The Exchange - Brittana (Season 2)
24 She won't bite you... She just misses you
Notas iniciais
Santana’s POV
Após a volta de Brittany para Miami e nosso encontro inesperado na casa de Quinn, eu parecia ter voltado quatro anos atrás, quando tudo o que eu pensava era naqueles olhos azuis, naquele sorriso, nos cabelos loiros. Eu não conseguia me concentrar em nada. A volta dela fez com que tudo que eu lutava para deixar guardadinho dentro de mim, se espalhasse por todo meu corpo, meu coração batia mais forte cada vez que ela vinha em minha mente, coisa essa que acontecia com facilidade, já que meu cérebro parecia estar disposto a colocá-la em meus pensamentos o tempo todo.
Aquilo me deixava um tanto quanto irritada. Não que eu não gostasse de pensar em Brittany, mas eu havia lutado tanto para tirar ela da minha cabeça. Eu havia lutado tanto para parar de chorar e levantar da cama depois do nosso término... E saber que só de ver ela de novo, tudo havia voltado, me irritava.
Eu me mantinha afastada dela, me recusava a sair com ela sozinha, e quando saímos com o grupo de amigos, eu não ficava muito perto. Eu podia ver que aquilo a machucava de certa forma, e meu coração se apertava ao mesmo tempo em que parte do meu cérebro brigava comigo por fazer aquilo, mas eu só... Eu não podia. Brittany tinha um poder enorme sobre mim e eu lutava com todas as minhas forças para não me jogar em seus braços a cada olhar dela, mas eu não podia deixar Verônica assim... Mesmo ela dizendo que não se importava, eu não podia...
Aquilo não era uma tarefa fácil, não mesmo. Eu amava Britt, mas não queria deixar Vero... E a pior parte foi quando as duas começaram e se falar e se entender e tornarem-se amigas. As duas... Amigas, e eu me afastei cada vez mais...
Meu relacionamento com Verônica ficou mais difícil de se lidar... Eu me sentia estranha de falar com ela, mesmo ela sabendo de Brittany, da nossa história, eu me senti estranha... Diferente dela, que apenas me deu espaço, nosso relacionamento agora era algo como uma amizade com alguns beijos aqui e ali... Era estranho. Mas como eu disse, parecia que somente eu achava isso, Vero estava completamente relaxada com a nossa situação.
Hoje era mais um dos dias em que eu acordava com a loira dos olhos azuis em meu pensamento. Suspirei e virei para o lado, encontrando a cama vazia. Levantei sem pressa, ouvindo os passos de Vero em algum outro cômodo da casa. Fui para o banheiro e tomei um banho.
Quando voltei para o quarto, sem roupa alguma, Vero estava lá, calçando seus sapatos. Sorri em sua direção. Ela me olhou de cima abaixo por alguns segundos e logo encarou meu rosto. Meu sorriso se tornou malicioso.
– Você está atrasada. — Falou voltando a atenção para o seu sapato. Bufei. – Nem tenta. Alexa ligou. Vá trabalhar. – Falou antes de abrir um pequeno sorriso e sair novamente do quarto.
Revirei meus olhos. Vero estava fugindo de mim e eu sabia o por que. Não podia julga-la, afinal, uma parte de mim queria fazer sexo com ela apenas para tentar esquecer Britt por algum tempo.
Voltei a me arrumar e em poucos minutos já estava pronta. Ajeitei meus cabelos e saí do quarto. Andei pelo largo corredor da casa e entrei na sala encontrando Vero no sofá com Spok em seu colo. Ela se virou e sorriu para mim, abri um pequeno sorriso de volta.
– Vai comigo? Vai pra clinica? Pra onde hoje senhorita Iglesias? – Perguntei ajeitando as coisas em minha bolsa antes de me dirigir até a porta.
– Eu vou ver algumas coisas e depois passo no estúdio pra almoçar com você ok? – Ela disse, vendo para perto de mim.
Assenti e ela deu um rápido selinho em meus lábios antes de me empurrar pra fora de casa.
– Tchau. – Falou.
Revirei os olhos e não respondi, me dirigindo ao meu carro.
***
Na hora do almoço, Vero apareceu toda sorridente pela porta do estúdio. Ela me cumprimentou apenas com um abraço. Um abraço. Aquilo estava começando a me irritar.
Nós fomos almoçar junto de Alexa em um restaurante perto do estúdio. A conversa entre nós fluía normalmente.
– Vai pra casa depois daqui Vero? – Perguntei quando já havíamos terminado.
– Hum... – Ela sorriu e negou. – Só vou pegar seu filho no pet shop, deixar ele em casa e sair... – Ela fez uma pausa. – Com a Brittany.
– Você, oi?
Alexa me encarou, tentando prender a risada.
– É baby. Sair. Com. A. Brittany. Entendeu? – Vero falou tudo mais devagar.
MAS QUE MERDA ERA AQUELA? COMO ASSIM “ENTENDEU”? CLARO QUE NÃO ENTENDI, QUE MERDA VOCÊS DUAS VÃO FAZER JUNTAS?
Quase gritei tudo aquilo, mas sacudi a cabeça, me controlando.
– Como assim, sair com a Brittany? Viraram amiguinhas é? – Estava me mordendo de ciúmes. Alexa só sorria, olhando de mim para Vero, que me encarava entediada.
– Brittany é uma ótima pessoa. E ela precisa de ajuda para comprar um carro, então... Eu vou ajudar.
– Ela não tem mais ninguém que posso ajudar ela não? – Cala a boca Santana, sério, chega. Xinguei-me mentalmente.
– Tendo ou não, ela pediu a minha ajuda e eu vou ok? – Vero se levantou revirando os olhos. Abraçou Alexa e logo plantou um pequeno beijo em minha testa. – Controle-se, parece até que está com ciúmes. – Sussurrou em meu ouvido antes de sair andando.
Bufei. Merda, merda, merda. Eu não conseguia controlar meu ciúmes, e isso me deixava irritada comigo mesma, mas não por ser ciúmes, mas por ser ciúmes de Verônica com Brittany e não ao contrário. Eu queria ir no lugar dela, e isso me deixava com raiva.
Alexa ria do meu lado.
– Cale a sua boca, sua vadia. – Falei estressada.
– Sua atual e sua antiga namorada estão amiguinhas Santana... Isso é muito engraçado. Mais engraçado ainda é você desse jeito...
– Isso não é engraçado Alexa! Eu não deveria estar com ciúmes desse jeito... Isso é... É errado! Eu namoro a Vero... Não Britt...
– Mas você ama a Brittany, não a Vero... Todo mundo sabe San... Até Verônica sabe. Não é errado, vocês duas... É a coisa mais certa do mundo.
Lex sorriu e se levantou, me deixando pensativa.
***
Passei o dia todo tentando conter minha vontade de ligar para Vero a cada cinco minutos. Aquilo dela estar com Brittany estava me consumindo. Eu odiava ter ciúmes, e odiava ainda mais ter ciúmes da pessoa que eu não deveria ter.
Eu não me irritava com o fato de ainda ter sentimentos por Brittany, longe disso, eu sempre tive a certeza de que eles continuariam comigo para sempre, o que me irritava era eu não conseguir controla-los. Eu era prisioneira dos meus próprios sentimentos quando se tratava dela. E isso me deixava irritada.
Estava deitada no sofá da sala com o meu bebê preto deitado em minha barriga. Ele mordia minha orelha de vez enquanto, tentando chamar minha atenção, mas eu estava com a cabeça em outro lugar. Vero não chegava nunca!
Passava das oito quando a porta se abriu e ela entrou toda sorridente. Continuei deitada, contendo a vontade de correr e perguntar o que as duas fizeram. Fiquei encarando-a enquanto ela arrancava os sapatos e deixava a bolsa na bancada. Ela me olhou de volta, sorrindo, veio até o sofá e levantou meus pés, colocando-s em seu colo após se sentar.
– Brittany é horrível nessas coisas. – Ela riu. – Ainda bem que eu fui com ela.
Respirei fundo. Deveria ter ficado quieta Verônica.
– Acharam um carro? – Perguntei.
– Sim. E ah... – Ela se virou para mim. – Nós vamos almoçar amanhã.
ALMOÇAR? SÉRIO? JÁ NÃO TÁ BOM SAIR HOJE NÃO?
– Almoçar tipo, você e ela? – Perguntei, me fingindo estar desinteressada.
– Não idiota. – Revirou os olhos. – Eu, ela e você. – Falou sorrindo.
Arregalei os olhos. Pior do que elas irem sozinhas seria eu ir junto.
– O que? Não Vero, não.
Verônica revirou os olhos, se levantando e pegando Spok, o levando com ela.
– Nem tente, nós vamos. Ela não vai te morder Santana... Só sente sua falta.
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