The Flame of Hope
2 Lost and Found
Notas iniciais
[...] In the moment we're lost and found
I just wanna be by your side [...]
P.O.V Tris
Sai do meu estado de choque, no momento em que Will se sentou e me balançou, tentando me tirar de meu devaneios.
– Will! Você esta vivo! Will eu sinto muito, não queria fazer aqui, não queria te matar, isso me tortura até hoje — comecei a entrar em desespero, chorei loucamente — Eu... eu sinto muito!
Ele me envolveu em seus braços e me apertou, logo após falando.
– Tris, você não tem que pedi desculpas, o que você fez foi o certo — ele tentava me acalmar — Você não precisa se culpar, não deve — continuei a chorar — Isso não importa Tris, eu estou aqui, nos estamos, o que passou devemos deixar no passado, temos que nos preocupar em como sairemos daqui.
– Tudo bem — me desvencilhei dele — O que faremos?
– Essa é uma pergunta, a qual, ainda não obtivemos a resposta — diz Uriah
2 ANOS DEPOIS
P.O.V Tobias
Já faz dois anos que ela morreu, muita coisa mudou, não só a cidade, mas também as amizades, a relação dos que sobreviveram a guerra.
– Bom dia — Abro a porta para Cris e ela me da um selinho — Zeke nos chamou para irmos para sede da Audácia, estão fazendo um novo projeto, eu amei, não sei você.
Muita coisa aconteceu, Cristina e eu estávamos juntos — mas não namorando — era mais para uma amizade colorida, eu não a amava, ela simplesmente me fazia bem, não via motivo para negar essa amizade. Ela também pensava assim, foi por isso que ela propôs, ela me fazia esquecer um pouco aquela quem eu amava, aquela que havia perdido, do mesmo jeito que ela se esquecia um pouco de Will — apesar de não saber qual era o tamanho do amor dela por ele.
– Que projeto? — perguntei, me sentando ao seu lado no sofá.
– Muitas pessoas votaram para a volta das facções, mas não como antes, você seria livre para escolher qual quer entrar, e poderá trocar no momento que quiser — ela estava empolgada com a noticia — Mas quem não desejar, pode ser quem quiser, não precisa entrar nos sistemas de facções.
" É ai que nos entramos. Quatro eu quero muito ser instrutora do iniciados, só que eles precisa de dois, e eu queria muito que você fosse o outro. Pense bem, vai ser tão emocionante, voltaremos a morar lá, treinaremos eles, é claro que do nosso modo, por favor vamos?"
Apesar de estarmos juntos, ela nunca me chamou de Tobias, sei que nunca chamará. Era bom ouvir meu nome, mas não tão bom quando era ela que falava.
– Cris... eu acho melhor você pedir a outro — não queria ser instrutor novamente, aquilo tudo a trazer a tona todas as lembranças entrelaçadas a ela — Eu não quero voltar para o sistema de Facções.
– É ai que está, você não precisa — ela começou a falar de novo, já vi que eu não teria saida — Vamos lá quatro, o que você tem a perder?
– Tudo bem Cris, você ganhou — ela me abraçou e me beijou, era bom, porém me sentia um pouco culpado por isso tudo — Quando começamos ?
– Começará daqui a alguns dias, eu estou tão ansiosa — disse e depois me beijou novamente.
Eu não sabia muito bem o que estava fazendo, eu adorava a Cris, ela me ajudou muito nesses tempos difíceis, mas, me sentia culpado, elas eram melhores amigas. Mas ela me fazia bem, dizia toda noite para estrelas — as quais via Tris sendo a mais brilhosa — O quanto amava a Tris, que ela era e sempre será o amor da minha vida, que me perdoasse por isso, mas por enquanto me fazia me sentir mais calma — apesar dos escândalos da Cristina — E que continuaria, até que a dor em meu coração vencesse, o que minha cabeça dizia ser o melhor.
Tris eu te amo, não importa onde esteja, você é a mulher da minha vida e sempre será, sou seu para toda a eternidade.
P.O.V Tris
Estava amarrada em uma maca, as seções de tortura de hoje haviam acabado, era nessa hora que Milena entrava, me dava uma injeção e me mandava de volta a cela. Uma garota entrou na sala, ela devia ser nova aqui, nunca havia visto ela — ela não estava com uma cara muito boa.
– Achei que todos aqui fosse a favor disso, mas pelo que vejo, você não é — ela hesitou, mas falou.
– E não sou, o que eles fazem aqui é errado e desumano — ela falou com lagrimas em seus olhos.
– Então nos ajude a sair daqui — não sabia ao certo quanto tempo estávamos aqui, mas para mim, já se passava de um ano.
– Sinto muito, eu não posso — ela terminou de tirar os fios ligados a mim, em seguida chamando os guardas que me levaram a cela.
Eles me jogaram porta a dentro, eu estava morta, fraca, não conseguia me levantar. Adormeci daquele jeito, mas não antes de sentir alguém pegando e me deitando no local adequado.
Nesse tempo, os meninos se tornaram verdadeiros irmão para mim, eram minha família naquele loca e sempre seriam. Éramos torturados diariamente, as ao final do dia, recebíamos uma vacina que esgotava todas nossas energias. Apesar de o quão terrível fosse, havia uma parte positiva, eles nos treinavam — eu estava bem melhor em luta do que antes — agora éramos mais fortes, práticos e ágeis — eu tinha mais corpo.
O problema era a vacina, sem ela já teríamos escapado daqui. Entrei em um sono profundo, imersa em pensamentos.
[...]
Acordei no meio da madrugada, Wil me balançava, na esperança de que eu acordasse. Quando abri meus olhos, vi que a garota nova estava lá, não sabia ao certo o que exatamente ela estava fazendo lá, mas logo iria descobrir.
Me sentei e encostei minha cabeça no ombro de Uriah, antes que eu pudesse falar ela se pronunciou.
– Antes de tudo, deve dizer que me chamo Samantha. Tris, eu menti para você quando disse que não poderia ajudar, desde que eu soube disso tudo, o que vocês passavam, eu decidi ajudar vocês, mas para isso ninguém poderia saber.
– Eu entendo, e já sou grata por você esta fazendo tudo isso, por nós — agradeci a ela.
– Bem terei que ser rápida, vocês terão que seguir minhas instruções com todo o cuidado possível, terão que ser discretos — concordamos com a cabeça.
"Isso são micro transmissores, com eles eu poderei fazer com que vocês apresentem outra aparência, assim, vocês conseguiram fugir, mas devo alerta-los, vocês terão que ficar com ele por 1 mês, será o tempo que seu corpo se acostumará com ele, se tira-los terão muitos danos. Eles mexem com todo o seu corpo, para assim vocês ficarem com outra aparência. Daqui a exatamente uma hora, eu farei que o sistema dê pani, assim vocês poderão fugir, se forem pegos ajam naturalmente, eles não saberão quem são, os transmissores ficaram embaixo de sua '' segunda pela ''. Aqui esta três bolsas, cada uma contem alimente, comunicador, caso precisem falar comigo, roupas e armas — ela se levantou e foi em direção a porte — Boa sorte, espero que consigam"
– Samantha espere — Uriah se manifestou — Espero que isso não traga nenhum dano a você — ela negou com a cabeça — Obrigada.
Quando ela saiu começamos a nos preparar, ativamos os transmissores e pegamos nossa armas — quando peguei na minha, muitas lembranças invadiram minha cabeça — Deixei-a cair no chão, Will a pegou e entregou a mim, disse que tudo ficaria bem e que eu conseguiria. Eu sabia que, enquanto os dois estivessem ao meu lado, tudo ficaria bem, enfrentaríamos isso até o fim, juntos.
Ficamos esperando até a hora do apagão, não conseguia ficar quieta, iriamos sair dali, ira rever a todos, iria revelo — Tobias – A única coisa que precisava nesse momento, era de seu abraço e de seu beijo e logo eu os teria.
[...]
Uma hora depois tudo para, as luzes são apagadas e logo em seguida luzes de emergência são acessas. Uriah é o primeiro a se pronunciar.
– Me sigam, sei onde podemos ir — Will ia se pronunciar, porém Uriah foi mais rápido — Eu sei onde eles guardam os carros, podemos ir para lá e roubar um, vamos.
Ninguém o contestou, nós o seguimos. Passamos por vários corredores, eu não sabia mais onde estava. Ao virarmos em um novo corredor, avistamos guardas vindo em nossa direção, Will apontou para uma sala ao lado, corremos e nos escondemos lá.
– Uri você tem certeza que sabe o caminho? — já estava nervosa — Estamos pelo menos perto?
– Sim Tris, precisamos virar só em mais dois corredores e chegaremos ao local — ele nos informou.
– Eles já foram, vamos — Will nos chamou.
Seguimos Uriah por mais dois corredores, chegamos á garagem do comportamento, ao chegar lá roubamos um carro. Conseguimos sair da garagem, mas fomos barrados na saída do departamento.
– Quem são vocês e para onde vão ? — perguntou um guarda.
– Somo novos aqui, nos pedirão para dar uma volta pelo lado de fora, querem que conheçamos tudo, antes de começarmos o trabalho — Will tentou engana-lo.
– Se vocês são novos aqui, não permitiriam que saíssem sozinhos — ele não permitiria que saíssemos, eu não podia ficar aqui mas nenhum segundo, não me aguentei e falei a primeira coisa que veio em minha cabeça.
– Olha aqui! Eu estou gravida e com os hormônios a flor da pele, o senhor não vai querer negar a minha saída — Will e Uriah me encararam — Eu só preciso sair daqui um pouco, só isso.
– A não ser que o senhor queira que ela fique aqui com você — Will começou — Acredite, ela esta insuportável, você não ira aguentar ele um segundo sequer.
– Ou deixa a gente sair, ou ela ficará com você — terminou Uriah.
– Não! Não precisa disso, podem ir — o guarda já estava suando, ele estava nervoso.
Nós três caímos na risada, fomos rindo e falando da minha ideia doida até o nosso destino. Sabia que eles não deixariam eu esquecer isso tão cedo, eram momentos como esse que eu não queria esquecer, nunca.
Algumas horas depois chegamos ao nosso destino, não existia mais portões, porém Uri parou antes de adentrarmos a cidade.
– Bem-vindos de volta a casa — ele nos disse e logo depois entrou em Chicago.
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