The Feeler

15 Homenagem


Homenagem

O relógio toca em ritmo fúnebre...

E postam-se as bandeiras em postes insalubres.

Vista da praia, partida ao sul;

Nada mais pode trazer de volta a alma perdida em mar azul.

O cais do porto, o adeus final...

Descrito liricamente em um poema sem igual,

No livro que guarda a memória ancestral.

Com a dor, segue-se o velório...

E as músicas tristes velam em silêncio o auditório.

Foram guerreiros, e assim jazem em lembranças,

Foram homens, ávidos de suas perseveranças;

De encargos, visitas, fotos, inseguranças.

Era a missão da ida sem a certeza da volta...

Um destino inválido, mas ainda assim, comemorado em glória.

O tique-taque continua, no meio dia começa a chuva...

A manhã chora em luto a vossa luta.

Como fora no passado é agora,

A vida segue seu rumo e nada, além disso, vigora.

Vossas presenças um dia estiveram aqui, como nós.

E caminhando nessas estradas de pedras manchadas, choraram como nós.

E ouviram ao célebre toque do relógio no alto da igreja, como nós.

E, ao final da missa, também sentiram o ressoar mais profundamente na alma, como nós...

As crianças os olham com mesmo orgulho que um dia vocês olharam...

Essa é o nosso único fardo, e com isso creio que;

Tendo em mente a certeza de que sempre estariam aqui, nessa vida;

Por nós.

~Gabriel.