The Girl Is Mine
1 Give Into Me
Notas iniciais
Molly tinha medo de que todas as suas lembranças sumissem como um sonho quando a claridade atingisse-a, por isso abriu os olhos com cuidado. Mas assim que o fez, sorriu. Haviam braços alvos e fortes — e cheios de hematomas — abraçando sua cintura. Sherlock Holmes ainda estava ali. Tudo o que Molly se lembrava de viver nos últimos meses não era só um sonho bom.
Respirou fundo e virou-se de frente para ele. Seu corpo inteiro reagiu quando finalmente o viu. Dormindo feito um anjo. Os cachos desalinhados. Sua boca em formato de coração convidando-a a beijá-lo. Ficou em silêncio por um minuto, seu coração acelerado e uma vontade enorme de enchê-lo de beijos. Antes que ela pudesse fazer isso, ele abriu os olhos. Molly prendeu a respiração quando viu os grandes olhos brilhantes olhando na direção dela. Já devia ter se acostumado com isso, mas era difícil. Muito difícil. Aqueles olhos faziam-na esquecer do resto do universo.
— Repouso? — Ele sussurrou, seu rosto se repuxando em um sorriso.
A primeira palavra do dia de Sherlock, normalmente era essa. Fazia-a sorrir. Desde que Molly estivera grávida os dois conviveram juntos sem relações sexuais, e quando o repouso pela gravidez estava perto de acabar, Molly perdera o bebê. Mais três meses de repouso pela cirurgia de curetagem. Ele já não aguentava se deitar ao lado dela por alguns minutos sem perguntar ao menos uma vez "repouso?" e isso fazia Molly rir como uma criança.
— Tenho uma boa notícia para você, Senhor Holmes. — Molly se aproximou, levando a mão até a bochecha do homem que agora sorria abertamente. — Sem mais repouso. Estamos livres, enfim.
Sherlock queria dizer algo. Abriu a boca uma, duas, três vezes, mas continuou em silêncio. Seus olhos brilhavam e Molly se sentia maravilhosa por saber o motivo daquilo. Se aproximou e beijou-o. Depois de tantos meses aguentando a ausência da relação sexual, ambos se entregaram por completo e aproveitaram aquele momento mais do que nunca.
Sussurros.
Gemidos.
Gritos.
Arranhões.
Depois de um tempo não aguentavam mais. Então desabaram juntos na cama e se encararam em silêncio. Os corações acelerados. As pupilas dilatadas. Os pulmões pedindo ar. Os corpos suados. Sherlock fechou os olhos e esperou seus batimentos e respiração voltarem ao normal. Sorriu, enquanto com seus pés procurava os pés de Molly e enroscava-os juntos, fazendo-a sorrir também. Molly entrelaçou suas mãos e ficaram ali, até o sono voltar e dormirem novamente.
Aquela nova vida não seria um problema, Sherlock poderia se acostumar.
Com certeza ele poderia...
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