The Gregory's
8 Capítulo 8 - Idas e Vindas
Depois de tudo isso ter acontecido em menos de 5 minutos, Daniel logo chuta a porta do carro para abri-la, e logo sai de lá, na esperança da tal mulher de capa vermelha ainda esteja lá mas não ocorreu como ele esperava.
–Droga!-diz ele irritado.
Em seguida, ele olha em volta e logo vê o bar. Rapidamente, ele vai até o outro lado de seu carro e arranca a porta fora, quebra o cinto e tira Isabella de lá, que estava tossindo um pouco de sangue e com ela no colo, corre em velocidade de vampiro até a porta do bar e a coloca em pé ao lado da porta.
–Ok, não precisa dizer que se eu bebesse sangue direto na veia como você, eu não estaria com dor.-diz Isabella, se recuperando.
–Eu não ia falar nada.-diz ele a encarando revirando os olhos e logo abrindo a porta do bar.
Ao abrir a porta do bar, Daniel vê o tal “Dean” que Isabella havia mencionado, apontando a arma de prata na cabeça da lobinha, sem pensar duas vezes, ele corre rapidamente em velocidade sobrenatural até o Dean e o jogo na parece, pegando a arma da mão dele e jogando para Isa que entrara depois dele.
–Daniel!-diz Dafne, chamando a atenção do vampiro.-O que você tá fazendo aqui?-pergunta ela, confusa.
–Eu salvei a tua vida, puf, me agradeça.-diz ele revirando os olhos e no final da frase, dando um sorriso torto e piscando para a loira.
–Ele veio comigo.-diz Isabella olhando pra amiga mas logo caminha e parando na frente de Dean.-Então se nós não tivéssemos chegado a tempo, você teria matado-a?-pergunta ela, o encarando.
–EU pedi isso a ele!-diz a loira em voz alta, olhando para a morena que logo se vira devagar para ela.
–Sério mesmo que você ia se entregar pra morte tão fácil assim?-pergunta Isa, indignada.
–Ele me matando seria um favor que ele faria a mim, Isabella, e você não entende porque você é uma vampira que consegue controlar a sua fome, consegue controlar o que você é!
–Mas você só é loba uma vez por mês e eu sou vampira todos os dias!-diz Isa num tom mais alto que o normal, já próxima de Dafne.
–Mas em só um dia eu faço mais estrago do que você já fez em sua vida toda!-grita, a loira.
–Pera ae, deixa eu ver se eu entendi.-diz Dean, se levantando e se aproximando das duas.-Você é uma loba e sua amiga é uma vampira, é isso?-pergunta ele, confuso.
–Esqueceu de mim.-diz Daniel, abrindo um sorriso mostrando seus caninos crescerem e seus olhos avermelharem, mas logo volta ao normal.
–Será que tem alguém normal nessa cidade?-pergunta Dean.
–Sinceramente, essa cidade não tem nada de normal.-diz Daniel, indo até a prateleiras de bebidas e procurando o Bourbon o qual ele sempre toma.-Lobinha, qual é aquele Bourbon que você sempre me serve quando eu peço?-pergunta ele, se virando olhando para a loira.
Dafne revira os olhos e logo sai do bar, Dean em seguida vai atrás dela. Isabella encara Daniel, séria e ele estranha.
–O que eu fiz?-pergunta ele sem entender nada.
Lá fora, Dafne para na frente de Dean, dizendo:
–Ok, agora vamos terminar o que começamos.-diz ela, séria tentando não olha-lo nos olhos.
Quando ela acaba de terminar a frase, ele a puxa pela cintura e logo a beija na boca, ela fica surpresa com essa atitude dele e até retribui, colocando suas mãos nos cabelos loiros do caçador mas ela logo lembra da real situação que tinham que colocar um ponto final e então ela se afasta, parando o beijo.
–É sério, Dean.-diz ela séria, ainda não conseguindo olhar nos olhos dele.
–Ok, eu vou embora.
Quando Dafne ouviu ele dizer isso, ela ficou em estado de choque e logo olhou para ele, surpresa e sem palavras.
–Não precisa dizer nada, nossas vidas são diferentes e agora a única coisa que nos resta fazer é continuar seguindo cada um o seu caminho.-explica ele, a olhando nos olhos e toca o rosto macio dela com sua mão e em seguida acaricia.-Quem sabe um dia a gente se esbarra por ai.-ele solta um leve sorriso e dá um beijo no rosto dela.
Dean logo vira as costas para ela e entra em seu carro, ligando-o e saindo de lá, dirigindo de volta para o hotel. Dafne continuou lá paralisada por alguns minutos mas logo volta a realidade e entra de volta em seu bar.
–Romeu se foi, deixando Julieta sozinha nessa cidade cheia de vampiros que trabalham em um hospital e vampiros psicopatas como eu.-diz Daniel, com um sorriso torto, bebendo um gole de Bourbon que ele havia finalmente achado.
–Daniel, vai a merda, vai!-diz Dafne, irritada e logo mostrando o dedo do meio para ele.-E o que aconteceu que você chegou aqui com o nariz sangrando?-pergunta ela, olhando para Isa.
–Sofremos um acidente, graças a maluquice doo senhor Daniel de querer atropelar uma “tal mulher de capa vermelha” que chegou na cidade a algum tempo e que deve ser uma bruxa ou sei lá, porque ela sem ao menos encostar na gente, fez o carro bater e capotar.-explica, Isa, exausta.
–Ai meu Deus!-diz a loira, com os olhos arregalados e um pouco assustada.
–Não, dias atrás ouve um ataque a uns garotos na cidade e o único sobrevivente disse que ela usava uma capa vermelha porem, atacou-os dizermos que... na base da mordida.-explica Isabella, quase que mudando de opinião.
–E não dá pra ser bruxa e vampiro ao mesmo tempo então, acho que há um novo ser sobrenatural na cidade.-diz Daniel, encarando-as arqueando as sobrancelhas e bebendo o ultimo gole do Bourbon.
Logo depois disso, cada um vai embora para sua casa. Daniel ao chegar em sua mansão, ele tira sua jaqueta de couro e jogo em seu sofá, mas ao virar de costas para a sala, sente a presença de alguém está exatamente em sua direção e atrás dele. Ao virar-se devagar, vê uma morena de cabelos repicados e ondulados, magra com curvas que estava vestindo uma calça jeans preta e uma bota de couro de salto alto de cano baixo, com alguns detalhes dourados e uma regata preta, colada em seu corpo, valorizando sua cintura fina e seu quadril lardo. A mulher estava de costas para ele, e parecia estar segurando alguma coisa. Daniel, direto, pergunta:
–Quem é você?-pergunta ele a olhando de cima a baixo.
E então a mulher se vira, ficando de frente para ele. Ela segurava um copo com um pouco de whisky e alguns gelos, ao virar-se, ela joga a franja deixando seu rosto visível.
–Olá, Daniel!-diz ela com um sorriso torto.
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