The Guardian

4 Terapia de Choque


Notas iniciais
Obrigado pelos reviews lorenatbellon, Lory Cullen, Gilda,
verinha, Isesantarem, Sisters_love, Vibella e sissy! Bjos.
Vamos a mais um capítulo!

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Capítulo anterior — ... Mas ter Mel foi uma escolha minha, é óbvio que eu jamais teria pensado em não tê-la, mas a certeza me trouxe também um medo enorme e eu vi em Alice uma amiga em potencial... Nos aproximamos muito durante a gestação e sua mãe, dona Esme, também foi pra mim um presente... Os Cullen eram uma família muito unida, embora eu conhecesse só alguns deles ainda sim essa união era muito clara e eu admirava isso...

POV Melany

Depois que mamãe me colocou pra dormir fiquei ali pensando no dia legal que eu passei e me lembrei...

Flash Back On

– Ele gosta quando passamos a mão no peito dele... Dizia o tio Edward enquanto Boris se recostava de barriga pra cima perto de mim e eu ri da cena... Eu fiz carinho nele junto com o tio Edward... E o Boris suspirou... Achei engraçado... Ele tem o pelo fofinho, macio... E estava limpinho... Tio Edward disse que ele havia tomado banho fazia pouco tempo.

– Ele é grandão! Falei ainda passando a mão nele.

– Sim ele é, mas é mancinho, mancinho! Disse tio Edward.

– Ele não morde Mel... É nosso amigo, não é tio? Perguntou Tomy.

– É isso aí carinha! Respondeu tio Edward.

...

– Tchau Boris... Tchau… Tio Edward… Falei e ele sorriu me pegando no colo me deu um beijo e me abraçou…

– Tchau princesinha! Disse ele me colocando no chão logo depois.

Flash Back Of

Eu não tenho tios ou tias de verdade... A mamãe é não tem irmãos... Uma vez eu perguntei pra vovó Renée porque a mamãe não tinha irmãos e ela disse que uma barriga só já bastou e a mamãe riu do seu comentário... Mas eu não entendi muito bem... O Tomy tem tio e tia... Eu queria ter tio e tia... Se o tio Emmett fosse meu tio seria legal e se o tio Edward fosse meu tio... Não... Ah... Bem que o tio Edward podia ser meu papai... Será que ele iria querer? ... Tive uma idéia...

– Sabe Papai do céu eu vou fazer uma lista... É uma lista de como deve ser o meu papai e quando terminar ela eu vou dar pro senhor... Falei bem baixinho pra mamãe não ouvir juntando as mãos como ela ensinou e depois peguei o meu caderninho e pensei em como eu queria que o meu papai fosse e... E na minha cabeça veio um rosto...

Papai da Mel...

– É bonito

– Olhos verdes igual da Mel

– Gosta de brincar

– É engraçado

– Gosta de dar abraço e beijo

– Esse papai ta bem parecido com o tio Edward... Falei e ri...

– Melany Swan... Já passou da hora de você dormir! Gritou a mamãe e eu voltei pra minha cama rapidinho...

– Eu acho que ri um pouco alto demais... Papai do céu fica esperando minha lista ta bom? Falei piscando pra janela que mostrava uma pontinha do céu que estava estrelado e fechei em seguida meus olhos pra dormir.

(...)

POV Bella

– Sua agenda está equilibrada hoje! Dizia Lauren me passando as fichas do dia.

– São apenas retornos? Questionei enquanto abria meu notebook.

– A maioria sim salvo uma avaliação vinda da Guarda Costeira! Disse me entregando as fichas ao final... A minha primeira paciente do dia seria Esther Savege... Uma senhora de meia idade, viúva que não estava aceitando o luto.

– Ok vamos ao trabalho... A senhora Savege já chegou? Perguntei e Lauren de forma afirmativa me respondeu.

– Chegou com os olhos inchados e o semblante bem abatido! Disse se dirigindo a porta e eu respirei fundo em busca de equilíbrio.

– Peça que ela entre sim? Pedi e Lauren sorrindo saiu da minha sala.

...

POV Edward

Essa agora... Eu tinha que ser avaliado... É tinha que passar por um psicólogo... Pensava tentando conter meu mau humor enquanto caminhava em direção ao meu carro ainda dentro da base da Guarda Costeira... Levantei o papel e vi o nome...

Isabella Marie Sawn... E ainda por cima é uma mulher... Mulheres, seres que tendem a ver problema onde não existe... Estou arrumado mesmo... Entrei no carro e parti para a tal avaliação... — Ocean Park Blvd... 2716... O transito estava razoável se fosse ver pelo horário, estacionei o carro e fui em direção ao consultório... — Vamos lá doutora Swan! Afirmei entrando na recepção do consultório... A recepção era moderna ao mesmo tempo que clean... A mulher tinha bom gosto, sua recepcionista era muito educada e me olhava sempre sorrindo... Tentei retribuir a receptividade embora me encontrasse extremamente desconfortável em estar ali... Me restava esperar já que havia chegado trinta minutos antes do horário marcado.

– Senhor Cullen o senhor pode entrar! Disse a recepcionista assim que uma senhora chorosa saiu do consultório da psicóloga... Assenti me levantando.

– Edward Cullen, bom dia, por favor, sente-se! Disse a mulher que... Bem vamos combinar era... Era linda e extremamente sexy e... Não sei tinha um que de familiar... Sentei-me como ela pediu.

– Bom dia! Afirmei e ela sorriu.

– Cullen... Você é parente de Alice Cullen Whitlock? Perguntou.

– Sim... Sou irmão de Alice... A conhece? Devolvi perguntando em seguida.

– Sim... Somos amigas! Afirmou ainda sorrindo. – Bem senhor Cullen espero não ser um problema a minha aproximação com sua irmã... Dizia e eu me perdi naqueles olhos verdes e naquele sorriso.

– Não... Não problema nenhum... Mesmo porque você irá apenas assinar um papel me liberando para voltar as minhas atividades normais mesmo... Falei devolvendo o sorriso e no segundo seguinte ela parou de sorrir.

– Como? Questionou com os olhos em fenda.

– Bem é o que eu vim fazer aqui certo... Receber de você um atestado de que estou apto a voltar a trabalhar... Porque vamos combinar essa coisa de que eu possa estar traumatizado ou transtornado de alguma forma com a perda de uma vitima é ridícula... Eu sou um profissional treinado para esse tipo de operação e não tem como eu estar traumatizado...

POV Bella

Eu tinha a minha frente um homem mais do que lindo, sim vou dizer... O homem é muito lindo e tem uns olhos que me lembram alguém, verdes intensos... Mas o que ele tem de bonito tem de arrogante... Agora mesmo ele está se dizendo declarando um profissional e deixando claro que a minha função aqui é apenas lhe dar um papel assinado... Onde já se viu, que petulância... É muito abuso mesmo e ainda pra completar é irmão da minha amiga, como pode um ser desses ser irmão de Alice?

– Espere um momento senhor Cullen... Eu acho que estamos equivocados aqui... Minha função é avaliá-lo e não apenas lhe dar um atestado... Se veio atrás de um papel que comprove a sua sanidade sem ao menos passar por uma avaliação está o senhor no lugar errado e...

– Sanidade? Questionou mudando a expressão despreocupada para a de desagrado. – Está me chamando de maluco? Perguntou se mexendo na cadeira de forma enérgica.

– Não senhor Cullen... Estou apenas frisando a minha função aqui... Visto que o senhor não entendeu...

– Eu entendi sim... Entendi que isso é uma palhaçada! Disse firme.

– Palhaçada? Senhor Cullen peço que se porte de forma educada em meu consultório, por favor...

– A doutora me chama de maluco e mal educado e eu devo permanecer impassível a tais palavras... Isso...

– Eu não o chamei de maluco... O senhor entrou aqui dizendo de forma autoritária que veio atrás de um atestado... Eu não dou atestados senhor Cullen... Minha função é avaliar e tratar... Não estudei anos para apenas atestar algo! Declarei e ele respirando fundo se mexeu na cadeira... Era nítido o desconforto dele e aquilo me deixava inquieta também.

– Veja bem doutora Swan... Eu sou como falei um profissional... Não tenho problemas psicológicos e, portanto não preciso passar por tratamento algum... Será melhor então para todos nós que a senhora ateste isso e pronto! Afirmou me deixando ainda mais irritada... Embora a farda bem alinhada em seu corpo fizesse dele um homem ainda mais atraente eu via ali um ser arrogante e atrevido... Sim atrevido, como ele tinha a capacidade de me dizer o que estava dizendo?

– Se o senhor precisa ou não passar por tratamento psicológico é algo que apenas eu posso afirmar sendo que me encontro apta para tal... Sem contar que sua atitude agressiva não deixa duvidas de que realmente está com algum problema... Dizia e ele fechou os olhos com força respirando intensamente...

– Isso é um... É um absurdo! Disse se levantando. – A doutora se acha muito superior não é?

– Não eu não me acho superior... Diferente do senhor que entrou aqui se achando eu sei meu lugar e ele é aqui ajudando pessoas com dificuldades que na maioria das vezes não entendem sobre a mesma e por isso não sabem administrar...

Sexo on fire – Kings of Leon (ouça)

– Isso é um ultraje! Declarou. – Eu não preciso passar por isso! Disse ainda nervoso.

– Ok senhor Cullen! Afirmei segura.

– Ótimo... Dê-me o bendito papel e encerraremos esse desastroso encontro! Disse com as mãos na cintura... Me levantei...

– Irei dizer pela ultima vez senhor Cullen não irei lhe dar papel nenhum antes de avaliar seu quadro! Declarei cruzando os braços.

– Não vai dar o papel? Questionou com os olhos em fenda.

– Sem avaliação, não! Permaneci firme.

– Você é muito prepotente sabia? Disse ele com o dedo em riste ao passo que se aproximava de mim se inclinando sob mesa.

– E o senhor é muito petulante senhor Cullen! Declarei também com o dedo em riste me inclinando sobre a mesa.

– Para você sargento Cullen doutora! Disse com deboche o "doutora"

se aproximando um pouco mais e eu cheguei a sentir o seu hálito quente.

– Ok... sargento Cullen... Seu... Seu troglodita! Falei alto... Nossos olhos se encontraram e eu juro... Juro que o que vi me deixou completamente desconcertada... O Cullen saiu segundos depois sem ao menos dizer qualquer outra palavra e eu respirando de forma descontrolada me sentei em minha cadeira procurando restabelecer meu equilíbrio emocional... Que homem era aquele? Um... Um... Arrogante e... E...

POV Edward

Eu não sei... Sai do consultório daquela mulher prepotente com a velocidade da luz... Quando nossos olhos se encontraram... Ali tão próximos... Seu hálito doce e seu cheiro me deixaram sem chão... Eu não saberia dizer se o meu descontrole se deu por conta do que acontecera antes na conversa desastrosa ou depois quando vi seus olhos tão de perto... E as bochechas avermelhadas ressaltando sua raiva contida naquele momento. Quem ela pensava que era? Que mulher insuportável e... E...

...

– E aí como foi lá? Perguntou Emmett ao cruzar comigo nos corredores da base...

– Depois Emm... Depois... Disse indo direto na sala do capitão... De forma impaciente esperei para ser atendido.

...

– Mas senhor...

– Cullen é o procedimento e eu não vou fazer diferente com você! Disse o capitão Denalli depois de me ouvir sobre a doutorazinha. – Volte aquele consultório e se deixe ser avaliado do contrario será suspenso sem prazo determinado! Disse me olhando firme. – Dispensado sargento! Declarou e eu me vi obrigado a sair daquela sala feito um cachorrinho que recebeu bronca... Maldita mulher... Era só ela assinar um papel e estaria tudo resolvido... Mas não ela tinha que dificultar... Tinha que ser tão... Tão...

...

Eu estava proibido de voltar ao trabalho até segunda ordem e aquilo estava me deixando ainda mais irritado... Fui para casa e retirei a farda que embora fosse de verão estava me deixando desconfortável por conta do calor, resolvi andar pela areia da praia próximo ao Píer de Santa Monica acompanhado de Boris... Nunca fui um homem agressivo e sempre me orgulhei disso... Enquanto caminhava ali... Sentindo a areia arranhar meus pés refleti sobre minha atitude há instantes atrás... Que merda era tudo aquilo? Droga eu não precisava passar por aquilo, ser analisado por aquela mulher... Inferno isso era sim um ultraje... Mas eu tinha sido realmente grosseiro e esse tipo de atitude nunca fez parte de minha personalidade... Afinal de contas o que estava acontecendo comigo?

– Sim amigo... Estou nervoso! Disse depois de me sentar na areia com Boris parado a minha frente me olhando... Aquele cachorro era incrivelmente perceptivo... Seu latido era uma resposta... Sim Edward você agiu errado... Certo eu odiava ser analisado, mas tinha que admitir que depois daquele infeliz dia os pequeninos olhos assustados de Leah não saiam da minha cabeça... Mas não... Isso não era motivo para que eu precisasse passar por avaliação e pior ainda um tratamento psicológico... Me chame do que quiser... Ignorante até e eu sei não combina com um homem feito,formado em medicina a palavra ignonrância, mas eu não via cabimento naquela situação... Inferno eu não via!

POV Bella

Raiva... Essa era a palavra que me definia nesse momento... Raiva... Como por Deus aquele homem poderia ser irmão de Alice? Filho de uma mulher como Esme... Eu estava inconformada... A criatura saiu do meu consultório como um trem bala, sua atitude troglodita me deixou em uma mistura de desconcertada com revoltada... Quem ele pensava que era? O restante do meu dia foi totalmente descompensado por conta daquela maldita avaliação que não ocorreu no final das contas... E vou dizer jamais em circunstancia alguma eu daria um atestado liberando aquele grosseirão a voltar as suas atividades, mesmo porque se o fizesse estaria expondo um desequilibrado a sociedade... Ah não ia mesmo, antes ele teria que se tratar...

– Coitada da Esme! Soltei suspirando em seguida.

POV Melany

– Você viu? Eu consegui falar a tabuada do dois todinha! Disse o Tomy sorrindo.

– Eu vi sim! Respondi... O horário da chegada e da saída da escola não era legal... Nunca era porque eu via um monte de papais indo buscar as crianças igual eu... Que nem agora, que tinha o papai da Liene na minha frente com ela no seu colo e os dois riam juntos... Papais são grandes né? Pegam a gente no colo e a gente vê todo mundo de cima... Deve ser bem legal... Me lembrei do tio Edward me pegando no colo... Ele é bem grandão...

– Mel... Mel? Ouvi Tomy me chamando e olhei pra ele de novo.

– O que? Perguntei.

– Eu to perguntando a um tempão se você sabe a tabuada do dois... Você sabe ou não? Perguntou ele.

– Sei sim... Eu aprendi! Respondi pensativa.

POV Bella

– Foi tudo bem na escola gostosa? Questionei assim que entramos no carro.

– Sim! Respondeu minha baixinha... Mel estava silenciosa e aquilo não me agradava.

...

– Vá tirar o uniforme e entre no chuveiro que a mamãe já vai... Falei e Mel seguiu para o quarto sem dizer uma palavra se quer... Ajudei minha pequenina no banho e depois fui preparar nosso jantar...

– Mamãe? Ouvi e me virando vi Mel parada na porta da cozinha.

– Sim...

– Eu preciso de lápis novos... Os meus estão pequenininhos! Disse.

– Ok... Amanhã compramos certo? Disse e ela assentiu... Jantamos em seguida e eu tentei tirar de Mel o que tanto lhe incomodava e suas respostas monossilábicas me deixaram preocupada... Ser psicóloga nem sempre é sinônimo de se saber o que se passa na cabeça dos outros... Embora eu conhecesse Mel como a palma da minha mão eu sabia que havia algo a incomodando, mas não tinha a certeza do que era... A curta conversa me deixou claro que não era um problema ou algo que a tivesse entristecido durante o dia... Era na verdade um incomodo e ela naquele momento não queria compartilhar comigo, aquilo me entristecia um pouco... O meu celular tocou assim que coloquei os pratos na pia... Mel saiu da cozinha no instante seguinte e imaginei que ela fosse ver televisão... Vi que a ligação se tratava da senhora Savege... Com certeza a mulher estava se sentindo ainda mais deprimida e resolvera me ligar para desabafar... Ossos do oficio... Resolvi sair para fora de casa para que Mel não ouvisse minha conversa... Eu não gostava de envolver minha garotinha com nada relacionado aos meus pacientes.

...

– Mel? Perguntei ao entrar em casa, o silêncio denunciava que algo não estava normal... Ah não estava mesmo... Caminhei pelos cômodos e encontrei minha pequenina deitada em sua caminha adormecida em meio às bonecas... Mas próximo ao seu corpinho se encontrava um caderninho aberto...

O papai que eu quero ter...

– É bonito

– Olhos verdes como os meus

– Tem que gostar de brincar

– É engraçado

– Gosta de dar abraço e beijo

– Precisa ser alto pra me pegar no colo e eu poder ver as pessoas de cima

Mel estava escrevendo sobre o pai que queria ter... Aquilo me deixou tocada e ao mesmo tempo incomodada... Minha pequena tinha essa ânsia em ter um pai, em partilhar desta convivência com uma figura masculina... Ok culpa minha, minha máxima culpa... Engravidei em uma festa por estar... Por estar bêbada e Mel veio ao mundo sem o pai que tanto queria e eu... Bem eu passei por poucas e boas por conta da falta dessa presença masculina ao meu lado... Mas eu... Eu já tinha me adaptado a ser sozinha, apenas eu e Melany, mas Mel não, ela insistia na idéia e até causava por conta disso... Como? Ri sem humor com o pensamento. Mel escolhia quem podia e quem não podia se aproximar... Sim, meus relacionamentos amorosos, raríssimos, diga-se de passagem, eram sempre avaliados pela pequenina em questão e se não tivessem os requisitos que ela achava adequados não servia... Agora me diz, vê se pode como uma criança de cinco anos tem essa mentalidade analítica e um tanto autoritária... Mel era a minha paixão, meu porto seguro e meu tormento... Um tormento bom, um tormentozinho divertido... Descobrir que ela agora fazia uma lista era mais uma novidade que ela me apresentava!


Notas finais
Esse econtro não foi nada tranquilo... rsrsrs.
E aí o que acharam? Vamos me digam, por favor, estou ansiosa por reviews!
Bjos e até o próximo capítulo!