The Golden Angel
1 Um novo caminho
Notas iniciais
Nota: todos os episódios corrigidos estarão com a data na descrição do capítulo.
The Golden Angel
O Anjo Dourado
O sol estava se pondo conforme foram se passando os minutos finais daquela tarde ensolarada na área suburbana da cidade. Aquela parte, até então pouco povoada, vivia cercada por árvores frutíferas em cada parte perto das casas. Ali não existia condomínios ou qualquer prédio. Era um vilarejo. Conclui-se que era um bom lugar para se viver, devido à calmaria e paz que transmitia às pessoas que ali viviam. Moradias um pouco distantes uma da outra, ideal para quem gosta de ter seu próprio quintal. O clima era bem instável; ora estava frio, ora estava calor.
As crianças, para irem ao colégio, necessitavam de um ônibus municipal que os levava até o centro da cidade para estudarem. O transporte, também gratuito, era preferencial aos estudantes. O local não era tão longe da cidade, havia moradores que até iam caminhando.
Naquela tarde tão pacífica, os garotos se divertiam em uma partida de Futebol, esporte predileto de todos. Até mesmo os adultos se uniam junto a eles em um campo totalmente improvisado que cada um ajudou a construir.
(Um novo caminho)
Dentre os garotos ali se divertindo, havia um em especial, que terá sua vida transformada por completo e que proferirá um papel fundamental ao mundo, na história que está prestes a começar: Elegecky (Êlegíki) Kale (Keiou) Deipu (Deípu). Este não sabia jogar muito bem, por isso alguns do grupo ali reunidos o guiavam. Ele é um garoto de doze anos de idade e bastante meigo. Isto logo se notava ao ficar de frente para ele. Seu rosto angelical e risonho já demonstrava o quão era agradável, apesar de que muitos não reconheciam suas qualidades.
Vamos falar dele:
Olhos verdes escuros e reluzentes; cabelos lisos, curtos e ruivos. Franja perto da altura dos olhos. Sua pele, parda.
O garoto apresenta uma personalidade forte e inigualável. Quando quer atingir seu objetivo, nada o impede, nem mesmo as pessoas que estão ao seu redor.
O adolescente trajava uma camiseta azul e bermuda da mesma cor. Calçava um tênis branco, próprio para a jogatina.
Durante a partida, sendo ele iniciante, sua mãe o chamara ao longe para ir para casa:
— Elegecky, venha até aqui, por favor!
Seu nome é Pollyanna Deipu, uma mulher de trinta anos de idade. Teve Elegecky aos dezoito anos. É uma mulher bem humilde e que dedica muita atenção ao filho. Cabelos loiros de cumprimento longo e um pouco enrolados, olhos verdes iguais aos de seu filho, corpo curvilíneo, sua pele é branca, bem lisa e macia — isto porque seus cuidados com a pele são redobrados, não transparecendo as marcas da idade.
Provavelmente, pelo tom da sua voz, era algo importante.
—Já vou! — Elevou sua voz para que a mesma escutasse.
Então, ele voltou seu olhar aos colegas e disse:
— Gente, obrigado por me ensinarem um pouco. Infelizmente tenho de ir. — Justificou o motivo de sua saída do jogo. Retirou-se dando o último chute.
— Beleza! — Todos disseram. — Quando puder e quiser, venha jogar com a gente!
— Thank You!
O jovem deslocou-se do lugar apressadamente à direção de casa naquele fim de tarde, ele se encontrava de muito bom humor. Corria sorridente passando pelos bancos que havia perto dali. Sentia o vento contornando todo o seu corpo enquanto corria, tendo as árvores como testemunhas. Seus cabelos foram se bagunçando conforme a rapidez. Com muita agilidade, o menino chegara onde sua mãe estava.
— Cheguei.
Elegecky chegou perto dela, pegou em sua mão, beijando-a em forma de respeito e disse:
— Olá, a senhora me chamou, certo?
A mulher assentou-se na cadeira, e o filho fez o mesmo.
— Sim, eu o chamei aqui, pois tenho uma notícia.
Curioso, ele indagou:
— O que é?
A mãe suspirou e revelou a novidade:
— Iremos nos mudar para o Rio de Janeiro, no Brasil.
— Como? — Parece que o menino não acreditou nas palavras da mãe.
— Foi o que ouviu. — Replicou acariciando os fios ruivos do cabelo do filho.
— Estou sem palavras. Sempre moramos aqui. Eu nasci, fui criado neste lugar e não gostaria de ir embora. — Declarou lastimoso.
— Eu sei, querido! — Abraçou o filho na cadeira. — Mas, lá no Brasil, teremos melhores condições financeiras.
— Você está pensando apenas no dinheiro? — Ele olhou para a mãe com um olhar desconfiado. Elegecky não queria sair do lugar onde passou toda a sua vida. Só de pensar na possibilidade de “sair de suas raízes” o deixara aflito.
— Não, filho, mas é claro que não. Estou pensando no seu futuro. Quero que, após o término dos seus estudos, vá para a faculdade, algo que aqui não tem.
— Certo.
— Olha, quero que saiba que eu não faria nada sem o seu consentimento. Você tem todo o direito de opinar. Isso será melhor para nós. Voltaremos para cá algum dia. Eu sei que deixar o lugar onde você viveu até hoje é ruim. Eu sei o que é isso. Mas se você achar que... — Fora interrompida pelo filho.
— Concordo. Tudo bem, mãe. Será uma nova experiência. — Ele levantou o animo e deu um pulo com os dentes à mostra. Às vezes, ele era muito infantil. Levantou sua alto-estima. — A final de contas, temos meus avós lá.
— Ah, que bom, Elegecky! Muito obrigada por me entender! — A mãe, que estava aliviada, apertou seu filho em um super abraço.
Pollyanna, sempre que ouvira seu filho mencionar seus pais, avós do menino, por quem tinha tanto carinho, desviava-se do assunto. Parecia ser um assunto desagradável para ela. Elegecky sempre desconfiou.
— Os veremos, não é? — Perguntou, mas ela deixou passar.
Kale mudou de ideia rapidamente após sua mãe explicar alguns fatos da vida deles, o que ocasionou a aprovação da da viagem, vendo como a situação financeira era precária. Foi aí que a vida dele mudou. Talvez para melhor, ou para o pior.
Continua...
Prévia do próximo episódio:
01. Antes de o garoto entrar no interior do veículo, um homem em que ele nunca viu na vida, pedira algumas informações, mas este ignorou, pois segundo as ordens da sua mãe, nunca falar com estranhos. Foi o que ele fez.
02. O homem misterioso que estava numa poltrona à frente de Kale levantou-se ligeiramente, enfim mostrando seu rosto e revelando a identidade.
03. “O quê? É você? Não pode ser!” Disse Kale.
04. KABOOOOOM!!!!!
05. “Por que estou sangrando, se tudo foi um sonho?”
Próximo Capítulo: “O Pesadelo”
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