The Famous Singer Santana

18 Primeira Vez - Dizer em voz alta "Sou Lésbica"


Notas iniciais
Sei que tive muito Tempo sem postar nenhuma fic, mas agora vou dedicar-me mais a fundo. Neste fim de semana devo escrever mais uns quantos capítulos. Espero que gostem Boa Leitura Feliz Dia de S.Valentim

Santana POV

A Brittany queria se assumir para a sua mãe, mas como!? Sei que ela vai precisar de muito apoio meu. Sei o quanto é doloroso. A Primeira vez que se diz algo a alguém de tão profundo assim é difícil. Sei o que me custou dizer alto que era lésbica. A primeira pessoa foi a Quinn, eramos bastante chegadas na altura. Sabia que precisava, á semanas, de falar com alguém. Só não sabia como. Ainda me lembro do dia em que falei com ela sobre a minha orientação sexual. Estávamos a trabalhar no café, era noite, uma noite de Inverno. Embora fossemos Melhores Amigas, podia acontecer alguma coisa. Ela podia rejeitar-me ou algo assim. Não sei.

–Olá. – Disse para a Quinn, estávamos a trabalhar no café.

–Olá jeitosa, que se passa? Isso trás água no bico. – Como é que ela sabia que se passava alguma coisa?

–É preciso se passar alguma coisa para eu falar contigo Quinn? Até parece. Eu não sou interesseira, ouviste?

–Hum. Eu sei disso, Lopez. Gosto muito de ti, mas diz lá o que se passa.

–Bem, eu ando há algum tempo a pensar e … quero dizer-te uma coisa, grave. Não sei se vais aceitar de uma forma banal ou conservadora, mas mesmo assim tenho que falar contido. És a minha melhor amiga há uns dois anos. Preciso que me aceites desta forma, não tenho sido completamente inteira contigo e preciso disso … Devo acima de tudo dizer a verdade não importa como ou porquê.

–Deixa de rodeios e diz-me o que queres dizer.

–Eu, sou lésbica. – Disse calmamente, mas ao mesmo tempo tão, mas tão assustada. Eu pressentia que a qualquer momento ia ser rejeitada por esta loira. Medo, tanto medo de a perder.

–Só isso? – Perguntou-me. Senti um enorme alívio sob o meu corpo. – Eu já sabia. – Sorriu-me, deixando-me completamente perplexa. Como é que ela sabia que eu gostava de garotas? Como!?

–Desculpa? Como é que sabias? – Perguntei curiosíssima.

–Bem, como tu própria disseste, sou a tua melhor amiga. Como esperavas que eu não soubesse ou desconfiasse. Conheço-te melhor do que ninguém Santana. Vou sempre estar aqui para te apoiar, não é por gostares de raparigas que vou deixar de gostar de ti, sabes!? Fico feliz que finalmente tenhas ganho, coragem para me dizer. Demoraste muito tempo, mas o menos conseguiste dizer-me. Então, a minha latina linda tem alguma namorada? – Perguntou-me a piscar o olho.

–Sim. Para ser honesta sim. Chama-se Dani … — E assim comecei. Contei-lhe de tudo que se tinha passado. Como conheci a Danielle, como estávamos bem, entre outras coisas.

Foi a partir desta conversa que ficamos ainda mais chegadas. Quando não dizemos aos nossos amigos o que somos realmente. Como medo, ou algo do género. É como se metade de nós estivesse escondida. Fiquei muito mais feliz e livre por ter dito á Quinn quem eu era. Não mais me esconderei. Chega! Quero ser livre, era assim que eu pensava. Neste tempo eu estava a namorar com a Dani. Foi um dos melhores momentos da minha vida, ou eu assim pensava. Mas brevemente viria a descobrir que não era assim tão bom. Mas em todos os momentos da minha vida tive a Quinn, feliz ou não, ela estava lá para me apoiar.

Por muito que eu tenha sofrido, ela esteve sempre lá. Incluindo quando me tornei famosa, ou quando fui para a reabilitação. Como estava para mim, eu também estava para ela, tentei sempre estar. Quando sai do café, do meu trabalho ficamos um pouco distantes, uma da outra mas mesmo assim depois compensamos o tempo perdido. O que é para acontecer acontece. Quando há amizades que tu dás tudo, e nada funciona, é porque não teve de ser.

Dizer a alguém o que somos verdadeiramente, sem mentiras, é realmente complicado, porque se não fosse, nós não saberíamos o quanto este momento é especial. É tão importante. Apos me assumir pela primeira vez, foi mais fácil falar para outras pessoas em voz alta. Porque é isto que eu sou, não há nada para ter vergonha. Por muito que possa acontecer coisas eu jamais voltarei atrás com a minha palavra. Um dos meus medos, era mudar de ideias. Gostar e depois deixar de gostar de raparigas. Tal coisa não existe, mas quando somos crianças tudo acontece e de tudo pensamos. Um pouco de tudo. Não há dias de fracasso, apenas dias piores.

Notas finais
Comentem Que acharam? Devo continuar?