The Fate Of All
1 Capítulo I
Notas iniciais
“Baixinho idiota! Aposto que ele já estragou meu automail de novo, dessa vez vou jogar acaixa de ferramentas inteira na cabeça dele!”
Winry andava a passos largos pelas ruas desertas de Rezembool em direção a estação, ela estava preocupada com ele, sempre ele. Só fazia algumas horas desde que Alphonse ligou pedindo para que fosse até a Cidade Central, Edward estava no hospital se recuperando da ultima luta e provavelmente horas de trabalho duro foram por água abaixo também.
Ela sentou em um dos bancos vazios da estação, respirou fundo e olhou em volta. Não era de se esperar que não houvesse mais ninguém alem dela e alguns funcionários depois das 10:00 da noite.
Não demorou muito para o trem chegar, ela entrou no trem praticamente vazio e sentou na ultimo banco do vagão, encostou a cabeça no vidro e adormeceu sem delongas.
“Macio...”
Ela pensou sentindo algo confortável debaixo da sua cabeça, abriu os olhos devagar e deu de cara com um rapaz moreno sorrindo para ela.
–Bom dia. –ele disse
Ela levantou assustada, estava deitada no colo dele, de um desconhecido. Winry o encarou surpresa e envergonhada, ele manteve o sorriso e começou a explicar.
–Desculpe não me apresentei. Meu nome é Keita Kouroshima, eu entrei um pouco depois de você e te vi deitada no banco, então coloquei a sua cabeça em cima do meu colo. Não me entenda mal, só não acho aconselhável deitar nesses bancos, eles são muito duros. E você é? –ele perguntou após se explicar
–Winry Rockbell. –ela respondeu sem jeito
–Você é mecânica de automails por acaso? –ele perguntou
–Sim, por quê? –ela afirmou
–É que acabei abrindo a sua caixa de ferramentas e estava cheia de peças de automails. Sabe, eu também gosto muito de automails e meu avô esta me ensinando a ser um mecânico. –ele respondeu num só fôlego
–Que legal! –ela se entusiasmou- Eu amo automails eles são a minha segunda paixão!
–E qual é a primeira? –ele perguntou curioso
Após perceber o que havia dito corou fortemente, ela disfarçou um pouco.
–A primeira é... –pensou rápido- cozinhar! –mentiu e acabou dizendo algo que não gostava nem um pouco de fazer
Eles continuaram conversando até chegarem a seus pontos finais. O trem parou e ambos desceram, diferente de Rezembool a Cidade Central era muito agitada em plena as 9:00 da manhã.
–Aqui. –ele falou assim que saíram do trem entregando-lhe um pedaço de papel- É o meu telefone, gostei de você, nós poderíamos manter contato – falou com aquele sorriso arrebatador
–Claro. –ela respondeu sem graça
–Ja ne. –ele respondeu acenando e seguindo seu caminho
Winry olhou para o papel em suas mãos e o colocou no bolso do casaco. Puxou a mala de rodinhas e saiu procurando a sua referencia, não demorou muito até avistar o Major Armstrong.
–Winry-chan! E tão bom revê-la! –ele falou me abraçando
–É bom te ver também, Major. –respondeu quase em ar
–Vamos o senhor Elric está impaciente a sua espera. –ele falou cheio de brilhinho em volta
–Eu também estou impaciente para ver o estrago dessa vez. –ela falou pegando a chave inglesa
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–Calma Nii-san, ela não vai fazer nada demais se você explicar o que aconteceu. –Alphonse tentava acalmar o irmão que pulava numa perna só de um lado pro outro no quarto
–Ela vai me matar Alphonse! Eu to sentindo a morte chegando. –ele falou desesperado
–Você tem razão, a Winry-chan quando fica com raiva é assustadora. –Al respondeu desistindo de manter a calma
–O pior é que dessa vez não sobrou nada alem de um parafuso pra contar a historia. –Ed sentou-se na cama tentando relaxar
–Então Fullmental, a sua namorada ainda não chegou? –Havoc perguntou entrando no quarto
– Já disse que ela não é minha namorada!! É só a minha mecânica! Mecânica!!! –ele respondeu corado
–Ah, então você anda “pegando” a mecânica não é? Seu safadinho. –Havoc falou com um sorrisinho ero no rosto
–Alphonse... –Ed olhou para o irmão pedindo arrego
–Edward, voltei com a sua amiga Winry! –o Armstrong anunciou entrando no quarto- Aqui está ela!
Ele saiu da frente da porta para ela entrar, mas o corredor do hospital ficou negro de repente e uma áurea assustadora exaltava da loira com a cabeça baixa.
–Edward Elric ... –uma voz tenebrosa pronunciava o nome pausadamente
–Que Kami me proteja! –Ed cobriu a cabeça
–Oi Winry-chan. –Al falou com uma enorme gota na cabeça
–Oi Alphonse. –ela desfez a forma maligna e falou normalmente com ele- Agora seja um bom irmãozinho e me diga onde está o nanico. –a na última palavra ela voltou a forma maligna
–QUEM VOCÊ Tá chamando de nanico... –Ed saiu debaixo das cobertas e foi abaixando a voz ao ver a cara que Winry fazia pra ele
–Onde está o meu automail? –ela perguntou com os olhos vermelhos brilhando em sede de sangue
–Ah o automail? É uma historia muito longa Win, você não vai querer saber. –Ed tentou fugir da pergunta
–Alphonse. –ela falou olhando para o mais novo com uma cara pior ainda
–Eu não vou falar. –Al respondeu se fazendo de forte, mas ela o encarou mais profundamente-Eleestavalutandocontraumalquimistaforagidoqueeramuitoforteeacaboudestruindooautomailesobrousóumparafuso!
–ele falou num fôlego
–Valeu Alphonse! –Ed olhou para o irmão decepcionado- Veja o lado bom Winry, antes o automail do que eu né?....
Ela nada respondeu, apenas pegou a chave inglesa e a acertou bem no meio da testa dele que caiu da cama.
–Eu sabia que isso acabaria acontecendo, por isso trouxe metade pronto já. –ela respondeu após um longo suspiro
–Um dia o formato da minha cabeça vai estar modificado. –Ed falou se levantado
–Acho melhor deixar o casal sozinho. –Havoc falou colocando todos para fora
–Que casal?! –Ed respondeu vermelho e Winry apenas abaixou a cabeça
Antes de sair do quarto, Havoc ainda deu um piscadinha pra ele. O silêncio pairou ali, Winry pegava as ferramentas e separava as peças.
–Não gosto nem um pouco quando você quebra meus automails... –ela falou quebrando o silêncio
–Eu sei, mas o Mustang não está dando trégua. –ele respondeu
–Não gosto quando você e o Al ficam se arriscando. –ela falou enquanto mexia no automail
–Eu tenho que trabalhar Win. –ele respondeu
–Pronto. Hora de conectar com os nervos. –ela olhou pra ele
–Ok. –ele respondeu se deitando
–Pronto?
–Uhum.
Ela fez a conexão o mais rápido possível, ele contraiu um pouco o rosto, ao ver a cara de preocupação que ela estava fazendo. Ed engoliu a dor e fez o máximo para melhorar a cara.
–Eu já estou acostumado com essa dor. –ele respondeu sorrindo
–Não precisa forçar esse sorriso, eu sei que está doendo. –ela respondeu
–Sr. Edward Elric. –medico entrou no local
–Então doutor eu já posso ir? –ele perguntou
–Você vai ter alta no final da tarde. –ele respondeu
–Ok.
–Ed, eu vou dar uma passadinha na casa da dona Gracie. Te vejo mais tarde. –ela falou indo até a porta
–Onde você está hospedada? –ele perguntou
–O Major Armstrong levou minhas malas para o mesmo hotel que o seu, acho que meu
quarto é o 202. –ela estava mexendo no bolso do casaco procurando o papel com o numero do quarto -Ah é 202 mesmo. Tchauzinho
Quando ela saiu nem percebeu que havia deixado cair o papelzinho com o numero do garoto que conheceu no trem. Ed olhou para o chão e pegou o papel que estava todo dobrado, o abriu e viu o numero. Sem muita curiosidade o guardou, quando visse Winry devolveria a ela.
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Winry parou em frente a porta do apartamento e tocou a capainha. Se surpreendeu ao ver Keita abri-la.
–Desculpe acho que toquei a campainha errada. –ela falou sem graça
–Win! –uma voz de criança pequena gritava perto dos seus pés
Ela olhou para baixo e viu Elysia a abraçando, logo Gracie aparece na porta sorrindo.
–Olá Win, que surpresa adorável. –ela falou sorrindo gentilmente
–Oi. –ela respondeu devolvendo o mesmo sorriso
–Espera você conhece a minha tia, Winry? –Keita perguntou confuso
–Ela é sua tia? –Winry respondeu com outra pergunta
–Vocês se conhecem? –Gracie perguntou sem entender
–Eles são namolados mama? –Elysia perguntou fazendo com que ambos corassem
–Que tal entrarmos para esclarecer essas duvidas. –Gracie sugeriu vendo a cara que os dois fizeram
Eles concordaram. Gracie foi para cozinha fazer um chá enquanto Winry e Keita sentaram-se no sofá.
–Espera deixa eu ver se entendi. Numa das vezes que você veio aqui meu tio pediu que ficasse aqui e era aniversario da Elysia. –Keita falou tentando colocar a mente no lugar
–É. E você é sobrinho deles e Elysia é sua prima, você veio para Central para vê-los. –Winry falou sem acreditar
–É. Cara, mal dá pra acreditar. –Keita riu divertido
–Eu estava ouvindo a conversa de vocês lá da cozinha. –Gracie apareceu carregando uma bandeja com o chá- Se conheceram no caminho pra cá. Só uma perguntinha Win, ele te deu algum telefone?
–Uhum, por quê? –ela perguntou confusa
–Como o esperado do mulherengo da família. –Gracie riu com uma gota na cabeça
–Mulherengo? Mas ele nem deu em cima de mim. –Winry estava sem entender- Ele até que é bem gentil.
–Ele é sempre gentil com as garotas bonitas, isso causa uma boa impressão ao invés de sair dando em cima de cara. –Grecie respondeu
–A tia Gracie já conhece todos os meus conceitos de conquista. –Keita sorriu com uma gota na cabeça
–Depois que ele trouxe 5 garotas aqui num só dia, meu marido paga o hotel dele toda vez que ele vem para a cidade. –Ela continuou falando
–Que tarado. –Winry riu
–Um tarado muito bem comportado. –ele respondeu fazendo pose
Ambos riram descontraídos deixando um pequena menininha sem entender bulhufas. No final da tarde Keita acompanhou Winry até o hotel que ela estava.
–Não precisa me levar até lá. Serio. –Winry falou
–Não me custa nada pelo que eu estou vendo é no caminho do meu. Alem do mais gosto de ficar perto de você. –ele deu um sorrisinho de canto
–Eu já sei que você é um pervertido, suas cantadas não vão funcionar. –Winry falou rindo da cara que ele fez
–Eu? Imagina, não penso em nada demais. –ele se fez de santo
–Nada demais para maiores de 18. –ela respondeu
Os dois foram rindo até pararem em frente ao prédio onde Winry ficaria.
–É aqui. Sabe, pensando bem, não foi uma boa idéia deixar um tarado me levar onde vou ficar. –ela brincou novamente
–Espera, só depois de chegar no lugar que você lembra? –ele riu da cara dela- Eu acho que o destino está pedindo para que fiquemos juntos.
–Porque você diz isso? –ela perguntou
–Eu estou no hotel em frente. –ele respondeu com mais um dos seus sorrisos de tirar o fôlego
–O destino está completamente errado. –Winry se adiantou em falar
–Bom, nos vemos amanha. Boa noite. –ele deu um beijo estalado na bochecha dela
–Boa noite. –ela ficou sem voz diante daquele gesto
Winry levou automaticamente a mão na bochecha que ele havia beijado. Aquele Keita era realmente um desavergonhado. Mas ela gostou dele, o achou bem simpático e divertido.
–Quem era? –ouviu a voz de Edward atrás de si
–Não faz isso! –tacou a chave inglesa nele no automático
–O que foi dessa vez?! –ele perguntou com a mão na cabeça
–Você me deu um susto. –ela respondeu
–Quem era? –ele voltou a perguntar
–Um amigo. –ela respondeu e acabou dando um risinho sem perceber
Ed não se sentiu bem com aquilo, não soube explicar, mas não se sentia nada bem.
–Onde está o Al? –ela perguntou entrando no local
–Ele disse que a May estava vindo pra cá. –Ed respondeu um tanto serio
–O Al ficou caidinho por ela não é? Eles até ficam bonitinhos juntos. –Winry respondeu subindo as escadas
Quando pararam ambos de frente para seus respectivos quartos notaram que era um de frente pro outro.
–Bom eu estou no quarto da frente se precisar de alguma coisa. –Ed falou
–Ok. –ela respondeu
Winry entrou no quarto e fechou a porta atrás de si, viu as suas malas perto da cama. Andou calmamente até elas. Pegou sua roupa e uma toalha no armário e entrou no banheiro para um bom banho.
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Ed esperou que ela entrasse para depois abrir a porta, estava inquieto por dentro queria saber quem era aquele moleque. Quando abriu a porta teve uma baita surpresa.
Continua...
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