The Gregory's
7 Capítulo 7 - Acabe com isso de uma vez...
Dean fica surpreso com o que ela acabara de falar, sua primeira reação é de espanto. Ele fica completamente sem o que fazer pois essa era uma coisa que ele não esperava ouvir da boca dela, ele fecha os olhos e respira fundo, ao abrir, logo a olha e pergunta:
–Me diz que você não ta falando sério.-diz ele a olhando nos olhos, quase rezando ali mesmo para que aquilo que ela acabara de falar seja apenas uma brincadeira de mal gosto.
Dafne o encara cerrando os cílios e logo solta uma pequena risada, não acreditando que ele acabara de perguntar isso. Ela se aproxima dele e o encara nos olhos, colocando as mãos na cintura.
–Sim, to fazendo isso só pra zoar com a sua cara.-diz ela com uma risada de deboche e em seguida fechando a cara.-Não! Eu não estou de brincadeira Dean, a verdade é essa: só existe EU de lobisomem nessa cidade e fui EU que matei aquelas pessoas.-ela fala séria e bem irritada.
–Não, você não ta falando isso...-diz ele, ainda não acreditando, desviando seu olhar da loira o que faz ela se irritar e logo dar um empurrão nele, jogando-o na parede do bar. Ele a encara de olhos arregalados depois disso.
–Se eu não fosse uma lobisomem, eu nunca conseguiria te jogar na parede desse jeito, acredita agora?-pergunta ela, o encarando.
Depois de ser jogado na parede por uma garota mais magra e mais baixa que ele, assim ele acredita que ela possa ser uma loba por ter essa força. Ele então caminha até ela e quando já estava bem a frente dela, pergunta:
–Desde quando você é uma loba? Porque eu me lembro muito bem de como você era a 10 anos atrás, Dafne.
–Faz poucos anos, estava acampando numa floresta e eu e meus amigos fomos atacados por lobos, mas fui a única que foi arranhada. Na Lua cheia seguinte que caiu bem no dia de meu casamento, eu me transformei e matei todos que eram próximos de mim.-explica a loira, hesitando ao relembrar daquele momento horrível quando ela acordou nua na igreja e ao redor dela, ela só via sangue, pessoas mortas ou em pedacinhos.
Ao ouvir aquilo, Dean fica indignado que ela possa ser capaz de matar milhares de pessoas, ele se vira de costas pra ela e logo vira uma mesa, fazendo com que caia no chão, o que faz a loira se assustar pois ele fez isso de repente. Ele fica um pouco parado de costas pra ela, pensando no que ia fazer sabendo que o que está caçando, é a pessoa que ele menos esperava que um dia teria que matar. Então, ele decide quebrar esse silêncio, pegando sua arma de prata que estava no bolso de seu casaco, vira-se pra ela engatilhando a arma e mirando para o coração dela.
Isabella, ainda em sua casa a espera de sua amiga, estava andando de um lado para o outro, olhando as horas no relógio e com o celular, pronto para ligar pra ela. Ela estava muito preocupada pois isso era uma situação bem delicada para Dafne.
–Não aguento mais.-diz Isabella, que pega suas chaves do carro e sai da casa rapidamente, entrando em seu carro e tentando faze-lo ligar mas o carro não dava a partida. Impaciente, ela sai do carro e coloca as chaves no bolso.-Vai a pé mesmo.
Ainda a caminho do bar de estrada, Daniel estava dirigindo um Camaro 69, passando pela rua onde Isabella morava e então, ele a vê na rua, andando apressadamente, o que ele estranhou. Assim, ele diminui a velocidade do carro, andando na velocidade dela.
–Se está com pressa não é mais fácil você usar a sua velocidade de vampira?-pergunta ele, a olhando andar com uma de suas sobrancelhas arqueada.
–Nem vampira eu queria ser.-diz ela, com os braços cruzados e virando a cara para olha-lo.
–Mas já que é, aproveite as vantagens.-ele sorri ao dizer isso para ela.-Enfim, pra onde está indo com tanta pressa?-pergunta ele, curioso.-Aliás cadê aquela sua amiga loirinha, a...-diz ele, fazendo uma careta tentando lembrar o nome da amiga loba de Isabella.
–Dafne, ela tá no bar e estou indo encontra-la, se me der licença eu agradeço.-Isabella dá um sorriso forçado para Daniel e logo volta a olhar pra frente e apressa o passo.
Daniel acelera mais um pouco pra voltar a ficar do lado dela e a olha novamente.
–Então entra ai, que é pra lá mesmo que eu vou.-ele sorri novamente pra ela.
Isabella o encara torto por alguns segundos, séria, mas logo aceita a carola e entra no banco de passageiro do carro dele.
Em quanto isso no bar de estrada de Dafne, Dean estava com a arma apontada para o coração da loira e os dois estavam em silêncio até que ela quebra esse silêncio.
–É isso mesmo que quer fazer?-pergunta ela, o olhando nos olhos.
–É o certo a fazer, Dafne.-responde ele, com um olhar triste, olhando nos lindos olhos castanhos da loira.
Quando ele diz isso, Dafne desvia o olhar dele, olhando para o lado e passando a mão em cima da boca, então ela coloca as duas mãos na cintura e prensa os lábios, olha para cima para não permitir que as lágrimas caiam e tentando seca-las. Logo, ela volta seus olhares para Dean com seus olhos marejados.
–Se for fazer isso, faça logo porque eu não aguento mais essa vida de ser loba aliás, desde a primeira vez em que me transformei, cada pessoa que eu matei...-diz ela, se lembrando de cada um que ela encontrou morto na Igreja.-É uma imagem a qual nunca será apagada de mim porque todos os dias quando eu acordo, eu acordo com a mesma sensação de culpa que eu senti naquele dia e eu carrego isso todos os dias da minha vida e eu estou cansada disso, Dean.-complementa ela, deixando algumas lágrimas caírem de seus olhos.-Então faça esse favor pra mim, acabe com isso de uma vez.-ela pega a mão dele a qual está segurando a arma e coloca a arma encostada em sua testa, e o encara nos olhos.
O Camaro 69 o qual Daniel estava dirigindo, se aproximava do bar em alta velocidade pois ele e Isabella estavam com pressa até que de repente, a tal garota de capa vermelha que já atacou uma vez a cidade, aparece na frente do carro, fazendo com que Isabella se assuste.
–Ai meu Deus!-diz Isa em um grito, com os olhos arregalados.
–Olha só quem decidiu aparecer.-Daniel diz com um sorriso torto um olhar maligno, ele pisa fundo no acelerador, fazendo com o seu carro cantar pneu.
–Daniel, o que você tá fazendo?-pergunta Isa, o olhando um pouco com medo do que ele estava a fazer. Ele permaneceu em silêncio e ainda acelerando até que quando o carro estava a uns 10cm da tal mulher de capa vermelha que estava na frente deles, Isa grita novamente assustada e em seguida fecha os olhos.
–DANIEL!
Naquele momento, a 1cm de bater na mulher, ela estica a mão na direção do carro, por baixo daquele capuz vermelho tampando a escuridão de seu rosto, surgiu-se olhos negros avermelhados que brilharam e a frente do carro amassou como se tivesse batido em um poste. Logo em seguida, com muita velocidade, ela leva sua mão para o alto e no mesmo instante, o carro passava por cima dela capotando no ar e quando ela posiciona sua mão a suas costas, o carro cai de uma vez atrás de ti, no chão e capota mais duas vezes, parando de cabeça pra baixo.
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