The Feeler
19 O Tudo
O Tudo
Nada é como o fim...
O fim da linha, o fim do som, o fim da vida.
Das músicas que tocaram nas aventuras do coração,
Dos sorrisos que se escondem no véu da solidão,
Dos amores quentes e úmidos do verão.
Eis a vida, então...
Quando chega a última estrofe da canção.
Nada é como o vento...
Que passeia lento, constante e sereno,
Ou rápido como uma tempestade.
Talvez digam os falantes da verdade,
Que a vida é um vento que corre e corre...
Sob uma perspectiva triste, infeliz e pobre.
Eis o vento, então...
Que quando acaba, tudo a sua volta esgota-se.
Nada é como o rio...
Na beleza única que inunda o olhar,
E fazer a solidão passar.
Onde as águas sempre mudam de cor,
E as angústias seguem com a correnteza da dor,
O vazio do sentimento, do esplendor.
Que possui um rumo próprio, criado pelo Criador.
Eis o rio, então...
O abastecedor ignorante da seca do seco sertão.
Nada é como o fogo...
Que arde pelo clamor da emoção,
Que bate com o aperto do coração.
Em muitos há o acaso da negação,
Mas ninguém nega o calor que é bom:
O da paixão.
Que não queima, mas cura;
Há, talvez, de enfaixar as mãos em ataduras.
Eis o fogo, então...
Apagado pela arrogante decisão de brilhar.
Nada é como o concreto...
Que constrói cidades, muros e tetos.
E onde se estabelece toda uma sociedade,
Subdividida pela raça, cor, gênero, idade.
Ó, como é intrigante essa parte.
Afinal é característica da humanidade,
Mas não faz parte dela, não, não faz...
Porque ela cresceu ensinada por um tutor que estava errado.
Eis o concreto, então...
Forte para sustentar o peso de uma demente população.
Nada é como a morte...
Porque nela tudo acaba.
Já que ela é o fim do livro,
O ponto final.
Eis a morte, então...
Que nada é perto do fim.
~Gabriel.
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