The Girl Who Saved Lives
3 A Feiticeira Azarada Com Noivo De Família de Assassinos - 3º Capítulo
Notas iniciais
3º Capítulo
Estava sentada no trono já fazia uma hora. Sorrindo como se fosse uma boneca de pano para os súditos. Cada segundo que ficava lá, pior me sentia. Me lembrava do meu pai, da minha mãe e ainda de como minha vida era antes de me tornar rainha. Cada criança e idosos que passavam por ali, me deixava com um sentimento de culpa. Eles sendo obrigados a me darem parte da sua renda para sustentar meus caprichos.
Um velhinho chegou sem jeito com uma galinha embaixo dos braços, fiquei surpresa pela galinha ficar quieta, sem nem se mover. Suspeitei de ela estar morta, mas não estava. Começou a cacarejar quando ouviu a voz do velho.
– Vossa Majestade, peço desculpas a senhora... Mas só tenho isto para lhe dar. – Ele entregou à um colhedor de impostos.
– Qual seu nome, senhor? – Perguntei. Acompanhando a galinha com o olhar.
– Alosie Trensiaso. – Respondeu.
– Fique com sua galinha. – Olhei para os Colhedores. – Por gentileza, senhores. Deem a galinha para o senhor novamente.
– Obrigada, Rainha. – Agradeceu Alosie.
– Não agradeça... No próximo mês, garanto que sua galinha lhe dará ótimos ovos, traga um para mim, está bem? – Sorri. Ele assentiu e saiu, pedindo licença.
Um flash passou em minha cabeça, como se tivesse voltado no tempo. Lembrei quando tinha 11 anos. Ficava ao lado do meu pai, segurando Jade. Minha mãe segurava o meu irmão, ele tinha 6 meses quando morreu. Seu nome era Moonier. Ele era o herdeiro e não eu.
Lembro quando ele morreu nos braços da minha mãe, engasgado pelo seu próprio leite derramado de sua boca. Ele ficou roxo, sem respirar. Durante anos, aquilo ficou na minha mente. Eu vi o herdeiro morrer na minha frente. Os poucos que estavam presentes, viram aquilo. Naquela época, não pensaria que eu seria a rainha. Quem diria, quase 4 anos depois estou nessa merda. Esperando um noivo com um exército de força para invadir Westeros e acabar com os Lannisters e Baratheons. Seria fácil, meu exército já era grande.
Passou-se mais uns 30 minutos e o último súdito deixou sua oferenda. Já estava com o dia livre.
– Estou com meus pés doendo, Minne. – Disse Jade tirando os sapatos. Vi Yron se aproximando, sua cara não era nada boa.
– Jads, vá para dentro do castelo...
– Mas... – Reclamou.
– Agora! – Ordenei, continuei sentada esperando que ele viesse até mim. – O que houve agora, Yron?
– Tommen Baratheon é o novo rei de Westeros.
– Mas não era o Joffrey?
– Era. Tommen deseja conhecer você, Asminne. Lady Margaery cancelou o noivado, dizendo que não quer mais correr risco de vida. – Então percebo a gravidade e a preocupação dele. Se Joffrey ERA o rei de Westeros era por quê haviam matado ele. Era apenas o começo de tudo, se me casasse com Tommen, Cersei ou Tyrion iam dar um jeito de me tirar de perto de Tommen, incluindo matar-me. Me desesperei.
– Mande um corvo, urgente! Diga para ELE vir sozinho, sem Cersei, sem Tyrion, sem ninguém para cá. – Teria que arranjar um lugar para Bran e as irmãs deles ficarem à salvo. – Já reserve a Torre Fhurja para os aliados! –
Em um estalar de dedos estava no meu quarto. Não gostava de aparatar, mas utilizava de vês em quando.
Me joguei na cama olhando para o teto. Ouvi um bater na porta a atendi.
– Você pode me ajudar? – Bran perguntou em cima da cadeira. Ele estava meio desengonçado. Olhei para Hodor que estava atrás dele.
– Entre. – Dei espaço para ele e Hodor entrar. – Pode falar...
– Já que é uma feiticeira, pode tentar me fazer andar...
– Bran, eu posso te ajudar, mas é perigoso.
– Mais quebrado que estou é impossível. – Me deu uma pena dele. Sentei na minha cama, vendo ele sorrir para mim.
Eu era uma feiticeira poderosa. Todos chamavam minha espécie de bruxa. Mas eu era mais específica em feitiços e não poções. Já aprendi encantamentos, poções, hipnoses e eu podia ajudar Bran, mas tinha medo de piorá-lo.
Fui até minha cômoda, onde estava minha varinha e meu livro velho. Folheei até achar o que queria.
– Hodor. Coloque Bran na minha cama. – E assim Hodor fez. Fui até o banheiro e peguei um resto de uma poção de sono e dei para Bran tomar. Ele tomou e dormiu na hora. Peguei minha varinha. – Hodor, pode ser perigoso você ficar aqui. Saía, depois lhe chamo. –
Hodor saiu. Como o livro dizia, teria que tirar a camisa dele. Desabotoei sua camisa e tirei ela delicadamente, virei Bran, deixando ele de bruços, comecei a fazer feitiços reparatórios em suas pernas e costas. Ele dormiu o processo inteiro, praticamente umas duas horas. Quando terminei, coloquei ele deitado de costas e deitei do seu lado. Vendo ele dormir.
– Pakar yur ferct wen eren dorem, Wolv?
“Por que parece tão perfeito quando está dormindo, Lobo?”
Fiquei segurando sua mão, peguei no sono enquanto ele dormia.
***
Acordei com um aperto leve na minha mão. Segui meus olhos até os dele.
– Como se sente?
– Estou bem. – Ele sorriu. Me levantei lentamente da cama.
– Vou chamar a Osha. Ela deve estar louca procurando você. – Ele assentiu. Antes de fechar a porta espiei ele. – Nada de se levantar antes de eu chegar. Você pode cair. – Ele balançou novamente a cabeça.
Atravessei o castelo correndo, até achar Osha na gruta. Ela estava rezando. Esperei ela fazer o sinal do final da oração.
– Osha... Bran está no meu quarto...
– O que tem? – Ela virou-se. Seu cabelo estava penteado, sua pele bem mais limpa. A cara mal-humorada permanecia.
– Efetuei o feitiço de restauração da coluna dele... – Ela me encarou sem entender nada. – Ele vai voltar à andar, Osha.
Ela sorriu.
– Fico feliz em saber disso, Rainha. – Ela voltou a olhar para a gruta. –
– Convidei você para vê-lo caminhar...
– É uma honra, minha senhora. – Ela continuava encarando a gruta.
Caminhamos de volta para meu quarto.
Bran continuava deitado em cima da minha cama, olhando para a arte no teto.
Aquela pintura no teto do meu quarto era desde a época que minha avó tinha minha idade. Eram anjos tocando harpias, trompetes. Todos lindos, voando. Ele virou-se para nós
– Podemos então? – Ele sorriu.
Fomos até a cama. Ele pegou minha mão, colocou seus pés nus no chão de madeira. Seus joelhos eram fracos. Bran segurou meus ombros como se sua vida dependesse daquilo. Demos alguns passos, muito difíceis, por sinal. Mas ele conseguia sentir suas pernas. Ele se dirigiu para minha cama, sentou-se e me olhou fixamente.
– Você é um anjo. – Sorriu. Logo me lembrei do motivo de estar estressada, sentei no lado dele. Olhei para Osha e ela foi embora. Suspirei olhando para baixo.
– Brandon, Joffrey foi morto...
– Que notícia maravilhosa, Sansa está livre... – Me interrompeu. Coloquei as mãos no meu rosto.
– Stark, me escute! Sansa já está livre dos Baratheons faz tempo! Pagamos para ela estar livre deles! – Levantei. – O problema é que ele está vindo para me fazer a proposta de casamento, Brandon. Se eu aceitar, terei que dar um filho para ele para talvez, não ser morta pela Cersei. – Foi a vez de Bran calar a boca.
– Vamos colocar vocês em uma Torre onde o Rei de Westeros não terá acesso. Estarão seguros lá. – Virei de costas para ele. – Eu não quero me casar com um Baratheon... eles mataram minha família.
– Por que você? – Ele perguntou
– Sou Rainha de Torblet, tenho quase 15 anos, sou uma donzela e de acordo com meu tio, é urgente achar um noivo com um exército enorme.
– Mas justamente com o inimigo?
– Bran, é minha única chance de recuperar o que é seu e principalmente a honra da minha casa. Nem que isso custe a minha vida. – O Stark ficou calado. Virei para vê-lo de frente. Ele levantou, praticamente arrastando a perna esquerda.
– Está certo... Até amanhã, Rainha. –
– Mas e o jantar? – Perguntei. Ele já ia fechar a porta.
– Estou sem apetite. – E bateu a porta com força.
“Tommen, desgracier giovell dier pátre”
– Tommen, desgraçado filho de uma puta! –
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