The Flame of Hope
1 Don't Let Me Go
Notas iniciais
[...] Same ol' empty feeling in your heart
'Cuz love comes slow and it goes so fast [...]
P.O.V Tris
Acordei em um lugar estranho, não sabia o que estava acontecendo. A única coisa que m lembro é de ter levado três tiros e morrer logo após lançar o soro — mas espera, se eu não estava morta, o que estava acontecendo? — Abri os olhos e vi que estava em um tipo de sala hospitalar, que estava amarrada a maca e que havia muitos fios ligados a mim. Não sabia o que estava acontecendo, queria gritar, queria pedir socorro, queria que ele fosse me salvar, Tobias. Estava começando a entrar em desespero, até que, David entra na sala e para ao meu lado.
– Olha quem acordou, como você esta se sentindo Tris? — sua voz continha sarcasmos.
– Onde eu estou? O que esta acontecendo? Onde estão... — ele não permitiu que eu terminasse de falar, me interferiu e falou.
– Foram embora, todos acham que você estava morta, na verdade, você estava — a cada palavra que ele falava, um nó maior se formava em minha cabeça — Só que ninguém sabia que existia um soro da vida, não sabíamos se funcionaria em você, mas mesmo assim tentamos. Seus genes são perfeitos e não podíamos perder a oportunidade de te der como cobaia, assim poderíamos clonar seu DNA — cobaia, então era isso que eu era nesse lugar?
Minha cabeça dava voltas e voltas, não sabia o que pensar, falar, fazer. Eu tinha que sair dali, mas sabia que sozinha seria impossível, eu pensaria em algum modo, mas antes, tinha que descobrir a verdade.
– Resumindo, fizemos todos acreditar que você estava morta, aplicamos o soro da vida em você e agora você é minha, e farei o que bem entender com você — eu iria falar muitas coisas para ele, so que ele se retirou e antes de sair totalmente da sala ele falou — Eles te levaram para o quarto que você ficará, e antes que eu me esqueça, você terá companheiros de quarto. Até mais Tris.
Assim que ele saiu duas pessoas entraram, uma me desconectou de tudo aquilo que estava ligado a mim, depois o guardo me segurou e me arrastou — não conseguia andar, e ele não estava com cara de que ia ser delicado comigo — passamos por muitos corredores.
Mesmo que eu possuísse consciência, não decoraria o caminho — quando eu for fugir terei que da uma jeito — Chegamos a um corredor vazio, nele só possuía uma porta ao final do mesmo, ele abriu e me jogou, a força com que me choquei contra o chão foi o suficiente para que eu ''caísse em um sono profundo''.
P.V.O Tobias
Eu não aguentava mais essa dor que sentia, ela estava me consumindo e me matando aos poucos. Decidi ir até a antiga sede da Audácia, lá eu teria algo para me distrair — a paisagem do medo — queria saber se eles tinham mudado, se ela, estava neles agora.
Entrei na sala e apliquei o soro em mim mesmo, então fecho os olhos. Estou no prédio Hancok e o único jeito de sair daqui é pela tirolesa — medo de altura, ele ainda estava aqui — Me prendi a mesma e desci, mas antes que eu chegasse ao solo, passo por dentro de um prédio, que faz com que eu fique preso. Retiro as correntes da tirolesa e caiu, as paredes começam a se aproximar — confinamento — Então me agacho acho chão, o que vem a seguida é o mesmo de antes — matar um inocente.
Quando eu a mato não vou para a sede da Abnegação — esse seria o medo do meu pai — em vês disso paro no departamento. Eu estou preso, não consigo me soltar, e quando percebo escuto gritos de socorro, Tris. Quero corre para salva-la mais não consigo, ela aparece na minha frente, ela esta caída no chão e esta sangrando até a morte — não! Eu não posso perde-la!.
– Não! Não Tris, não me deixe — eu suplico em meio as lagrimas — Lute, resista, eu sei que você consegue, você é mais forte do que imagina.
– Me perdoe Tobias, eu não quero te deixar, mas não aguento, não consigo — ela soluçava e se afogava em meio ao próprio sangue — Eu te amo, nunca se esqueça disso.
– TRIS! — a simulação havia acabado, queria ir lá de novo, queria poder vê-la novamente, nem que seja daquele jeito.
Não, eu não podia. Não queria vê-la daquele jeito, mais era o união meio. Minha cabeça estava em um enorme conflito entre, vê-la ou não, nem que para isso eu precisasse suportar o seu sofrimento, nem que com isso eu acabe mais ainda com meu coração, por vê-la daquele jeito.
Eu tinha medo de perde-la, eu estava vivendo no meu medo. Eu a perdi para sempre, não aceitei essa fato e nunca irei. Tris é meu primeiro e ultimo amor, meu coração pertence a ela e a ninguém mais.Ela sempre será o amor da minha vida.
Até meu ultimo suspiro.
P.O.V Tris
–Tobias!
Não sabia muito bem com o que tinha sonhado, só sabia que ele estava lá, que aquilo era o nosso adeus. Quando me verei vi uma pessoa ao meu lado, eu conhecia essa pessoa, Uriah — não, não podia ser, ele estava morto. Mas eu também estava morta, e agora, estava aqui. Me levantei com sua ajuda, sem parar de encara-lo em momento algum, até que ele decide falar :
– Como você se sente Tris? — não o respondi, então ao perceber minha confusão interior ele decide explicar tudo — Eles aplicaram o mim o mesmo que aplicaram em você, estou acordado a um dia. Também fiquei confuso quando acordei, mais você tem que se acalmar, ai te contarei tudo — ele sentou ao meu lado e segurou minha mão que tremia.
–Eu estou bem, Uriah por favor, me explique o que é tudo isso — estava entrando em desespero, mas se não me acalmasse ele não me contaria nada.
– Tudo bem — ele começou — como sabemos existem vários tipos de soro — concordei com a cabeça — Mas o que sabíamos, era que o departamento tem os seus próprios e únicos soros.
" Existe que pode devolver vida a uma corpo, chama-lo de soro do destino, porque com ele se pode mudar o que foi feito, claro que só relacionado a vida e morte. Apesar de sermos divergentes, e provavelmente imunes, eles os usaram na gente, assim nos trazendo a vida novamente. E por isso estamos aqui, vivos.
– Para que exatamente? O que eles ganham com isso? — ainda não tinham compreendido muito bem.
– Para nos usar como cobaias, para testar e usar nossos genes para o que bem querem. Eles nos tortura, nos colocam em simulações, só para saber como agimos.
– Uriah, precisamos sair daqui, todos acham que estamos mortos, precisamos avisa-los.
– Eu sei Tris, mas todos eles voltaram para a cidade, teremos que da outro jeito de sairmos daqui — ele percebeu o quanto estava nervosa, então me abraçou — Eu estou aqui com você Tris, todo esse tempo juntos, me fez te amar como uma irmã. Eu irei te proteger, prometo que sairemos daqui.
– Eu também te amo Uri, você foi um irmão pra mim todo esse tempo, e sempre será. Eu só tenho medo, queria que o Tobias estivesse aqui comigo, queria esta com ele — comecei a chorar.
– Você logo estará com ele, eu prometo.
Depois disso, um silêncio instalou-se sobre o recinto, até que os guardas jogam mais um dentro do local. Ele estava todo machucado, sangrava. Me levantei para ajuda-lo, Uriah me seguiu, quando coloquei a cabeça, do garoto que fora jogado, percebi que o conhecia — entrei em choque quando o identifiquei — Não pode ser, ele tinha morrido a muito tempo, eu o havia matado.
Will...
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