The Fall of Dead Minds

13 Capítulo XII


Notas iniciais
Oi amados! ME ODIANDO BASTANTE NESSES ÚLTIMOS DIAS? Espero que sim/não. Tipo, eu estava escrevendo esse capítulo, ok, beleza. Mas tava achando uma porcaria (e era com o Loki, imagina se não fosse). E eu larguei de mão uns tempos e daí A FANFIC RECEBEU UMA RECOMENDAÇÃO, minha amiga mandou eu me acalmar, admito que eu fiquei muito feliz. Me obriguei a terminar o capítulo e percebi que, com algumas alterações, dava pra salvar o que eu já tinha escrito e ficar bom com o resto. Sobre a recomendação: Senhorita (não o pronome de tratamento, a usuária), MUITO MUITO MUITO OBRIGADAAAA! Tu me deu o estímulo que eu precisava pra terminar esse capítulo! Espero que goste dele, ele é pra você, nêm (fingindo que tem um coraçãozinho aqui). Gostei muito do final desse cap porque vai explicar um pouco daquele cap com a visão do vilão, então espero que gostem! Boa leitura!

Loki detestava atrasos. Era tão cruel quanto pontual. Seu relógio interno não podia ser mais insanamente preciso.

Respirou fundo novamente. Um atraso de cinco até era tolerável. Mas dez minutos? Loki não era tão paciente assim.

Já havia sido difícil se livrar de Thor, ter que enrolá-lo mais uma vez seria impossível. Só era possível fazer Thor de idiota na primeira chance.

Ajeitava suas vestes de combate, que agora lhe pareciam pesadas demais comparadas com os jeans e camisetas de algodão e poliéster. Não queria admitir, mas tinha tomado gosto pelas roupas daquele lugar. Era tão confortável, suave ao toque e leve. Comparando às roupas que costuma usar, era como estar nu.

Um helicóptero preto aproximava-se ao longe. Estava ansioso; Thor deixaria de ser sua babá e poderia comparar isso à felicidade. Apesar de que era como estar saindo do forno para a frigideira, pois é Nick que o aguardava dentro do veículo, estava satisfeito com a troca. O negro, pelo menos, fazia metáforas mais inteligentes.

Enquanto as hélices do helicóptero diminuíam de velocidade, Loki pulou para dentro da cabine. Um jovem de preto lhe entregou um fone com microfone e fechava a saída, acabando com algumas das últimas chances de Loki fugir.

Nick estava sentado no banco de couro claro e parecia imperturbável.

— Atrasado — anunciou desgostoso.

— Eu precisava dar um jeito na nova casa — sabia que o sorriso que o caolho lhe dirigia não era realmente para si; era como se lembrasse de uma piada velha e não resistisse a rir.

O moreno absteve-se de todos os comentários ruins que podia fazer naquele momento. Não tinha interesse em nada daquilo. Só queria cumprir sua parte e dar o fora daquele lugar. Era o que queria o tempo.

Foi uma viagem curta. O dia tinha acabado de amanhecer, então a paisagem através das janelas era bonita e uma ótima distração para a sua cabeça pesada e cansada. Quase não dormirá à noite e, mesmo que não houvesse cicatriz em sua testa, o latejar inconstante ainda denunciava o fato do que o ferimento tinha existido. Apesar de nutrir um ódio mortal por Dr. Banner, não poderia negar que era um sujeito muito inteligente.

Pousaram em um heliporto de um prédio sem graça — acostumado à arquitetura asgardiana, tudo ali parecia muito sem graça.

Nick nada disse quando saíram do helicóptero, apenas seguiu silenciosamente para dentro do prédio. Todos nos corredores por qual passaram paravam o que estavam fazendo para olhá-lo com semblantes cruéis e julgadores e Loki nem precisava ler suas mentes para saber o que pensavam. Sorriu; gostava e orgulhava-se do estrago que tinha feito.

Entraram em uma sala com uma bela vista para a cidade. Podia-se ver o sol tomando rumo no céu.

O negro sentou-se atrás da mesa, em uma cadeira alta de couro. Gesticulou para as poltronas a sua frente. Loki se acomodou sem protestar. Aguardava ansioso pelo momento que recebesse seu cajado de volta e destruísse aquele lugar.

— Vamos ser diretos em relação a sua missão — Nick iniciou. — Primeiramente, como já disse, nunca o traria de volta ao planeta que tentou dominar e, consequentemente, destruiu — sua ênfase em suas atitudes perversas não amedrontava Loki. — se não fosse de extrema necessidade. Admito que possa parecer uma atitude egoísta e impensada, mas eu sei onde coloco meus pés, na maioria do tempo.

O moreno nada disse, apenas assentiu.

— Também sabemos que é de seu interesse recuperar seu cajado. Então, unindo o útil ao agradável, sob as condições já esclarecidas anteriormente, poderemos entrar em um acordo.

— Creio que esse acordo será proveitoso para ambas as partes — declarou.

Nick procurou algo em seus papéis. Quando encontrou, estendeu a Loki.

— Aqui está tudo que sabemos sobre Alexander Nureyev, o que não é muito. Talvez Thor tenha comentado algumas coisas pra você, mas... Sinto que só encontramos a ponta do iceberg — respirou fundo, desabafando.

Loki tentava entender como o tal Ipsum funcionava. As pessoas se curavam de um câncer — uma doença, geralmente, mortal — quase que milagrosamente. Então, adoeciam, enlouqueciam, tomando atitudes quase animalescas. Os sintomas eram raiva, descontrole e semiconsciência. E morriam, sem “causa”.

Passou os olhos pelas fichas dos doentes. Não havia nada em comum além da doença e olhares vazios. Eram, em sua grande maioria, jovens, porém era possível encontrar idades avançadas entre os dados.

Havia uma nota em um espaço em branco, rabiscada com caneta vermelha, em quase todas as fichas. Dizia que o cadáver sumirá antes da autopsia ser realizada. Outro ponto.

Encarou a ficha de Alexander. Se não fosse pelos olhos — intensos, inquietos e psicóticos —, jamais diria que era um “vilão”. Tinha boa aparência, cabelos claros e barba aparada. Mas os olhos dizem muito sobre uma pessoa. Loki entendia disso. Em muitas vezes, conseguia identificar com quem estava lidando só de olhá-lo nos olhos. Ao encarar o homem da foto, seu íntimo entoava “perigo”.

— Esperávamos que você, com o poder do domínio mental, pudesse fazer algo a respeito — a sobrancelha que Nick mantinha arqueada lhe sugeria muitas coisas e nenhuma delas era bonita.

— Você sabe que posso — vangloriou-se, com um sorriso maldoso. Devolveu a ficha à mesa, relaxando na poltrona. — Posso mostrar a ele como se domina mentes de verdade.

Nick permaneceu em silêncio. Às vezes, a dúvida sobre isso ser uma boa ideia passeava em sua mente.

— Bom, as medidas que tomará serão discutidas ao longo da missão, já que não sabemos realmente com o que estamos lidando.

Loki revirou os olhos. Sempre estragavam sua alegria.

— Ainda há alguns pontos para serem acertados em sua missão — anunciou, recolhendo algumas folhas soltas a sua frente, ajeitando-as em uma pilha e largando ao lado.

— Sou todo ouvidos.

— Eu não confio em você. Portanto, não seria coerente mandá-lo sozinho em uma missão dessas. Seria estupidez — realmente seria. — Terá uma parceira. Ficaram alojados em um dos nossos novos prédios, em Los Angeles. Hill está preparando tudo para vocês lá.

Já esperava por isso, então nem se surpreendeu. Assentiu, brincando com os dedos. Viu o negro chamar alguém pelo telefone, alguém chamado Jackson.

O mesmo sujeito do helicóptero entrou segundos depois do chamado, segurando algo que se parecia com uma pulseira.

— Estique o braço — o rapaz pediu.

— Agora só falta me convidar para jantar — comentou Loki, avaliando o material da pulseira.

Nick revirou os olhos.

— É um localizador. Uma vez fechada, só abrirá com a senha. É a prova de fogo, água e magia. Foi Thor que trouxe para nós — olhou para a peça no pulso do deus. — Sua parceira terá uma também. Se ela acionar o dispositivo, anunciando sua fuga, a sua pulseira emitirá choques elétricos. E com o aumento da distância entre vocês, maiores os choques. Se tentar, irá se impressionar com o que essa coisinha pode fazer.

O rapaz saiu silenciosamente após prender o objeto no braço de Loki. Cada vez parecia um pouco mais difícil para fugir.

Fury levantou-se e caminhou em direção de uma parede vazia.

— Preciso dizer que não será uma missão fácil. Stark não conseguiu captar nenhum sinal de satélite ou qualquer coisa parecida. É como se ele estivesse fora dos radares.

Tocou a palma contra a parede e uma luz branca passou a formar quadrados, em um padrão reto e contínuo até o final da parede em ambos os lados. Em cada forma quadrada, reluzia em branco um número de três dígitos. Nick andou até perto da parede da porta e tocou dentro da forma. Um teclado se formou e ele digitou rapidamente. Uma gaveta longa se projetou suavemente e as pernas de Loki balançaram.

— Mas conto com você para dar certo — Nick anunciou, retirando o cajado da gaveta.

Os olhos de Loki chegaram a molhar. Um sorriso se moldou em seu rosto. Ergueu-se e andou rapidamente até o homem.

Porém, sentia que a umidade de seus olhos tinha afetado sua visão. Não entendeu nada quando viu o negro depositar novamente o cajado dentro da gaveta e a empurrando com violência, trancando-a.

— O que...? — gaguejou.

— Você acha que sou idiota? — questionou. — Você realmente cogitou a possibilidade de eu lhe dar seu cajado assim, tão de boa vontade?

Loki viu vermelho. Em um piscar, suas mãos agarravam a gola do casaco escuro de homem.

— E nosso acordo?! Pensava que era um homem de palavra! — vociferou no rosto do negro.

— E eu sou — retirou o aperto do moreno de perto de si, irritado. O deus arqueou as sobrancelhas, mordendo a parte interna da bochecha para não acertar um soco no rosto do outro. — O acordo foi minha filha pelo seu cajado. Tire minha filha das mãos daquele russo filho da puta e terá seu cajado de volta.

Notas finais
E aí, sabem quem é a filha do Fury? Risinhos, adorei escrever o final. Gostaram também? Nos falamos! Beijos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.