Notas iniciais
Aqui está um novo capitulo. Peço imensa desculpa por não ter postado durante uma semana. Algo aconteceu. E eu não tinha imaginação nem vontade, não sei o que me aconteceu. Mas prometo daqui a diante postar mais regularmente. Bom ano Novo Boa Leitura

–Santana, eu disse que ias ter que me levar a três encontros, quer dizer que ainda falta dois. Capiche? Por muito que goste desse teu corpo latino. Quero ter três encontros, decentes.

–Quer dizer que este, não vai contar? – Perguntou-me assutada

–Não. Quer dizer sim, vai contar.

–Ah esta bem. – Disse desanimada. Beijei-lhe suavemente os lábios e puxei-lhe para fora daquele pequeno cubículo. Agora estávamos em frente ao espelho, a tentar arranjarmo-nos ou a ajeitar as roupas para que não parecesse que algo estava ou esteve a acontecer. Quando finalmente estávamos prontas dirigimo-nos por onde tínhamos entrado. Não estávamos de mãos dadas, mas dava para perceber que ambas queríamos isso com muita força. Nos estávamos prontas para o próximo nível. Mas eu preferia esperar mais um tempo assim teria mesmo a certeza de estar preparada.

Saímos do restaurante e a Santana deixou-me por apenas uns segundos para ir buscar o carro. Estava um bocado frio, também de noite o tempo era sempre arrefecido. Vi uma mulher de olhos em bico a aproximar-se de mim. Achei estranho. Mas poderia querer pedir as horas ou indicações para ir para algum sítio. Não sei.

–Olá, sou Tina Coinchem. – Falou-me uma mulher aparente de vinte e tal anos, mas mais velha do que a Sant de certeza. A asiática olhou-me e arrepiou-me de uma forma estranha. Estava a ficar assustada. Quem seria esta mulher?

–Ah… — Repliquei, mas nada falei.

–Então quem és miúda? – Que é que esta mulher queria comigo? Despacha-te Santana!

–Miúda? EU? – Fiz-me de desentendida, a tentar gastar tempo até que esta mulher me deixasse em paz e sossego.

–Sim loira. O teu nome! – A Tina não parava!

–A minha mãe ensinou-me a não falar com estranhos.

–Eu não sou um estranho, sou uma estranha. Como te chamas linda? – Estava a engatar-me ou que raio ela estava a fazer? Cada vez eu estava mais confusa.

Entretanto a Santana estava a tocar-me no ombro ainda bem que ela finalmente estava aqui. Já me sentia mais segura e protegida.

–Tina, se queres uma entrevista liga para o meu agente. Deixa as pessoas com quem eu ando em paz, sim?

–Vamos loirinha. – Disse-me a Sant, ainda bem que ela não disse o meu nome. Afinal esta Tina era uma jornalista. E pelos vistos não tinha escrúpulos.

Fomos direitas para o carro da Santana e assim ficamos em silêncio. Não sabia o que dizer, e se calhar a Santana também não sabia. Mas porquê?

–Britt, desculpa daquela mulher. Ela não tem medo de nada e nem quer saber de quem passa por cima. A Coinchem é uma jornalista que sobrevive com a desgraça dos outros, não tem moral, nem caracter! Só preciso de saber uma coisa!?

–Diz! – Estava assustada, mais uma vez.

–Ela sabe algo de ti? Disseste-lhe alguma coisa?

–Não. Ela estava sempre a perguntar o meu nome, mas eu não lhe disse nada.

–Ainda bem. – A Santana pareceu-me mais aliviada. Mas eu entretanto pensei em algo que me atrapalhou e assustou.

–Tens vergonha de mim?

–Não linda! Nunca, nunca mesmo. O que se passa é que… Apos, saíres nas capas de revista nunca mais serás a mesma. Sempre a ser perseguida. Vão te sempre conhecer, não importa onde vás. Já não poderás ir ao cinema com os amigos, ou passear na rua, ou até ir á escola sem atrair uma enorme confusão atrás de ti. Nunca mais terás aquela misera pequena liberdade. Eu quero o melhor para ti Pierce. Não te quero ver sofrer. Por isso o melhor é tentarmos ao máximo os paparazzi não te conhecer. Um dia vão acabar por saber quem tu és. Porque és muito importante para mim. Mas caso já não sintas o mesmo por mim podes me deixar a qualquer hora. Claro que eu preferia se não o fizesse. Tu fazes-me tão bem, estou mudada. Mudei por ti, sem querer ou sem saber. Nunca me senti assim. Já amei, mas nunca desta forma, tu tiras-me o folego. E quando estou contigo sinto-me da mesma forma, como se estivesse numa montanha Russa.

–Sim. – Disse fortemente, sem pensar concretamente no que estava a dizer.

–Sim? Sim o que? – Perguntou-me confusa. Sei que já tinha passado muito tempo desde o restaurante, mas ainda estava a sentir o mesmo que lá dentro. Esta latina deixava-me doida. Doida, porque eu ficava totalmente dependente do seu amor. Jamais iria conseguir la largar. Agora, ou nunca. Eu amo-a! É tudo que sei, a minha única certeza.

–Tens razão eu não conhecia nada desses perigos. Lembro-me de te ver nas revistas, mas nunca pensei o quanto fosse mau. O quanto ser-se famoso pode custar. Quem diria. Sempre achei graça quem aparecesse, mas eu exactamente, nunca achei que me acontecesse ou que viria a acontecer. Não quero saber da minha vida, como ficará. Quero é estar contigo. Se estivermos juntas sei que vamos ultrapassar qualquer obstáculo. Porque o Amor, esse vence qualquer barreira. E sim! Eu amo-te. És a primeira rapariga por quem eu me apaixono. Não sei o que fazer. Apenas que quero estar contigo e viver uma vida feliz. Dentro do mais normal possível. Só tenho medo do que a minha mãe vá dizer. Ela gosta muito do Sam, e eu gosto de ti! E ainda por cima és uma rapariga. Por isso se fosse possível. Era melhor eu contar á minha mãe sobre nos … e depois … nos podíamos. Não sei. Contar para os nossos amigos ou assim. Bem que a Rachel sabe de nós. Desculpa se não devia ter falado, mas precisava de desabafar com alguém.

–Sim, não problema de teres confiado na Berry. A Quinn, também meio que sabe. Somos amigas desde pequenas. E sim eu deixo-te falar com a tua mãe. Se quiseres eu até posso ir contigo.

–Não Sant. É melhor eu falar sozinha com a minha mãe. Mas brigada por tudo. – Beijamo-nos. Finalmente começamos a seguir caminho para a minha casa. Finalmente ia chegar a casa depois deste dia intenso e cansativo. Não ia ser hoje, mas talvez amanha ou assim, por diante.

Notas finais
Comentem, desculpem a demora