Notas iniciais
Ola meus amoreeees!!! Me desculpem a demora viu? Mas como eu disse, estava viajando e pra melhorar agora que voltei a internet tá horrível aqui:( Mas então, esse cap não tá dos melhores mas é preciso! Boa leitura!

Brittany’s POV

Santana largaria tudo por você.

Aquela afirmação que Verônica fez havia me deixado boba, completamente boba, fazendo com que as esperanças de ter a minha latina de volta, voltassem com força total. Eu tentava fazer com que as expectativas ficassem baixas, por que Vero tinha razão quando disse que San se esquecia dela mesma e pensava só nos outros, ela iria querer deixar Verônica bem a todo custo e eu sabia disso, mas, agora, eu sabia que existia uma chance muito grande de tê-la de volta. E isso... Ah isso era maravilhoso.

Algumas semanas se passaram desde que eu havia tido essa conversa com Vero e as coisas estavam andando no caminho certo. Eu havia realmente desistido de tentar odiar aquela mulher e nós duas estávamos bem próximas, Verônica não parecia ter apenas dezenove anos, ela tinha uma maneira de pensar incrível, ela era uma amiga maravilhosa. Era estranho... Sair com a namorada da mulher que você ama mas... Ela era legal, e eu adorava sair com ela.

Quanto a Santana... Bom, nós havíamos saído algumas vezes, mas sempre era na companhia dos amigos, nunca sozinhas. Nós duas parecíamos estranhas, ela se sentia desconfortável perto de mim, e tentava fingir que estava bem, mas eu a conhecia demais para saber que não estava. Isso machucava um pouco, mas era algo esperado. Eu estava indo com a maior calma do mundo com ela, e eu não desistiria, nem que tivesse que esperar muito tempo para tê-la de volta. Eu nunca desistiria dela.

Agora sobre o meu trabalho... Eu adorava aquilo. Adorava ajudar aquelas pessoas. Adorava ver que a maioria delas queria melhorar, queria sair dali. Os pacientes que mais me tocavam eram os que estavam lá por serem viciados, por motivos óbvios, eles me atingiam de uma maneira bem mais profunda que os outros. A vontade que quase todos tinham de sair das drogas, me fazia lembrar Santana e eu adorava isso, adorava ser atingida pelas memórias que eu tinha daquela época, me fazia sentir tão orgulhosa pela pessoa que ela havia se tornado agora, me fazia sentir como se ajudar aquelas pessoas fosse possível, independente do estado delas. Meu único problema naquela clínica era Lucy... Ironicamente, a paciente que eu mais queria que saísse de lá, era a que menos se importava com isso, a que mais me dava trabalho.

Lucy era difícil. Ela não se importava, ela era petulante, era fria. Ela não gostava de falar com ninguém, ela odiava estar ali. Odiava o fato de estar presa. Eram raras as vezes que eu conseguia que ela falasse de forma mansa, que eu conseguia que ela se abrisse. Mas, ela se abrir, mesmo que poucas as vezes, era algo a se comemorar, por que, aparentemente, eu era a única que consegui fazer com que ela fizesse isso. E mesmo sendo a mais complicada, Lucy ainda era a paciente que eu ansiava ver toda semana, eu me sentia no dever que ajudá-la, eu precisava ajudá-la, e não por que desse jeito eu teria Santana de um jeito mais fácil, mas por que Verônica era minha amiga, e ela amava aquela garota mais do que qualquer coisa. E eu sabia que Lucy sentia falta da amiga também. Mesmo com toda a pose de durona dela, tocar no nome de Vero, fazia um brilho diferente tomar conta de seus olhos. E essas coisas me faziam ter ainda mais vontade de ajudar aquela garota, mesmo que fosso difícil.

Hoje era mais um dia em que eu acordava cedo, tomava banho, me arrumava, tomava o café correndo e saia para o trabalho, sem antes dar tchau para a minha família. O taxista já me esperava, como sempre, na frente da casa. Era sempre o mesmo motorista. E sim, eu sei, preciso de um carro, e ah, também preciso sair da casa dos meus pais, e isso já está sendo encaminhado... Pelo menos a primeira parte. Eu sairia para ver carros hoje após o trabalho.

Dei bom dia para o taxista e ele, já sabendo o caminho, me levou rapidamente até a clínica. Paguei-o e logo saí do taxi, correndo para dentro daquele lugar. A recepcionista logo me cumprimentou e eu sorri. Andei até meu consultório e coloquei as coisas na mesa. Era uma sala com um tamanho razoável a minha, com uma janela enorme com vista para o grande jardim da clínica. Ajeitei meus papeis e sentei na cadeira, encarando a janela, esperando meu primeiro paciente vir me ver.

Eu tinha consultas agendadas com todos os pacientes três vezes por semana, e existiam as consultas improvisadas que era quando os pacientes queriam vir falar comigo fora do dia e horário das consultas marcadas. E eu recebia muita gente nessas horas, quase todos eles vinham falar comigo... Com exceção é claro, de Lucy... Ela só vinha quando tinha que vir. E hoje era um dos dias que ela teria que vir.

Atendi alguns pacientes nas primeiras horas e minha última paciente do dia era ela. Lucy entrou pela porta, com sua típica carranca e abriu um sorrisinho cínico para mim. Eu apenas sorri sincera em sua direção e apontei para a cadeira em frente a minha.

– Como você está Lucy? – Perguntei.

Ela sentou-se de forma desajeitada e suspirou, dando de ombros antes de responder.

– Entediada.

Assenti, típica resposta dela. Era quase sempre isso. Respostas curtas, secas.

– Alguma coisa nova essa semana?

– Na verdade. Sim. – Ela falou, e eu me endireitei na cadeira, encarando-a. Lucy sorriu. – Já faz mais de um mês que eu venho aqui e a doutora ainda não me passou pra outra psicóloga, é um milagre! – Falou levando as mãos para o alto.

– E nem vou passar Lucy. Sem mais trocas, sou eu quem vai te ajudar a sair do vicio, a se recuperar.

Lucy revirou seus olhos e bufou.

– Quantas vezes eu vou ter que repetir que eu não quero me recuperar de nada? Quantas vezes eu vou ter que falar que eu não sou viciada, que eu posso parar quando eu quiser parar? Que eu simplesmente gosto de usar drogas, de beber e que eu não quero parar com isso? É tão complicado de entender isso? Quer que eu desenhe isso pra você?

Os olhos dela estavam raivosos, Lucy se irritava com facilidade.

– Não sou eu quem precisa entender as coisas Lucy... No fundo você sabe que não. Você sabe que a errada é você não sabe?

– Não! O que eu sei, é que eu quero sair daqui, que eu não deveria estar aqui, eu sei que minha melhor amiga é uma idiota, e uma traidora. Isso é o que eu sei. – Ela gritou.

Eu já estava acostumada com os surtos de Lucy. Eram raras, também, as vezes que ela não gritava nas consultas.

– Então, Vero tentar te ajudar é uma traição? – Perguntei calma, sentada ainda.

– Ela não tentou me ajudar, ela me arrastou pra essa merda de lugar e me deixou presa aqui. Ela é uma idiota. E já que vocês duas já estão se tratando pelos apelidos. – Pude notar o ciúmes nítido em sua voz. – Você pode, por favor, mandar ela parar de vir me encher toda semana? – Lucy, que até então estava de pé, sentou-se novamente, suspirando. – Eu cansei de falar por hoje.

Assenti. Anotando algumas coisas no papel antes de abrir a porta e deixá-la ir embora. O assunto Vero era muito comum, Lucy sempre arranjava um jeito de coloca-la na conversa, era claro que ela estava muito chateada com a latina, mas no fundo eu tinha certeza que ela sabia que Verônica havia feito a coisa certa.

Terminei de arrumar meus papeis e depois de alguns minutos, saí da sala pronta para ir embora. Passei na recepção e vi que a latina já me esperava lá. Vero sorriu e veio me abraçar.

– Está pronta pra parar de gastar dinheiro com taxista que quer você na cama dele? – Ela perguntou toda sorridente e eu revirei os olhos, a puxando para fora dali. – Você precisava ver a cara da tua mulher quando eu disse que ia sair com você. Santana está morrendo de ciúmes. – Riu, me fazendo dar um sorriso sem graça.

Vero não se importava em falar de Santana, ela já estava fora daquele relacionamento desde que eu cheguei, e só faltava convencer San a sair também. Mas continuava sendo um pouco estranho...

Mesmo assim, aquela notícia me fez sorrir por dentro. Eu gostava de saber que continuava causando efeitos em San.

Notas finais
Então?? Se acalmem que logo vamos ter interação Brittana*-* E comentem por favor tá??