The Fate Of All
7 Capítulo VII
Notas iniciais
Capítulo VII
Ela ficou mais do que surpresa com aquilo. Não conseguia pensar direito, nem reagir, ainda estava de olhos abertos, imóvel. Mas não por causa do beijo em si, mas por causa da última coisa que ele disse.
“Ele disse Ashi-teru pra mim?! Meu deus!”
Seus pensamentos estavam muito embaralhados, ela não conseguia respirar. Tentou relaxar e aproveitar aquele momento, afinal sonhou tanto com isso. Provavelmente ainda está sonhando.
Ele em volveu sua cintura a puxando para mais perto, ela colocou as mãos sobre os ombros dele e aprofundou o beijo. Se aquilo fosse mesmo um sonho ambos desejavam nunca mais acordar.
De repente eles ouvem o barulho da maçaneta girando e se afastam bruscamente, separam-se tão rápido que Ling acabou derrubando algumas vassouras em sua cabeça.
-ITAIII!–ele fala com as mãos na cabeça
-O que vocês dois estão fazendo ai? –pergunta uma mulher com roupa de empregada
-Nós ficamos presos aqui. –Lanfan respondeu se levantado
-Essa porta trava as vezes e só da para abrir por fora quando isso acontece. – a mulher falou sorrindo- Ainda bem que eu vim aqui guardar as coisas se não ficariam presos aí até amanha.
-É, obrigada. –Lanfan agradeceu e eles saíram dali.
Ficaram andando em silêncio, ambos envergonhados com o que aconteceu. Ling ainda resmungava por causa da batida.
-Está doendo muito? – Lanfan perguntou.
-Um pouco. – respondeu sorrindo
-Deixa eu ver. –ela falou se aproximando
Ficou na ponta dos pés e colocou a mão na cabeça dele, ela não percebeu mais estavam praticamente colados novamente.
-Só precisa de um pouco de gelo. – falou colocando os pés no chão de novo
Os orbes negros se encontraram mais uma vez, ele sentiu vontade de agarrá-la ali mesmo. Mas não o fez, pois ela desviou o olhar e saiu andando em direção ao quarto. Entrou sem nem olhar para trás.
Assim que ela fechou a porta suspirou alto acordando uma menininha que dormia tranquilamente sonhando com seu príncipe encantado.
-Lanfan, o que você está fazendo acordada a essa hora? –May perguntou acendendo a luz do abajur e coçando os olhos
-É que eu estava no telhado. – mentiu
-Por que será que eu estou sentindo que você está mentindo? – falou num bocejo
-É só impressão sua. –Lanfan diz pegando algumas roupas no armário- Eu vou me trocar e ir dormir. Boa noite.
-Boa noite. – Disse deitando a cabeça no travesseiro
Lanfan colocou seu pijama e deitou-se na cama. Ficou rolando de um lado para o outro. Seu coração estava muito agitado, aquele beijo só serviu para complicar as coisas. Ela sabia melhor do que ninguém que não poderiam ficar juntos.
A política de Xing não permitia a junção de um príncipe com uma serviçal, seu olhos já estavam marejados só de pensar nessa regra. Sentiu um aperto no peito e não conseguiu segurar o choro.
Chorou de soluçar, estava tentando conter os soluços que ficavam cada vez mais altos, até que alguém acende uma luz.
-Lanfan, você está chorando? –May perguntou assustada olhando para a garota com a cabeça no travesseiro
Lanfan levantou a cabeça, estava com os olhos e o rosto vermelho, uma expressão tão triste na face que só quando se esta sentindo muita dor alguém pode obtê-la em seu rosto.
-O que aconteceu, Lanfan? – perguntou sentando-se ao lado dela
Num ato inesperado, Lanfan a abraça e chora ainda mais. May fica sem reação, elas nunca foram tão próximas a ponto de se abraçarem.
-Tudo bem. Chore o quanto quiser. Isso ajuda. –May falou tentando reconfortá-la
May esperou que ela se acalmasse para perguntar o que havia acontecido.
-É que o Ling... –ela fez uma pausa para continuar- Me beijou. –falou num fio de voz
-O que?! –May falou mais que surpresa- Ele te beija e você fica chorando? Não sabia que ele beijava tão mal assim.
-Não é isso sua boba! –Lanfan falou rindo um pouco- É que, você sabe sobre aquela lei que temos em Xing, não é? Nunca um príncipe pode se casar com uma serviçal.
-Puxa, eu não tinha pensado nisso. Mas vamos dar um jeito, você gosta tanto dele assim, Lanfan?
-Eu não gosto May, eu amo ele. Amo demais. –respondeu sentindo as lágrimas voltarem
-Nossa. Mas se esse for o caso eu também não posso ter nada com Al. –May falou começando a sentir um desespero
-O seu caso é diferente. Alphonse salvou a sua vida a do Ling diversas vezes, sem falar que ele é só um estrangeiro, ele só precisa mudar sua nacionalidade e aprender nossos costumes. –Lanfan explicou
-Isso me deixa um pouco mais aliviada. –May suspirou- Mas não fique pensado nisso, vamos dar um jeito. – falou sorrindo
-Obrigado May, nunca pensei que você fosse uma amiga tão boa. – respondeu secando as lágrimas e sorrindo
OoOoOoOoOoOoOoOoo
Winry acordou um pouco triste, não conseguia se sentir melhor ali. Parecia que com a distância ela tinha ficado só, e essa sensação era horrível. Pinako percebeu que a neta não estava bem, tinha certeza que havia acontecido alguma coisa naquela viajem.
-Winry, temos que conversar. –Pinako falou sentando no sofá e acendendo seu cachimbo
-Eu fiz algo de errado vovó? –Winry perguntou sentando-se ao lado dela
-Não. Mas o que está acontecendo? Você anda muito triste ultimamente. –Pinako perguntou
-Não é nada vovó. –Winry forçou um sorriso
-Não minta para sua avó, Win. Como você explica esses olhos inchados de tanto chorar, acha que não ouço seus soluços quando passo no corredor?
-Vovó eu só não quero falar sobre isso agora, ok?- respondeu abaixando a cabeça
-Certo. Mas só me responde uma coisa. Tem algo haver com o Ed?
Winry balançou a cabeça dizendo que sim, Pinako levantou e voltou para cozinha terminando de fazer o almoço.
“Eu devo estar mal mesmo”
Winry pensou pondo as mãos no rosto. Sentia vontade de voltar para Central e dizer ao Edward que queria ficar com ele, mas ao mesmo tempo se sentia insegura em relação a Keita, ele mexeu com ela de uma forma que jamais fora vista pela própria.
Aquele garoto, se conheciam há tão pouco tempo e ele já havia deixado sua vida de cabeça para baixo, mais precisamente, seu coração.
Ela decidiu ir até o lago para tentar esquecer um pouco seus problemas. Naquele lugar poderia lembrar-se de coisas boas da infância, uma época que não tinha que se preocupar com sentimentos.
-Vovó, eu estou saindo. –ela gritou da porta
-Ok. Mas volte antes do jantar. –Pinako respondeu da cozinha.
-Certo.–Winry falou saindo
Durante o caminho passou pela casa onde Edward e Alphonse moravam, desde que a Trisha morreu ambos nunca mais voltaram para aquele lugar, e ela morreu justo no dia em que Edward tinha conseguido virar um Alquimista Federal.
Flash Back ON
Edward estava inquieto no trem, não via a hora de dar a notícia de que havia conseguido, para sua mãe. Ela sentiria muito orgulho dele com certeza. Ela e Alphonse.
Desceu praticamente correndo do trem. Quando chegou em casa sentiu um aperto no peito, mas ignorou, abriu a porta e viu o casaco de Winry e de Pinako pendurados no cabid eiro, estranhou ainda mais aquilo.
-Tadaima!–ele gritou
E logo Winry apareceu no topo das escadas, ela correu até ele e o abraçou.
-O que foi Winry? –ele perguntou confuso
-Eu sinto muito, Ed!
-Nii-san–Alphonse falou tristemente do topo das escadas, ele também estava chorando-Vem cá.
Edward correu escada acima e entrou no quarto da mãe onde todos estavam. Foi então que entendeu o motivo do choro.
Trisha estava deitada na cama, o rosto pálido e frio, sem emitir um só som, nem mesmo a sua respiração era ouvida, na verdade, ela já não era mais capaz de fazer.
-Ela faleceu hoje pela manhã. –Pinako falou sentada na beira da cama
-Não pode ser! Eu consegui me tornar um Alquimista Federal, finalmente vamos poder dar um tratamento medico melhor a ela com o meu salário. MÃE VOCÊ NÃO PODE MORRER AGORA! –Edward gritou deixando que as lágrimas rolassem.
Flash Back OFF
Desde aquele dia, Edward e Alphonse decidiram morar na Central. Winry sentou-se a margem do lago, abraçou as pernas e apoiou a cabeça nos joelhos, ficou olhando por um longo tempo aquela água cristalina e isso acalmava sua mente e seu coração.
O dia estava quente e ensolarado, olhou para os lados vendo se havia alguém por perto. Tirou a blusa e a saia, e pulou na água Não se preocupou com a passagem de alguém por ali, já que o lago era cercado por diversas árvores.
“Nada melhor do que um mergulho num dia desses”
Ela pensou enquanto nadava até que ouviu aquele típico assobio que um garoto faz para uma garota bonita. Winry se virou assustada para a margem vendo moreno sorrindo maroto.
-O que você acha se eu der um mergulho também? –Keita perguntou malicioso com seus olhos vidrados nos seios dela, mesmo que estes estivem cobertos pelo soutien
-Nem pensar! Pode ficar onde está! –Winry gritou abaixando na água até que ficasse somente com a cabeça para fora- Será que você poderia se virar um instante?–ela pediu corando mais do que já estava
-Ok.–ele falou se virando
Ao ouvir o barulho que a fazia enquanto ela saia o deixava excitado, a vontade de olhá-la era quase incontrolável.
“Não Keita! Seja decente pelo menos uma vez na vida!”
Ele se repreendeu, mas só de imaginar que ela estava seminua bem atrás dele o excitava muito, um ventinho frio lhe percorreu a espinha e ele espirrou, na mesma hora ele sente algo batendo contra sua cabeça.
Olhou para o chão e era a sandália dela, ele virou a cabeça sem sentir para reclamar.
-Por que você ...Fez isso? –ele perdeu a voz ao vê-la
Ela ainda estava colocando a blusa, deixando a mesma molhada fazendo marcar todas as suas curvas, antes mesmo que ela pudesse pegar o outro pé da sandália ele caiu com um enorme sangramento nasal. Winry vestiu rapidamente a saia e foi até ele.
-Você está bem? –ela perguntou
-Melhor do que nunca. – respondeu malicioso
-Você é um pervertido! –ela gritou sentando ao lado dele- O que você está fazendo aqui?
-A Central perdeu seu brilho depois que você se foi. –ele respondeu sedutor fazendo o coração dela disparar
-Como me achou? –ela gaguejou um pouco e seu rosto já estava vermelho
-Eu só perguntei onde morava Winry Rockbell e me disseram. Então eu fui até a sua casa e a sua avó disse que você provavelmente estaria aqui. –ele respondeu sorrindo- Win, porque você foi embora?
-Eu já disse que foi porque tinha que ajudar a minha avó. –ela respondeu um pouco estressada
-Você não precisa mentir pra mim. Só bastava dizer que não quer responder a minha pergunta. –ele falou um pouco triste, queria muito saber o motivo
-Vamos apostar uma corrida? –ela perguntou se animando
-Vamos.–ele respondeu se levantado e ajudando-a a levantar
-Ok. 1, 2, 3 e JÁ! –ela gritou saindo na frente
-Ei! Não é justo! – falou rindo indo atrás dela
Estavam lado a lado tentando passar um ao outro até que Winry tropeça num tronco e acaba se segurando em Keita para não cair, mas como ambos estavam em movimento saíram rolando por uma pequena ladeira. Quando pararam, ela estava em cima e ele em baixo.
-Você se machucou? –ele perguntou
-Meu tornozelo está doendo um pouco. E você está bem?
-Bem melhor agora. –ele respondeu a beijando em seguida
Um beijo calmo e tranquilo, só para matar a saudade, ela jamais admitiria, mas estava precisando muito daquilo. Sentia-se sozinha desde que voltou para Rezembool e queria um pouco de carinho, Keita tinha chegado na hora certa.
Até que ela se afastou dele e rolou para o outro lado.
-Não quero que me beije. –ela falou
-Não é o que parece.
-Nem tudo realmente é o que parece. –ela respondeu curta e grossa
Foi tentar se levantar, mas seu tornozelo doía muito e caiu novamente. Ele vendo que ela não conseguia andar, a pegou no colo e foram assim para casa.
-Não precisava me carregar eu consigo andar com minhas próprias pernas. –ela reclamou orgulhosa
-Até parece. Nem consegue ficar de pé sem encostar-se a alguma coisa. –ele respondeu rindo da cara de indignação que ela fazia
-Droga!–ela reclamou fazendo bico
-Kei-kun!–ouviram uma garota gritando e indo na direção deles
-Rose?–Keita falou estreitando os olhos tentando enxergar melhor
-Keita!–ela gritou pulando nele e como Winry estava no seu colo caíram os três- Eu senti tanto a sua falta!
-Mas eu só fiquei fora por uma semana!
-Help... –ouviram uma voz aguda pedindo por socorro
-A céus! Desculpe, eu não tinha reparado que você estava segurando alguém! –Rose falou ajudando Winry a se levantar- Desculpe mesmo!
-Tudo bem. Eu sou a Winry, qual o seu nome? –Winry perguntou sorridente se apoiando numa arvore próxima
-Rose. Ei Kei-kun você não me disse que tinha namorada. –Rose falou rindo
-Eu não sou namorada dele! –Winry falou rapidamente ficando corada
-Ainda!–Keita gritou se levantando
-Que Mané ainda! Ta maluco?! –Winry falou com vontade de acertar a chave inglesa nele só não o fez porque ela não estava ali no momento- Eu pensei que você que fosse a namorada do Keita. Daquele jeito que você veio correndo.
-Não, nós somos só amigos! –ela respondeu corando
-Winry! O jantar está pronto! –Pinako chamou da porta
Winry andou com um pouco de dificuldade até a porta e olhou para trás, viu que Rose já estava indo embora.
-Keita você quer entrar para jantar?
-Claro.–ele respondeu feliz por ela o ter convidado
-Esse rapaz passou aqui mais cedo te procurando. Ele é seu namorado, Win? –Pinako perguntou
-Claro que não vovó! Somos apenas bons amigos. –Winry respondeu corando novamente
-Certo, podem ir entrando. –Pinako falou não muito convencida
O jantar foi bem animado, estavam tento uma conversa animada enquanto comiam. Assim que todos terminaram Winry foi lavar a louça e Keita se ofereceu para ajudá-la, Pinako deu a desculpa de que iria ao porão arrumar algumas peças, só para deixá-los a sós.
-Você não precisava ter me ajudado. –Winry falou secando a pia que era a ultima coisa que faltava
-Eu sei. Só queria ficar mais tempo com você. –ele respondeu se aproximando dela
Prensou o corpo dela contra a pia , ela podia sentir a respiração acelerada dele no seu rosto, ele se aproximava cada vez mais e ela parecia ter entrado num tipo de transe.
-Keita... –ela falou diminuindo totalmente aquele distancia
Ele se surpreendeu com a iniciativa dela, dessa vez o beijo foi mais ousado, as línguas se entrelaçavam de uma forma excitante e isso estava deixando-o louco. Ele decidiu avançar um pouco mais, foi para o pescoço dela.
Ela agarrava no cabelo dele pedindo por mais, precisava daquilo. Ele a colocou sentada em cima da pia e ficou entre as pernas dela, a mão dele estava na cintura dela e desceu até a parte interna das coxas.
Ela soltou um gemido baixo ao senti a mão dele ali, ele subiu a outra mão e tocou de leve nos seios dela. Eles já estavam passando dos limites, mas não se importavam com aquilo agora. Até que a mente de Winry volta ao normal e ela o afasta.
-Keita espera... –Winry falou sem fôlego por causa dos beijos
-Desculpe, eu não queria avançar desse jeito. –ele falou todo nervoso
-Escuta, eu quero esclarecer uma coisa. –Winry falou abaixando a cabeça- Hoje depois de tudo que aconteceu aqui e na central eu percebi de quem eu realmente gosto. Eu sinto muito, mas eu não gosto de você Keita. Só confundi o amor de amigo com o outro tipo. Desculpe.
-Tudo bem, mas mesmo que você diga isso, eu não vou desistir! –ele falou confiante
-Ok, mas eu não quero mais que me beije. –ela falou irritada
-Não posso cumprir com isso.
-Já imaginava. –ela falou indo com ele até a porta
-Boa noite. O jantar estava uma delícia e a sobremesa também. – disse malicioso
-Vai embora logo de uma vez! –Winry gritou com o rosto vermelho e bateu a porta
Não pode deixar que um sorriso de felicidade escapasse, finalmente havia se decidido. Naquele momento não sentiu nada de especial, mas se fosso com Edward ela iria em frente, porque eles tinham uma ligação especial e ela o amava muito.
OoOoOoOoOoOoOoOoo
Edward estava deitado na cama pensando nela, como sempre fazia desde que ela foi embora. Alphonse tinha reparado no baixo astral do irmão e não aguentava mais ver o mesmo sofrendo em silêncio.
-Nii-san, vai atrás dela. –Al falou sentando-se na cama de frente para ele
-Ela gosta do Keita. –ele respondeu sentindo uma imensa dor ao falar aquelas palavras
-E você vai entregá-la de bandeja pra ele?! Eu não estou te reconhecendo! –Al falou em tom de reprovação
-É verdade, eu não posso desistir assim! –Ed falou decidido- Eu vou para Rezembool hoje!
-Esse é o Edward Elric que eu conheço! –Al falou feliz ao ver o irmão animado
Ed fez as malas o mais rápido possível e foi correndo para a estação, para sua sorte o trem para Rezembool já estava quase saindo. Ele comprou a passagem e sentou-se no ultimo vagão.
Estava ansioso, não via a hora de vê-la. Não conseguiu dormir a noite toda, estava com olhos bem abertos e focados no seu objetivo.
“Ela vai ser minha!”
Continua...
Notas finais
Reviews *.*
E Recomendações *-*
Para que possamos continuar essa fic u.u
Bjão! *o*
Fale com o autor