Notas iniciais
Espero que chorem e tenham um ataque cardíaco. Bem se esse capitulo tiver 5 reviews ou a fanfic 1 recomendação, eu posto o próximo ainda hoje ok? Então comentem ! Bjs

[....] I miss the way you hold me
In the middle of the night [...]

Adentramos na cidade e percutamos uma lugar para ficar. Não poderíamos voltar agora, não totalmente, eles não acreditariam, teríamos que ficar assim, por um bom tempo.Ficamos no edifício Hancock — ele estava abandonado, ninguém perceberia que estaríamos lá — ficamos no primeiro apartamento que achamos.

– Eu vou da uma volta pela cidade — declarou Uriah — Quero saber o que está acontecendo.

– Ok Uri, mas não vá atrás ou fale com alguém que nos conheça — advirto — Enquanto estivermos assim, e melhor não aparecermos para eles.

– Ela tem certeza, eles não acreditaram na gente, irão nos matar, isso sim — Will fala — Além do mais, ainda tenho medo do Quatro.

Eu e Uriah rimos. Tudo o que eu queria agora era falar para ele que estava viva, era abraçá-lo, beija-lo, sentir seu cheiro e seu amor.

– Eu sei muito bem me cuidar, o que devo ou não fazer — Uriah tenta demonstrar irritação, mas não consegue — Eu volto logo.

Começamos a arrumar o local, não tínhamos muitas coisas e no apartamento só estava três camas e uma mesa com duas cadeiras, era pequeno e quadrado, não havia divisória de locais, somente o banheiro era separado, o resto era disposto em uma vão quadrado.

Demorei muito, para identificar o que seria o quarto e o que seria a sala.- Ele está demorando muito — comenta Will — Será que ele foi atrás do irmão ou de alguém?

– Acho que não, ele sabe muito bem o que faz, sabe que eles não acreditariam nele e que a única coisa que ele faria, era se meter em confusão — quando termino de falar Uriah chega.

– Vocês não sabem o que eu ouvi — eu ia falar algo, mas ele me interviu — Antes de falar alguma coisa Tris, me deixa terminar de falar.

'' Eu segui Zeke, sei que me disseram para não fazer isso, mas não consegui. Eu não apareci para ele e nem nada, mas vi ele, Cara, Quatro e Cristina. Eles estavam falando de algo, que acredito, que possa nos ajudar. Eu ouvi muita coisa, tenho duas noticias para dar a vocês, uma boa e a outra ruim. Qual vocês querem primeiro?''

– A boa — eu e Will falamos ao mesmo tempo.

– As facções acabara, porém criaram um projeto para aqueles que ainda se interessam por elas — ele começou.

'' As antigas facções, aceitaram todos aqueles dispostos, a participar da iniciação de tal. Se você não se sair bem, pode tentar outra ou simplesmente ficar sem nenhuma, é uma opção, eu tive a ideia de que, poderíamos entrar lá, com nomes diferentes, estaríamos perto de todos que amamos, assim poderíamos ver como estão. Para a gente não seria difícil, ja passamos por isso e por muita coisa no departamento. Zeke, Cris e Quatro serão os instrutores — ele faria a mesma coisa que fez, quando eu fui a iniciada — Nos sairíamos bem se tentássemos, não vejo o porque não fazermos isso.''

– Eu gostei da ideia — Will começou — Sabe Uri, você nunca foi muito inteligente, mas dessa você se superou — Uriah socou Will — Ai! Isso doeu! — ele fingiu sentir dor — Eu topo, e vocês Tris.

– Não é mã ideia, contando que, não podemos falar a verdade agora, só depois que conseguirmos tirar isso — disse apontando pro local onde o transmissor estava — Mas, qual é a má noticia?

– É que eu ouvi que foi Cris, que convenceu o Quatro a virar instrutor — o olhei confusa — Mas não é só isso, quando todos estavam indo embora, Cris se despediu de Quatro com uma beijo, no qual ele correspondeu.

Meu mundo caiu, não pode ser! Eles não fariam isso comigo! Ela era minha melhor amiga, sabia o quanto eu o amava, e mesmo que eu estivesse morta, ela não podia ter feito isso comigo. Ele não podia ter feito isso comigo! Como ele pode, achei que me amava, que eu era aquela a qual seu coração pertencia, mas se isso fosse verdade, ele nunca ficaria com ela.

Minha visão fica embaçada, mergulho em um longo e profundo choro, permito que as lagrimas escorram e com elas toda dor que senti, tudo o que passei por ele, achando que ele me amava, só que todo esse tempo, ele estava com ela, com a minha melhor amiga, ela era como uma irmã para mim!

Não consigo mais ver nada, só sinto dois pares de braços fortes me apertar de encontro a seu peito, sabia que era Uriah, pois Will também estava em choque. Apesar de ter passado pouco tempo ao lado de Cristina, ele a amava, era apaixonado por ela, agora ele senti o mesmo que eu, se sentia do mesmo jeito que eu, sentir que fora traído.

– Eu não quero ir — digo em meio a lagrimas e soluços — Por favor meninos, não me façam ir e ter que ver os dois, eu não sei se quero mais que ele saiba que estou viva, não sei se quero viver de novo.

– Tris, eu sei que doí, estou sentindo o mesmo que você — Will segura minhas mão — Mas precisamos fazer isso, não podemos ficar aqui para sempre — ele enxuga uma das minhas lagrimas — Uma coisa eu te prometo, não importa o que aconteça, seus maninhos aqui — fez um gesto para ele e para Uriah — Nunca iremos te abandonar ou sair do seu lado, você não precisa se mostrar viva, você pode continuar assim se quiser.

– Eu vou, mas eu quero descobrir a verdade, quero descobrir se ele a ama, quero saber dos sentimentos dele por ela, e vocês me ajudaram.

– Mas se isso te fizer algum mal, não permitiremos que você continue — Uriah me certificou — Tris, vocês são minha única família, sempre estaremos unidos, para tudo. Te apoiaremos em suas decisões, com tudo, com a certeza de que elas não te machucaram.

– Então acho que devemos escolher nossos nomes — falo ainda em meio ao soluço e choro — Eu quero me chamar Milena, você Uri, pode se chamar Nicolas e o Will pode ser Jason.

– Acho que melhores, seriam impossível — fala Uriah — É melhor descaçarmos, amanha teremos que ir para o local de partida do trem e de lá, seguirmos para a sede da Audácia.

– Mas esperem, de que facção seriamos? — Will pergunta.

– Podemos se da abnegação — fala Uriah e nos concordamos.

– Ok então, boa noite — Will se despede e vai para sua cama.

Uriah me pega no colo, me colocando em seguida na cama ao seu lado, ele me cobre e fala que sempre estará lá por mim, que continuará sendo esse irmão super protetor que ele era — era tudo que eu mais precisava.

Eu ainda chorava com a noticia, queria que aquilo fosse um sonho. Não podia acreditar que o Tobias, o MEU Tobias, estava com a Cris. Depois de tudo que passamos — eu seu que estou morta pra ele, se estivesse realmente eu queria que ele seguisse em frente — Se ele tivesse com outro alguém, qualquer outra pessoa, eu não o culparia ou duvidaria de seu amor, mas não, ela estava com ela, com aquele que confiei tudo.

Meu coração chorava, gritava, eu queria acabar com essa dor, queria estar morta, queria que o Tobias não tivesse me traído, não dessa maneira. Mas eu precisava saber, eu saberia o que ele sentia de verdade por ela, nesse momento uma pergunta ronda minha cabeça, a qual sei que só saberei a resposta, só quando souber quais são os sentimentos dele.

Enquanto isso a duvida de, mostrar que estou viva, iria continuar uma duvida.


[...]

Acordei e fui direto para o banheiro, tomei um banho e me vesti. Decidi me olhar no espelho e me certificar que, não desse para notar que havia passado, a noite toda chorando. Com o disfarce eu não era mais loira, agora possuía cabelos pretos e olhos escuros, meu rosto também havia se modificado, porém o porte físico era o mesmo. Eu estava um pouco mais alta, tinha ganhado um pouco de corpo, isso tudo foi um resultado de dois anos de treino e sofrimento.

– Tris, você esta pronta? — ouço Uriah me chamar.

– Sim, já estou indo — saio da banheiro e o abraço — Me promete, que não vai sair do meu lado, por nada.

– Eu prometo pequena, agora vamos — ele diz e nos leva para o elevador.

O caminhos até o local que pegaríamos o trem foi silencioso, foi melhor assim, eu e Will estávamos sofrendo, conversar agora sobre esse assunto, somente pioraria. Chegamos ao loca e esperamos o trem chegar, estava cheio de pessoas, muitos queria saber o que era ser audacioso, mas, a maioria não conseguiria. Quando o trem veio em nossa direção, Will falou :

– Não se esqueçam seus nomes — ele diz — E também não se esqueçam, que somos três irmãos caretas.

Eu não aguentei, acabei rindo com esse ultimo comentário, sendo seguida por Uriah, que riu até ficar sem ar. O trem estava chegando perto, me preparei para corre, mas antes disso eu falei:

– Sejam corajosos.

Disparei em direção ao trem, havia me desacostumado, mas depois de duas tentativas consegui subir. Vi muitos caindo e desistindo, esse era o primeiro teste, ao qual, muitos morriam ou desistiam. Vejo que Uriah e Will conseguiram, quando ele se sentam ao meu lado.

Poucos minutos depois chegamos no prédio, ao qual teríamos que pular. Me levantei e fui seguida pelos meninos, quando todos começaram a pular, eu os segui.

– Juntos? — perguntei, oferecendo minha mão ao meninos.

– Juntos — eles falaram.

Então pulamos, da ultima vez que fiz isso, pulei junto com Cris — aquele que considerava uma irmã, e que agora, não sabia se podia chamar de amiga — Fomos em direção ao buraco, ao qual teríamos que pular, Zeke estava lá na frente, ele não havia mudado nada, continuava o mesmo. Ele estava no mesmo lugar, ao qual Max estava, no ano em que eu entrei quando todos nos estávamos perto ele se pronunciou.

– Bem, vejo que muitos querem entrar para a Audácia — ele começou — Mudamos muitas coisas na iniciação, mas muitas outras ficaram, uma delas é ter que pular este buraco, se não conseguir, sinto muito, mas não poderá ser um iniciando — todos ficaram em silencio — Então, quem será o primeiro ?

Eu não me segurei, acabei levantando a mão, todos me encaram, Zeke me chamou e fui em sua direção. Ele me deu passagem, subi no parapeito e então pulei. Fazia tempo que não senti essa sensação, ela era boa e trazia consigo varias lembranças.

Peguei a primeira mão em minha frente, o dono da mesma, me segurou com força e me puxo. Quando eu vi a quem pertencia aquela mão, simplesmente paralisei — Tobias– Como da ultima vez, ele que me tirou de lá, ele que perguntaria meu nome e me daria as boas vindas. Uni todas as minhas forças, e não permiti que nenhuma lagrima caísse.

Ele ainda continuava o mesmo, o mesmo rosto, o mesmo corpo, aquele era e sempre será o meu Tobias, a única coisa que queria nesse momento era abraça-lo, porém não podia. Sa de meus devaneios quando ele começou a falar.

– Meu nome é Quatro, como te chamam? — continuei paralisada — Sabe, muitos mudam o nome quando entram aqui.

Ele continuava com esse nome, antes só eu o chamava de Tobias, ele má vez me disse que só eu poderia chama-lo assim, que ele gostava de ouvir seu nome novamente. Talvez, depois da minha morte, ele não tenha permitido, ninguém mais pronuncia-lo.

– Meu... Nome é .... — tentei falar.

– Muito difícil? — ele estava usando a mesmas palavras de antes.

SE CONTROLA BEATRICE, VOCÊ TEM QUE SE CONTROLAR.

– Meu nome é Milena — disse por fim.

– Bem-Vinda a Audácia.

Notas finais
Ps.:Para aqueles que não se lembram, no livro é o Max que fica no local do pulo e não o Eric.