The Gângster
17 Cantarolando entre facas
Notas iniciais
*
*
*
As vezes, a vida nos dar supresas horrorosas, mas em troca, ela nos devolve flores de um buquê lindo e caro.Bom, isso funcionou comigo.
Eu, Cloe Blutter, uma ex filha da grande família rica, os "Simons".Se todos vissem que eles são sujos e ruins por dentro, veriam que não vale a pena aquela família de se enturmar.Meus pais adotivos me acolheram, mas o resto da família me odiou, dizendo que eu era uma vadia adotada.Isso deu para suportar, por um tempo.Hoje em dia, eles não me procuram e nem nada disso, me tiraram tudo o que eu tinha.Ainda bem que eu tenho meu dinheiro secretamente guardado no banco, isso eles nunca pegaram de mim.
Mágoas? Não há mais.Eu tenho meus pais verdadeiros agora, minha família verdadeira.Mas, há algo que cutuca minha cabeça, como eu me perdi deles ou eles me perderam? E é isso que eu quero descobrir agora, aqui, cara a cara com eles.
—Não podemos te contar ainda, filha. — Dizpapai..
—Por que vocês ainda insistem em manter segredo de mim!? Eu sou a filha de vocês, eu tenho o direito de saber, também. — Digo, indignada.
—Não é tão fácil assim te contar.É uma história longa e fará você ver Ian de outra forma, concluímos. — Disse mamãe.
—O que Ian tem haver com isso? — Digo, confusa.
—Exatamente o que estamos tentando evitar de falar para você.Eu te contei apenas a metade da história. — Continua falando a Melissa.
—E você tem um irmão. — Meu pai solta de repente. — Não me olha assim Mel, ela iria saber não tão cedo e nem tão tarde, e ele está vindo para cá.
Mamãe olha furiosamente para papai.Meu coração começa a acelerar.Eu tenho um irmão!? Meu Deus, é tanta coisa nova ao meu redor.Ouço a porta se abrindo.Me levanto num pulo, do sofá.
Faz um dia que eu fiquei sabendo que eles são meus pais.Hoje eu havia acordado disposta a descobrir mais e mais sobre eles e de nossa família
Mamãe e papai se levantam.Sorriram para mim e acenaram para mim, como se dissesse "Boa Sorte".Um homem de mochila entra e olha pro nada, parecendo pensar.Depois seus olhos voam até nós.
—Oi, mãe e pai. — Sua voz era como de qualquer outro homem, só um pouco mais sútil.
Alto, forte, cabelos negros acima dos ombros e olhos verdes escuros.Denifitivamente, ele se parecia comigo.Meus cabelos são negros e meus olhos marrons meio claros.Ele soltou sua mochila no chão e abriu sua boca, me olhando.
—Você...que é meu irmão? — Minha voz se tornou falha.
Eu andei lentamente em sua direção e ele correu em minha direção.Me pegou e me abraçou apertado, um abraço de urso.Sinto algo em seu abraço, tão reconfortante.Eu envolvi meus pequenos braços em seu pescoço e fechei os olhos sorrindo.
Eu tenho um irmão? Isso soa tão estranho
—Finalmente tenho você em meus braços, irmãzinha. — Ouço ele dizer.
Ele se afasta e vejo seus olhos brilhando, sinais de lágrimas estão evidentes, uma ou duas lágrimas saem de seus olhos.Enxugo e sorrio para ele.
—É tudo muito novo para mim, me desculpe. — Sorrio do lado.
—Tudo bem, vamos recomeçar. - Ele se afasta mais um pouco. - Meu nome é Dako, e o seu é Cloe, não?
—Como você sabe? Tão rápido assim!? — Digo surpresa.
Acho que a notícia correu tão rápido quanto o The Flash.Ele deu um sorriso convencido e disse:
—A мать ligou alguns dias atrás mesmo, me dizendo que te encontrou. — Ele aponta para nossa mãe, atrás de nós.Olhamos ao mesmo tempo e ela sorriu sem graça para a gente. - E eu ainda não acreditei, peguei um voo para o Brasil rapidamente, lá na Rússia.Deixei tudo lá, só para ver você, irmãzinha.
Meus olhos se encheram de lágrimas de felicidade, rapidamente me joguei em seus braços e sorrir, sorrir por ter minha família finalmente.Por tudo estar nos eixos, quando tudo esteve decaindo.Me afastei um pouco e beijei todo seu rosto.Vir um lindo sorriso crescer em seus lábios.
Ele é tão lindo
—Mamãe já te contou tudo? É porque... — meu celular toca, interrompendo o Dako.
Pego meu celular do meu bolso e vejo o nome: Sarah.A Sarah me ligando? A essa hora? Não era tão de tarde ainda e nem tão cedo assim.Atendo e apróximo do meu ouvido.
—Olô? — Digo.
—Tia Cloe? Aqui é a Lívia, sua sobrinha. — A Lívia? Ela não devia estar na escolinha já? Acho tudo estranho e fico séria. - Tia, você pode vim aqui em casa.
—Oi linda, o que foi? Está em casa? Por quê? O que houve?
—Papai está aqui. — Meu coração acelera. - E ele parece bem nervosinho.
—Livia, se esconda, ouviu? Titia já está indo correndo para aí, beijos.
Desligo e ando para a saída.Eu pensei que Chaz nos deixaria em paz, mas parece que não.Se ele fazer algo com meus bebês ou com Sarah, ele há arcar as consequências comigo! Desço as pequenas escadas e ouço passos atrás de mim.Dako para em minha frente e sorrir ( sorriso igual do papai ).
—Me diga onde é, eu te levo lá. — Ele diz.
Assentir.Hoje pela manhã, não pensei que aconteceria tanta coisa de uma vez.Dako abre o carro que estava em frente de casa.Um Lykan Hylersport.Quando você fica na mesma casa que Ian, você acaba sabendo de tantos carros desconhecidos e caros.
Entro e ele acelera logo em seguida.Digo o endereço e ele acelera sem dó.Será que ele também é um gângster?
—Enquanto não chegamos, posso te fazer uma pergunta? — A curiosidade me fala mais alto.
—Claro, princesa. — Ele sorrir de lado.
—Você também é do crime?
Seu sorriso se desfaz e ele acelera mais.Coloco o sinto com medo e tremendo.Volto o olhar e ele estava sério.
Ele cheira a perigo.
—Então você sabe dos bagulhos? — Ele virá a esquina derrapando.
—Para onde eu estou indo, é a casa de uns gângsters, sei de tudo e um pouco. — Digo.
—Não quero você nesse mundo, Cloe. — Reviro os olhos.
—Eu não vou para esse mundo, eu prometo.
Ele me dá uma pequena olhada rápida.Em minutos, chegamos finalmente na mansão.Os portões se abrem e ele acelera até lá para frente.O carro de Chaz se encontrava ao lado de casa, estacionado.Saio de dentro do carro rápido.Vou até a porta de casa, a mesma já estava aberta.Ouço um pequeno berro...
Puta merda
Entro empurrando mais a porta rapidamente.Ando mais um pouco e vejo Chaz, doido, com as mãos no cabelo de Sarah.Karla estava tentando o puxar, era evidente que ela não conseguia.Chaz empurrou Karla e a mesma caiu igual uma jaca no chão.Ando furiosa até eles e digo:
—SOLTA ELA! PORRA! — Digo furiosa.
Tento empurrar Chaz.Lasco um tapa em sua face.Ele parecia bem fora de si, ele nunca se mostrou tão doido assim.Ele solta a Sarah e ela cair no chão, com os olhos cheio de lágrimas.Seus olhos voam para mim e eu engoli um seco.
—A quanto tempo, né, irmã. — DizChaz, depois de dá uma risada sarcástica.
Ele levanta a mão para mim e eu me encolho rapidamente.Na época da escola, me encolher era uma escolha, para "amortecer" os socos ou tapas.Antes mesmo que seu soco, me atingisse.Ouvir som de uma arma sendo destravada.Abro meus olhos e olho para o lado.Deko apontava a arma para Chaz.
—Um homem não é um devido homem, quando ele levanta a mão para uma mulher. — Deko diz. - Você é um fracote, não merece viver, porém, não quero matar ninguém bem na frente de minha irmã.É seu dia de sorte, babacão.
Chaz o olhou furiosamente.Dako sorrir irônico e pegou Chaz pelo braço o levando para a entrada.
—Ei, qual é a tua cara!? Tira as mãos de mim! — OuçoChaz dizer.
Daqui, vejo Dako levar Chaz até os portões lá da frente.Me recomponho e com a ajuda de Karla, levantamos Sarah, que parecia abalada.Sua face estava avermelhada e seu olho roxo.
—Sarah....Lívia me ligou. — Sarah me olhou com os olhos cheio de lágrimas. - Tudo vai dá certo.
Ela vem até mim e me abraça.Abraçamos umas às outras, tentando ter alguma estrutura, para aguentar isso que acabou de acontecer.Ouço som de um tiro e meu pelo se arrepia.
—Chaz vai ter o que merece. — Murmuro.
Vejo lá da escada, alguém descendo com Lívia nos braços.Ian descia as escadas com uma cara não muito boa, ainda mancando.
Eu não pensei que ele já levou alta, do hospital...
Com uma cara de dor, ele deixa a Lívia no chão.Ela corre em nossa direção, chamando pela a sua mãe.
—Mãe! — Sua voz estava falha.
Sarah pega a Lívia nos braços e a pequena chorou no colo da sua mãe.Karla olhou pro lado e olhou surpresa para Ian.
—Ian, volta para seu quarto, você nem devia ter se levantado! — Diz, Karla.
—Cala boca, aborrecente.Eu ouvir a briga e mandei a pirralha ligar para a tia imprestável dela. — Sentir uma pontada.
O olhei supresa.Tia imprestável!? Olha, eu já estou brava e ele vem com uma dessas!? Ah não, passou dos limites.
—Imprestável!? Imprestável é você! Que ao menos não sabe evitar de tomar um tiro, nãoooo, logo já levou três tiros, para me deixar cheia de preocupação.
Sem querer eu dou a entender que fiquei preocupada com ele.Sarah me olha e Lívia também.Droga, falei até demais! Dako volta para dentro, colocando sua arma na cintura.
—Mansone? — Ian diz.
Dako olhou para Ian e sorrio de lado.Os dois andaram um na direção do outro e deram um pequeno abraço de homem, com uns tapinhas nas costas.
—O que você faz aqui, filho da puta? — Diz, Ian.
—Vim ajudar minha irmãzinha.Um cara chega assim na sua casa e você deixa, porra!? Tem mulher aqui cara. — Diz, Deko.
—Porra, eu tô de cama, nem era para eu levantar agora.
—Espera aí, irmã!? — Karla olhou para Dako e para mim. - Caramba, nem sabia que você tinha irmão!
—Nem eu! — Digo.
Sarah fungou.Minha atenção foi para ela.Coloco minhas mãos em seus ombros e sorrio de lado para ela.
—Vamos para cima.Iremos cuidar de você. — Digo, bem baixinho.
Subo as escadas até a metade, quando ouvir Ian me chamar:
—Cloe! — Ele me chama.
Paro na escadas.Karla acena e eu assentir.A mesma levou Sarah lá para cima, enquanto eu, fiquei parada na metade da escada.Ian chega até mim e parou em minha frente, ficando um pouco mais baixo que eu.Uma frente fria entra e eu estremeço.
—Sim? — Sinto todo meu corpo se ascender.
Ele olhou pro lado, olhou para mim, mexeu em seu bolso e tirou de lá aquele anel, ah vocês sabem qual.Arregalei os olhos, já sabendo na onde ele talvez queira chegar.
—Quer casar comigo? — Sua voz soa por todo canto do primeira andar.
*
*
*
Fale com o autor