The Fairy and The Dragon

18 You're everything I need and more


Notas iniciais
Olá, como prometido: mais um capítulo (que deveria ter saído ontem, mas eu me distraí assistindo algumas séries e acabei atrasando -_- ) Espero que gostem do capítulo, está bem amorzinho ♥ Please, ouçam essa música: https://www.youtube.com/watch?v=dHf_mO0LlWs

"Everywhere I'm looking now

I'm surrounded by your embrace

Baby I can see your halo

You know you're my saving grace

You're everything I need and more

It's written all over your face

Baby I can feel your halo

Pray it won't fade away"

Halo — Beyoncé (Ane Brun )

O barulho de um celular vibrando próximo fez Lucy despertar, mas quem raios estava ligando?! Ainda com os olhos fechados tateou ao redor, mas o que sua mão tocou não foi seu celular e sim o rosto de Cana.

—Mas que droga! – A morena reclamou – Atende logo essa porcaria.

—Argh! Estou tentando achar – Então após afastar as cobertas encontrou o aparelho – Quem é?

—Adivinha, Bela Adormecida? – A voz de Aquarius soava impaciente do outro lado da linha – Desça, estou em frente à casa da Levy te esperando.

—Mas ainda é cedo!

—Lucy, já passou do meio dia, hora de levantar não acha? Se apresse, temos um compromisso daqui a pouco tempo.

—Lu-chan... – Levy esfregava os olhos tentando afastar o sono – Aconteceu alguma coisa?

—Não, já é tarde. Tenho que ir para casa, Aquarius está me esperando lá embaixo – Na pressa Lucy acabou tropeçando em Erza e Mira – Oh, me desculpem.

—Ai, acho que você quebrou algum osso meu – Mira rolou para o lado do futon – Você devia ficar um pouco mais, não temos aula mesmo.

—Foi um milagre Aquarius ter me deixado dormir aqui, não quero abusar – Ela disse enquanto tirava o pijama e colocava outra roupa – Não vou arriscar deixa-la chateada. Podemos marcar no final da tarde que tal? Sorveteria?

—Bolo de morango – Erza disse ainda sonolenta – Preciso de uma enorme fatia de bolo de morango.

—Certo, às 17h em frente a doceira perto da escola – Levy sentou-se – Se cuida até lá Lucy e não deixa Aquarius te assustar!

—Certo! Vejo vocês mais tarde.

~~Lucy~~

Mas que droga! Eu pensava, custava Aquarius ter me deixado ficar um pouco mais? Era meu dia de folga, ela poderia simplesmente não ter marcado nada. Assim que me despedi da mãe de Levy vi o carro estacionado bem em frente. Respirei fundo, abri a porta do carro e entre, mas o estranho foi que ela nem me olhou.

—O que houve? – Tentei iniciar uma conversa – Você assim calada, não tentando me matar.

Então Aquarius pegou algo que estava no bolso do seu casaquinho preto e jogou com força em minha direção, eu podia ver a fúria em seus olhos e senti o sangue sumir do meu rosto.

—Ai! O qu-

—Eu que pergunto o quê! – Seus olhos queimavam – Eu que pergunto, o que significa isso Lucy Heartfilia?!

Então eu peguei a cartela que ela tinha jogado em minha direção e meus olhos arregalaram, eram os anticoncepcionais que eu comprei, esqueci dentro da mochila da viagem e ela deve ter encontrado.

—E-eu... – Não tinha uma resposta para aquilo – Isso...

—Eu sei o que é isso. Coloque o cinto, vamos ao médico – Eu ia abrir a boca para reclamar, mas ela foi mais rápida – Não adianta falar nada, ponto.

Seguimos a viagem em silêncio e aquilo me incomodou, Aquarius nem sequer olhou para mim. Chegamos ao consultório, fui examinada, recebi algumas guias para exames, ela falou somente o necessário, mas eu via o raiva em seus olhos, quando saímos do consultório e entramos no carro eu não aguentava mais todo aquele silêncio.

—Fala alguma coisa... – Olhei pedindo uma resposta – Fala alguma coisa! Grita comigo, me chama de idiota, me bate, mas fala comigo!

—Não tenho nada para falar.

—Aquarius – Eu comecei a chorar – Fala comigo, por favor, eu só tenho você...

—Lucy e se seu pai tivesse descoberto? Você mediu as consequências? Claro que não! – Ela respirou fundo enquanto passava a mão no rosto – Nunca pensa no depois, Lucy. Você só tem quinze anos, ainda é uma criança...

—Eu só tenho você... Meu pai nem olha para mim e minha mãe – O choro não me deixou continuar.

—Lucy... – Aquarius me olhou, mas dessa vez parecia que a raiva tinha se dissipado – Aquele cabeça de fósforo te obrigou a isso? Ele te pressionou ou algo assim?

—Não – Eu balancei a cabeça veementemente – Natsu jamais faria isso, eu quis.

—Ah, o que eu vou fazer com você garota idiota – Ela desviou o olhar de mim e balançou a cabeça – Tão igual a sua mãe, ela também era impulsiva, exatamente igual a você. Mas eu definitivamente não sei o que fazer agora.

—Vai contar ao meu pai?

—Não, isso seria o mesmo que te mandar para o corredor da morte – Ela voltou a ficar séria – Acho bom ninguém descobrir isso, ao menos por agora. Nunca mais faça uma loucura dessas Lucy, você pode conversar comigo sobre tudo, já disse.

—Fiquei com medo.

—Medo? De mim?

—Você sempre parece estar brava, como se tudo que eu faço fosse errado – Senti as lágrimas novamente – Mas ao mesmo tempo parece que se preocupa ao extremo comigo, eu fico confusa... Às vezes parece que você só me suporta ou algo assim.

—De onde você se tirou essa ideia? Eu amo você como – Ela fez uma pausa e suspirou – como uma filha... Mas convenhamos que tomar conta de você nunca foi uma tarefa fácil, ainda quer conversar sobre isso?

—V-vai conversar comigo? Mesmo?

—Sim, antes tarde que nunca – ela deu a partida no carro – enxugue essas lágrimas, vamos comprar algo para comer e em seguida vamos para minha casa. Trouxe tudo que você precisa para o resto do dia e para ir para a escola amanhã.

—Sua casa? Espera. Você tem outra casa?! – Eu me assustei.

—Outra não, minha casa – Ela sorriu – Aquela casa é do seu pai e não minha, ah, a última vez que você foi até lá era muito pequena – Aquarius ficou com a face um pouco triste – Sua mãe morou um tempo lá, na época da faculdade.

—Você nunca me contou isso.

—Tem muitas coisas que não contei para você – Ela piscou o olho – Mas por hoje vamos falar sobre você e o que faremos daqui por diante, seu pai está ocupado com o novo visitante em casa e nem vai notar nossa falta e convenhamos, aquele cara me pareceu muito estranho.

—Sim – Eu lembrei daquele sorriso sarcástico que ele me deu – Quem é ele?

—Não sei exatamente – Aquarius não me olhou – Seu pai preferiu manter segredo nesse caso e eu não me atrevo a perguntar de que se trata, mas vamos nos preocupar agora em comprar algo para o almoço está bem? O que vai querer?

—Hum, pizza! – Observei quando Aquarius riu para mim, mas no fundo dos seus olhos vi o quão distante ela estava.

Após comprarmos a pizza no meu lugar preferido, seguimos para a casa de Aquarius que ficava um pouco distante do centro, parecia uma vila ou algo assim, muito acolhedor. Enquanto olhava para o caminho que seguimos algumas lembranças vagas passavam por meus pensamentos, a música preferida da minha mãe tocando em um carro, risadas, eu sentada no banco de trás..., Mas nada muito concreto, fechei meus olhos e fiz um esforço a mais para tentar lembrar de algo mais... Duas pessoas de mãos dadas, eu correndo na direção delas... Não consigo me lembrar quem são.

—Chegamos – Aquarius anunciou jogando uma chave no meu colo – Pode entrar, vou estacionar o carro e pegar suas coisas.

Quando abri a porta da casa senti um cheiro familiar, algo que veio do fundo da minha memória, era tão bom e nostálgico que perdi a noção do tempo.

—Lucy, vai ficar parada aí?

—Esse cheiro – Eu disse enquanto entrava no cômodo – Parece o perfume da minha mãe.

—E é – Aquarius sorriu para mim – Sua mãe amava essa fragrância, vê ali em cima da mesa de centro? – Ela apontou para um pequeno frasco com um líquido de cor rósea – Layla deixava bem ali, dizia que se sentisse o aroma preferido dela poderia esquecer as saudades que sentia.

—Ela tinha razão.

—Okay, vem, vou te mostrar onde você vai dormir hoje à noite. Não é a mansão do seu pai, mas tem uma cama quente e confortável o que eu já acho suficiente.

Aquarius me guiou até o segundo andar e parou em frente a uma porta de carvalho e abriu dando passagem para mim. Eu entrei no quarto e senti o mesmo perfume, mas agora ainda mais vivo, olhei de relance para as paredes e notei uma quantidade enorme de desenhos e gravuras coladas nas paredes, espero aquilo era...

—Era o quarto da minha mãe?

—Sim, quando dividíamos a casa.

—Todos esses desenhos – Eu disse enquanto passava a mão por cada um deles – Eu me lembro desses desenhos.

Alguns eram apenas rabiscos, mas a maior parte deles eu podia ver com clareza, minha mãe desenhou durante todos os anos que esteve ao meu lado e cada detalhe que eu via naqueles papeis coloridos na parede me faziam sentir mais próxima dela.

—Certo – Aquarius disse – Teremos tempo para você ver tudo isso, mas agora temos uma pizza esfriando na cozinha e uma conversa longa e séria pela frente não é mesmo? Coloque suas coisas em cima da cama mesmo, estou esperando lá embaixo.

—Aquarius ... – Segurei a manga do terninho dela antes que saísse – Obrigada, por tudo.

—Não me agradeça – Ela sorriu – Garota idiota.

Joguei minha mochila na cama antes de Aquarius sair e olhei para o quarto uma vez mais, era tão reconfortante, olhei ao redor e vi uma escrivaninha também de carvalho e um pequeno armário o abri e para minha surpresa ainda tinham alguns vestidos lá dentro, deviam ter sido dela na época da escola, Aquarius se importaria se eu vestisse um deles? Talvez mais tarde eu devesse fazer uma surpresa. Fechei a porta do pequeno armário e fui em direção à cozinha no andar de baixo, de alguma forma eu iria tirar o máximo de informações sobre a minha que pudesse daquele lugar.

~~Lucy finish~~

—Whaaa – Levy bocejou enquanto arrumava o futon para guarda-lo – Espero que a Lu-chan esteja bem.

—Eu acho que Aquarius é assustadora, mas no fundo o coração é de manteiga – Cana disse colocando uma pilha de cobertores no canto – Bem, acho que terminamos aqui, então, 17h na doceira?

—Por mim tudo bem, nesse horário já vou ter voltado do hospital – Erza pegou a mochila do chão.

—Hospital? – Mirajane olhou para a ruiva – Por qual motivo?

—Exames de rotina – Erza apontou para o olho – Aquele dia de tensão que meus pais ficam, mesmo eu falando que continuo com a visão idêntica ao último exame – Ela riu e passou a mão nos cabelos prateados de Mira – Não se preocupe, vou ficar bem e prometo ligar assim que sair do consultório.

—Certo, então vamos indo – Mirajane colocou a mochila nas costas e foi em direção à porta – Levy, nos vemos mais tarde, vamos todas juntas ou como vai ser?

—Meu pai deve me levar – Cana disse – Estou proibida de sair por aí sozinha por pelo menos duas semanas, argh.

—Hum, vou ver com minha mãe e mando uma mensagem para vocês – Levy disse – Se cuidem no caminho.

Esperou até que as amigas tivessem saído e pegou o celular, só agora lembrou que havia deixado no silencioso.

—Ai caramba – Exclamou ao ver a quantidade de mensagens – Gajeel!

Gajeel diz: Hey, já acordou? Levy! Ainda está dormindo?!

Levy diz: Me desculpe >.<’’’’ Acabei de acordar

—Ah, espero que ele não entenda mal, aposto que vai demorar de responder – Ela mal havia terminado de falar e o celular vibrou novamente.

Gajeel diz: Nossa, estava mesmo cansada! Olha, preciso te encontrar hoje à tarde.

Levy diz: Hum, eu tenho que encontrar minhas amigas no final da tarde, posso te encontrar antes

Gajeel diz: Okay, então me encontre nos fundos da Fairy Tail, está bem?

Levy diz: Nos fundos da FT?! O que você pretende?!

Gajeel diz: Pare de pensar mal de mim está bem? Apenas apareça lá, que horas?

Levy diz: 16h e por favor, não faça nada errado

Gajeel diz: Você vai gostar fadinha gehehe

Levy diz: Idiota!

—Gajeel idiota – Levy disse em meio a um suspiro.

~~Levy~~

Oh céus, vou me atrasar! Eu nunca demorei tanto para escolher uma roupa em toda minha vida!

—Levy, vai querer comer algo antes de sair? – Minha mãe me chamava do andar de baixo.

—Não, vamos lanchar daqui a pouco, então não quero comer nada – Falei rápido – E do jeito que estou nervosa não vou conseguir comer nada – Falei para mim mesma. – Okay, vou com esse vestido e chega, já testei todas as roupas que tenho.

Me troquei rápido, fiz uma maquiagem básica e o mais rápido que consegui estava pronta, peguei minha bolsa em cima do meu armário e segui para a sala onde minha mãe estava terminando um dos projetos dela.

—Vai trabalhar em casa hoje também? – Falei enquanto dava um beijo estalado no rosto dela – Pensei que hoje fosse seu dia de folga.

—E é – Ela disse com um suspiro – Mas tenho que entregar o projeto dessa casa até quarta à tarde e está sendo mais complicado que imaginei. Você está linda – Ela sorriu me encarando – Te certeza que não vai encontrar alguém além de suas amigas hoje?

—M-mãe! – Minhas voz acabou saindo mais alta do que eu esperava – E-eu...

—Levy, está tudo bem, na sua idade eu também queria ficar bonita para mim, mas também para os garotos – Ela piscou o olho – Só espero que se tiver um garoto no meio disso, seja um bom pretendendo, ouviu bem? – Dessa vez ela parecia séria – Certo, quer que te leve?

—Não, não precisa. Você está ocupada e eu quero andar um pouco, a mãe de Mira vai nos trazer para casa, okay?

—Certo, eu iria insistir em levar você, mas realmente estou ocupada.

—Mãe – Eu parei em frente a porta , mas fiquei um pouco hesitante.

—Sim – ela disse sem desviar os olhos do notebook.

—Você já ouviu falar de um Zeref?

Minha mãe me olhou e parecia surpresa, ela deixou o notebook de lado e veio em minha direção.

—Onde você ouviu esse nome Levy?

—Eu li em algum lugar, não me lembro onde exatamente, você já ouviu falar?

—Não – Ela me olhou por mais alguns segundos – Espero que não esteja mentindo mocinha, pode ir agora e tenha cuidado.

Eu concordei em silêncio e sai de casa, aquilo estava ficando cada vez mais estranho. Toquei minha bolsa de leve e pude sentir o volume do diário esquecido do meu pai, espero que minha mãe não sinta falta dele, eu iria descobrir quem era esse tal Zeref e todo o mistério por trás desse nome.

Cheguei em frente aos portões da Fairy Tail, as turmas do segundo e terceiro ano estavam tendo aula normalmente, então só precisei usar meu cartão de acesso e entrar. Andei devagar até os fundos com o coração palpitando e a respiração pesada, eu não conseguia nem imaginar o que Gajeel tinha feito ali e confesso que além de toda curiosidade que tomava conta de mim uma excitação e também sentimento de medo estranhos estavam misturados.

Andei até os fundos do ginásio, era um lugar tranquilo eu já havia ido ali quando estava conhecendo o colégio, aliás, quando queria ficar sozinha era para lá que acabava indo com um dos meus livros preferidos, dificilmente alguém aparecia por ali.

—Mas o que esse idiota está aprontando? – Eu murmurava enquanto pensava nas possibilidades – Talvez só queira me dar um grande su- Parei por um momento – O que é isso?

Me abaixei para pegar um pedaço de papel colorido que estava bem posicionado no chão, no verso tinha algo escrito ‘Apenas siga’.

—Céus, jura que ele vai fazer ainda mais mistério? – Olhei ao redor e próximo onde o papel estava tinha uma trilha de mais papeis coloridos, mas estes em formado de... fadas e dragões?! – Definitivamente Gajeel é um garoto estranho.

Continuei seguindo aquela trilha e ela acabou em frente aos bancos embaixo da enorme árvore que tinha por ali. Em cima do banco tinha uma caixinha colorida com um grande laço amarelo. Me sentei em um dos bancos e coloquei a caixa no meu colo.

—Ele poderia ter aparecido segurando a caixa – Eu disse enquanto desatava o laço – O que será que tem aqui? — Abri com cuidado a tampa e encontrei um diário muito surrado dentro dele – Ah, certo...

—Antes que você pense que te dei algo inútil vou explicar.

—Gajeel! Você me assustou – De repente lembrei de onde estávamos – Se nos pegam juntos aqui!

—Estão todos nas salas, ninguém vai aparecer – Ele sentou ao meu lado e sorriu – Como estava dizendo, antes que pense que te dei um lixo inútil, esse diário era da minha mãe, Metalicana.

—Da sua mãe? – Eu acaricie a capa de couro do diário, aquele símbolo na capa eu já tinha visto em algum lugar – Então, você deveria ficar com ele.

—Não, não devo. Eu encontrei esse diário faz algum tempo, mas não entendi bulhufas do que estava escrito aí, acho que era a pesquisa que ela estava fazendo antes de morrer ou algo assim... – Ele tirou uma pequena rosa do bolso e começou a brincar com ela – Olha Levy, eu não sou o melhor cara que você vai encontrar, existem outros por aí que são com certeza perfeitos, eu não sou assim.

Ele me encarou com aqueles olhos tristes enquanto dava o sorriso torto que eu aprendi a amar no pouco tempo que estávamos juntos.

—Eu já fiz coisas que não me orgulho, mas eu não tive escolha. Eu quero te contar tudo isso aos poucos – Ele segurou a rosa entre os dedos e me encarou – Eu sei que muitas pessoas tem medo de mim e meu jeito não ajuda muito, mas quanto estou com você, sinto que sou... bom, de alguma forma entende?

—Sim – Eu sorri para ele – Você é bom Gajeel.

—Então, você consegue despertar as coisas boas que ainda existem em mim e eu achei que tinha perdido para sempre, eu meio que consigo acreditar de novo – Ele colocou a rosa nos meus cabelos e segurou minhas mãos – Levy McGarden, você quer ser a namorada desse cara que não é o melhor para você, mas que desde a primeira vez que te viu fez uma promessa de te proteger?

Eu devia estar com a cara mais boba desse mundo, como Gajeel conseguia ser tão fofo?! Eu não sabia o que responder, então levantei e fiquei em sua frente colocando meus braços em volta dos seus ombros e me inclinei até alcançar seus lábios, eu não iria aprofundar aquele beijo, mas antes que eu reagisse Gajeel me envolveu pela cintura e me puxou para seu colo. Quanto senti o ar me faltando eu o empurrei.

—N-não era esse o planejado! – Eu disse me afastando um pouco – Você é muito apressado.

—Desculpe – Ele riu – Eu disse que não sou o cara mais perfeito, então, posso ouvir a resposta da senhorita?

—Hum, vou pensar um pouco – Eu fingi estar chateada – Okay, aceito ser sua namorada Gajeel RedFox!

—Sério? Tipo, sério mesmo?! – Ele parecia animado e quanto eu fiz que sim com a cabeça ele me pegou no colo enquanto girava comigo – Isso, eu não sei o que dizer.

—Nem eu, mas eu gosto mesmo de você...

Ele acariciou meu rosto com delicadeza, mas antes que pudesse me beijar um estalo me fez pará-lo.

—O diário! – Eu disse enquanto fazia ele me soltar – Eu sei onde vi esse símbolo!

—O quê? – Gajeel parecia confuso – Droga, você quebrou todo o clima.

—Teremos muito tempo para isso, olha – Eu disse enquanto tirava o diário do meu pai de dentro da bolsa – Encontrei um diário parecido nas coisas do meu pai, vê? O símbolo é o mesmo!

—Nossa! – Gajeel arregalou os olhos – M-mas, nossos pais se conheciam ou algo assim?

—Quando vocês se mudaram para Magnólia? – Eu tentava juntar as peças na minha cabeça, mas nada fazia o menor sentido – Quer dizer, sua mão nunca mencionou nada sobre o trabalho dela?

—Não, eu não me lembro bem – Ele parecia fazer um esforço absurdo para tentar lembrar de algo – Ela fazia pesquisas, tinha descoberto algo importante, não me lembro o quê.

Abri o diário e passei as folhas procurando por algo que de alguma forma encaixasse com as coisas do meu pai, muitas anotações com processos químicos que eu não entendia ‘Droga!’, então alguns códigos... Talvez, parecia ter algo por trás de tudo aquilo... Algumas folhas em branco e no canto de uma delas um nome conhecido: Zeref.

—Aqui! – Apontei para que Gajeel olhasse – Tem o mesmo nome no diário do meu pai e ontem Levy disse que tem um cara com esse mesmo nome visitando o pai dela!

—Coincidência? – Gajeel deu de ombros – Acho que você está pensando demais.

—Não Gajeel, não... Preciso saber o que tudo isso significa – Estava no meu sangue, eu pensei, foi para isso que meu pai me ensinou tudo aquilo, eu não tinha a mente brilhante dele para decifrar tudo aquilo, mas se me esforçasse... – Você tem algo mais da sua mãe? Anotações, algum arquivo digital.

—Tenho, te coisas que eu nem olhei, depois... depois que ela se foi – Ele não me olhou e então eu notei que o que estava pedindo era difícil para ele.

—Me desculpe – Fui em sua direção e o abracei – Estraguei o momento que estávamos tendo agora, eu não queria fazer você se lembrar disso, me desculpa Gajeel.

—Não, está tudo bem – Ele afagou meus cabelos – Eu acho que preciso conversar com alguém, eu nunca conversei sobre isso... Talvez se eu abrisse as caixas com as coisas dela que estão fechadas em casa, talvez... Talvez eu pudesse melhorar de alguma forma.

—Eu posso te ajudar – Eu fiquei na ponta dos pés para segurar seu rosto – Eu posso, ajudar a quebrar essa muralha de ferro que você construiu aí dentro desse coração – Sorri – O que me diz?

—Acho que você já está derrubando ela, fadinha – Ele me beijou dando uma leve mordida no meu lábio inferior – Temos algum tempo antes de você encontrar suas amigas?

—Pouco – Eu suspirei enquanto ele continuava explorando meu pescoço com mordidas lentas e suaves, me fazendo suplicar mentalmente por mais – Mas eu posso me atrasar alguns minutos.

Gajeel sorriu para mim enquanto me puxava para mais perto dele. Eu não conseguia explicar, mas cada toque que ele me dava meu corpo respondia pedindo mais e mais, era loucura tudo aquilo, só podia ser! E por alguns instantes eu esqueci tudo ao meu redor e só me concentrei nas nossas bocas que suplicavam por mais e mais contato.

~~Levy finish~~

Notas finais
Yeah! Espero que tenham gostado, não esqueçam de deixar aquele comentário do que acharam e quais são suas expeculações sobre o futuro dessa história hu3 Beijos :3