Notas iniciais
Oi queridos, como estão? "Só um mês pra atualizar a fanfic, né Natália?" Né pessoal, sou super razoável. Terminei o capítulo agora e vim postar correndo porque não aguento demorar tanto também. Mas só quero manter o nível da qualidade em todos os capítulos e ir melhorando cada vez mais, O CÉU É O LIMITE Não desistem de mim, ok? GIOVANA, ME SEGURA, A FANFIC GANHOU OUTRA RECOMENDAÇÃO OUTRA OUTRA OUTRA Sue, muito obrigada!! Eu fiquei muito feliz mesmo! Não estava esperando e quase surtei! Muito obrigadaaaa, esse capítulo é pra ti! Boa leitura!

Natasha adorava carros velozes. Gostava do ronronar do motor e o ponteiro subindo de zero a cem em segundos. Eram poucas as sensações que faziam a ruiva se regozijar e, com certeza, a de poder e de velocidade eram as que mais a satisfazia.

Só que Steve parecia meio apavorado no banco do carona quando ela ultrapassou um caminhão numa curva que mais parecia um cotovelo de tão fechada.

— Steve, você está destruindo um banco de couro de um carro caríssimo. Eu gostaria que você parasse agora — ela disse suavemente, o observando pelo canto dos olhos.

Ele a olhou e soltou o banco, sem jeito.

— Desculpe. Eu só queria estar preparado para quando voar pelo para-brisa.

Ela riu e tirou um pouco o pé do acelerador. Ele relaxou e trocou a estação de rádio.

Mas chegou um momento que o loiro não parava de encara-la de forma interrogativa e aquilo a estava irritando mais que um banco rasgado.

— O que foi? — ela disse.

— Por que eu?

— Porque você é o único que consigo aturar agora.

Steve esperou e assentiu quando percebeu que ela não diria mais nada em relação a isso no momento.

— E não vão sentir nossa falta lá na Torre?

Natasha inclinou a cabeça, ponderando. Não tinha pensado muito sobre isso, só sabia o que precisava fazer. Não se importava com as consequências, porque era a coisa certa a ser feita, mesmo que Nick discordasse com isso — se ele soubesse, iria xingá-la por muito tempo. E havia vezes que o certo era somente fazer.

— Talvez, não sei. Tony e Bruce estarão muito absortos com a autópsia. Thor tem Loki, o que é preocupação o suficiente. Talvez Clint, se ele não estiver ocupado resmungando pelos cantos e bebendo.

Steve a olhou de canto, resignado, mas se manteve em silêncio.

— O que foi agora? — ela perguntou quando percebeu a maneira como ele parecia incomodado.

— Você sabe... Ele precisa de ajuda — foi direto, Steve não gostava de rodeios.

Ela suspirou, apertando o volante. Tudo que menos queria agora era pensar em Clint.

Todos precisam, Steve. Só que eu não posso resolver os problemas de todo mundo — Natasha justificou, evitando olhar para o homem.

— Mas ele é seu amigo. Até mais que isso.

Eram sempre as mesmas histórias, as mesmas perguntas e brigas. Isso a incomodava. Não queria pensar nele. Não sabia mais o que tinha com Clint, e nas situações atuais, era com que ela menos se preocupava.

— Clint cavou sua própria cova, ok? E se ele continuar assim, terá que se enterrar sozinho.

Steve finalmente a olhou e parecia aborrecido. Ela nada disse, mas tinha conhecimento que aquele assunto chateava a ambos, em diferentes níveis. Não sabia se Steve nutria algo por ela, porque, apesar de ser o que aparentava, Rogers conseguia ser tão complicado para consigo mesmo quanto para os outros.

E lembrar-se de Clint e da maneira de como brigaram da última vez estando em um espaço claustrofóbico, como aquele carro, com um homem tremendamente gostoso, como Steve, era idiotice. Lembrar-se das brigas anteriores, em que apontou uma arma para cabeça do arqueiro logo após ele berrar para a vizinhança inteira o quanto ela era uma doente mental, que tinha prazer em vê-lo sofrer, enquanto tinha um homem tremendamente gostoso com um tesão reprimido por mais de 60 anos, como Steve, e com quem ela estava doida para foder era, com certeza, uma idiotice das grandes.

Natasha inspirou e expirou. Clint ainda fodia com sua cabeça mais do que ela gostaria de admitir e isso era uma merda.

Desviou os olhos da rua para ver Steve e o mesmo digitava com rapidez, o que demonstrava que ele andava treinando. E ele estava com um sorriso bobo — o que era meio engraçado para um homem daquele tamanho.

Ela arqueou as sobrancelhas e sorriu maliciosamente.

— Quem é? — perguntou alternando o olhar entre a estrada e o loiro.

— O que? — foi o que disse quando percebeu que era com ele que ela falara.

— Com quem você está trocando mensagens de texto?

— Ninguém — Steve apertou o botão de bloquear no telefone e o enfiou no bolso da jaqueta de couro.

A ruiva sabia que podia descobrir facilmente do que se tratava. Ela fazia muito isso; era só pressionar do jeito certo. Mas teria que deixar aquilo para depois. Agora tinha problemas maiores para resolver.

Entraram num bairro calmo, com casas parecidas e sem cercas. Era um típico bairro de cidade pequena onde as crianças brincam na rua até tarde sem que isso preocupe os pais. Estacionou o esportivo na frente de uma casa branca com telhado vermelho, de dois andares e bastante florida.

— É aqui? — Steve perguntou com estranhamento.

— É.

O caminho até a porta era demarcado por pedras lisas e circulares, como grandes pingos de tinta cinza num fundo verde.

— Ainda não entendo porque não podemos pedir isso para o Stark... — comentou Steve.

— O governo está de olho em Stark: se ele mandar um email com spam, será preso. Aliás, você está disposto a pedir ”por favor,”, ajoelhar sobre o milho e implorar? — Natasha contrapôs, batendo na porta.

Quem atendeu foi uma mulher de cabelo castanho e olhos claros.

— Olá... Quem são vocês?

— Olá Sra. Willians, David está? — Natasha perguntou.

Quem são vocês? — reforçou a pergunta.

— Somos da S.H.I.E.L.D e precisamos falar com David — retirou do bolso da jaqueta uma pequena carteira com um distintivo da S.H.I.E.L.D.

Ela fez uma cara de irritação.

— DAVID! O QUE VOCÊ FEZ AGORA? — deu espaço para que passassem. — Entrem, por favor.

— Porque eu não tenho um desses também? — Steve murmurou para Natasha, indignado que ela tivesse um distintivo e ele não.

A mulher apontou para o sofá da sala, sentando-se numa poltrona azul no canto oposto da sala.

— Agora eu me lembro de você. Não a reconheci por causa do cabelo — Natasha inconscientemente tocou as mechas curtas e avermelhadas. — Natalie, não é?

Natasha. E esse é Steve.

A mulher o encarou por alguns segundos, tentando lembrar-se de onde o conhecia, porém nada disse a respeito.

— Prazer, Rebecca Willians.

Acomodaram-se no sofá da sala sob o olhar vigilante de Rebecca.

— David fez algo ruim de novo?

— Não, dessa vez, não. Na verdade, Steve — apontou para o amigo — e eu precisamos da ajuda dele.

A senhora arqueou as sobrancelhas, surpresa.

— É estranho ouvir isso de um agente da S.H.I.E.L.D. Mas nos últimos tempos, posso esperar qualquer coisa relacionada ao David. Mês passado, o FBI revistou minha casa atrás de provas que foi ele que hackeou a Casa Branca. A Casa Branca!

Puderam ouvir o barulho de passos descendo a escada e Steve não conseguia manter os lábios juntos, descrente.

— O que foi agora, mãe? — notou a presença dos dois na sala e sua expressão foi de confusão. — Agente Romanoff?

— David — Natasha o cumprimentou com um aceno.

— Quando você falou Big, eu pensei em outra coisa... — o loiro falou, tentando ficar sério. Natasha o repreendeu com o olhar.

Big Dave era um garoto de 17 anos, lembrava muito a Steve antes da transformação. Muito magro, baixo e fraco — na mais baixa das comparações, seria facilmente levado por uma ventania; um franguinho. Tinha uma lista extensa de doenças respiratórias; nunca poderia servir (mas não é como se quisesse). O cabelo era bagunçado e as roupas eram grandes demais para seu corpo pequeno — como se usasse as roupas emprestadas do irmão mais velho. Entretanto, sua aparência frágil e quase que insignificante ofuscava sua verdadeira faceta, a de criminoso. Invadia computadores de qualquer governo que quisesse com a mesma facilidade de escovar os dentes, acessava bancos de dados confidenciais e corrompia documentos em segundos, era bastante conhecido por derrubar sinais de satélite por diversão. Com uma ficha criminal maior que o braço de Steve, colecionava mandados judiciais de prisão, busca e apreensão, e só se mantinha fora da cadeia em decorrência de todo o conhecimento e segredos que havia descoberto e que se chegasse ao público, seria o estopim para uma guerra.

— O que fazem aqui? — perguntou o garoto, enfiando as mãos nos bolsos. — Já digo a vocês que não tive nada a ver com aqueles hackers idiotas que tentaram invadir a Casa Branca e...

— Não estamos aqui por isso. Precisamos de sua ajuda — ambos se levantaram.

David arqueou a sobrancelha, ainda mais confuso, mas sorriu malicioso.

— Ouviu isso, mãe? Espero que seu Deus tenha ouvido também.

A mulher revirou os olhos, pegando o controle remoto na mesinha de centro.

— Vamos ao meu escritório — indicou a escada com as mãos ainda sorrindo, já seguindo pelo caminho.

Alguém dê um sanduíche para esse garoto — Steve sussurrou no ouvido de Natasha e sem perceber, arrepiou todos os pelos da mulher.

Seguiram por um corredor claro com quadros de arte abstrata e três portas, um no final do corredor. O garoto entrou na da esquerda. Era um quarto escuro, apenas iluminado pelas luzes dos monitores e televisores.

Steve, incomodado com a falta de luminosidade, procurou o interruptor na parede e ligou a luz.

Dois garotos, um que parecia com David, mas de cabelo ruivo acobreado e outro com o peso de cinco Davids e barba castanha, ergueram-se da frente dos computadores e gritaram:

— É o fogo do inferno! Eu estou queimando! — contorcia o corpo, tapando os olhos.

— Desligue essa merda! — pediu o barbudo. Steve quase afundou o botão na parede para desligá-lo devido ao susto.

— Calem a boca, seus panacas! — gritou.

— Qual é a sua, cara?! — reclamaram, então notaram a presença dos agentes. — Uou... — os dois não conseguiam desviar os olhos do corpo de ruiva, obcecados por suas curvas — o que fez Natasha pigarrear.

— Vocês não tem casa, não? Vão embora! — ralhou, pegando objetos de cima da bancada para acertá-los.

— Ai cara! Isso dói!

— Não seja violento.

Ambos saíram escorraçados — como cachorros após terem feito xixi no tapete.

— É bom vocês serem rápidos; eles vão voltar logo — avisou, sentando-se numa cadeira de escritório alta. — Natasha, diga para o seu amigo Capitão parar de me encarar.

Natasha acertou o braço do loiro com as costas da mão.

— Desculpe, é que eu esperava por-...

— Por um cara grande chamado Dave? — o garoto interrompeu Steve. — Tudo bem, eu já estou acostumado. É um erro comum.

Retirou o celular do bolso e digitou rapidamente.

— Ok, o que vocês querem?

— Precisamos de duas coisas de você — Natasha começou.

— Contando que nenhuma delas seja um dos meus rins, tudo bem.

— A mídia não está deixando passar porque teme pelo que as massas podem fazer, mas você deve saber como está a situação na Rússia agora, não é?

— Sim, eu vi. Apocalipse zumbi veio mais cedo do que eu esperava — comentou, apoiando o rosto na mão.

— Não são zumbis. São infectados. Alguém está fazendo isso com eles — Cap falou.

Big Dave arqueou uma sobrancelha.

— Precisamos que você encontre uma pessoa.

Natasha esticou um pedaço de papel com um nome. Dave o pegou, leu e permaneceu em silêncio por alguns segundos.

— Isso vai me dar alguns créditos na S.H.I.E.L.D?

— Não conte com isso — a ruiva respondeu sorrindo.

Notas finais
Então gente, valeu a pena esperar? Alguém notou que usei uma frase de Cap America 1? Não lembro se ela também é assim no legendado, mas quando vi o filme pela primeira vez (dublado, mimimi), foi uma das frases que mais ficaram marcadas na minha cabeça. E achei que cabia muito naquela parte AEUHEAUHAE Esse cap não foi revisado (como eu disse, vim correndo postar), então, me avisem se virem algum erro de concordância ou algo faltando, flw? Mais uma vez: 1. Me desculpem pela demora, faço o que posso. 2. Muito obrigada Sue!!! (Sim, eu agradeço um monte de vezes) Beijos