The Game
15 Parte 1 - Capítulo 14 - Hélcias vs. Duo III
Poucas emoções são mais intensas do que o medo. E poucas são mais contraditórias. Originalmente um mecanismo de defesa, que nos deveria avisar de um perigo iminente, o medo tem a estranha capacidade de paralisar-nos por completo. O coração acelerado. As pernas bambas. As mãos suadas. Nosso corpo nos dá uma dezena de avisos diferentes que dizem a exata mesma coisa: saia daí! E, ainda assim, as pernas não obedecem. E, imóveis, tudo o que podemos fazer é observar, impotentes, nossa própria destruição.
Este sentimento não era novo para Hélcias. Medo. Pavor. Desespero. Houve um tempo em que quase se acostumara a estas sensações. E, se aquele tempo havia ficado para trás, a suscetibilidade do jovem ao pânico nunca desapareceu por completo. De tempos em tempos, surgidas as condições certas, posto de frente à adversidade, não raras vezes Hélcias ainda desabava em medo. Embora jamais pudesse admitir em voz alta, Duo tinha razão: não passava de um garoto assustado que tentava parecer valente.
“Por que... Eu sou assim?” Ele se perguntava. “Depois de tudo... eu realmente... sou assim tão incapaz?” Os olhos cerrados, como que tentando ignorar o relógio que corria à sua frente. “Não posso... Eu não quero mais isso! Eu não quero mais ficar aqui!” Ele gritava em sua mente. Os dentes trincados, o punho fechado. “Eu vou... Entrar em coma? Não! Eu não quero isso!” As lágrimas lhe desciam pelo rosto. “Por favor... Alguém... Me ajude...”
–Você quer ajuda?
Por um momento, Hélcias sentiu como se a respiração parasse. Os batimentos cardíacos pareciam deixar de existir. Tudo, tanto à sua volta como dentro de si, ia agora se tornando um puro borrão de sensações confusas. Apenas uma sensação era clara: uma sensação quente, como o abraço de alguém querido. Um calor que envolvia e confortava ao jovem em pânico.
–Se você deixar, eu posso ajudar... Como antes...
“Me ajudar... Como... Antes...?” Havia algo de estranho naquelas palavras. Algo que tornava aquela sensação quente em outra coisa. Algo mais... Desconfortável. E, de repente, a mente de Hélcias foi assaltada por uma série de imagens. Flashes de um passado já distante. Um sorriso de escárnio. Um grupo em círculo. Dor. Solidão... Sangue. “Não!” Ele gritou em sua mente. “Não! Não! Não!” Repetiu. A sensação quente que o envolvia desaparecendo por completo.
–Não! – O abrir abrupto dos olhos seguiu o grito de desespero. Suor frio escorria pelo rosto de Hélcias. As pupilas dilatadas, ele olhou em volta com desconforto. Respirava ofegante. Levando a mão livre à cabeça, pressionou-a contra a face, sentindo uma leve dor de cabeça – Eu... Preciso... Me acalmar...
–Falando sozinho, Hélcias? – A voz zombeteira de Duo foi o que trouxe Hélcias de volta para a realidade – Bom, eu suponho que é melhor aproveitar seus últimos minutos de consciência, afinal – Ele acrescentou, dando uma leve risada no final da frase.
Hélcias ignorou o comentário. Estava ocupado demais tentando recuperar a respiração e os batimentos cardíacos. Entrar em pânico de nada ajudaria. Ele precisava pensar. Pensar até o ultimo segundo que fosse. O relógio estava na metade da volta. Havia se passado bem menos tempo do que lhe parecia, mas ainda assim ele perdera um tempo precioso.
“Vamos... O que eu posso fazer... Qualquer coisa...” Ele olhou novamente para sua mão. Já sabia de cor o que tinha ali, mas ainda assim olhou. Em seguida, observou o campo, que ainda se mantinha como ele se lembrava. “Cyber Dragon Nova é o maior problema... Não, não é isso... O problema não é ele, mas o que ele pode trazer” Ele começou a raciocinar, tentando ver onde poderia haver uma saída “O melhor seria bani-lo ou volta-lo para a mão... Não, isso também está errado. Meu deck tem cartas pra isso. Se elas não estão na minha mão é porque não é a melhor opção agora” Deixando a mão de lado, ele observou suas cartas setadas, bem como seu cemitério.
Tinha de ser rápido. Devia ter apenas mais um minuto, no máximo. “Uma saída... Tem que existir uma saída... Algo que não envolva banimento... Algo que não precise de batalha... E algo que possa lidar com um monstro de ataque absurdo... Qualquer coisa...” Foi então que, pegando o extra-deck, observando ali cada uma das quinze cartas que possuía, uma solução passou pela sua mente. Olhando novamente a mão, cemitério e extra-deck, ele finalmente conseguiu pensar em algo.
–Isso... Vai ter que servir – Ele sussurrou – Duo! – Falou, agora em voz alta – Desculpe fazê-lo esperar, mas aqui está a minha jogada! – A fala claramente arrancando um olhar de descontento do oponente, ao mesmo tempo em que pareceu causar o desaparecimento do estranho relógio – Da minha mão, eu descarto meu Blaster, Dragon Ruler of Inferno e um monstro de fogo. Morra, Cyber Dragon Nova!
Um enorme círculo de fogo surgiu imediatamente abaixo do monstro de Duo. Erguendo-se, o circulo logo se tornou uma coluna de chamas incandescentes, que engoliram ao monstro metálico. Um grunhido de agonia foi ouvido conforme a imagem da criatura desaparecia no fogo. Quando este se extinguiu, nada mais restava. Nada mais... Exceto por um largo círculo de pura luz. Um círculo de invocação.
–Isto foi a sua jogada, Hélcias? – O tom de duo era impassível – Você precisou de todo aquele tempo... Ficou ai chorando feito uma garotinha do primário que viu uma barata... Para fazer isso?! – Conforme ele falava a voz se tornava mais irritada, até atingir o tom de um quase grito – Ok, parabéns, eu retiro o que eu disse. Você definitivamente é só mais um noob! Eu ativo o efeito do meu Cyber Dragon Nova! Venha, Cyber End Dragon!
O familiar pilar de luz se ergueu do solo. Dele, a imensa criatura surgiu. Coberta em um metal prateado por todo o corpo, as três imensas cabeças de formato draconiano rugiram em sincronia. Contudo, ao contrário da ultima vez que ficara face a face com aquele monstro, agora Hélcias tinha um sorriso no rosto. Um misto de confiança e resquícios de pavor, um sorriso amarelo desconfortável de manter, mas ainda um sorriso. Duo fizera exatamente como ele esperava. Agora vinha a segunda parte do plano.
–Hunf. Veja isto então, Duo – Ele gritou, provocativo – Eu ativo a minha carta armadilha, call of the haunted. Reapareça no campo, Evoltile Najasho! – Vindo direito do cemitério de Hélcias, a criatura no formato de uma serpenta cinzenta emergiu no campo mais uma vez – E agora, eu tributo o meu Najasho para invocar meu Evolsaur Darwino! Além disso, pelo efeito do meu najasho, eu chamo do meu deck outro Darwino!
Duas criaturas de aparência idêntica surgiram no campo, saídas cada uma de seu pilar de luz. Sustentavam-se no ar com o bater de suas enormes asas. As patas traseiras e a cauda alongada balançando com o movimento de sobe e desce que o voar das asas criava. As costas eram cobertas por espinhos amarelados, que saiam diretamente da pele de tom esverdeado. Na cabeça, um par de enormes chifres, bem como uma boca bastante alongada.
–Dois Darwinos... – Duo olhou para aqueles monstros com uma expressão de confusão que durou apenas alguns segundos. Logo que compreendeu o que acontecia, contudo, sua expressão foi de puro espanto – Dois monstros de level 5!
–Exato – Gritou Hélcias – E, agora, eu os uso como materiais XYZ! Venha, Number 61, Volcasaurus! – O processo de invocação XYZ se seguiu. E agora, surgido do pilar de luz dourado, aparecia no campo de Hélcias o mesmo dinossauro de fogo que Duo havia primeiro invocado – E agora, eu ativo o efeito do meu Volcasauros... Escolhendo como alvo o seu Cyber End Dragon!
Como da vez anterior, o monstro de fogo deu um alto rugido. De sua boca, um jato de magma percorreu a distância da arena, atingindo ao Cyber End Dragon de Duo diretamente no peito. Atravessando-o, o jato de magma atingiu a parede invisível que protegia Duo. Conforme a criatura agonizava, os pontos de vida de Duo caiam. Quando o monstro enfim se desfez, Duo vira seus pontos de vida reduzidos em 4000, ficando agora com apenas 1400 LP. Sem dúvida, o jogo havia virado mais uma vez.
–Tsc. Mas afinal... O que é você? – O sussurro era quase inaudível. Por mais de uma vez, agora, Duo via Hélcias alternar entre estados de extrema confiança e estremo desespero. Ele era, sem dúvida, fraco. Suscetível aos mais diferentes medo. Porém, ao contrário de seu prognóstico inicial, parece que ele também era capaz de superar rapidamente esses medos – Isso é... Como daquela outra vez? – Ele se perguntou, pensando na partida que tivera com Hélcias alguns dias antes, quando o vira sair de um estado quase catatônico em questão de segundos – Não... É diferente – Ele concluiu, após alguns instantes de observação – Os olhos... Ele ainda tem medo... Muito. Naquela vez... Foi diferente...
–O que você está tagarelando ai, Duo? – Hélcias gritou, interrompendo a linha de pensamento do oponente – Vamos lá. Eu seto uma carta e encerro o meu turno. É a sua vez!
–Hunf... Pois bem – Respondeu Duo, puxando sua carta – Eu invoco meu Cyber Dragon Drei – O pilar de invocação surgiu novamente, e mais uma vez a criatura com aparência de uma serpente metálica surgiu – Pelo seu efeito, quando invocado eu mudo o level de todo Cyber Dragon em campo para 5. Invocação XYZ! Venha, Tira, Keeper of Genesis!
A invocação XYZ teve início e do pilar de luz no centro do campo de Duo emergiu o que só poderia ser descrito como um anjo. A pele branca combinava com o longo manto branco com detalhes vermelhos. Os cabelos brancos lhe caindo pelos ombros. Numa mão, uma espada cuja lâmina prateada brilhava intensamente. Na outra, um escudo redondo branco com detalhes em vermelho reluzia. Nas costas, um enorme par de asas douradas. Acima de sua cabeça, as duas esferas, seus materiais XYZ, se posicionaram.
–T-Tiras?!
A preocupação de Hélcias era justificada. Com 2600 pontos de ataque, Tiras era um monstro que facilmente derrotaria os 2500 pontos do Volcasaurus. Porém, o mais temível eram suas habilidades especiais. Primeiro, enquanto ele tivesse seus materiais XYZ ele não poderia ser destruído por efeito. Para além disso, contudo, ao final da Battle Phase, se Tiras batalhou naquele turno, se controlador poderia destruir qualquer carta no campo oponente.
–Tiras, ataque o Volcasaurus! – Duo comandou. O anjo ergueu sua espada, que pareceu brilhar ainda mais forte. Quando ele a abaixou, foi como se um raio de pura luz cortasse a toda a arena. Partido ao meio, o monstro de Hélcias só conseguiu emitir um leve ruído antes de desaparecer – E com isso, a sua carta invertida já era! – O grito de Duo fez Tiras erguer a espada mais uma vez, cujo ataque agora trespassou a carta invertida de Hélcias. Seu campo agora ficara vazio – Com isso eu encerro meu turno!
Com o encerrar de seu turno, uma das esferas acima da cabeça de Tiras simplesmente desapareceu no ar, tal qual mandava seu efeito. Contudo, enquanto ele tivesse aquela outra esfera ele ainda seria um monstro difícil de lidar. Indestrutível por efeitos, a melhor opção de Hélcias incluía banimento, retorná-lo para a mão, ou vencê-lo em batalha. Infelizmente, 2600 pontos de ataque eram bastante inconvenientes, o que fizera Hélcias pensar em descartar essa ultima possibilidade. Contudo, uma vez que puxou sua carta, ele igualmente não conseguia pensar em um meio de atingir qualquer uma das outras vias.
“Não, isso é errado” Ele pensava. “Eu não devo descartar nenhuma via. Nem me restringir à minha mão. Se eu não mantiver a mente aberta, eu...” Interrompendo o próprio pensamento, Hélcias observou novamente sua mão, para então olhar seu extra deck. Inútil: com as cartas que tinha em mão, mais do que não poder invocar algo capaz de parar o Tiras, ele era incapaz de invocar qualquer coisa de seu extra deck. “Não é aqui, hã? E que tal...” Seu segundo instinto foi o de olhar seu cemitério. Ali, sim, havia uma resposta.
–Do meu cemitério, eu ativo o efeito do meu Blaster, Dragon Ruler of Inferno – Gritou Hélcias – E por banir dois monstros de fogo do meu cemitério, apareça agora em campo, Blaster! – NO campo de Hélcias, a criatura que surgiu foi um enorme dragão. A pele parecia feita de puro magma, com veios de lava correndo através dela. As asas estavam cobertas de chamas carmesim intensas. Com um rugido, a criatura de 2800 pontos de ataque enunciava sua presença – Agora Blaster, ataque ao Tiras!
Da boca da enorme criatura, um jato de magma partiu na direção do anjo de Duo, atravessando-o no peito e seguindo até a parede invisível que protegia ao jogador. O monstro atacado se desfez em pedaços. Os pontos de vida de Duo caindo para meros 1200, contra os atuais 2100 de Hélcias. Ao final do turno, Hélcias setou uma única carta e deu a vez por encerrada.
–Draw... – A expressão de Duo era impassível. O olhar perfurante focado em Hélcias, desviando apenas para olhar a carta que puxara. E, então, sua expressão mudou. Um sorriso tomando conta de seus lábios – Entendo... Então é assim que deve ser... – Murmurou, para então assumir um tom de voz mais alto – Hélcias! Eu te parabenizo por chegar tão longe... Mas contra esta carta, não existe nada que você possa usar. Mas primeiro... Eu ativo a minha magia, Dark World Dealing.
–Tsc... Cada jogador compra uma carta e depois discarta uma carta... – Hélcias murmurou, lembrando-se do efeito. Comprou uma, descartando outra, tal como fizeram Duo, ambos descartando um monstro cada.
–Agora... Eu invoco meu Proto-Cyber Dragon – A criatura com aparência de uma serpente metálica materializou-se mais uma vez na frente de Duo – E finalmente... Ao custo de banir todos os monstros de Luz do tipo máquina do meu campo e cemitério... Venha agora, Cyber Eltanin!
Do pilar de luz, a criatura que surgiu em campo era diferentes de todos os monstros de Duo. A princípio, somente poderia ser descrita como uma enorme cabeça de dragão, metálica, flutuando a alguns metros do chão. Contudo, não era apenas isso: atrás desta cabeça, uma enorme juba de metal, da qual outras seis cabeças draconianas menores saiam. Por fim, do topo do enorme crânio partia um pescoço alongado, encerrado em mais uma cabeça metálica. Uma imensa quimera, cujo grito de invocação conseguiu gelar a espinha de Hélcias.
–Mas... o que é esse monstro? – Ele se perguntou, os olhos arregalados em espanto
–Surpreso? Bom, permita-me então explicar seus efeitos – Duo respondeu, em um tom jocoso – Primeiro... Quando é invocado pelo seu efeito, este monstro vai enviar todos os outros monstros em campo para o cemitério! Então, adeus Blaster!
–O que?!
Hélcias mal terminou seu grito de surpresa quando viu o ataque estrondoso da criatura. De suas seis cabeças menores partiram raios de luz azulada, que perfuraram em cheio ao dragão de Hélcias, cuja existência encerrou-se com um melancólico gemido de dor. O campo de Hélcias estava agora completamente desprotegido.
–Para além deste efeito, contudo, você talvez queira se preocupar com o outro – Duo comentou, atraindo a atenção de Hélcias – Como eu mencionei, a invocação deste monstro exige que eu bana todos os monstros de Luz do tipo Máquina do meu campo ou cemitério. Contudo... Para cada monstro banido por este efeito, meu Cyber Eltanin ganha 500 pontos de ataque. Eu bani 10 monstros para invoca-lo. Portanto, o seu ataque é agora 5000! – A expressão de surpresa e pavor de Hélcias era certamente satisfatória para Duo – Esse jogo acaba aqui. Eltanin, ataque direto!
–Ainda não! – Gritou Hélcias – Eu ativo a minha armadilha: Waboku! Sinto informar Duo, mas eu não recebo dano de batalha até o fim desse turno!
Da imensa boca no centro do corpo daquele monstro, um raio de luz vermelha percorreu o caminho até a parede invisível que protegia Hélcias. Contudo, e apesar da força imensa daquele ataque, nenhum dano foi causado aos seus pontos de vida.
–Tsc... Você sabe ser persistente, em? – Um sorriso amarelo tomou conta do rosto de Duo – Certo, eu seto uma carta e encerro meu turno!
Hélcias comprou sua carta. Olhando para o campo, a situação definitivamente não era animadora. Embora estivesse até agora batalhando contra monstros com ataques altos, aquela coisa a sua frente era definitivamente de outro nível. Com cinco mil pontos de ataque, eram pouquíssimos os monstros que poderiam ter alguma chance de batalhar contra ele. Neste caso, a melhor alternativa para Hélcias seria destruir aquela coisa por efeito.
–Da minha mão, eu seto um monstro e uma carta – Hélcias declarou, pondo as cartas na mesa de mármore – E encerro meu turno por aqui.
–Hunf, isto é o seu melhor agora? – Comprando sua carta, Duo não escondia a exaltação – Mas bem, eu suponho que lutar contra um ataque bruto tão alto seja quase impossível, não? Bom, vamos seguir com isso... Cyber, ataque o monstro invertido!
–Duo... Depois eu que sou o idiota – Hélcias provocou, deixando um sorriso confiante lhe tomar o rosto – É verdade que em batalha é praticamente impossível vencer essa coisa. Sendo assim... Eu vou acabar com ela de outra forma! Carta armadilha, Mirror Force!
–Carta armadilha... Dark Bribe!
Hélcias não pode evitar deixar um gemido de descontento escapar. Usando da mesma carta que ele usara mais cedo, Duo agora negava a armadilha de Hélcias que, ainda que pudesse agora comprar uma carta, era forçado a ver seu monstro invertido destruído pelo raio de luz do monstro de Duo, mais uma vez deixando seu campo aberto.
–Droga... – Ele comentou, conforme puxava sua carta.
–Hélcias, deixe eu lhe dizer uma coisa – Disse Duo, em um tom arrogante – Eu estou plenamente consciente das fraquezas do meu monstro quanto a efeitos de carta. Para tanto, eu coloquei no meu deck todo tipo de proteção que eu poderia precisar, fosse contra magias, armadilhas ou efeitos de monstros. Eu posso te garantir, Hélcias, que você não vai conseguir encostar um só dedo no meu Cyber Eltanin! Agora, eu seto uma carta e encerro meu turno!
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