The Game
24 23 Eu te amo
Notas iniciais
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– Ei, olhe para mim – Ele disse e foi a sua vez de segurar o meu rosto, acariciando as minhas bochechas. – Você me ama?
O que? Como ele pode perguntar isso?
– Eu... Eu não sei. – Disse, achando que fui sincera.
O que eu tinha esquecido era que, ainda estávamos no jogo. E eu tinha que responder com sinceridade.
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Fiquei sem ar. Então era mentira? Eu o amava? Malfoy ainda esperava por uma resposta, resolvi dar a ele a mais provável.
– Não. — vi o seu sorriso desmanchar-se — Não o amo, você sabe disso.
– Certo. Boa noite, Granger.
E em questão de segundos ele não estava mais ali, e eu não estava passando mal. A verdade é que eu não o amava.
E fiquei sem ar novamente. O pânico tomou conta de mim, não pelo o fato do ar não conhecer mais os meus pulmões, mas sim por ter acabado de descobrir que eu pertencia a ele. Que eu amava um garoto metido da Sonserina que é meu inimigo dês de que coloquei os meus pés em Hogwarts.
Procurei por Malfoy, lembrando de que ele já tinha subido para o seu quarto. Eu estava passando muito mal, sentia como se a morte já estivesse me acariciando. Queria gritar, chamá-lo, dizer que o amava, mas tudo estava acontecendo muito rápido.
Vi um garoto ruivo entrar, dizendo algo como "Hermione, quero falar com você" e "eu a amo", mas não lembro direito do que vi, ou do que ouvi. Eu estava morrendo.
O garoto me segurou nos braços em puro pavor enquanto eu tentava dizer a única frase que me salvaria:
– Eu te amo.
Senti os meus lábios serem tocados por um impostor, por quem não deveria estar ali. E ao fechar os meus olhos vi as lágrimas de um garoto loiro.
Segundo Harry, acordei depois de três dias, as portas da enfermaria abriram-se assim que Ronald chegou até elas caregando-me em seus braços.
– Você esta melhor? — Perguntava-me Gina.
– Espero que não — Respondeu Lilá.
– Cala a boca, Lilá! — Harry, Gina e Ronald responderam em uníssono.
Apesar dela estar reclamando ela estava ali, assim como todos os cinco. Todos os cinco não, todos os quatro.
– Onde está Malfoy? — Foi a primeira coisa que consegui falar, deixando-os surpresos. Ronald revirou os olhos.
– Ah, não sei... Mione. Acho que ele não sabe da situação em que você se encontra, aí não veio... — Respondeu Harry. Sou tão insignificante assim para o meu colega de quarto não notar o meu sumiço após três dias? Algo deve ter acontecido.
Então lembrei de tudo. Lembrei de quando Ronald me beijou, achando que eu disse que o amava quando na verdade disse isso para o Malfoy, para o Draco! Lembrei das lágrimas cheias de decepção caindo pelas bochechas daquele rosto de Deus grego.
– O QUE VOCÊ FEZ? — Gritei, levantando-me da maca e avançando pra cima do Weasley.
– Meu amor, acalme-se. — Ronald disse, segurando os meus braços. — Ei, eu também amo você! — Lilá disse algo incompreensível e saiu aos berros da sala. Todos os outros também estavam surpresos.
– Você entendeu tudo errado... — Disse, tentando ficar calma.
– Hermione, me desculpe por tudo. Sempre fui seu, você sempre será minha. Ontem fui dizer isso a você... Você disse que me amava e passou mal... — Ele falava quando eu resolvi lhe explicar de forma curta e simples.
– Não foi pra você, foi para o Draco. Eu disse que o amava, não que te amava. Sinto muito pela confusão, mas preciso vê-lo.
E sem mais nem menos deixei-os ali e sai correndo a procura do loiro mais irritante do planeta.
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