The Gângster
18 Fuck
Notas iniciais
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—Quer casar comigo?
Eu o olhava incrédula.É um sonho, só pode! Sentir todo meu pelo se arrepiar.Eu sentia que só era ele e eu, eu e ele nesse mundo, por dois segundos.Juntei todas as minhas forças e respondi:
—Eu...Ian...— sim ou não? Não ou sim?.
—Cloe? — Ele me olhava tão sério.
—CLOE!
Ouvir berrarem meu nome lá de cima.Olhei pro alto da escada e depois pro Ian.Dei um passo para trás.
—Elas...Elas estão me chamando. — Digo bem baixo.
Muitas coisas vieram á tona.Eu amo muito Ian, eu amo esse Gângster.Porém, não consigo me imaginar nosso casamento a mil maravilhas, e também, meu antigo noivo me traiu...E se Ian fazer o mesmo? O medo me consome.
Dou as costas e corri lá para cima.Vamos Cloe, volte ao normal, é apenas um pedido...de casamento.Ah, droga, depois dessa, não sei se terei forças de olhar cara a cara com ele.Karla está parada no batente da porta.Vou até ela e arrumo meu cabelo.
—Aconteceu algo? — Ela me olhou de cima abaixo.
—N-não, e-está tudo bem. — Gaguejo até demais.
—Gaguejando dessa forma, claro que está tudo bem. — Seu tom sair com puro sarcasmo.
Olho para dentro do banheiro.Sarah e Lívia tomavam banho juntas dentro da banheira.Sarah parecia mais calma, na verdade, ela sempre foi calma.
—Sarah? Se sente melhor? — Pergunto.
—Sim, bom, mais ou menos. — Ela sorrir de lado. — Chaz vai pagar por tudo, certamente.
—Obvio que sim, entraremos na justiça e faremos ele nunca mais se meter com nós. — Diz Karla.
—Acho melhor não, os garotos não gostam da justiça.Eles são fora da lei, esqueceu? — Diz Sarah.
—Esqueci desse "detalhe".. — Karla fez aspas com a mão.
—Chaz vai pagar...vai. — Murmuro.
Depois de tudo o que ele fez com Sarah, o meu ódio por ele só cresceu, mais e mais.Me segurei, me segurei para não sair daqui e ir no escritório de Chaz, lhe dá a surra que merece.Cerrei os punhos.Nunca fui desse tipo, não sei o porque estou com isso em mente.
Não me sinto mais a mesma
Não me sinto mais a mesma de antes faz tempo.Como se meus dias de calma estivessem contados.
_—__°Semanas Depois°____
Adivinha só quem é trouxa e voltou a morar com o cara que "expulsou"? Isso mesmo, eu mesma! Bom, chega de ironia.Já faz uma semana que voltei a morar com meus amigos, quero dizer, com minha familia.Acho que somos a família mais estranha do mundo.
Meu turno finalmente terminou.Ultimamente ando trabalhando tanto, que o Diretor do hospital pediu para eu sair um pouco mais cedo, disse para eu descansar.Eu recusei de primeira, porém, eu lembrei do que eu tinha que fazer.Fecho o meu armário e pego minha bolsa.Me olho no espelho e prendo meu cabelo.
Já na rua.Balanço o braço e peço um táxi.Ele para em minha frente e eu entro.
—Para a Simon's Comporation, por favor. — Digo rápido.
Irei cometer um homicídio hoje.Brincadeira, no máximo que irei fazer, é encher o Chaz de porrada.Hoje que eu irei descontar toda a minha raiva que sentir dele.Hoje e nenhum dia mais.
Se passou minutos e chegamos na frente da empresa.Uma grande empresa.
—Obrigada.
Lhe dou o dinheiro e saio do táxi.Suspiro fundo e entro dentro da empresa.É o primeiro dia que entro aqui sem ser uma Simons.Entro e todos os olhares vão para mim.Obvio que todos ficaram sabendo que eu não sou mais a filha da grande e rica família Simons.
Passo pela recepção, ouvindo uma das recepcionistas me chamar, dizendo que não posso subir.Entrei dentro do elevador e apertei o botão.Dei um tchal irônico para a recepcionista.Ao meu lado se encontrava Yagami, um sócio do meu ex irmão.
—Quanto tempo, Cloe. — Ele comenta.
—Lhe digo o mesmo, Yagami. — Sorrio para ele. - O dia está lindo, não é?
—O dia sempre está lindo, na verdade. — Como sempre um amor de pessoa.
—Veio a negócios com meu irmão? — Pergunto.
—Na verdade, vim me demitir.A empresa está decaindo muito.Ele não sabe comandar ela como antes. — Yagami suspira tristemente.
Yagami é um coreano super lindo, alto, com um corpão.Feição tão fofa, com seus olhos meio puxados.Ele e eu sempre nos dermos bem.Sempre jogarmos xadrez, quando ele ia na casa do Chaz, durava horas.
—E você? Veio ver ele? — Ele me olha.
—Meio que sim.
As portas são abertas.Saio como um raio de dentro.Vou marchando até a porta, mas a secretária, Wendy Arvel, me impediu.
—Desculpa Cloe, mas você não pode entrar. — Ela me olha desanimada.
—Eu vou dar umas pauladas nele, você tem que me deixar entrar. — Digo sincera. - Você não quer vingança? Ele não te assediou?
—Sim, mas acho que foi um acidente. — Ela olhou pro lado tristemente. — E isso faz dois anos.
—Não existe acidentes quando algo é por querer. — Digo.
Seus olhos quase enchem de lágrimas.Ela se afasta e acena para mim.Sorrio maligna para ela.Entro dentro do escritório, logo atrás de mim Yagami se encontrava.Chaz levantou seu olhar e me olhou confuso.
—O que você faz aqui!? — Ele me olhou furiosamente.
Vou marchando rápido até ele.Dou a volta na mesa e levanto o punho, lhe lasco um soco em seu rosto.Tapa, soco, um atrás do outro.
—VOCÊ JAMAIS MERECEU A SARAH! — Digo mais que brava.
A raiva estava entrando em mim, uma raiva desconhecida, nunca havia sentido isso.O pego pelo terno e o jogo no chão.O chuto fortemente.Agora ele deve saber como me sentir na época da escola...Na época que ele não me protegia, na época que os ""amigos"" dele me batiam, por eu ter mais cérebros que as namoradas deles.Foi nessa época que ele conheceu Sarah, por minha causa.Ela era a novata, e ela me salvou deles.Depois, era só xingamentos e insultos, pelo menos não me batiam mais.
Eu ODIAVA a escola, com todo o meu coração
Vejo os seguranças entrarem.Yagami só observava sentado.Ele já deve ter notado que não é boa ideia interferir.
—VOCÊ NUNCA MAIS CHEGUE PERTO DE MINHA FAMÍLIA! E se você der as caras por lá, te caço e arranco essa minhoca que você chama de pênis.
Dou um chute em sua face.Foi quando os seguranças me pegaram e me tiraram de lá.Eu me sentir vingativa, me sentir feliz por aquilo.Certamente, a cada dia eu deixo de ser a Cloe antiga, isso me assusta.
Uma viatura se encontrava em frente a empresa.
Bem, por essa eu não esperava
Nunca fui presa.Tem a primeira vez para tudo, não é? Eles abrem a porta de trás e me colocam lá dentro.Vejo os funcionários na frente da empresa, olhando e cochichando para tudo aquilo.Yagami me olhou e passou a mão em seus cabelos, preocupado.Fiz um sinal para ele, de ligar.Apontei lá para cima e repetir o sinal de ligar.Ele assentiu e foi lá para dentro.Eu havia deixado cair meu celular no meio da briga.
Chaz nem revidou
A viatura se meche e eu começo a ficar eufórica.Meu Deuses, com quantos anos sairei da prisão!? E Karla!? Ela vai terminar a faculdade quando eu sair!? Eu serei violada lá dentro!?
Passei minhas mãos em meu rosto.Tomara que Yagami tenha entendido meu sinal e ligue para algum dos meninos.
—Esses jovens rebeldes de hoje em dia, sempre se metendo em confusão. — Essa voz não me é estranha...
Levanto minha cabeça e olhos para aqueles dois policiais.
—Não sabem se comportar, falta de paulada. — Diz o outro.
Eles param no sinal vermelho.Me sento no meio, acho que sei de quem são essas vozes.Eles dois se viram e levantam o boné da polícia.Andrew e Nícolas sorriram para mim.
—Andrew! Nicolas! — Um alívio me invade. - Que surpresa!
—Surpresa é você sendo presa. — Diz Andrew, no volante.
—Mas como vocês sabiam? — Questiono surpresa.
O sinal fica verde e Andrew liga as sirenes.Depois começou a acelerar entre os carros.Nícolas se vira e olha para mim.
—Minha irmã me ligou e disse para mim que você estava aqui. — Diz Nicolas. - Ela sabe que você é um de nós, e também porque ela já te viu lá no casarão, diz ela.
—Não sabia que a Wendy é sua irmã. — Digo surpresa.
—Bom, agora sabe. — Ele se vira, sério. - Pegamos um carro falso da polícia daqui, e o uniforme pegamos por aí.
—Como vocês arrumaram o uniforme da polícia daqui? — Eu fazia perguntas e mais perguntas.
—Duas palavras para você, Cloe: Sex Shop. — Diz Andrew.
Nícolas lhe deu um soco no ombro, o olhando bravo.Começei a rir bastante.
—Não ria dessa forma, Clô.Sabe como foi constrangedor dois homens entrarem dentro da Sex Shop? Pensaram que a gente era gay, porra. — Nícolas ficou irritadom
—Quem não? — Digo o olhando. - Vamos para onde?
—Vamos para a casa, obviamente.Ou você quer ir presa? Com dois gostosos "policiais"? — Andrew me olha pelo retrovisor de cima, com um sorriso malicioso.
Se eu dissesse sim, isso viraria um filme pornô
—Não, obrigado.To bem assim. — Digo.
—Porra, assim acaba com nossas auto-estima, Cloe. — Diz Nicolas.
—Vocês são lindos, tá bom?
—Melhorou, gatinha. — Diz Andrew sorrindo. - Vamos para casa.
E novamente ele acelerou, minhas costas bateram no banco de trás.Procuro o cinto de segurança e o acho.Ian já deve saber o que aconteceu...Definitivamente.
—_ °Já em casa°___
Nícolas abre a porta e eu entro primeiro.Depois eles dois em seguida.O resto dos garotos estão no sofá.Quando paro, seus olhares vão para mim.Ian mexia em seu celular, bem impaciente.
—Tu tem problema!? — Diz Dylan. - Tá drogada é? Desgraça! O que você fez para ser presa? — Ele se levantou e pôs as mãos em sua cintura.
Os olhos se Ian voam em minha direção.Me aproximou deles e me sento no sofá.Com as mãos nas coxas, e me sentindo envergonhada, digo:
—Eu...Eu entrei no prédio do Chaz e...Bem...— Eu me sentia desconfortável contando para eles. - Bom, eu entrei no escritório dele...e...bem...bati nele. — Eles me olham confusos. - Enchi ele de porrada, concluindo.
—Essa é a minha garota. — Ian sorrir orgulhoso.
—Já é uma das nossas. — Dylan sorrir aliviado.
—Tô surpreso, vindo de uma puritana. — Thomas diz algo.
O olho feio e lhe faço uma careta.Ian se levanta e vem em minha direção.
—Já está tarde, vamos. — Ele me olhou sério.
Me sentir quente e todos meus pelos se arrepiaram.Ele estende sua mão e eu a pego.Um sentimento me invade, com nossas mãos juntas.Ele me puxa com tudo e saiu me arrastando.
—Hoje tem! — Diz Nícolas.
—Ian, se quer minha roupa de policial? — Diz Andrew.
—Aaaaa eu vou gozar. — Diz Dylan.
Os garotos todos riram.Coloquei minha mão em meu rosto, meia sem jeito.Como uma adulta consegue ficar sem jeito em relação a sexo? Subimos e ele me leva para o seu quarto.
—O que você quer de mim, Ian?
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