Eu

Peripécias de um jovem perdido...

Ao meio das inverdades, a alma caminha em silêncio rumo ao sul.

Como segue, cego o coração, rumo ao interminável azul.

Ser de outras aventuras, elementar guerreiro interior,

Acampaste nas sujas terras desse senhor?

Transforma-te no que mais temias...

És vítima da escuridão,

E a escuridão o filho retornas.

Tua essência nua se mostra em estórias célebres.

Póstumo meu ser à essência do saber.

Nada que não possa ser não deverei conhecer;

Alegorias meu coração ao desprender-me da carne.

Brilhos em flash, um stop, eu sou coração...

E sou alma junta ao eterno literário.

Porque escrevo nas palavras os diversos significados,

Que a vida por si não explora.

Por onde rios riem e não choram...

O tema é eu, eu e eu...

E apesar das desventuras que segui;

Aprendi pouco sobre mim, e mais sobre o todo.

Metonímia, o sentido da vida, atribuo-a suma importância.

O sangue que corre ainda desbrava as verdades que me diz:

Sou parte ao todo,

Mas quando me torno um,

Sou um disperso ao todo.

~Gabriel.