The Gângster
15 Shocking love
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—Uma mãe sabe quem é sua filha. — Diz a moça.
Eu a olhei de cima abaixo.Pisquei uma, duas, três, quatro vezes! Talvez ela tenha me confundido, não sei.
—M-moça, à algum mal entendido.Eu não tenho pais, eles morreram. — Digo.
Isso tudo é loucura, só pode.A moça me chama até ela, e lentamente eu ando até ela.Ela pega em minhas mãos e sorrir largamente.Deus, parece um pouco com meu sorriso.
—Você é tão parecida com nós. — Ela insiste. - Eu sei muito bem que é você, eu sinto isso!
—Se fizermos o exame de DNA, você ficará mais aliviada? — Digo.
Ela assentiu.O tal do Rodrigo continuo a me olhar, curioso, tentando me decifrar.Ouço som de passos, eu e Dylan nos olhamos.
—Fudeu. — Dissemos juntos.
A porta foi aberta, sem mais e sem menos.Ian ia dizer algo, mas parou no mesmo instante que viu os dois.Num ato rápido, Rodrigo me pegou pelo braço e botou sua arma em minha cabeça.Engoli um seco.
—O QUE QUE ESSE CARA TÁ FAZENDO AQUI? — A feição de Ian muda radicalmente.
—É melhor deixar eu e minha esposa irmos, assim, não precisarei estourar miolos dela. — Diz Rodrigo.
Esse homem é bipolar, só pode.A moça tenta se levantar e consegue, ficando na minha frente.Dylan volta apontar a arma para Rodrigo, Ian também pega sua arma e destrava.
—Ian, nada precisa chegar a esse ponto. — Diz a moça.
—Cala boca Melissa, meu papo é com teu marido.É melhor tirar a mão dela, se ainda quer ter sua mulher. — Diz Ian.
—Eu te digo quase o mesmo.Deixa nós dois irmos, se ainda quer ter sua dama. — Diz Rodrigo, depois ele dá uma risada irônica. - Engraçado Mel, a anos carregavamos esse muleque no colo, agora, é um gângster.
—Vamos parar com o papo furado, que tal? Sabemos que desse quarto, duas pessoas não saíram vivas. — Ian aponta a arma para a Melissa. - Tchal, Tia Mel.
Me soltei de Rodrigo e me pôs em frente de Melissa, na tentava te impedir Ian, e eu conseguir.Seu dedo parou no gatilho e não saiu de lá.
—Ian! Espera! — Digo nervosa. - Eu descobri algo dessa gente, e eles tem uma questão comigo.
—Cloe, rala daí vai. — Ian bufa. - Tô afim de discutir, não.
—Ela é minha mãe! — Digo
Ele me olhou entediante, mas eu vir que tinha pelo menos uma surpresa em seu olhar, mínima, mas deu para se ver.
—Bem...Eu acho! Mas a questão é essa, você pode estar apontando para meus pais! Isso não lhe significa algo?
—Não. — Ele diz. - Agora sair da frente, preciso acabar logo com isso.
Eu continuei em frente deles.É como se eles fossem meus pais mesmo, e eu estou aceitando essa hipótese, mas o exame de DNA que dirá tudo.
—Cloe...Você está os protegendo? — Ian me olha diferente.
—Estou! A história entre vocês não tem nada haver comigo, eu acho.Mas tudo pode ser explicado!
Num ato de surpresa, Ian guarda sua arma.Abaixo minhas mãos, o que ele tem em mente? Ian pôs as mãos no bolso e suspirou.
—Eles vão embora, mas contigo, cansei de você. — Ele diz com indiferença. - Eu não quero ver você nunca mais, a partir do momento que você sair pelo portão.Se você quer tanto os proteger, vá junto.
Ele saiu do quarto, sem dizer mais nada.Me sento na cama e sinto meu peito se doer, e meus olhos arder.O que aconteceu aqui? Deus, ele me mandou embora!
—Eu vou conversar com ele, não saía ainda Clô. — Diz Dylan.
Ele saiu do quarto, indo atrás de Ian.Talvez eu que tenha vacilado, talvez tenha sido culpa minha.Sinto lágrimas saindo de meus olhos.Sou uma burra, uma tola uma otária, por ter me apaixonado pelo Ian.
Eu o amo..
Droga, eu o amo mesmo.Reprimir os lábios.Estou surpresa que ninguém tenha vindo aqui ver o que estava acontecendo.
—Cloe, venha conosco, te levaremos para casa nossa casa. — Diz Melissa.
Não sei se eu devia confiar neles, mas eu não acho que eu tenho muitas opções.Um ódio começa a subir pela minha cabeça.Se ele quer eu eu vá embora, eu vou, e dessa vez para sempre! Me levanto, vou até meu armário e pego uma mochila.Jogo a mesma na cama e começo a catar coisas minhas, de roupas a quadros, só o necessário.Vejo um quadro...Uma foto com Ian no natal que nos conhecemos.A pego e me viro, jogo na parede fortemente.
—Uou, acho que a garotinha tá brava. — Diz Rodrigo.
Fecho o zíper da mochila.Noto que ainda estava com o casaco de Dylan.Pego um short e o coloco rapidamente.
—Vamos. — Digo.
Descemos as escadas juntos.O pessoal todo estava lá em baixo, com feições preocupadas.Sarah se levanta.
—Na onde você está indo? — Ela me olha de cima abaixo.
Ouço Dylan descer as escadas, com uma cara não muito boa.
—Ele tá mais que puto...— Diz Dylan.
—Pouco me importa! Ele poderia estar morto, que eu estaria foda-se! — Digo irritada.
Tiro o anel e coloco na mesinha perto da porta de entrada.
—Clô, espera aí, você não pode ir assim! — Diz Nicolas.
—Ele disse que queria eu fora daqui, estou fazendo isso, como ele quer ou como ele sempre quis.Estou saindo de vida dele! OUVIU IAN? — Digo um pouco alto em direção a escada.
—Frescura de Ian, fica aqui. — Diz Andrew.
—Gente sério, já deu para mim, já deu de Ian, já deu de tudo isso.Não somos nada, simplesmente nada! Ele não sabe expressar o que sente, e como eu fico? — Dou um sorriso fraco de lado. - Volto quando ele me quiser, quando ele saber o que sente, Adeus.
Saio de casa.Ando para trás e sinto que tenho que olhar para a sacada do quarto de Ian.Me viro e o mesmo estava ali.Com uma feição não um das melhores, fumando uma de suas drogas.Depois soltou toda a fumaça, sentir o cheiro forte daqui.
—Eu odeio te amar. — Digo baixinho.
Dou as costas.Vejo o portão se abrir, entrando um Jeep amarelo.O carro para ao meu lado e a porta de trás abre.Melissa sorrir para mim.Olho para a porta de casa, meus amigos me olham sérios.
—Você vai embora assim? — Diz Dylan.
—Eu quero viver Dylan.Nunca vou viver se eu tiver ele em minha vida, eu odeio amar ele. — Digo soltando a verdade.
Sarah e Karla me olharam supresas, como Thomas também.Entro dentro do carro.Karla se aproxima de carro, mas ele acelera.Ela corre atrás do carro, tentando alcança-lo, mas passando dos grandes portões de casa, ela parou lá.
—Me desculpe Cloe, não queríamos isso para você. — Diz Melissa.
—Tanto faz...Ele é....— Tento encontrar as palavras.
—Frio? Calculista? Arrogante? Ignorante? Obssessivo? Possessivo? Ele é bonito, mas com o amor doentio como câncer? — Diz Melissa, descrevendo tudo o que eu pensava de Ian.
Fiquei tão surpresa, como ela adivinhou tudo isso e mais ainda? Eu a olhei surpresa, por ter adivinhado.Ela sorrio e passou a mão em seu ferimento.
—Eu também tive uma paixão por um Gângster. — Noto que Rodrigo deu um sorriso no volante. - Ele era possessivo, me queria, mas ele ainda dormia com todas.Até que eu tomei as rédeas, eu não tive mais escolha, eu não podia fugir dele e ele não poderia fugir de mim. — Ela fecha os olhos sorrindo. - Até que o frio e fechado coração do gângster, se abre para mim, só para mim.Pode parecer impossível no começo Cloe, mas é assim, o amor é assim.Ian sente algo por você, como você sente algo por ele.
—Ele é bipolar. — Reviro os olhos sorrindo.
—Puff, esses homens são mesmos, não é só gângsters. — Nós duas rimos. - Mas enfim Cloe, só tenha paciência.Olhe para mim: primeira Dama, mulher de um dos melhores cafetões do mundo inteiro.Foi muito difícil no começo, pode acreditar, mas aconteceu.
—Seus pais aprovaram? — Pergunto.
—Não, tanto que quando eu comecei a namorar o Drigo, eles me expulsaram de casa, achando que eu era prostituta e tudo mais.Foi aí que nosso amor só cresceu. — Ela deu uma cutucada no ombro do Rodrigo.
—Tambem de amo, Mel. — Diz Rodrigo.
Sorrir com o amor deles dois.Parecem tão novos, para esse mundo criminal.Quem me dera se Ian dissesse que me ama, ah, só apenas em meus sonhos.
—Ian é algo de vocês? — Decido perguntar.
—Ele é nosso sobrinho.A mãe dele era minha melhor amiga....era...(O carro começa acelerar mais) Ele perdeu os pais muito novo, tivemos que cuidar dele.
—Como eles morreu? — Eu sempre fiquei curiosa sobre a vida de Ian.
—Mortos, levaram tiro em suas próprias cabeças. — Sua feição muda. - Depois daquilo, Ian nunca foi mais o mesmo.Ele só tinha 5 anos, Deus, quando Darya morreu, nem eu fui mais a mesma. — Eu a olho tristemente.
—Darya seria...?
—A mãe de Ian, Darya Sokoloff ou Darya Martínez.Minha melhor amiga, desde que eu tinha 10 anos, se eu não me engano.Cloe, espero que depois que eu tenha te contado isso, você não diga a ele que sabe de algo ou que eu tenha contado algo, ele sempre foi rígido em expressar o que ele viveu. — Eu assentir.
—Esqueceu do puto do Rustem Martínez. — Ouço Rodrigo dizer. - Aquele porrinha era meu melhor amigo, um gângster também.Até ficar louco e meu rival.
—Pare Rodrigo, já contamos demais para a Cloe.Querida, espero que pense mais no assunto. — Ela sorrir para mim.
Eu assentir.Caramba, Ian passou por tanta coisa.Como ele pode culpar os próprios padrinhos? Mesmo não sabendo quem matou seus pais? Eu sinto que há mais coisa nisso, mais e mais.
—______-uma semana depois...-______
Se passou uma semana longa e duradoura.Uma semana entediante.Uma semana sem confusão.Uma semana sem gângsters.Uma semana sem ele.
Me concentrei em meu trabalho 100%.Nessas horas da madrugada, estou no hospital que trabalho " Santa Rosa".Eu nunca pensei que eu ficaria tão feliz à salvar vidas.
Me sentei em um dos bancos perto da entrada.Passei minhas mãos em minhas têmporas.Estou morrendo de sono e cansada ao máximo.Ouço sirenes, emergência, imagino.Me levanto já preparada.
—O porra! — Eu conheço esse palavrão alto...
As portas do hospital abrem automaticamente.Um carrinho branco entra.Três enfermeiros em volta do carrinho, falando entre si nervosos.Não consigo ver quem está na maca.Quando menos esperei, Nícolas e Dylan entram desesperados no hospital.
—Garotos? — Digo confusa.
Eles me vêem e eu me aproximo deles rapidamente.Dylan e Nicolas tinham sangue em suas roupas.
—Clô, você tem que salvar ele caralho. — Nícolas passa a mão no cabelo. - Ian tomou tiro.
—Que? — Meu peito se aperta.
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