Notas iniciais
Hello my people! Nós demoramos um pouco para postar dessa vez, mas o cap está grande, e eu acho que vai valer a pena a espera.
Vamos tentar acelerar o processo de postagem. Bjão!

Capítulo VI

Quando chegou em Rezembool, já estava de noite. Ela nem avisou a sua avó que voltaria hoje, pegou sua mala e saiu na direção de sua casa.

De longe dava para ver Pinako sentada num banquinho tirando as ervas daninhas do jardim, Winry gritou a alguns metros dela:

-Tadaima!

Pinako olhou para a menina e ajeitou os óculos.

-Okaeri.– respondeu- Pensei que fosse vir só semana que vem.

-É, mas imaginei que a senhora estivesse precisando de ajuda. –Winry mentiu

-Hum... Na verdade não tem muito trabalho a se fazer por aqui. –Pinako respondeu

-Que sorte então. –Winry forçou um sorriso e entrou

Pinako desconfiou daquela atitude repentina e pela cara que Winry estava se esforçando em fazer, a senhora imaginou que aconteceu algo na Central.

Winry subiu as escadas, cansada, e entrou em seu quarto, jogou a mala em um canto qualquer e deitou-se na cama de bruços.

A vontade de chorar veio sorrateiramente, ela apertou o travesseiro contra o peito e respirou fundo, segurando o choro. Tinha que parar de pensar neles e seguir em frente.

OoOoOoOoOoOoOoOoo

Edward esperou que o trem sumisse da sua vista e voltou a passos lentos para o hotel, isso tudo era culpa dele, se não a tivesse beijado naquela noite, nada disso estaria acontecendo.

Queria socar alguma coisa ou alguém, e já tinha até quem em mente. Deu de cara com Alphonse e May na portaria do hotel, eles estavam saindo quando ele chegou.

-Oi Nii-san. –Al falou

-Oi. Vocês vão sair?

-Vamos dar um volta, porque não vem com a gente? –Al perguntou

May deu uma cotovelada no loiro de leve, que a olhou assustado, mas logo entendeu o recado.

-Eu estou um pouco cansado, Al, pode ir. –Ed deu uma desculpa qualquer, pois viu que May queria ficar a sós com o irmão.

Alguns minutos depois que os pombinhos saíram, Lanfan e Ling saem logo atrás. Ed estranhou aquilo, mas não se importou, a única coisa que tinha em mente era a garota de orbes azuis que lhe causava tanta confusão.

“Eu sou um idiota mesmo.”

Ed pensou, só depois de todos esses anos percebeu que gostava dela ou talvez até algo mais forte.

OoOoOoOoOoOoOoOoo

May e Alphonse andavam descontraídos pelas ruas da Central, sem nem perceber que estavam sendo seguidos.

-Jovem Mestre, porque nós estamos seguindo esses dois? –Lanfan perguntou sem entender

-Porque a May não deixou nós irmos junto com ela. –Ling respondeu

-É obvio que ela não iria deixar, ela quer ficar sozinha com o Alphonse. –Lanfan respondeu

-Mesmo assim ainda acho suspeito! –ele fez a cara mais engraçada que Lanfan havia visto

Ela segurou o riso o máximo que pode. Continuaram a seguir o casal “discretamente”,May parou para tomar um sorvete e Al aproveitou a chance para se sentar com a garota num banquinho da praça, um que estava bem distante dos outros, quase embaixo de uma árvore.

-Será que podemos para de seguir esses dois? –Lanfan pediu

-Não!–Ling respondeu

Havia alguns pombos sendo alimentados por uma velinha num outro banquinho , Ling caçou uma pedrinha no chão e atirou no meio dos pássaros que saíram voando desesperados para cima de Al e May, justo na hora que o loiro estava prestes a colocar o braços por cima dos ombros da morena.

-Ah já entendi! –Lanfan falou sorrindo- Você não quer que ele se aproxime dela. Parece mais coisa de irmão mais velho, apesar de que vocês dois brigam tanto que eu nunca poderia imaginar que fosse isso.

-Não é nada disso, Lanfan! Eu só estou protegendo o meu povo, como eu vou ser imperador em breve devo evitar essa pouca vergonha no meio da rua! –Ling respondeu

-Só pode estar de brincadeira com a minha cara. –Lanfan falou baixo

-O que disse? –ele perguntou

-Nada não.

OoOoOoOoOoOoOoOoo

Keita estava parado na porta de seu tio, bateu de leve e logo Gracie apareceu com um sorriso no rosto.

-Oi, Keita! Pode entrar. – ela falou dando passagem para o rapaz

-Oi, tia Gracie. – respondeu meio cabisbaixo

-Keita!–Elysia gritou correndo na sua direção

-Oi, pequena. – disse passando a mão na cabeça da menina que sorria de orelha a orelha

-Você chegou na hora certa Keita-kun, acabei de tirar do forno uma torta de maçã. – Gracie falou da cozinha

-Hum! Já faz um tempo que não como da sua torta, tia! –respondeu sorrindo

-Pois é, né. Todas as outras vezes que você veio aqui se preocupava mais em ficar paquerando as garotas. – Gracie falou rindo

-Hehehe.–ele riu sem jeito

-Tadaima!–Hughes falou entrando

-Okaeri.–Gracie respondeu dando um beijo no marido

-Papai!–Elysia falou correndo da direção do pai que a pegou no colo e ficou girando-a no ar

-Quem é a minha princesa? –Hughes perguntou todo bobo com a filha

-Sou eu, papai! –a menina respondeu entre várias gargalhadas

Keita ficou só observando a alegria daquela família, sempre num alto astral de dar inveja em qualquer um. Desde pequeno o tio era alegre, depois que se casou com Gracie aquela alegria multiplicou um milhão de vezes mais.

Alegria, esse sentimento não estava ao alcance de Keita naquele momento. Winry foi embora por causa dele, tinha certeza disso, ele já havia notado o jeito com que ela falava de Edward e como ficava perto dele, mas ao ver aquilo sentiu ainda mais vontade de lutar por ela.

Não sabia enumerar quantas vezes seus amigos falaram que estavam apaixonados por uma garota e Keita sempre zombava deles, agora sabia muito bem como era estar assim. Provavelmente se apaixonou por ela na mesma hora que a viu dormindo no trem.

Gracie foi para a cozinha e fez um lanche para todos, ficaram conversando até tarde. A pequena Elysia dormiu no sofá.

-Vou levar ela para o quarto. – Gracie falou pegando a filha no colo e sumindo no corredor

Hughes aproveitou que a esposa havia saído de perto para conversar com Keita, desde a hora que chegou percebeu que o rapaz estava meio pra baixo, quieto demais. Isso em plena sexta-feira à noite quando ele geralmente estava nas noitadas com Roy.

-O que está acontecendo Keita?

-Nada.– respondeu sem vontade

-Eu te conheço moleque e não é de hoje. Você está muito estranho. –Hughes falou arqueando uma sobrancelha

-Eu estou normal tio, é impressão sua. –Keita forçou um sorriso

-Sério? Todos os fatores apontam o contrário. –Hughes falou rindo

-Fatores?–Keita estranhou

-Sim. Sexta à noite e você aqui com a gente até essa hora, não é algo que acontece assim, do nada. –ele falou olhando para o garoto que adotou uma expressão vazia- Pode falar o que esta te incomodando.

-Não é nada demais, sério. –Keita respondeu

-Ok, já que não quer falar vamos mudar de assunto. Onde está a Winry? Faz um tempo que não a vejo e fiquei sabendo que ela passou aqui.

-Ela já voltou para Rezembool. –o garoto respondeu triste

-Hum, então é por isso que você está assim. Nossa, pensei que esse dia nunca chegaria.–Hughes falou tirando os óculos

-Que dia?

-O dia em que você gostasse mesmo de uma garota.

OoOoOoOoOoOoOoOoo

Eram quase 21:00h quando Alphonse levou May para o hotel onde estava hospedada, ele subiu com ela e Lanfan e Ling foram atrás, eles resolveram ir pelos fundos e ficaram observando tudo do outro corredor que ia de frente para o quarto da menina.

May parou na frente de seu quarto e continuou conversando com Alphonse.

-Você gostou do passeio? –ele perguntou

-Sim, foi muito divertido. Apesar de eu ficar com uma sensação estranha, parecia que tinha alguém nos observando. –May falou

-Verdade, eu também estava me sentindo assim. –Alphonse falou

Lanfan e Ling se entreolharam espantados, ambos achavam que haviam sido muito “discretos”.

-Bem, mas tirando isso, foi bom. –Alphonse falou se aproximando dela

-Al... –ela perdeu a voz

Eles estavam mais do que próximos um do outro, May já estava fechando os olhos quando se ouve um espirro.

Lanfan olhou com raiva para Ling, que a encarou sem entender.

Foi só um espirro”

Ele pensou.

-Ouviu isso? –May falou virando o rosto

-Não. –Alphonse falou tentando retomar o “assunto”

-Como não ouviu? Foi um espirro altíssimo! –May o olhou, espantada- Eu acho que veio dali.

Nessa hora Ling e Lanfan correram corredor adentro e entraram na primeira porta que viram, ambos estavam com o coração na mão.

-Viu, não tem ninguém. –Alphonse falou

-Isso é muito estranho. –May respondeu olhando em volta

As vozes deles foram se afastando até ficar tudo em silêncio, Lanfan soltou um suspiro longo.

-Você tinha que espirrar?! –ela falou nervosa

-Foi sem querer. –ele respondeu com cara de cachorro arrependido

-Vamos sair logo desse armário de vassouras. –Lanfan falou olhando em volta enquanto tentava girar a maçaneta

Ela puxou a porta várias vezes, mas não abriu. Ling, que estava encostado na parede pode ver uma áurea negra sair da garota junto com uns tentáculos, o ar ficou pesado e muito tenso.

-Trancada. A porta está trancada. –Lanfan falou abaixando a cabeça com raiva- Ficamos trancados aqui!

-Bem que eu ouvi um “clik” da porta quando entramos. –Ling falou se encolhendo num canto

Ela o olhou mortalmente, dava a impressão que os olhos dela estavam vermelhos. Ling engoliu seco, ele sabia que era raro Lanfan se irritar, ainda mais com ele, mas também quando isso acontecia era algo de dar medo.

-Eu não acredito que vou ter que chamar por ajuda. –Lanfan falou respirando fundo tentando se acalmar

Ela chamou uma, duas, três, cinco vezes e nada. Ling continuou encolhido num canto rezando para que alguém aparecesse e os tirasse dali.

-Não tem jeito, vamos ter que passar a noite aqui. –ela falou soltando um longo suspiro

Encostou-se à porta e escorregou até o chão, vendo que ela havia se acalmado, Ling saiu de seu esconderijo e se sentou ao lado dela.

Ficaram em silêncio por um longo tempo, do nada Lanfan se lembra das palavras de May.

“-Mas você gosta do Ling não gosta? –May perguntou rindo”

Ela sente as bochechas esquentarem, estavam sozinhos, e ficariam presos ali a noite toda. O coração dela começou a acelerar, ela se encolheu tentando afastar aqueles pensamentos.

-Ei, Lanfan. –ele a chamou

-Hum.

-Naquele dia, quando você e a May estavam fazendo muito barulho. Eu ouvi... –ele deu uma pausa e virou o rosto- A May perguntando se você gostava de mim.

-Mas... Mas você disse que não tinha ouvido nada. –Lanfan falou abaixando a cabeça

Um silêncio constrangedor se instalou entre os dois, ambos estavam mais que vermelhos. Ele tinha ficado com aquela pergunta na cabeça desde que a ouviu.

Não sabia dizer ao certo quando foi que se sentiu diferente perto dela, ou quando começou a olhá-la de outro modo, eles cresceram juntos, então talvez, tenha sido desde aquela época. O príncipe de Xing apaixonado pela sua guarda-costas.

“Droga! Por que isso!? Justo agora!”

Ela pensou nervosa. Desde pequena gostava dele, bem antes de saber que o mesmo era o príncipe, sempre foi apaixonada por ele, mas depois que seu avô começou a impor-lhe treinos diários e rigorosos eles se afastaram.

Flash Back ON

-Vamos brincar de pique. –ele sugeriu sorrindo

-Certo! Ta com você!–ela gritou correndo

-Espera Lanfan! Ah! Não é justo! –ele gritou indo atrás dela

Ela corria bem mais rápido que ele, mas sempre acabava ficando com pena e desacelerava devagar.

-Te peguei! Agora tá com você! –ele sorriu vitorioso

-Eu vou te pegar num segundo, Ling! –ela falava rindo

-Quero só ver! –ele desafiava

Mas antes mesmo que começasse a correr ela o segurava pela gola da camisa e dava um peteleco na testa dele.

-Viu. Foi menos de um segundo. –ela falava com um sorriso encantador

-Você sempre faz isso! Nem me deixa correr! –ele corou com o sorriso dela

-É que você é meio lento. –ela riu

E a tarde terminava assim. Ambos sentados na grama olhando o horizonte. Até que um dia...

-Lanfan!–Fu gritou chamando a neta

-O que foi, vovô? –ela perguntou

-Hoje você vai começar a treinar comigo todos os dias. –ele falou sério

-Treinar?–ela perguntou confusa

-Sim, para proteger o príncipe do nosso Clã. –Fu respondeu sério

-Mas eu só tenho 6 anos. –Lanfan choramingou

-É cedo que se começa. Foi com essa idade que comecei e seus pais também. Todas as tardes quero você na clareira do bosque, vamos treinar lá.

-Mas vovô, tem que ser de tarde mesmo? –ela perguntou triste

-Sim. Aproveite essa, vai ser a sua última brincando. –ele respondeu sério e se retirou num volto como sempre

A menina andava cabisbaixa, foi até o campo onde sempre brincava com Ling e sentou-se ali. Abraçou as pernas e colocou a cabeça entre elas, nunca imaginou que as responsabilidades chegariam tão cedo para ela.

-Oi Lanfan! -Ling chegou sorridente, sentou-se ao lado dela

-Oi.–ela respondeu sem vontade

-O que foi? –ele perguntou notando a tristeza na voz dela

-Não vamos mais poder brincar. –ela falou com vontade de chorar

-Por quê? –ele perguntou ficando triste

-Meu avô vai começar a me treinar, para que eu possa proteger o príncipe. –ela respondeu

-Proteger o príncipe?–Ling perguntou arregalando os olhos

-É! Que chato! Não quero fazer isso! –ela reclamou

Ling abaixou a cabeça, ele sabia tudo sobre ela, mas ela não sabia nada sobre ele. Justo hoje que iria contar que era o príncipe, estava tomando coragem à semana toda. Mas agora nem vale a pena. Ela provavelmente ficaria com raiva dele.

-Talvez não nos vejamos mais. –Lanfan falou

-Não se preocupe. Vamos nos rever de novo. –ele respondeu

-Como você sabe? –ela perguntou

-Não sei. Só desejo isso. –ele respondeu dando um enorme sorriso

Aquele sorriso direcionado a ela, suas bochechas esquentaram, ela virou o rosto. Não sabia ao certo o que estava sentindo naquele momento.

Passaram-se alguns anos, ela já estava com 11 anos quando completou seu treinamento, nunca mais viu Ling desde aquele dia.

Flash Back OFF

-Lanfan, você se lembra de quando éramos pequenos? –Ling perguntou

-Lembro.–ela respondeu levantando a cabeça

-Aquele tempo era muito divertido, não? –ele riu

-É. Pena que durou pouco. –ela falou rindo e um pouco aliviada, aquele clima tenso que estava entre os dois tinha sumido

-Pelo que eu me lembro você teve que treinar todos os dias.

-É. E você nem me contou que era o príncipe. –ela respondeu séria- Ainda não entendi porque não me contou.

-Já disse, você ficaria com raiva de mim. –ele respondeu

-Na verdade, fiquei com muito mais raiva de você quando soube por mim mesma. –ela falou

Flash Back ON

-Lanfan, você está pronta. –Fu falou sério- Acorde cedo amanhã, você irá até os líderes do Clã para lhe avaliarem e decidir se é habilidosa o suficiente para proteger a vida do príncipe.

-Hai!–ela respondeu

Sua personalidade mudou muito, tinha deixado de ser aquela menina sorridente e explosiva com o passar do tempo, havia ficado mais calma e os treinos ajudaram bastante.

Em compensação ficava séria a maior parte do tempo. Voltou para casa e foi direto para o quarto, tirou a armadura de ninja que havia ganhado e a pendurou numa cadeira, colocou suas kunais em cima da mesa.

Tomou um banho e deitou-se em seguida, precisava estar bem descansada e atenta, depois de anos treinado tinha que ao menos atingir o objetivo deles.

O dia amanheceu bem chuvoso, Lanfan já estava de pé e vestida desde às 7:00h da manhã. Ela e o avô foram pulando pelas arvores até a mansão do Clã. Identificaram-se aos seguranças e adentraram no local.

Lanfan ficou encantada com a beleza daquele lugar, as paredes num tom avermelhado com alguns detalhes dourados deixavam o interior da mansão com um ar bem mais real.

-Mestre.–Fu falou fazendo reverência ao líder do Clã

Lanfan fez o mesmo, levantou um pouco os olhos para ver aquela figura de perto. Aquele homem lhe lembrava alguém familiar, mas não conseguia dizer quem.

-Essa é a sua neta? –o homem perguntou

-Sim, Mestre. –Fu respondeu

-Prazer em conhecê-lo, Mestre. –Lanfan respondeu

-O prazer é meu, jovenzinha. –ele sorriu

Assim que Lanfan viu aquele sorriso lembrou-se do menino com quem brincava quando era mais nova, tinha uma semelhança interessante entre eles.

-Vejo que ela é bem nova. Tem certeza que está pronta? –o líder perguntou arqueando uma sobrancelha

-Sim, Mestre. Minha neta mostrou um desempenho surpreendente durante os treinos, ela irá superar-me. –Fu respondeu todo orgulhoso da neta

-Hum. É o que veremos. –o homem falou andando- Sigam-me.

O Líder do Clã os levou até um pátio coberto, ele sentou-se num trono aveludado e Fu parou ao seu lado.

Lanfan ficou no meio do pátio, confusa, até uma kunai tenta acertá-la do nada, mas ela desviou com sucesso. Vários ninjas saíram dos cantos e foram para atacá-la.

Ela desviava deles com dificuldade, eram pelo menos 5 ninjas para ela lidar sozinha, até que todos foram para cima dela de uma só vez.

Lanfan num movimento rápido apoiou as mãos no chão e girou as penas no ar acertando três deles, os outros dois foram recebidos com socos e chutes. Fu sorria com o talento da menina de apenas 11 anos, mas sabia que estavam pegando leve com ela.

-Certo.–o líder falou-Vamos para a segunda fase.

Quatro ninjas sentaram-se num canto e o outro ficou de pé na frente dela, ele fez a reverencia de luta e se posicionou para lutar. Ela fez o mesmo.

Ele sumiu num vulto e tentou atacá-la por trás com uma kunai, mas ela foi rápida conseguiu pegar umas de suas kunais e contra atacar.

Lanfan estava exausta quando aquele exame acabou ela sentou no chão com a respiração acelerada, a franja colada na testa por causa do suor. Tinha alguns cortes no rosto e seu corpo inteiro doía.

-Hum. Essa menina tem talento. –o Líder falou sorrindo- Você passou pequena.

Ela sorriu contente, tinha conseguido. Seu avô também estava sorridente, todo bobo com a neta. Ele foi até ela e lhe entregou uma máscara.

-Você agora é digna de ter uma. –ele falou sorrindo

Ela o olhou surpresa, pegou a máscara e deu um forte abraço no avô.

-Ling, pode entrar. Eu sei que você está aí. –o Líder falou olhando para a porta

Lanfan arregalou os olhos quando viu o príncipe parado na sua frente.

-Lanfan, esse é príncipe Ling Yão. –Fu os apresentou- Jovem mestre. –ele fez reverencia

-Oi, Lanfan. –ele sorriu sem jeito

-É um prazer conhecê-lo, Jovem Mestre. –ela falou séria e com sarcasmo, mas apenas Ling percebeu

-Espero que se dêem bem. –o Líder falou se levantando e saindo dali junto com Fu

Assim que eles saíram Lanfan olhou com raiva para o garoto a sua frente.

-Eu posso explicar. –ele falou

-É mesmo? Então explica. –ela falou séria e ameaçadoramente

-Eu ia te contar, mas você iria ficar com raiva de mim. –ele falou abaixando a cabeça

-Não se tivesse me contado naquele dia. –ela respondeu- Eu estou com muito mais raiva agora.

-Mas como eu iria saber? Você pareceu odiar a idéia de ser a minha guarda-costas.–ele falou

-Eu não pareci odiar. Eu odeio. –ela enfatizou o odeio e saiu a passos largos de dentro da mansão

-Espera, Lanfan! –ele saiu correndo atrás dela- Não vai mesmo me perdoar?

-E por que eu deveria? –ela perguntou com deboche- Pensei que fosse meu amigo e amigos de verdade contam as coisas.

-Mas somos amigos. –ele choramingou

-Não somos não. Pelo menos eu não sou mais sua amiga. –ela falou séria

Depois daquilo, ela o ignorava sempre e nunca mais o chamou pelo nome, sempre chamando-o de “Jovem Mestre”, com o tempo ela o perdoou, mas já estava tão habituada a chamá-lo daquele jeito que virou um costume.

Flash Back OFF

-Pelo menos você me perdoou. –ele riu

-Quem disse? -ela falou fazendo com que ele arregalasse os olhos

-Me diz que tá brincando. –ele falou assustado

-Eu estou brincando. –ela riu da cara dele

-Não tem graça! –ele falou rindo

-Se não tem graça por que você está rindo? –ela perguntou arqueando uma sobrancelha

-Droga!–ele falou brincando

Só depois de muita risada que ambos perceberam que estavam muito próximos, ele segurou a mão dela e a olhou nos olhos.

-Lanfan... Eu...–ele tentou falar só que a voz parecia sumir

Ela não conseguia desviar daquele olhar, ele foi se aproximando cada vez mais.

-Lanfan, Ashi-Teru. –ele disse selando os lábios dela com os seus.

Continua...


Notas finais
Gostaram? Então deixem...
Reviews *.*
E Recomendações *-*
Para que nós possamos postar com mais freqüência u.u
Bjão!*o*