The Fairy and The Dragon

14 Certo ou errado? Qual lado devo ficar?


Notas iniciais
Olá, espero que gostem do capítulo ;)

"Baby, baby

I can hear the wind whipping pass my face

As we danced the night away

Boy your lips taste like the night of champagne

As I kiss you again, and again, and again, and again"

Love on top — Beyoncé

~~Mirajane~~

Cana já tinha se afastado de mim, ela estava totalmente sem graça e não sabia onde pôr as mãos. Fiquei esperando alguma reação de Erza, mas ela só continuava ali parada me encarando, como se quisesse falar algo, após alguns severos minutos ela levantou.

—Mira...

—S-sim – tentei controlar minha voz.

—Podemos sair? Estou um pouco tonta.

—Claro, eu te ajudo, vem.

Ajudei Erza a sair da banheira e dei uma última olhada para Cana, ela me encarava com uns olhos como se dissesse ‘Me desculpe, não foi minha intenção’, mas eu não estava acreditando muito naquilo. Chegamos ao vestiário e eu ajudei a ruiva a sentar, ela estava ofegando e com as bochechas muito coradas, me apressei em pegar toalhas para nos secar.

—Aqui Erza, é melhor se secar ou vai acabar pegando um resfriado. O que está sentindo?

—Não sei, deve ter sido o calor da banheira, estou tonta... – Fez uma cara de dor – Não consigo me mover, pode me secar Mira?

Engoli a saliva com dificuldade, ela por acaso estava me testando? Não, eu conhecia Erza o suficiente para saber, se estava me pedindo isso era porque realmente não conseguiria fazer sozinha. Me aproximei lentamente e comecei secando suas costas, a pele dela era tão clara, não tanto quando a minha, era um pouco mais rosada, me virei e fui para a frente da ruiva, segurei a toalha firme em minhas mãos e comecei a enxugar seus seios, apesar da grossa camada de tecido da toalha eu ainda podia sentir o quanto eles eram macios, me contive, após alguns segundos notei os pelos dos braços de Erza arrepiados, “Espera! Ela meio que ficou excitada com isso?” Imediatamente afastei aquilo da minha cabeça, não podia ser real. Me abaixei para enxugar suas pernas, mas ela segurou em meu pulso.

—Meus cabelos, seque-os, por favor...

—Tudo bem – Levei a toalha até seus cabelos ruivos e comecei a secá-los, aquele silêncio estava me incomodando, cada vez que olhava para o semblante de Erza ela parecia ainda mais pensativa.

—Mira?

—Sim – Sentia minhas mãos tremendo – Está melhor?

—Um pouco – Ela hesitou – Queria te perguntar uma coisa.

—Pode perguntar.

—Promete que não vai ficar chateada?

—Prometo – Fechei meus olhos tentando controlar o medo.

—Você e Cana estavam realmente se beijando ou foi fruto da minha tontura?

E agora? Eu deveria mentir, falar que não, que na ela não viu nada e só estávamos conversando? Mas eu sou uma péssima mentirosa e acabaria me embolando tanto, além de nunca ter mentido para Erza e não queria que aquela fosse a primeira vez. Respirei fundo e deixei que meu coração falasse.

—Estávamos – Não parei de secar seus cabelos, mas minhas mãos tremiam muito.

—Então... você – Ela levou as mãos aos lábios – Você gosta de garotas?

—Acho que sim...

—Vocês estão namorando?

—Não, foi só... Hum, como posso dizer. – Parei de secar seus cabelos e me sentei ao seu lado – Eu só queria saber como era, sabe? Beijar uma garota.

—E aí?

—E aí? Aí que eu percebi o que já martelava em minha cabeça, eu gosto de garotos, mas gosto muito mais de garotas. – A encarei, mas Erza desviou o olhar – Acho que vou sair agora.

—Não! – Ela segurou minha mão – E-eu... Desculpa, é muita informação para minha cabeça.

—Você está com nojo de mim? – Abaixei meus olhos, não conseguia encará-la, não queria que a pessoa que eu amava me olhasse com nojo.

—Não! Mirajane, claro que não! – Ela segurou meu rosto e eu comecei a chorar – Você tem o direito de amar quem quiser, eu sou sua amiga e nunca faria algo tão ruim com você. Mira, não chora – Ela enxugou minhas lágrimas – Eu só fiquei confusa, sempre te vi com garotos e você nunca me contou.

—Só tive certeza faz pouco tempo, antes eram só algumas sensações. Até que descobri que g-gosto de uma garota.

—Sério? Quem é?

Meu coração gelou, aquele não era o momento de contar isso a ela.

—Não importa, não é recíproco, é... um amor platônico de longa data digamos assim.

—Oh – Ela parecia realmente triste – Ela sabe?

—Não, não sabe.

—Olha, eu tenho certeza que se ela souber vai querer te conhecer melhor, pois você é a pessoa mais incrível que eu já conheci e se essa tal garota não te quiser é por que é uma grande idiota!

—A questão não é essa – suspirei enquanto olhava para aquele rosto inocente que ela fazia tão bem – Eu acho que essa garota não gosta de garotas, entende?

—Hum, entendo – Ela segurou minhas mãos – Mas você não vai saber se não perguntar, acho que ela merece saber que tem uma pessoa tão linda como você apaixonada por ela. Então, quando tiver mais confiança vai contar tudo, promete?

—Prometo, vou tentar fazer isso. Então, está se sentindo melhor?

—Sim, realmente era o calor. Vamos nos trocar, estou tão cansada que poderia cair na cama agora e desmaiar de cansaço. – Ela pegou o frasquinho que estava no chão – Não esqueça de tomar isso – Fiz cara de quem não gostou – Eu sei que não gosta e se sente presa, mas você precisa. Já está quase pronta para volta à antiga vida, exceto a parte em que você batia nas pessoas, em mim inclusive – ela deu aquele sorriso que eu tanto amava — Já faz tempo e sei que você também não aguenta mais viver se culpando dessa forma, então que tal voltar para o time de vôlei? Ou, sei lá, participar de algum clube, seria legal ter você na quadra do meu lado novamente.

—Eu vou pensar... – Afastei meus cabelos molhados do rosto enquanto me enrolava na toalha – Agora vista-se, daqui a pouco todas as outras garotas vão aparecer para o banho.

Sai do banheiro e deixei Erza se trocando, eu não queria admitir, mas meu corpo inteiro estava quente, só de lembrar da pele dela tocando a minha, meu coração parecia que não caberia no peito, enquanto eu vestia meu pijama e me ajeitava embaixo das cobertas imaginava que lá no fundo, talvez Erza sentisse algo por mim.

~~Mira finish~~

A música tocava alta naquele lugar da areia, mas Levy só conseguia ouvir as batidas frenéticas do seu coração, ‘Acalme-se Levy! Desse jeito você vai enfartar antes de tentar qualquer coisa’, era o que ela repetia em sua mente a cada minuto. Já havia perdido as contas de quantas vezes tinha se levantado, andado metade do caminho e desistido, e o que mais a deixava chateada e nervosa era ver aquele moreno do outro lado, a poucos metros de distância a observando sem se mexer, ele tinha aquele sorriso torto de vitória no rosto.

‘Você que devia vir até aqui seu idiota!’. Após longos minutos nessa a azulada já estava desistindo quando viu uma garota sentar-se ao lado de Gajeel.

— Mas o quê? – Ela viu quando ele sorriu para ela, aquilo a deixou extremamente irritada – O que ele pensa que está fazendo?! Ele não tem o direito... — Se deteve, ela não podia exigir nada dele, absolutamente nada – Mas que droga!

Caminhou decidida e sem olhar para os lados, quando estava frente a frente com o moreno de cabelos compridos parou e cruzou os braços.

— Olá fadinha – Gajeel sorriu enquanto a observava de cima a baixo – Quer se sentar?

— Podemos conversar?

—Claro, sente-se aqui do meu lado.

—A sós – Levy desviou o olhar – Por favor.

— Oh, podemos – Ele levantou e observou seu rosto emburrado – Pode ir na frente, eu te sigo.

Levy deu meia volta e seguiu andando olhando furtivamente às vezes para se certificar que Gajeel a seguia. Quando já tinham se afastado o suficiente dos olhares de todos e a música praticamente não era ouvida ela se virou e deu de cara com Gajeel parado a sua frente, as mãos nos bolsos do short, ele a encarava sério.

—Eu devo estar ficando maluca – Soltou o ar dos pulmões e olhou para baixo – Só uma louca traria um cara que a machucou, quase a matou para um lugar deserto – Ela encarou o moreno – Você não vai falar nada?

—Eu esperava que você fosse falar. Já pedi desculpas a você Levy, eu prometi que jamais te machucaria novamente – Ele se aproximou um pouco – Eu só quero que você me dê uma chance de provar que eu posso ser muito mais que só um cara mal da escola, ou o cara que machucou você. Eu sou muito mais do que isso que você está enxergando agora – A segurou pelos ombros – Você já sabe como eu me sinto, é a garota mais linda que eu já conheci.

—Está mentindo – Ela desviou os olhos corada.

—Não, não estou – Gajeel gentilmente segurou seu rosto entre as mãos para que ela o encarasse – Olha que eu te conheço tão pouco, mas é a garota mais linda, mais persistente, inteligente, teimosa – Observou quando ela sorriu – E tem o sorriso tão encantador que faz meu coração derreter, quer mais? Como uma pessoa tão pequena pode me deixar tão vulnerável? Só você consegue isso.

­_Eu só tenho medo, Gajeel.

—De mim?

—Não, eu sinto que posso confiar em você, que não vai me machucar. Mas tenho medo dos meus pais, minha mãe te odeia, meus amigos têm medo de você, como... – Soltou todo o ar dos pulmões enquanto afastava as mãos de Gajeel do seu rosto – Não sei o que fazer, é a primeira vez que eu não sei o que fazer e isso me deixa irritada. Desde que conheci você eu não sei mais nada sobre mim.

—Levy, seus amigos vão me perdoar um dia, eu sei. Sua mãe tem todos os motivos do mundo para me odiar e eu realmente não posso falar nada contra isso, mas o que eu realmente quero saber é: O que você sente por mim? Você gosta de mim ou me odeia?

—Não! Eu – Hesitou enquanto apertava as mãos – Eu – Era tão difícil dizer aquilo em voz alta – Eu gosto de você!

—V-você gosta de mim... – Gajeel sorriu enquanto se aproximava de Levy – Por favor, diga de novo.

—Eu gosto de você, Gajeel RedFox, mesmo sendo tão implicante, tão impulsivo, e ter esse sorriso que faz meu coração parar cada vez que vejo.

Gajeel se aproximou um pouco mais quase colando seu corpo no da azulada enquanto segurava em seus ombros.

—Então, acho que essa é aquela parte em que nos beijamos e selamos esse sentimento que compartilhamos, mas como disse antes, você me dará o beijo Levy McGarden. – Levy fez um barulho fofo de resmungo – Ah, vamos lá, acho que já passamos dessa fase não é mesmo?

Levy ficou na ponta dos pés enquanto apoiava as mãos no peitoral de Gajeel, fechou os olhos e se inclinou, mas mesmo com todos os seus esforços não conseguiu alcançar os lábios do moreno, fazendo-o soltar algumas gargalhadas.

—Pare de rir! Arrgh! Desisto, não gosto mais de você – Levy deus as costas e começou a andar, mas Gajeel a segurou pelos pulsos – Se vai rir de mim é melhor me soltar.

—Calma, eu só acho você tão fofa, aqui – Ele a envolveu pela cintura – Eu ajudo você.

Gajeel escorregou suas mãos para as pernas de Levy não se importando com os murmúrios contrários dela, com um gesto rápido segurou em suas pernas e a ergueu no ar para que ficassem quase da mesma altura.

—Whaa! Me ponha no chão! – Levy segurou os ombros de Gajeel enquanto apertava os olhos com força – Eu vou cair.

—Não vai, estou te segurando. Agora, você pode me beijar, hum.

—Seu idiota – Levy afrouxou o aperto enquanto deslizava suas mãos e segurava o rosto de Gajeel – Você é um grande idiota.

Aproximou lentamente sua face da do moreno, aquilo estava sendo realmente excitante. Sem nenhuma pressa tocou os lábios quentes dele deixando que dessa vez cada sensação fosse sentida ao máximo, o calor, a textura, a maciez... deslizou as mãos para a nuca tocando os cabelos compridos enquanto mordiscava o lábio inferior de Gajeel fazendo-o soltar um leve gemido.

Não queria ter pressa, queria explorar cada canto da boca dele, aquilo fazia com que todo seu corpo tremesse. Estava seguindo com esse plano de sugar os lábios, mordiscar e dar leves lambidas quando sentiu suas costas tocando em algo.

—Hey! – Ela protestou quando Gajeel tirou uma das mãos que a estava segurando e levou até sua nuca – Combinamos que eu daria o beijo dessa vez.

—Me desculpe, mas eu preciso retribuir.

E sem dizer mais nada Gajeel avançou em seus lábios, Levy pensou que seria rude, mas não foi, ele foi delicado, enquanto sua língua tocava suavemente seus lábios o moreno deslizava as mãos por sua nuca segurando em seus cabelos, aquilo era realmente bom, tão bom que a fez soltar um gemidinho contido. Todas as vezes que Gajeel a beijara foi realmente incrível, mas aquele estava sendo em um nível ainda mais alto. Cada vez que suas línguas se tocavam um arrepio percorria todo seu corpo como se uma corrente elétrica ligasse os dois. Após algum tempo Gajeel parou e a encarou.

—Eu realmente gosto de você Levy – Limpou os lábios dela com o polegar – Vou cuidar para sempre de você, mesmo que custe minha vida.

—Você é um grande idiota fofo Gajeel – Ela o beijou na bochecha e sussurrou em seu ouvido – Acho que agora a Fada pertence ao Dragão não é mesmo?

E sem que nenhum dos dois precisasse falar algo tomaram novamente os lábios um do outro e se permitiram pela primeira vez um beijo verdadeiro e em que ambos estavam totalmente entregues.

***

Mira estava deitada no seu lugar no grande quarto em que as garotas passariam a noite, podia sentir seu corpo relaxando, isso significava que o remédio estava começando a fazer efeito, odiava ter que tomar aquilo, se sentia vulnerável e era uma forma de sua mãe ainda prendê-la. No fundo a albina sabia que era necessário, se não fosse por aquilo teria se cortado mais vezes, ou até feito coisas piores...

Bocejou enquanto tentava afastar tudo aquilo da mente, observou que a maioria das garotas já haviam voltado para a quarto e estavam deitadas em seus lugares, o melhor que podia fazer era deixar que sua mente vagasse e em pouco tempo estaria dormindo, um sono pesado e sem sonhos como sempre acontecia. As pálpebras já começavam a fechar quando sentiu algo afundar do seu lado no futon, forçou os olhos a abrirem.

—Quem é?... – Perguntou sonolenta – Eu realmente preciso dormir...

—Mira?

—Oh céus, Erza... Será que você nunca vai perder essa mania de vir para minha cama nas viagens escolares?

—A última vez faz muito tempo, você não pode reclamar – A ruiva sentou ao lado com o rosto entre os joelhos – Mira...

—Hum... Estou tão cansada Erza, deite-se aí e durma está bem? Ou você ainda está pensado na conversa que tivemos?

—Um pouco, mais alguém sabe?

—Não, só eu, você e a Cana – Mira levantou – Ninguém pode saber! Eu ainda não estou pronta para isso, minha mãe me mata se descobir – Ela parou de falar enquanto encarava Erza – Seu olho, o que houve?

—Ah, depois que você saiu meu olho começou a doer, achei melhor colocar o remédio e um tapa olho – sorriu tentando acalmá-la – Mas já estou melhor, só preciso descansar um pouco.

—Quer que chame Laki? Ou Gildarts?

—Não, eles ligariam pros meus pais e eu não duvido que os dois alugariam um helicóptero para vir até aqui e me arrastar para um hospital – Suspirou – Tenho medo, sabia? De um dia acordar e não conseguir ver nada, ou de sentir tudo aquilo de novo, eu sempre deixo alguma luz no meu quarto, quando vejo uma escuridão não consigo dormir, ainda consigo sentir a dor de quanto me machucavam.

—Erza – Mirajane abraçou a amiga – Eu também tenho medo, toda noite acordo em meio a pesadelos com minha irmã. Que bom que tenho você, às vezes acho que é a única que me entende – Deitou-se novamente com um suspiro – Me desculpe, o remédio está me deixando muito sonolenta e tonta – bocejou – Volte para seu futon, daqui a pouco Laki aparece por aqui.

—Vou dormir com você, estou com medo...

—Ah, Erza. Só se prometer não me acertar um soco ou chute, você sempre faz isso.

—Prometo – com um movimento rápido Erza deitou ao lado de Mirajane e puxou a coberta da mesma.

—Hey! O que está fazendo? – Mira se afastou – Não trouxe um cobertor?

—Sim, mas quero o seu. Está frio agora, vai ficar mais quente se ficarmos embaixo do mesmo cobertor.

—Mas...

—Shiu Mirajane, quero dormir – Se aconchegou na amiga – Agora fique caladinha tá? Ou vamos acabar acordando as outras meninas.

—Droga... Droga, Erza.

Mira a encarou, aqueles longos cílios ruivos e a expressão serena deixavam a amiga tão linda, elas estavam tão próximas e aquilo era perfeito. ‘Dane-se’, Mirajane pensou, ela não estava fazendo nada errado, colocou os braços envolta de Erza e a ruiva se aconchegou ainda mais em seu corpo aspirando próximo ao seu seio.

—Mira... Você cheira bem... eu gosto...

Mira sabia que aquilo podia não significar nada, mas por alguns segundos sentiu uma estranha felicidade em seu peito, podia não ter certeza de absolutamente nada, se ficaria com Erza, se um dia contaria a ela ou a seus pais sobre como se sentia realmente, mas a única certeza que tinha no momento era: Amava Erza Scarlet.

***

Levy e Gajeel caminhavam em passos silenciosos pelos fundos do casarão em meio a risinhos nervosos, fugindo a cada movimento suspeito para que não fossem vistos juntos, já havia passado do horário de entrar no casarão. Chegaram a enorme porta dos fundos e se apoiaram na parede para tentar recuperar o fôlego.

—Shiiiss Gajeel! – Levy sibilou – Vão nos pegar.

—Desculpe, isso foi divertido.

—Eu sei – Ela colocou as mãos sobre a boca tentando controlar as risadas – Eu nunca fiz nada desse tipo, foi tão emocionante.

—Hum – Gajeel se colocou na frente dela com um sorriso nos lábios – Devemos continuar um pouco mais?

—Não! – Levy o empurrou – Não quero problemas para você e nem para mim, vamos entrar sem fazer barulho antes que nos vejam.

Levy começou a se afastar, mas Gajeel a segurou pelos pulsos e a empurrou na parede enquanto colava seus corpos e seus lábios, a azulada tentou o empurrar, mas num gesto de rendição se entregou mais uma vez aquele beijo, quando Gajeel a soltou ela continuou de olhos fechados ainda sentindo o toque dos lábios dele.

—Desculpe, não sei quanto poderei fazer isso novamente, então... – Ele se inclinou e a beijou na testa – Agora pode ir, daqui a pouco eu vou, boa noite.

—Boa noite.

A pequena entrou saltitando pelos corredores, mas tomando cuidado para não ser pega por nenhum dos professores, quando teve certeza que não havia ninguém observando correu para o banheiro e retirou o pijama e a toalha que havia escondido mais cedo. Tomou um banho rápido e correu até seu lugar no quarto antes que Laki abrisse a porta do outro lado do quarto. Apenas com os olhos para fora do cobertor viu que Lucy não estava em seu lugar, prendeu a respiração quando sentiu alguém ao seu lado.

—Levy? – Era a voz de Laki sussurrando – Está acordada?

—Hum... agora estou – tentou disfarçar uma voz sonolenta – O que houve?

—Sabe onde Lucy está?

—Acho que deve ter ido ao banheiro.

—Certo, vou até lá. Volte a dormir.

—Não! Quer dizer, não, eu vou, preciso também...

—Okay – Laki parecia um pouco confusa – Qualquer coisa estou no quarto com o restante das professoras, se tiverem algum problema podem me chamar. Daqui a dez minutos estou de volta novamente para me certificar que estão todas aqui.

—C-certo...

Assim que Laki saiu Levy jogou o cobertor para o lado e correu em direção ao banheiro tropeçando em Cana no caminho, ela resmungou algo que não foi possível decifrar, em poucos segundos estava dentro do banheiro.

—Mas que droga Lucy! Você disse que não demoraria!

Estava andando impaciente no chão frio, a temperatura começava a cair e sentia seu corpo gelado, enquanto dava alguns pulinhos para espantar o frio ouviu a porta abrindo, imaginando que fosse Laki se escondeu em um canto até notar os cabelos loiros passando rápido em direção a banheira.

—Você! – Levy segurou Lucy pelo braço – É uma péssima amiga e me obrigou a mentir.

—Hey, você me assustou – Lucy parecia cansada – O que aconteceu?

—Laki foi até o quarto e você não estava, ela disse que volta daqui dez minutos para se certificar de que estávamos todas no quarto, na verdade agora só temos cinco minutos.

—Então preciso me apressar e tomar um banho, rápido!

—Espera, encontrou o Natsu? Preciso de contar uma coisa.

—Sim, encontrei, preciso e contar uma coisa também.

—Certo, temos pouco tempo, vamos falar juntas e depois discutimos. Pronta?

—Sim.

As duas inspiraram e juntas soltaram o ar dos pulmões se preparando para o que tinham que contar, e juntas disseram.

—Fiquei com Gajeel – Levy disse enquanto sorria.

—Dormi com o Natsu – Lucy corou.

—O quê? –A face de Levy perdeu o sorriso e franziu a testa – Você o quê?!

Lucy parecia decepcionada com a reação da amiga, ela realmente não esperava aquilo, esperava um pouco de apoio, aquele era um momento importante e ela não precisava de ninguém falando que foi errado ou algo do tipo, mas era o que Levy estava fazendo naquele exato momento, com os braços cruzados enquanto a encarava como se tivesse feito algo muito, muito errado.

Notas finais
Obrigada por terem lido, não esqueçam de comentar o que estão achando da história :3