mais deixar eles, nunca mais.

—________No hospital-______—_

Ian Narrando:

Tomei tiro, e eu tô bem puto.Os caras( Dylan e Nícolas ) Disseram que eu estou aqui faz quase dois dias ou dois dias, foda-se, na real, só quero ir embora e voltar para minhas drogas.

—Tu é babaca, por acaso!? A mina salvou tua vida e você nem quer saber dela!? — Diz Dylan.

—Ela foi embora, era isso que eu queria, ponto final caralho. — Digo.

—Ah é? Então por que você usa esse anel ainda? — Nícolas aponta para aquele anel.

—O problema é meu ou teu, afinal? — Digo, ignorante mesmo.

—Se tá um porre, irmão.Desde que ela te deixou.Tudo por causa do seu maldito orgulho. — Olho para Dylan. - Tem uma mulher da porra atrás de tu, que é médica, legal, gentil e gente boa! TU QUER MAIS O QUE, VIADO!?

—EU GOSTO DELA, beleza!? FELIZ, CARALHO!? — Jogo para fora, o que estava preso a tempos.

Os caras se entre olham.É sério que eu estou esperando ela entrar pela aquela porta?

—Então diz isso a ela mano, ela ainda tá no hospital. — Diz Nícolas. - Não deixe para depois, se você pode fazer hoje.

—Tá, tá, tá, ralam daqui.Ela vai chegar e eu não quero vocês viados por perto.

Dylan me mostra um gesto super adulto, o dedo do meio.Depois eles saem do quarto e eu aguardo a chegada dela, ansiosamente.Porra, desde quando fiquei assim para vê-la?
Foi se passando horas e nada dela.Me deitei.Ela...talvez esteja com outro...talvez ela não queira saber mais de mim.Foda-se, não sei porque a esperei mesmo.Tiro o anel e o jogo no lixo.Foda-se a Cloe, quem disse que eu gosto dela?

—Você mesmo...— respondo minha própria pergunta. - Porra, eu sou afim de uma única mulher. — Tampo minha visão.

Fechos os olhos, o sono me dominou.

Eu ainda quero ver ela chegando pela aquela porta, com um jaleco no corpo e com os olhos cheios de lágrimas.

Sonha, sonha Ian...

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Notas finais
Gostaram desse episódio? Ele é mais calminho :) até o próximo!