Notas iniciais
LEIEM: Fiquei MESES sem postar, eu sei que vocês querem me matar. Estou com tanta saudade que eu juro que posso começar a chorar jajá. Passei por muita, muita e muita coisa! Não tinha cabeça para continuar aqui e, mesmo se eu tivesse, eu tinha me esquecido da minha senha do Nyah. Já jurei várias vezes que NUNCA irei abandona-los sem terminar essa fic que é TÃO amada por todos vocês. Comecei com pouco e agora que olhei a fic ela já está com 9 MIL VISUALIZAÇÕES! Sinto-me honrada, de verdade. Desculpem-me pelo excesso de caps lock, é que estou numa mistura eletrizante de saudade e felicidade por estar de volta. Meu notebook quebrou, porém voltarei a postar semanalmente umas duas vezes pelo o da minha mãe. A parte boa desse afastamento é que melhorei MUITO no meu palavreado. Pretendo fazer algumas correções ao longo desses dias nos capítulos anteriores. Recomendo lerem o capitulo anterior para darem uma relembrada, caso precisem. Porém, a fic se resume nos seis num jogo de verdade ou consequência e uma Mione confusa! Hahaha. Eu sinceramente amo todos os meus leitores. Espero que vocês não tenham me abandonado. Fiquei com o meu habitual “boa leitura”.

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Eu queria fazer mais perguntas a aquela voz, quer dizer que ela poderia ser alguém como algum dos meus professores? Que maluquice era essa?

Abri a boca para chama-la novamente mas logo a fechei, eu parecia ridícula falando –tecnicamente sozinha- em um corredor.

Corri para o meu dormitório e ao abrir a porta dou de cara com a cena mais... Espantosa? Ou seria bonita? Que meus olhos já viram...

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Flores. Na verdade, rosas. Rosas por todo canto. Rosas vermelhas e... Rosas vermelhas e Malfoy segurando uma das centenas de buques que aquele dormitório possuía.

Uma cena dessa só acontece, realmente, uma vez na vida.

O cheiro era maravilhoso... E o homem à minha frente mais ainda.

Ok, eu não disse isso...

– Desculpe... – Ele disse apenas isso e me abraçou, com aquela cara de cachorrinho pidão – Você é maravilhosa, Hermione.

Ao dizer que sou maravilhosa um turbilhão de emoções passou por mim... Lembrei-me das vezes que Ronald disse isso a mim. Eu ainda o amava, eu sabia disso. Mas o que eu sentia por Malfoy era... Não sei. Era forte. Muito forte.

– Te desculpo – Ele sorriu e se inclinou, para ficar mais próximo de mim. Iria me beijar, talvez — Mas eu realmente preciso tomar um banho.

Sai dali, deixando-o desnorteado. Eu é que iria comandar agora. Além disso, precisava mesmo de um banho, precisava relaxar um pouco e esquecê-lo. E esquecer-me de Ronald também.

Ao entrar no banheiro, me despi e entrei na banheira. Não levei a minha troca de roupas para o banheiro, havia me esquecido. Xinguei baixinho. Ao menos eu tinha levado uma toalha...

Solto um grito. Tudo preto. Como assim acabou a energia e as velas foram apagadas em Hogwarts? ESTAMOS FALANDO DE HOGWARTS!

– HERMIONE? – Ouço Draco, ops, Malfoy, gritar – Tudo bem ai?

– CLARO QUE NÃO! COMO ACABOU A ENERGIA? – Eu gritava enquanto tentava um “Lumos” na minha varinha. Sem sucesso.

– VOCÊ ESTA MALUCA! AQUI ESTA COM LUZ SIM... – Ele gritou de volta.

Peguei a toalha, já estava irritadíssima. Enrolei-me e sai dali batendo o pé com força no chão. Coisa que fazia sempre quando estava com raiva.

Ao abrir a porta do banheiro dou de cara com Malfoy.

– Sai daqui. Isso foi coisa sua! Não foi? – Eu falava com raiva enquanto ele olhava para o meu corpo, boquiaberto. O que ele estava... Ah, ah não. Estava de toalha!

Fiquei igual o tomate mais vermelho de uma horta.

– Sexy – Ele disse me olhando e arqueando uma sobrancelha.

– SAI DAQUI – Gritei, vermelha e Malfoy saiu rindo, dando várias olhadas para trás. Em uma de suas olhadas bateu de cara com a porta do seu quarto. Tentei não rir.

Assim que o louro entrou no quarto as luzes se apagaram novamente.

– MALFOY! – Gritei outra vez – PARE COM ISSO, PELO AMOR DE MERLIN! – E então ele voltou e... As luzes foram acessas.

– Acho que eu sou a única pessoa que te ilumina, Granger. Isso deve significar alguma coisa... Não acha? – Perguntou, rindo.

– Olhe, eu não sei o que você fez... Nunca vi esse feitiço antes...

– Claro, eu não fiz feitiço algum.

Aham, ta bom.

– Então, venha pro meu dormitório. – Eu disse e ele ficou surpreso – Eu... Eu tenho que me trocar... – Disse tentando consertar o que falei, porém sua cara de surpreso só ficou mais expressiva. – Que-quero dizer...

– Eu adoraria vê-la se trocar, Mimi – Ele disse sorrindo e chegando mais perto.

– Há-há-há! – Disse achando graça e entrando no dormitório cheio de rosas vermelhas, olhei para elas – Você sabe ser bem exagerado, não é mesmo?

Malfoy entrou no dormitório e fechou a porta. Ele fingiu um sorriso diante do meu comentário, mas percebi que o magoei um pouquinho.

– Vire-se, irei me trocar. – Avisei enquanto abria a minha gaveta, constrangida demais pela situação da qual eu me encontrava. Eu, me trocando com o Malfoy ali, a poucos metros de mim...

Tirei a blusa e ouvi uma arfada. Olhei rapidamente para trás e ele estava lá. Cobri-me com os braços imediatamente.

– SEU PERVERTIDO! EU AVISEI, NÃO ERA PRA VOCÊ OLHAR... AAARGH! SAI DAQUI, AGORA – Eu gritava em meio ao meu ataque histérico.

– Não – Ele disse e segurou os meus braços.

– Não? Se você não me soltar eu vou... – Eu iria pegar a minha varinha, mas ela não estava lá. Provavelmente a esqueci no banheiro.

– Vai o que? — Ele achava graça. Segurou os meus braços com menos força, porém ainda estava imobilizada, tirou-os da frente do meu corpo e colocou-os atrás de mim. Deixando os meus seios (com meu sutiã rosa, ao menos) amostra.

Malfoy me beijou, ainda segurando os meus braços firmemente. Foi um beijo doce e apaixonado... Fez lembrar-me do nosso primeiro e todas as sensações boas que sinto ao sentir os seus lábios nos meus. O beijo foi ficando mais intenso e mais desesperador. Logo sua boca se encontrava no meu pescoço e eu respirava com dificuldade. Ele soltou os meus braços e segurava agora com força a minha cintura, passando a mão pelas minhas costas nua. Eu puxava e acariciava o seu cabelo. Logo sua boca foi para os meus seios, junto com as suas mãos. O que é que eu estava fazendo?

– Pa-para! – Eu exclamei, mesmo não querendo.

Malfoy me olhou confuso.

– Você não quer. – Ele perguntou.

– O que? – Perguntei confusa.

– Nada. – Ele disse simplesmente e saiu do quarto.

As luzes continuaram acessas mesmo com ele lá fora. Suspirei de alivio.

Fiquei olhando para a porta na espera dele voltar, o que não aconteceu. Então, fui atrás.

Aquele garoto estava me deixando louca. Louca de raiva.

– Malfoy? – Disse assim que abri a minha porta, ele ainda estava lá, parado... E com uma lágrima escorrendo do seu rosto moldado pelos Deuses.

– Você está... – Disse enquanto segurava o seu rosto com as duas mãos, obrigando-o a olhar-me.

– Claro que não, Granger – Ele disse todo ríspido. – Eu só queria... Saber uma coisa.

– Tudo bem... – Eu disse e lembrei o que estávamos fazendo a um minuto atrás. Fiquei envergonhada e desviei o olhar.

– Ei, olhe para mim – Ele disse e foi a sua vez de segurar o meu rosto, acariciando as minhas bochechas. – Você me ama?

O que? Como ele pode perguntar isso?

– Eu... Eu não sei. – Disse, achando que fui sincera.

O que eu tinha esquecido era que, ainda estávamos no jogo. E eu tinha que responder com sinceridade.