The Fall Of the Moon
1 Sem memória.
Notas iniciais
Nunca me senti tão perdida. Minha cabeça doía e eu podia sentir minha temperatura abaixando.
- Você pode repetir a história de novo?- perguntou a garota.
Olhei para ela por um instante, depois suspirei e acabei dizendo a verdade:
-Olha moça, sei que é tudo bem maluco, mas não tenho por que mentir. — afirmei, e comecei a tremer.
- Eu sei. Só quero ouvir ...novamente. Desde parte do rio. –pediu ela.
Ela ficou de pé e mexeu em algo perto da parede. Nas mãos, ela carregava um coberto e o colocou no meu colo. Eu estava realmente com muito frio, então peguei o coberto e me cobri.
-Lembro de estar na margem do rio. Água ainda se debatia nos meus pés. Vi um cachorro na margem e escutei carros. Só segui os sons. Passei alguns dias nas florestas. Até encontrar a fortaleza... Desculpe-me. Até encontrar a casa de vocês. Não sei com que sorte, mas encontrei. — disse eu.
-Então não se lembra de nada? Pais? Casa? Nome? –perguntou ela.
Neguei tudo com a cabeça.
-Não. Não sei quem sou ou quem era. Nem sei meu nome ou que lugar estou. – confessei.
- Nenhuma lembrança? –continuou ela.
-Nada. – confirmei.
-Cérebro limpo? – questionou-me ela.
- É o que estou tentando dizer. É nada de nada. Posso tentar pensar para lembrar, mas vou do nada a nenhuma coisa. – falei.
Ela se afastou um pouco e disse:
- Vamos fazer assim: daqui a pouco, nossa líder chega e conversamos melhor sobre isso. Enquanto isso fique e se esquente, ok? – disse ela.
- Tudo bem.- concordei.
Ela se afastou mais até uma distância que não daria para ouvir e começou a conversar com uma de suas amigas.
-Casey não vai gostar nada disso, Livy! – exclamou ela.
-Sofia, não surta. Vamos esperar ela chegar. – expressou a que se chamava Livy. – Você acha que ela perdeu mesmo a memória?
- Não me parece mentira e afinal, você viu a queda. Foi forte e grande. Surpreendo-me dela estar viva. – disse Sofia. Ela tinha cabelo preto com mexas roxo, rosto redondo e baixinha.
Eu não entendia nada, mas isso não era mais novidade para mim. Eu nem sabia meu nome. Então as observei com extrema curiosidade. Por algum motivo, eu tinha uma sensação de que as conhecia. Meu coração se apertou e senti que em vez vem de um Tum-tum, ele pulsava a palavra ‘Perigo’. Tentei manter a expressão já que até ali, elas haviam me tratado muito bem e eu não podia reclamar.
Eu tive que esperar a líder delas, que demorou algumas horas. Quando finalmente chegou, Sofia sumiu e depois apareceu acompanhada de outra garota. Essa por fim, tinha cabelos marrom-claro com mexas vermelhas nas pontas. Pele pálida e olhos escuros como a noite.
Ela se aproximou de mim calma e achei melhor levantar. Ela parou frente a frente comigo e fez algo que me surpreendeu muito. Abraçou-me.
-Que bom que voltou. – disse ela, sorrindo.
-Voltei? Ei, você me conhece? – perguntei animada.
-Você acha que não reconheceria minha irmã?- perguntou brincando.
-Irmã? – repeti.
-Isso. É o que você. Minha irmã caçula. Não se lembra?- perguntou ela.
-Lamento. Não me lembro de nada. – disse triste a frase.
- Oh, Ty Lee. Eu sinto muito. – disse ela, me abraçando novamente. Ty Lee. Era esse meu nome. Oh meu Deus, eu tinha finalmente um nome.
- E-eu sou realmente sua irmã? – perguntei, indignada.
-É. Nós conhecemos no orfanato há anos atrás. Tudo que sabe, aprendemos juntas. Jura que não se lembra de nada disso? – interrogou-me novamente.
Neguei com a cabeça. Nessa hora, tive vontade de chorar. Toda uma vida esquecida. Lembranças, conhecimento, manias, tudo se foi. Ficou no rio. Acho que a Casey reparou minha expressão de choro e me deu outro abraço.
-Eu vou lhe ajudar a se lembra de tudo. Não se preocupe. – disse ela baixinho. Desta vez retribui o abraço.
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