The Fate Of All
2 Capítulo II
Notas iniciais
Capítulo II
Ed esperou que ela entrasse para depois abrir a porta, estava inquieto por dentro queria saber quem era aquele moleque. Quando abriu a porta teve uma baita surpresa.
–Olá Ed. – o rapaz com um sorriso imenso no rosto e olhos puxados falou com a boca cheia de comida
–O QUE SIGNIFICA ISSO????!!! –Edward não estava crendo em seus olhos- Ling, seu desgraçado, quem deixou você entrar?!
–Lanfan abriu a porta pra mim. –ele respondeu apontado para a garota vestida de preto no canto do quarto
–Como vocês saem invadindo o quarto dos outros?! E toda essa comida?–Ed perguntou indignado
–Eu coloquei tudo na sua conta. –ele sorriu
–Como assim seu príncipe falido!!!! –quando Ed chegou perto o suficiente para esganá-lo Lanfan passa na frente dele numa rapidez absurda
–Não toque no Jovem Mestre. –ela falou seria e ameaçadora
–Vocês dois pra fora! Já! –ele gritou chutando ambos junto com a comida
Eles sem se importar terminaram a refeição no corredor. Logo Alphonse chegou junto com May e deu de cara com Ling e Lanfan comendo ali.
–Ling o que você está fazendo aqui? –May perguntou
–O clã Yao é responsável pelo Clã Chang, de agora em diante e me pediram para vir tomar conta de você. –ele respondeu
–Você não consegue tomar conta nem de si mesmo. –ela respondeu
–É por isso que eu tenho a Lanfan. –ele respondeu
–É muito bom revê-lo como vão as coisas em Xing? –Al perguntou
–Vão bem, daqui a alguns meses será a minha coroação e me tornarei imperador. Então vou aproveitar bastante a minha vida sem responsabilidades. –ele respondeu
–Al eu ouvi a sua voz. –Ed e Winry abriram a porta e falaram ao mesmo tempo
Ambos se encararam e olharam para os dois comilões no chão.
–O que significa isso? –Winry perguntou com uma enorme gota na cabeça
–O meu karma na manifestação desses dois. –Ed respondeu balançando a cabeça negativamente e com a mão no rosto
–Olá Winry. –May se anunciou
–Oi May. –ela respondeu
–Vocês dois aí não querem entrar? –Winry perguntou
–Sempre muito gentil Winry-chan. –Ling falou com a boca cheia
–Coma depois fale, regra essencial. –Winry falou em tom de reprovação
–Você vai mesmo deixar esses dois entrarem no seu quarto. –Ed não estava crendo em seus ouvidos.
–Vou, não vejo nenhum problema nisso. – respondeu- Vocês tem lugar pra ficar?
–Temos sim não se preocupe conosco Senhorita Rockbell. –Lanfan respondeu- Vamos Jovem Mestre. –ela saiu a passos firmes
–Espera Lanfan, a Winry nos convidou para entrar. –ele tentou contestar
–Mas nós já estamos de saída. –ela respondeu sem dar importância às reclamações de seu mestre
–O que foi aquilo? –Ed perguntou com uma gota na cabeça
–Ela às vezes tem uns leves ataques de ciúme. –May explicou sorrindo maliciosa
–Aqueles dois formam um casal bem fofo. –Winry falou com os olhos brilhando
–Serio? Pra mim é bem estranho. –Ed falou
–De certo ângulo sim, mas se você ver pelo outro lado vai ver que é tão romântico. O jovem príncipe se apaixona pela sua subordinada que o protegera tantas vezes. Tão Kawaii! –Winry estava brilhando por completo
–Eu não acho. –Ed afirmou
–Você não entende dessas coisas mesmo, porque eu ainda perco o meu tempo? –ela falou e fechou a porta em seguida
–Nii-san, quem vai limpar essa bagunça? –Al perguntou olhando para corredor que estava num estado crítico
–Eu acho que a Lanfan não foi embora por causa de ciúmes, e sim pela bagunça que teria que limpar depois. –May falou reavaliando sua análise
–Entrem logo e deixem isso com os funcionários antes que nos vejam e mandem a gente limpar. –Ed falou puxando Al e May para dentro do quarto
–Ah, eu não posso ficar, tenho que ir pra casa. Como o Ling disse, ele é responsável por mim e se acontecesse qualquer coisa comigo poderia haver guerra entre os dois clãs. –May falou saindo
–Eu te levo até a porta. –Al se ofereceu
–Obrigada. –ela agradeceu com o rosto um tanto rubro
OoOoOoOoOoOoOoOoo
Winry estava olhando pela janela distraída até que Keita aparece na janela em frente a sua. Ele acena e ela sorri sem graça lembrando-se do beijo que ele dera em seu rosto. Fechou a janela e as cortinas, deitou na cama tentando por as idéias no lugar.
Colocou a mão no bolso do casaco que estava usando mais cedo procurando o telefone dele, mas não achou. Talvez tivesse deixado cair por algum lugar.
“O Ed viu ele beijando o meu rosto”
Esse pensamento passou pela sua cabeça fazendo seu coração acelerar, acabou percebendo que ele ficou sério com ela quando perguntou quem era Keita.
“Será?”
Ela abraçou forte o travesseiro contra o peito, como se estivesse tentando manter seu coração quieto. Acabou dormindo com esses pensamentos.
OoOoOoOoOoOoOoOoo
Alphonse levou May até a porta e esperou que a mesma entrasse num táxi.
–Nos vemos amanhã Al. — ela falou acenando da janela
–Ok. Tchau! –ele respondeu sorrindo
Ele voltou ao quarto onde encontrou o irmão deitado na cama com as mãos atrás da cabeça e olhando para o teto, perdido nos seus pensamentos.
–Voltei. –ele se anunciou
–Hum. –Ed olhou para Al sem se importar muito
Al estranhou aquele comportamento, mas deixou de lado. Ed estava pensado na cena que viu mais cedo, não gostava nem um pouco daquele garoto, mesmo sem saber o porquê. Só de lembrar, uma raiva subia pela garganta.
–Ed, por que você não chama a Winry pra dar uma volta pela cidade? –Al perguntou
–E por que eu faria isso? –ele desviou da pergunta
–Ela deve estar morrendo de tédio dentro daquele quarto, e também ela ficaria muito feliz se você a chamasse. –Al falou sorrindo
–Por que ela ficaria feliz? –perguntou sem entender
Alphonse puxou o irmão para fora do quarto e o colocou na porta de Winry. Edward olhou indignado para Al que sorria de orelha a orelha.
–Chama ela. –ele falou rindo
–Por que eu estou fazendo isso Kami-sama? –Ed reclamou revirando os olhos, bateu na porta com o mínimo de força possível- Viu, ela deve estar dormindo.
–Você nem bateu direito. –Alphonse falou batendo com força
Ed o encarou com a sobrancelha arqueada, quando o mais novo viu a maçaneta girando correu para dentro do quarto e deixou o resto por conta do irmão.
Winry abriu a porta sonolenta e se surpreendeu quando viu Ed parado na porta.
–Winry, você quer dar um volta comigo? –ele perguntou olhando pro lado tentando disfarçar o tom rubro que estava seu rosto
–Claro. Só um minuto. –ela falou e fechou a porta
Trocou de roupa, pois estava de pijama e prendeu o cabelo. Saiu alguns minutos depois. Primeiro ficou um tempo pensando. Depois concluiu que Alphonse poderia ter algo a ver com esse convite.
–Você demorou. –ele falou emburrando assim que ela abriu a porta
–Você que é impaciente. –ela respondeu- A onde vamos?
Pronto, agora ele foi pego de surpresa, não tinha pensado aonde sequer iriam.
–Você vai ver. –ele respondeu rápido
“Enquanto andamos, vou pensando em alguma coisa.”
Ele pensou suspirando. Quando chegaram na entrada do hotel deram de cara com Keita saindo do da frente, ele olhou diretamente para Winry e foi até ela, Edward estava distraído olhando para os lados pretendendo atravessar e só percebeu o sujeito quando já estava falando com ela.
–Win onde você está indo? –Keita perguntou
–Vou dar uma volta. –ela respondeu
–Charam! –Ed coçou a garganta- Vamos Winry.
Somente depois que Ed se pronunciou Keita percebeu que ele estava ali, os dois se encararam com cara de poucos amigos deixando uma Winry com uma enorme gota na cabeça.
–Edward Elric, Keita Kouroshima. –ela fez as apresentações- Foi ele que você viu mais cedo.
–Eu sei que foi ele. –Edward respondeu emburrado
–Ele é seu namorado Winry? –Keita perguntou desconfiado
–Não somos só amigos. –ela respondeu rápido sentindo o rosto ficar vermelho
–Que bom. Depois nos falamos. –ele novamente deu um beijo no rosto dela
Dessa vez mais ousado, beijou o canto da boca. Winry corou da cabeça aos pés, ele sorriu e acenou pra ela até se distanciarem. Quando ela voltou a si olhou para o garoto loiro que a encarava com uma veia pulsante na testa.
–O que foi Ed? –ela perguntou tentando encontrar algum vestígio de ciúmes
–Nada. –ele respondeu puxando-a e continuou emburrado
Ela riu da cara que ele fazia, tinha mais do que certeza que ele estava com ciúmes e isso a deixa com o coração saltando de alegria. Fazia um ano e meio que descobriu que estava apaixonada por aquele baixinho arrogante, mas nunca contaria isso a ele.
Ele estava com uma raiva enorme, sentia vontade de dar meia volta e socar a cara daquele abusado. Provavelmente ela gostava dele, ele viu como ela ficou vermelha, só de pensar os dois juntos seu estomago revirava e dava um aperto no peito. Nunca se sentiu assim antes, mas no momento nem queria saber o motivo.
Até que um lugar lhe passou pela cabeça, sabia que no centro havia uma loja enorme que estava fazendo uma pequena exposição dos mais novos modelos de automails lançados. Aquele era sem duvida o melhor lugar para levá-la.
Ficaram em silêncio o trajeto inteiro, até que Winry começa a rir do nada.
–O que foi? –ele perguntou arqueando uma sobrancelha
–Nada não, só lembrei de uma coisa engraçada. –ela falou rindo
–O seu caso de doideira tá pior do que eu pensava. –ele falou provocando
–Quem você está chamando de doida hein seu baixinho abusado?! –ela começou a se irritar, mesmo que fosse um pouco
–QUEM VOCÊ CHAMOU DE MERGULHADOR DE AQUÁRIO?! –ele falou estressado, agora sim estava realmente irritado
–Você é o único com baixa estatura aqui. –ela falou rindo
–Maníaca por automails! –ele falou ficando vermelho de raiva
–Filhote de pulga! –ela retrucou
E foram discutindo assim até a exposição, quando Winry já estava se preparando para pegar a chave inglesa e acertar a testa daquele nanico ela vê a exposição.
–Calma Win! Olha ali! Ali! –ele falou apontando
–Nossa... –ela ficou sem fala por um tempo
Ele respirou fundo tentando se recuperar do susto.
–Essa foi por... –antes que ele completasse a frase ela o puxou correndo
–Ah! Aqui tem todos os novos modelos de automails! –ela falava com um brilho imenso
–Winry para de correr! –ele falava praticamente no ar enquanto ela atropelava tudo e a todos vendo as barracas
–Olha esse daqui! E aquele! Aquele dali é um dos modelos que pretendo aprender a fazer! –ela falava apontando para tudo até que parou e ficou olhando para um especifico
–Finalmente você parou. –Ed falou se limpando
Com toda aquela correria acabou ficando todo sujo de folhas e comidas que estavam nas mãos das pessoas quando Winry os atropelou.
–Esse automail é o que o Sr. Garfield está me ensinando a fazer. –ela falou olhando para o automail com um brilho imenso nos olhos- Estou quase terminando de montar um.
–Você parece ter gostado mais desse do que de todos. –ele falou olhando para o modelo também
–É que esse é um automail especial para crianças, eles são muito leves e assim não interferem na fase de crescimento. –ela explicou- Daqui a alguns meses você vai usar um desses, feito por euzinha, é claro. – ela falou sorrindo se sentindo demais
Ele ficou olhando-a atônito, ela estava sempre se esforçando para ajudá-lo, sempre pensando no bem dele. Talvez devesse repensar muitas vezes antes de quebrar os automails que ela faz especialmente pra ele.
Eles continuaram andando pelo local, ela na frente sempre animada parando de barraca em barraca vendo e comprando peças e ele se sentia bem a vendo daquele jeito, sem perceber estava com um leve sorriso no rosto.
–Do que você está rindo? –ela perguntou virando pra trás e olhando pra cara dele
–Eu não to rindo. –ele respondeu estranhando
–Tava sim que eu vi. Parecia um bobo apaix... –quando percebeu o que iria falar virou para frente novamente e voltou a andar
Ela sentia o rosto queimar, se não percebesse o que iria falar provavelmente o resto da noite seria bem constrangedora e ela não queria de jeito nenhum estragar aquele clima bom que estava entre os dois, mesmo que não fosse romântico como ela queria, ainda sim era bom.
Depois de tanto andar, Winry sentiu o estomago roncar, mas estava tão animada com tudo que não quis nem parar para comer.
–Ei Winry, você não quer parar para fazer um lanche? –Ed perguntou
–Não estou com fome. –após dizer isso seu estomago fez um barulho estrondoso que até algumas pessoas que estavam em volta ouviram.
Winry ficou vermelha como um pimentão abaixou a cabeça tentando disfarçar a vergonha que estava sentindo.
–Tem certeza? –ele perguntou se segurando para não rir
–Talvez eu deva comer um pouquinho. –ela falou se convencendo
Ele não conseguiu segurar a risada quando viu a cara de vergonha que ela fez pra responder. Ela o puxou novamente reclamando.
–Não tem graça! –ela falava corando novamente
–Tem sim! –ele disse entre os risos
Ela pegou a chave inglesa e acertou a cabeça do loiro em cheio.
–AI! –ele falou massageando o local atingido- Por que você fez isso?
–Não é educado ficar rindo de uma dama! Seja mais cavalheiro, Ed. — ela falou se sentindo uma mocinha muito comportada
Eles fizeram um pequeno lanche numa barraquinha próxima dali, logo foi ficando cada vez mais tarde até que começaram a colocar todos para fora e fecharam a exposição.
–Mas já acabou? –Winry falava decepcionada- Eu não comprei quase nada
–Você está cheia de bolsas, como isso pode ser quase nada? –ele perguntou olhando para a quantidade de bolsas que ela carregava
–Pra mim não é muita coisa. –ela deu as costas e voltou a andar
Ele percebeu que ela já estava fazendo um grande esforço para carregar tudo, algumas coisas ali deviam estar bem pesadas. Edward suspirou e pegou um pouco das bolsas que estavam com ela.
–Não precisa. Eu consigo levar. –ela tentou pegá-las de volta
–Eu levo pra você. –ele respondeu e voltou a andar
Ela gostou da atitude dele, sorriu um pouco e continuou andando. Quando eles pararam em frente ao quarto dela, ele lhe devolveu as bolsas.
–Obrigado por carregá-las pra mim. –ela agradeceu- Gostei muito de ter ido à exposição de hoje.
–Até que foi divertido. –ele falou se sentindo um pouco desconfortável
–Bom, boa noite. –ela falou sorrindo
–Boa noite. –ele respondeu
Winry procurava a chave na bolsa,
mas quando a achou puxou algumas coisas junto e caiu tudo no chão.
–Droga! –ela reclamou baixo, mas audível
Ela se abaixou para pegar as coisas e ele a ajudou, quando só faltava a chave ambos tentaram pegá-la ao mesmo e as mãos se tocaram de leve.
Eles se encararam com os rostos vermelhos, mas sem conseguir desviar. Olhos pareciam vidrados um no outro, Ed foi se aproximando dela devagar, só tinha em mente aquela boca entreaberta e rosada.
Ela foi fechando os olhos, a respiração deles estava acelerada e o coração batia fortemente no peito, ela já sentia o hálito fresco dele na sua pele. E ele como sempre, impaciente, selou seus lábios nos dela. Edward envolveu a cintura dela com uma mão e a outra acariciava seu rosto.
Nunca imaginou que sentiria tanta vontade de beijá-la como sentia agora, o beijo era calmo, cheio de ternura e carinho, demonstrando aos poucos o que sentiam. Até que...
Continua...
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