The Guardian

5 Linda soneca


Notas iniciais
Obrigado pelos reviews minhas fiéis leitoras Isesantarem,
verinha, Vibella, Sisters_love e Gilda! Bjos.
Vamos a mais um capítulo!
HOJE TEM PRÉ-ESTRÉIA DE BD2... ESTOU POUCO ANSIOSA, MUITO POUCO... rsrsrs.
�/ TWILIGHT FOREVER!!!!!!!! �/

\"\"


Capítulo anterior — ... Mel escolhia quem podia e quem não podia se aproximar... Sim, meus relacionamentos amorosos, raríssimos, diga-se de passagem, eram sempre avaliados pela pequenina em questão e se não tivessem os requisitos que ela achava adequados não servia... Agora me diz, vê se pode como uma criança de cinco anos tem essa mentalidade analítica e um tanto autoritária... Mel era a minha paixão, meu porto seguro e meu tormento... Um tormento bom, um tormentozinho divertido... Descobrir que ela agora fazia uma lista era mais uma novidade que ela me apresentava!

...

Santa Monica amanheceu chuvosa e Mel por conta do mal tempo estava emburrada não querendo ir à escola.

– As escolas deviam ficar fechadas em dia de chuva! Disse com um bico enorme formado nos pequenos lábios e eu fingi não ouvir... Com a faca sem corte Mel passou geléia de morango em seu pão e em seguida colocou uma camada generosa de pasta de amendoim por cima... Aquilo me causava enjôo... Eu não saberia dizer onde Mel aprendera isso... Na verdade buscando em minhas memórias me dava conta de que desde que começou a comer sozinha iniciou esse tipo de mistura que me deixava desconfortável, algo exagerado na minha opinião por ser doce demais, mas ela dizia ser saboroso e adorava... Ai de mim não ter ambos os ingredientes em seu café!

– Vamos gatinha termine logo do contrario vamos nos atrasar! Afirmei saindo da mesa... Meu celular tocou no momento em que pegava a bolsa para sairmos... Era James. – Olá James! Disse sorrindo... Mel se colocou no meu campo de visão com a feição séria cruzando os bracinhos.

Bella querida... Estou com saudades e para eliminar esse sentimento quero reencontrá-la em um jantar, o que acha? Questionou feliz e eu sorri um pouco mais, o homem é lindo, charmoso e extremante gentil, por que não investir?

– Um jantar... Claro, quando? Perguntei.

Na sexta as vinte horas está bom para você? Perguntou.

– Sexta-feira... Bem... Eu teria que contratar Bree a babá que sempre me ajudava com Mel em ocasiões assim... – Claro sem problemas! Afirmei... Mel puxou meu braço.

– Mamãe vou me atrasar! Disse com a testa franzida voltando a cruzar os braços.

– Oh... James... Eu preciso desligar... Tenho que levar a Mel na escola...

Me desculpe linda... Eu não queria atrapalhar... E... Bem quero muito conhecer sua filha...

– Não se preocupe logo a conhecerá... É sempre um prazer falar com você! Declarei e Mel bufou a minha frente... Tive vontade de rir... Nos despedimos em seguida.

– Quem é James? Perguntou ainda com os braços cruzados.

– Um amigo da mamãe! Afirmei colocando o celular dentro da bolsa e me encaminhando para a porta.

– Eu não conheço nenhum James que é seu amigo! Afirmou e eu me virei atordoada com seu tom de voz firme.

– E desde quando preciso apresentar todos os meus amigos a você mocinha? Olhe lá como fala comigo! Declarei ficando séria.

– Você vai sair com ele e me deixar sozinha! Disse fazendo cara de choro, mas não me comovi.

– Mel sem drama vai... A Bree ficará com você e eu sei que você adora brincar com ela... Agora vamos que você realmente está ficando atrasada e eu também! Afirmei a empurrando em direção a garagem...

POV Edward

– Droga a geléia acabou amigão! Afirmei inconformado... Café da manhã sem geléia misturada à pasta de amendoim não era e nunca seria um café da manhã descente... Meu dia pelo visto estava começando muito bem e pra ajudar eu teria que reencontrar a “doutora” Swan... Maldição! O latido alto de Boris deixava claro que ele também estava insatisfeito. – Valei por ser solidário amigão... Ela... Ela é um pé no saco... Bate no máximo nos meus ombros e se acha... Com aquela pose de doutora com óculos de grau na cara... Deus... Que... Que merda! Disse saindo da mesa com raiva indo em direção ao quarto... Boris me seguia na mesma velocidade. – Respira Edward... Respira... Relaxa... A manhã na base foi tranquila o que me deixou menos revoltada já que os resgates foram muito poucos.

...

– Boa tarde senhor Cullen! Disse a secretaria da bendita psicóloga.

– Boa tarde! Devolvi me sentando em uma poltrona no canto da sala.

– A doutora Swan irá lhe atender em quinze minutos! Afirmou ainda sorrindo e eu apenas assenti... A sessão tortura começaria em quinze minutos... O jeito era me conformar e tentar relaxar.

POV Bella

– Senhor Benson cachorros são seres irracionais... Sendo assim Dexter não poderia jamais reprovar suas atitudes! Afirmei pela milésima vez... Meu paciente Henry Benson um senhor de meia idade e solteirão estava em tratamento comigo a mais de um ano e seu caso já estava se tornando um peso... O homem era completamente paranóico e andava nas ultimas sessões apresentando alteração quase que psiquiátricas.

...

– De volta sargento Cullen? Perguntei com certo sarcasmo e suas narinas infladas e seus olhos em fenda demonstraram sua revolta em estar em meu consultório.

– A doutora não me deu alternativa não é? Soltou suspirando ao final.

– Sente-se sargento! Disse me controlando e o Cullen se sentou de cabeça baixa.

– Veja eu... Ok... Me desculpe ter sido grosseiro em nosso ultimo encontro! Disse me surpreendendo.

– Eu também sinto muito e espero poder ajudá-lo! Declarei.

– Ok! Disse sem graça.

– Ótimo... Então tudo será mais fácil... Me diga o motivo que levou seu superior a encaminhá-lo a mim... Falei e ele se mostrou frustrado pela situação... Respirando fundo...

– Bem... Como a doutora deve saber... Quando ele me chamava de doutora o sangue me subia, pois o seu tom de voz era, mesmo agora sendo controlado, acido. – Eu sou um nadador de resgate e passamos por situações de risco quase sempre... Em meu ultimo resgate a rotina não se alterou salvo infelizmente o fato de ter perdido uma vitima... Uma criança e... Edward me contou sobre o tal resgate que vitimou a pequena Leah e enquanto ele falava eu percebia nitidamente a sua paixão pela profissão ao passo que detectava a sua total frustração ao ter perdido uma vitima... O que ficou evidente também em determinado ponto é que o fato da vitima ter sido uma criança trouxe a Edward um peso ainda maior... Aquele homem precisava sim de uma atenção psicológica.

– Sargento, tem filhos? Questionei e ele me olhou confuso.

– Não... Mas o que isso tem haver com a situação? Devolveu.

– É que na verdade eu sou um pouco curiosa! Devolvi querendo rir... Ora essa querido sargento é tão óbvio... Se o senhor fosse pai estaria em algum momento somatizando a situação. – Tem ligação com alguma criança? Perguntei e no mesmo instante me veio Thomas filho de Alice... Edward sorriu com a pergunta.

– Sou muito próximo ao filho de minha irmã... Thomas! Afirmou confirmando meu pensamento... Ele estava sim somatizando.

– Eu suponho que se ocorresse com Thomas o mesmo que ocorreu com a pequena Leah para o senhor se sentiria...

– Isso jamais aconteceria com Thomas! Afirmou de forma quase feroz e aquilo me assustou. – Sou um profissional, errei é verdade... Errei em... Em meu trabalho e isso é imperdoável, mas isso jamais aconteceria com Tomy, não com ele... Respirou fundo mais uma vez. — A pequena poderia estar por aí correndo e brincando... Tendo pela frente um futuro a conquistar e eu... Eu por um erro primário destruí essa possibilidade... Soltou ao passo que seu peito se movimentava com certa violência... Edward Cullen era o tipo de homem que não admitia erros próprios e quando os mesmos aconteciam traziam a ele um peso maior do que ele podia carregar... Deixei-o desabafar...– Em minha profissão não há lugar para erros doutora... Um erro significa uma vida e o valor de uma vida é algo inestimável! Disse.

– Entendo sua posição, mas existem momentos que fogem ao nosso controle... A chamada fatalidade está sempre acima de nós...

– Eu estava lá... Sei que errei, tenho consciência disso! Afirmou me cortando... O pequeno bip do timer me avisou que o tempo da sessão havia encerrado.

– Nosso tempo acabou sargento! Declarei enquanto escrevia... Levantei os olhos e vi o Cullen sorrindo... Sorri de volta me levantando e dando a volta na mesa ficando de frente para ele e lhe entreguei o papel...

Sexo on fire – Kings of Leon (ouça)

Ele se levantou pegando o papel leu o mesmo e me olhou de cima abaixo se demorando na parte de baixo e me deixando um tanto confusa... Em seguida ouvi ele engolindo em seco com a feição transtornada...

– O que significa isso? Questionou levantando o papel.

– Eu acredito que o senhor entendeu o que está escrito, mas se não eu posso explicar...

– É claro que eu entendi... Mas como assim está me proibindo de fazer resgates? Soltou indignado.

– Não estou proibindo-o de realizar resgates... O sargento é chefe de uma equipe correto? Então irá poder coordenar um resgate sem problemas, apenas não poderá participar do mesmo efetivamente... Pelo menos até que nossas conversas nos mostrem o contrário...

– Quem é você pra me proibir de fazer o meu trabalho? Disse se aproximando de mim com o papel ainda levantado.

– Eu sou a psicóloga que vê neste momento um homem que não se encontra em condições de passar por situações intensas como um resgate em alto mar! Afirmei cruzando os braços.

– Ora sua... Você tem idéia de qual foi a minha colocação no teste de percepção e aproximação que fiz em meu curso preparatório ou de meu tempo de nado... Não você não tem... Doutora Swan a senhora não sabe de nada! Disse ainda mais próximo... Mais uma vez nos víamos quase com o rosto grudado um no outro e aquilo me deixava possessa e... E...

– Você pode ser o melhor nadador de resgato dos EUA sargento, mas no momento não está apto para atuar como! Declarei firme. – Tenha uma boa tarde e até a próxima sessão! Afirmei sem me mexer.

– O que eu... Eu terei que voltar aqui? Perguntou incrédulo.

– Sim terá... Se é que pretende um dia voltar a fazer resgates! Respondi e ele bufou intensamente.

– PREPOTENTE! Soltou alto.

– TROGLODITA! Devolvi ainda mais alto e ele me dando as costas saiu pisando duro como da outra vez... Meu corpo todo tremia e com dificuldade me sentei na cadeira em que ele ocupava há minutos atrás...

POV Edward

– INFERNO! Gritei batendo os punhos no volante do meu carro com violência... Eu queria socar alguém, esganar o pescoço... Entreria facil, facil em um briga naquele momento. – Swan dos infernos! Vociferei enraivecido, eu... Eu não sou assim... Estou me portando como uma bicha louca e mimada... Deus o que essa mulher faz comigo... Estou me descontrolando por conta dessa maluca que se sente dona da verdade... Respirei fundo e resolvi retornar a base.

...

– Como é... Você só vai poder nos acompanhar? Perguntou Emmett e eu bufei revoltado.

– Aquela maldita psicóloga parece se realizar me ferrando! Declarei e Emmett gargalhou.

– Por que está rindo idiota? Questionei ainda irritado.

– Fala aí... Ela é gostosa não é? Perguntou e eu me vi inconformado com a pergunta.

– Eu sei lá Emmett... Não reparei... E se for... O que tem de gostosa tem de prepotente... Se acha dona do mundo... Aquela... Aquela...

– Ihhh... Já vi tudo... Ela é gata com certeza! Soltou se levantando da poltrona na sala de TV da base... Ok... Ok... Ela é gostosa... Muito gostosa e hoje estava usando uma saia que mostrava as pernas bem torneadas e... E aquele perfume me deixava tonto... Mas inferno a mulher é uma bruxa... Isso, uma bruxa... Maldição!

– Emmett cale a boca! Declarei e ele ainda ria... O sinal soou anunciando um chamado... Emmett se colocou em alerta, pois sabia que a nossa equipe era a escalada para o próximo resgate... A merda é que eu não poderia ir junto, pois o capitão ainda não havia chegado à base... Ajudei a equipe a se preparar e vi o helicóptero subir sem a minha pessoa e aquilo me frustrou muito.

– Você me paga Swan! Declarei irritado ao perder o helicóptero de vista.

POV Bella

– Ai amiga desculpa te ligar assim em cima da hora é que surgiu um pequeno imprevisto aqui no consultório e eu não vou poder buscar a Mel... Será que você poderia leva-la e depois passa em sua casa e...

Bella relaxa... A questão é que eu também iria te ligar agora para pedir o mesmo favor... Dizia Alice ao telefone... Eu estava com um paciente em crise a minha espera na recepção e não podia naquele momento buscar Mel na escola e Alice estava me dizendo que também não poderia buscar as crianças. – Mas olha não tem problema eu peço pra minha mãe pegar eles... E aí depois os busco na casa dela...

– Alice...

Relaxa, dona Esme vai amar passar alguns minutinhos ao lado deles... Ela até me falou que Mel virou sua neta de coração! Disse animada... Fiquei constrangida em saber que daria trabalho a Esme, mas naquele momento eu não tinha escolha... O jeito era aceitar... Logo encerramos a ligação e eu fui socorrer meu paciente.

POV Melany

A mamãe não foi me pegar na escola eu achei estranho, mas fiquei feliz também porque quem foi me buscar foi a vovó do Tomy... E agora eu e o Tomy estamos aqui na casa dela... E sabe o que é mais legal o Boris ta aqui... A vovó Esme disse que ele precisava tomar vacina e o tio Edward não podia levar, aí ela levou... Vovó Esme... É ela me pediu pra chamar ela assim e eu gostei de poder chamar...

– Ele ta fedido vovó! Disse Tomy fazendo careta depois que recebeu uma lambida do Boris e eu ri.

– Não está querido, é o hálito dele que é forte... Mas Boris está limpinho! Disse a vovó... Achei bem legal a mamãe não poder ter ido me buscar...

POV Edward

A demora do capitão foi um motivo a mais para o meu nervosismo... O homem após ler a bendita declaração da Swan me fez mil uma recomendações dizendo ao final que confiava em mim e que por conta disso iria me liberar para acompanhar minha equipe nos resgates até que a psicóloga prepotente me liberasse para voltar às atividades normais... O capitão se aproveitou da minha presença e pediu que eu fosse representá-lo em uma inauguração já que minha equipe estava fora, eu bufei de raiva internamente é claro e fui para a tal inauguração... A inauguração era de uma praça nas proximidades da base... Me fiz presente no local tendo que tirar foto ao lado do prefeito sendo o único homem fardado da Guarda Costeira... Após a bendita foto sai rapidamente dali retornando a base, minha cabeça estava no resgate que os rapazes estavam fazendo... Quando lá cheguei me encaminhai para as proximidades do heliporto e no time certo vi o helicóptero de Emmett pousando, me apressei para alcançá-los... Mike foi o primeiro a descer com o semblante abatido.

– Qual o problema? Perguntei vendo nos olhos de Erik que algo havia acontecido.

– Infelizmente perdemos a vitima... Aquela frase me enfurecei. – O cabo se desconectou na hora de puxá-los e Mike caiu junto com a homem, mas o perdeu... O mar estava muito revolto e... E Mike não conseguiu achá-lo... Senhor eu fui até lá, mas infelizmente não conseguimos... Explicava ele e eu sem querer ouvir mais nada sai andando...

– Eles não tiveram culpa Edward... Você poderia pelo menos ter lhes dado apoio! Soltou Emmett entrando na sala.

– Apoio? Apoio? Nós salvamos vidas Emmett... Não damos apoio... SALVAMOS! Devolvi austero. – Merda eu devia estar aqui, devia estar com vocês e não bancando o modelo fotográfico...

Guardian — Alanis Morissette (ouça)

Você não tem que estar em todos os resgates sabia? Soltava Emmett irritado por conta da minha revolta ao saber que o ultimo resgate da equipe não havia sido bem sucedido.

Eu deveria estar aqui! Afirmei revoltado.

Edward nem sempre dá certo! Declarou Emmett. –Você pode até ser conhecido como o The Guardian, mas isso não significa que seja onipresente! Declarou me irritando ainda mais.

Esse apelido idiota já me encheu a paciência! Soltei lhe dando as costas e saindo da sala.

...

Perder vidas... Essa situação se colocava fora do contexto pra mim... Isso não estava certo... Nós deveríamos sempre salvar vidas... Deus por que, porque não dar uma forcinha... Morrer afogado é uma das piores formas de se morrer... Aquilo me angustiava me intoxicava... Meu final de dia havia sido pior do que o seu começo não fosse a cena a minha frente neste instante... Ao sair da base vim buscar Boris na casa de meus pais e para minha intensa satisfação estava agora vendo uma linda garotinha deitada sobre Boris... Meu amigo fez menção de se mexer e eu reprimi sua atitude.

– Quietinho amigão... Não vamos acordar a princesinha ok? Pedi me agachando ao encontro deles... Tomy se encontrava deitado no sofá da sala de TV também adormecido.

– Oi querido... Eu não ouvi você chegar! Disse minha mãe, me virei sorrindo para ela.

– Ela é tão linda não acha mãe? Questionei me voltando para Mel e sem me conter tirei de seu rosto uma mecha de seu cabelo fininho.

– Sim é linda e muito parecida com a mãe! Afirmou se aproximando... O pai daquela pequenina era um homem de muita sorte por ter uma filha tão linda e pela filha eu imaginava o quão linda não deveria ser a mãe...

Notas finais
Bem galera parece que a Fic não está sendo muito bem recebida não é? A quantidade de reviews é pequena... Eu não entendo o porque... É claro que ninguém é obrigado a gostar, óbvio que não... Eu achei que o tema fosse agradar... Diferente da maioria das minhas Fic's essa tem um contexto um pouco mais leve... Enfim... Eu não preciso ficar aqui explicando... É não preciso, mesmo porque sinceramente eu escrevo por paixão, as estórias surgem e os personagem criam vida a minha frente e eu me sinto impulsionada a colocar pra fora o que ouço deles... Faço por mim e primeiro lugar e faço também por aqueles que fielmente me acompanham... OBRIGADO DE CORAÇÃO!
Até o próximo capítulo, bjos!!!