The Famous Singer Santana
19 Brit´s Confession - Perder a Virgindade Mike
Notas iniciais
Acordei com uma vontade súbita de ficar dentro dos cobertores o resto do dia. Sabia que hoje era o dia, tinha que ganhar coragem e falar com a minha mãe, sem medo. Na noite passada tinha dito á Santana que ia falar com a minha mamã por isso não me podia acanhar, não agora, não nunca. Mas a ideia de ter de falar desde assunto com alguém amedrontava-me profundamente. Já para dizer á Rachel foi o que foi. Era isso … Tinha que falar com a Rach e perguntar a opinião dela de como deveria abordar a minha mãe. Ligo-lhe mais logo ou marco num lugar com ela. Estava sozinha em casa, mais uma vez, por isso estava na altura de por as ideias em dia.
Fui passear para o parque, sentei-me num baloiço e lembrei-me de quando era pequena. Este sítio era um dos meus sítios favoritos, em todo o Mundo. Pelo seu valor simbólico. Das vezes que vinha aqui com a minha mãe, e falávamos sobre tudo sem medo. Ao longo dos anos comecei a trazer para aqui os meus namorados. Sim porque eu nem sempre fui assim. Quer dizer, a gostar de raparigas. Antes do Sam tive o Mike, e outros. O Mike era um pouco mulherengo, mas eu amava-o entre outras coisas. Foi assim que perdi a virgindade, com ele. Ainda me lembro como se fosse ontem. Saí mais cedo das Aulas, tudo porque tínhamos decidido que esse era o dia de nos fazermos o dito SEXO. Achava que era isso que queria. Porque é que haveria de pensar o contrário disso? Exacto, não devia. Lembrei-me do exacto dia, do exacto momento em que o dito acto aconteceu.
–Bri, estás pronta? – “Bri” era a forma de ele me chamar desde que nos conhecemos. Perguntou-me já sem roupa, também me encontrava nua. Estávamos na banheira da minha casa de banho, embora ambos de pé.
–Sim Mike! – Disse insegura. Claro que eu não queria, não me sentia bem. Estava nua em frente a um estranho, o meu namorado. Desde há um ano, mas neste momento era um puro desconhecido. Porquê?
Ligamos o chuveiro, estávamos molhados, a tentar entrar no prazer, mas tudo que eu sentia era estranheza e nojo no corpo. Quando ele perfurou-me com o seu pau, tudo que sentia era tristeza, desprezo, sem prazer apenas com dor. Vieram-me as lágrimas aos olhos, gemi de dor, ela não parava, continuava insistentemente como se estivesse a apreciar tudo isto. Talvez estivesse. Depois de uns cinco minutos ele parou, aninhei-me na banheira, estava a sentir tantas dores, para além das físicas, sentia psicológicas. Mandei-o ir embora, uma semana depois acabei com ele. Não por não ter sentido prazer, mas sim porque eu já não conseguia olhar para ele e sentir algo para além de nojo. Imaginava-o nu envés de excitação, enojava-me cada vez mais. Virgindade é uma coisa que só se perde uma vez, mas e se não for assim tão de especial!?Sobrevalorizamos este tema. É apenas um passo para o nosso prazer. Não chamo isto de amor, mas sim de sexo! Pois para ser amor tinha que ter gostado, sentido algo para além de nojo. Queria estar assim com a Santana e finalmente sentir algo bom. Porque sei que com a Latina vou gostar e vai ser especial. Tão especial.
Ainda me encontrava no parque, decidi ligar á Rachel para vir ter aqui. Ia falar-lhe do dito assunto. Como é que supostamente abordaria a minha mãe e lhe diria que estou apaixonada por uma rapariga e que ela está por mim. Apesar de tudo ela é famosa e rica, mas o se não é que toda a gente vai saber um dia de mim e ela.
–Rachel, achas que podes vir ter comigo? – Perguntei insegura.
–Onde estás?
–No parque, perto da minha casa.
–Estou aí em cinco minutos, não sais daí. – Ainda bem que a Rachel vinha ter aqui. Por um lado sentia-me mais aliviada, por outro estava igual. Pois assustador, vai ser logo á noite.
Estava desta vez sentada num dos bancos perto dos baloiços. A Berry está a demorar, até que apareceu finalmente. Estava eu a olhar para o céu, não a contar estrelas porque ainda era de dia.
–Olá Brit. – Deu-me um beijo na face.
–Olá. Sei que deves ter muito que fazer num Sábado de manhã, mas eu precisava mesmo de falar contigo.
–Podes então falar B. Que se passa? Foi o jantar de ontem? Correu mal? – Perguntou-me preocupada.
–Não, não é isso. Ontem o jantar com a Santana foi perfeito, ela é perfeita. Sempre a perguntar-me se estou bem, é doce comigo. Tudo que sempre quis que um rapaz fosse, mas com ela tudo é diferente. Torna-se especial, vê lá tu que até tivemos de ir para a casa de banho … Não fizemos nada de mal, mas … O acontecimento de ontem só me faz querer falar com a minha mãe. Tudo que tenho de dizer é a verdade, que estou apaixonada pela Santana, que não é um rapaz. Bem tenho que falar com ela antes que as revistas o antecipem. Ontem fui abordada por uma jornalista, uma tal de Tina. Ainda bem que eu não disse o meu nome, se não sabe-se lá o que tinha acontecido.
–Percebo. Só tens que seguir o teu coração e falar com calma com a tua mãe. Quando pretendes falar com a tua mãe?
–Hoje!
Estas palavras da Rachel atingiram-me de uma forma profunda, ela tinha absolutamente toda a razão. Ficamos mais um tempo juntas até que se tornou hora para ir almoçar.
Estava na mesa em frente á minha mãe. Estava um silencio constrangedor, talvez nas outras vezes também houvesse assim um silencio, mas agora isto perturbava-me profundamente.
–Como vai o Sam, filha!? Nunca mais trouxeste-o aqui.
–Ah. Nós já não namoramos. – Mais valia a minha mãe não ter dito nada, do que estarmos a falar deste assunto. Mas suponho que ela não sabia do rompimento ou o que previu daí.
–Não namoram? Mas ele é tão bom rapaz.
–Mãe, não quero falar disso. Já passou.
–Estás estranha, filha. Que se passa contigo?
–Nada! Eu continuo a mesma. – O que é que a minha mãe estava a crer dizer? Será que ela sabia de alguma coisa? Não poderia.
–A mesma? Agora sei que se passa alguma coisa? O que te aconteceu? Estavas tão apaixonada pelo Sam, e de repente acabam e nem me dizes nada!? –Estava a ficar cada vez mais preocupada com o que a minha mãe poderia saber ou não. Não ia esperar até á noite para falar com a minha mãe. Estava na hora de eu ser honesta com ela. Agora mesmo.
–Eu não sei, mãe. Quando menos esperas algo acontece. Já não sinto o mesmo pelo Sam e achei que não deveria continuar com ele. Não ia estar por estar. Ou por gostares muito dele. Para mim a honestidade é tudo. O que eu te queria dizer é que agora eu não gosto dele e … Bem eu estou a gostar doutra pessoa.
–Sim eu gosto muito dele, mas é por ser bom rapaz. Mas quero que sejas feliz acima de tudo Brittany.
–Obrigada, mas depois do que te vou dizer, não sei se vais pensar da mesma forma.
–Claro que vou filha. – Disse-me numa voz mansa. – Então quem é o sortudo?
–Não é Sortudo.
–A? Como assim?
–Eu estou apaixonada por uma rapariga.
–O quê? Que estás a dizer? – Comecei a ver que a reacção da minha mãe não era a melhor. Começou a ficar zangada comigo. Como se eu estivesse a fazer isto para a provocar, como se tivesse escolha. Não controlamos o que sentimos. Estava a ficar assustada, os meus olhos estavam a esgotar-se de lágrimas. Engoli a seco e continuei. Tinha que ir a fundo, dizer o que eu queria independentemente da reacção que a minha mãe tivesse.
–Eu amo a Santana! Não esperava apaixonar-me por alguém do mesmo sexo que eu, mas aconteceu. Não posso voltar atrás.
–Porque é que estás a fazer isto? Depois de tudo que fiz por ti, estás a ser tão egoísta. Tu não és lésbica. Tira essa ideia da tua cabeça, essa cantorzeca está-te a por ideias ruins na cabeça. Proíbo-te de voltares a estar com ela. Ouviste? E vais voltar a namorar com o Sam! – Comecei a chorar. Que estava a acontecer comigo? Não, isto só podia ser um pesadelo. Sai a correr da mesa, peguei no primeiro casaco que encontrei á minha frente e sai de casa. Eu não podia fazer isto. Eu não ia. Nem que tivesse dormir na rua, eu não vou voltar para casa.
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