The Girl Who Saved Lives

4 "Auf Wiedersehen, Wolv."


Notas iniciais
Ficou bem curto o capítulo, desculpem

4º Capítulo

Era naquela manhã que Arya e Sansa chegaram. Estava na biblioteca, lendo calmamente sozinha. Mas Bran ainda perturbava meus pensamentos. Ele estava com... ciúmes? Óbvio que não, éramos apenas aliados. Sansa e Arya já estavam em seus respectivos quartos.

O lobo de Bran estava no meu lado, estremeci. Rickon apareceu correndo até o lobo. O lobo ficou perto de mim.

– Bran, saia agora da Summer! – Sansa gritou, ficando atrás de Rickon. O lobo virou para Sansa e deitou-se na frente da mesma. A garota deu um pequeno sorriso satisfeito.

– Como assim, Sansa? – Perguntei. Ela olhou para os lados, Rickon já estava chamando Summer para fora. Sansa se sentou à mesa na minha frente.

– Os Starks têm sangue de Wargs em nossas veias. – Como não sabia disso... É claro, Bran era meu aliado, eu deveria saber disso. Sansa percebeu minha cara de surpresa.

– Rainha, a senhora não sabe o quanto Bran tem admiração por você.

Na verdade, sabia sim, era evidente o tipo de admiração que ele tinha por mim. Eu havia o tirado da merda, ajudei ele a começar a caminhar novamente, ele não era um fugitivo nas minhas terras, tinha o que comer, o que beber e o que vestir. Ele nunca esteve tão seguro como estava em Torblet. O mínimo que podia demonstrar era ‘admiração’. Talvez. Continuei quieta. Ouvi alguns passos descendo da escada. Era Arya.

– Bran quer lhe ver, Rainha. – Assenti.

– Agora que ele pode perambular pelo castelo, ele pode vir aqui mesmo falar comigo. – Tomei um gole do meu chá.

– Mas é em particular, Rainha. – Suspirei e fui até o quarto de Bran. Bati na porta.

O próprio Bran abriu a porta. Seus cabelos estavam molhados, ele trajava uma roupa azul marinho, que combinava com seus olhos.

– O que você quer? – Perguntei. Ele me puxou para dentro do quarto e fechou a porta.

– Você vai casar com ele? – Ele perguntou. Pude perceber que ele era bem alto. Enquanto eu devia ter uns 1,60 ele devia ter uns 1,75.

– Responda-me primeiro... Não é nada cavalheiro me deixar falando sozinha. – Cruzei os braços.

– Você vai casar com ele? – Ele estava cagando para o que eu falava. Bufei. Prensei ele contra a parede. –

– Quer jogar então... Está bem, Wolv. – Fiquei perto o bastante para ele poder sentir minha respiração. Encarei seus olhos. – Qual o problema de me casar com um Baratheon, ter um filho com ele e me tornar rainha de Westeros? Você teria Winterfell e toda sua vida de novo. Nunca mais iria me ver ou pisar em Torblet. Estaria seguro com sua família, Wolv.

– Você não irá ser feliz ao lado de um homem que mandou matar seus pais! É um plano suicida. Você já tem Torblet, para que ter Westeros ainda? – Ele cerrava os olhos

– Para me vingar de pessoas que fizeram mal mim, para minha irmã e para meu povo. Se você tivesse pelo menos um pingo de consciência, iria entender. Irei me casar com Tommen, terei um filho e serei a rainha de Torblet e Westeros. –

– E se eu não deixar? – Deu um sorriso, me provocando.

– “No bares syer num Warg querk ba me imped”. {(n/a: “Não será um Warg que me impedirá)}. Desta vez quem ficou prensada contra a parede foi eu. Bran sorriu, passando levemente as costas da mão em minha bochecha.

– Você é a coruja mais irritante que eu conheço, Forester. – Revirei os olhos. –

– Você é o lobo mais idiota que eu conheço, Stark. – Ele sorriu.

Ele pegou minha nuca com delicadeza e me puxou lentamente, sentia sua respiração em minha boca. Seus lábios tocaram nos meus. Minhas mãos se enroscavam em seus cabelos úmidos. Ele mordeu levemente meu lábio inferior. Foi intenso e romântico ao mesmo tempo.

Paramos o beijo quando ouvimos o sinal para o jantar. Fui primeiro, para não ter nenhuma suspeita do meu tio ou criados.

Sentei na ponta da mesa, como sempre. Vallen estava lá, jogando charme para Sansa. E a coitada caindo ainda. Bran desceu, sem ajuda de ninguém. O que me fez ficar mais que orgulhosa. Quando me viu ficou levemente corado, mas recuperou rapidamente sua cor normal. Ele se sentou. Os criados colocaram o jantar na mesa e todos atacaram.

– Soube que já tem um pretendente, querida prima? – Suspirei.

– Sim, Vallen. – O primo sorriu. Olhou para Bran que estava mexendo em uma carne com seus talheres. Vallen embora sendo meu melhor amigo no castelo, ele era encrenqueiro. Gostava de colocar fogo em mapas, em pleno jantar.

– O viadinho do Tommen não irá lhe aguentar muito tempo. – Riu Vallen.

Vi Bran rindo.

– Foi o que falei para ela... – Bran falou, seu olhar voltava para mim.

– Já era, Yron já mandou um corvo para Westeros. – Falei desviando o assunto para meu tio. Ele mostrou um meio sorriso. Todos estavam preocupados comigo, menos eu mesma.

Talvez, por eu não ter o que perder. Até eu ter filhos com Tommen, Jade já estaria velha o suficiente para governar Torblet. Eu iria treiná-la o suficiente para isso, como me criaram. Vallen ia me ajudar. Tudo para evitar uma guerra entre Westeros e Torblet.

Tommen chegaria em 5 dias, provavelmente sozinho. Conforme o tempo que ele ficasse, se ele gostasse de mim (ou do que eu tenho a oferecer: Torblet) ele casaria comigo. Eu já o conhecia, desde meus 9 anos. Nunca imaginaria que acabaria sendo prometida para ele. Ele era um ou dois anos mais velho que eu, mas mesmo assim se comportava como criança na época. Lembro de nós brigando e correndo pelos corredores do meu castelo. Não consigo imaginá-lo agora mais maduro.

Todos terminaram o jantar e pude subir e finalmente dormir.

Todos estavam lá, olhavam sorrindo para mim. Meus tios, primos, minha irmã e minha mãe. Do outro lado, estava a família Stark. Olhavam com admiração. A saia do meu vestido amassava as pétalas de rosas brancas espalhadas no chão. Ao fundo, vi ele sorrindo para mim. Meu pai que estava me levando pelo braço, me entregava à Bran.

– Nada será assim. – Meu pai sussurrou no meu ouvido. E de repente, me vi em uma floresta. Um arco nas minhas mãos e uma bainha de flechas nas costas.

Vi uma mulher loira com um menino pequeno ao seu lado e um corvo.

– Escolha e atire. – Uma voz na cabeça dizia.

Atirei no corvo, logo acordei, sentindo meu coração quase pular do peito. Virei para o lado, avistando a Lua. A janela era enorme, dava para ver a floresta e ouvir os barulhos das Corujas, o animal que representa minha casa. Fiquei a observando até cair no sono novamente.

***

No dia seguinte, os Starks tiveram que aceitar ir para um castelo próximo, mas “longe” o bastante para Tommen não descobrir que eles estiveram aqui algum dia. Então era uma possível despedida para um bom tempo ou não, talvez. Abracei todos os Starks, quando chegou Bran, ele me olhou.

– Arya está me treinando... Afinal, graças à você, não sou mais um aleijado, sou um homem. – Sussurrou.

– Não falei isso, Brandon. Você sempre foi um homem...

– Talvez, quando estiver em King’s Landing já estará casada. Mesmo assim vou lhe dar um presente. – Ele pegou um colar, parecia prata. Era uma pequena raposa. – O achei na floresta, resolvi guardar e dar para uma pessoa que valesse a pena, você é essa pessoa. Agradeço tudo o que fez para mim e minha família, Rainha.

– Bran... Eu não sei o que dizer... – Olhei o colar em minhas mãos. O coloquei, ficando perfeito em meu peito. – Muito obrigada, Wolv. – Rickon me abraçou, Arya e Sansa fizeram uma reverencia tímida e foram para a carruagem. Como sempre, Bran era o último à se despedir de mim. Nos abraçamos e ele foi para a carruagem. Fiquei lá, com minhas criadas olhando ele e a família Stark indo para o outro castelo. Longe de mim.

A carruagem se afastava pela estrada de pedras, levando o de mim.

– Auf Wiedersehen, Wolv. – Sussurrei para mim mesma. Jade segurou minha mão e me conduziu de volta ao castelo.

“Adeus, Lobo”.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.