Notas iniciais
Olá!! Eu não iria postar hoje mas aí.... Eu estou de muito bom humor pq HOJE MEU BEBÊ TÁ FAZENDO DEZOITO ANOS E AI MEU DEUS NÃO TO ME AGUENTANDO*---------* LAUREN É TÃO BEBÊ*-----------* Ta parei..... Então vocês agradeçam à Lauren por fazer aniversário hoje e me deixar de bom humor e escrever pra vocês*---------* Amores, esse cap é muito importante pro resto da história, muito mesmo:) Então é... Boa leitura lindas*-*

Brittany’s POV

Acordei bem disposta naquela manhã. Pensar que eu veria San, me deixava nervosa, mas me deixava completamente feliz ao mesmo tempo. Somente vê-la me deixava boba.

Levantei sem pressa, por estar acordada antes da hora. Preguiçosamente, me arrumei para o trabalho e depois e uma meia hora, eu já estava na cozinha, também sem pressa, tomei meu café da manhã. Dei tchau para os meus pais e Hanna e fui para a garagem, era tão bom não precisar mais gastar dinheiro com o taxi toda a manhã para ir trabalhar.

Não demorou muito para que eu estivesse em minha sala na clínica. Hoje era um dos dias em que eu trabalhava apenas antes do almoço, e tinha consultas que não eram marcadas.

Sentei na cadeira e esperei o primeiro paciente entrar.

Surpreendentemente, quando a porta se abriu, Lucy estava lá. Ela estava pálida, seus olhos estavam fundos e inchados. Ela parecia fraca. Sua cabeça estava abaixada.

Hoje não era dia de consulta dela, por isso fiquei surpresa com sua presença ali.

– Eu posso... Conversar? – Ela disse, sua voz quase falhando.

Deixei que ela passasse por mim e se sentasse na poltrona. Fiquei encarando-a.

– Eu não sei o que falar... – Lucy bufou.

– Que tal você começar me dizendo o que foi que aconteceu com você? – Me sentei a sua frente e ela se moveu incomodada. Eu já sábia o que tinha acontecido, Lucy havia tido uma recaída. Eu só queria que ela dissesse pra mim, que tivesse consciência.

– Eu não estava... Bem ontem. – Continuou com a cabeça abaixada, ela apertava uma mão sobre a outra. Fiquei quieta, esperando Lucy ter vontade de falar. – Vero não veio a semana toda... Eu estava pensando nela ontem e... Eu não sei, mesmo não falando com ela e me sentir traída... Não sei eu só... Não sei... Talvez a presença dela me fizesse bem...

– Por que não pede para ligarem pra ela Lucy?

– Eu não quero parecer fraca... Sentindo falta dela ou não... Ela traiu minha confiança.

– Deixa eu te perguntar umas coisas Lucy... – Me ajeitei na cadeira e ela me encarou. – Depois da recaída, algo mudou em relação ao que você pensa sobre ser uma viciada? – Sua cabeça baixou novamente e ela assentiu.

– Minha garganta queimava, eu não conseguia parar de tremer... Eles precisaram me sedar... Foi horrível.

– Ok... – Assenti. – Então você tem em mente agora que precisa de ajuda certo? – Lucy somente assentiu. Me aproximei dela um pouco. – Você acha, que se Vero não tivesse te arrastado pra cá, você teria tido consciência de que precisava vir?

Ela pensou por alguns segundos antes de levantar os olhos para. Mim.

– Não, mas... Ela não podia ter feito isso. – Sua voz falhou. Lucy era orgulhosa demais.

– Eu vou te contar uma história Lucy, tudo bem? – Ela assentiu. – Há alguns anos, eu estava no mesmo papel em que Verônica está hoje. A mulher que eu amava estava onde você está. Os motivos não são parecidos, os seus e os dela... Mas a questão não é essa. A questão é, que eu sei como é isso Lucy. Santana não aceitava que era viciada... Quer dizer, ela sabia disso no fundo. Ela estava no fundo do poço Lucy... Mas ela se abriu comigo, ela me deixou ajudar... Santana achou algo pelo qual lutar e ela saiu dessa. – Limpei a garganta, lembrar daquilo me deixava emocionada, sempre. – Verônica te ama Lucy. – Deixei que ela interpretasse isso do jeito que quisesse. – E eu sei que você a ama também... Ela fez o que fez por achar que era o certo... Deixe que ela te ajude, se abra pra ela...

Lucy limpou as lágrimas e o local ficou em total silêncio. Demorou alguns minutos até que ela falasse.

– Eu posso... Posso ir já? – Perguntou e eu assenti, indo até a porta e abrindo-a. – Hum... Obrigada Dra. – Ela falou meio envergonhada. Apenas sorri.

– Só Brittany. E esse é o meu trabalho Lucy.

***

A manhã passou rápido depois daquilo. Tive mais alguns pacientes, mas nenhum deles me fez parar de pensar que daqui algumas horas eu veria Santana. Meu humor, que já estava ótimo antes, depois da conversa com Lucy, melhorou ainda mais.

Quando eu me dei conta, já estava na hora de ir, eu demorei um pouco mais para sair da clínica por ter ido checar Lucy, encontrando-a dormindo em seu quarto. Eu não conseguia evitar, ela era minha maior preocupação ali dentro, meu laço com ela era maior do que com os outros pacientes e eu só queria tirá-la daquela situação logo.

Parei de pensar no meu trabalho e quando percebi, já estava parada no estacionamento do restaurante. Minhas pernas tremiam levemente, meu coração batia cada vez mais rápido a cada passo que eu dava. Assim que passei pela porta, pude ver as duas latinas sentadas na mesa. Eu não sentia mais ciúmes daquilo... Vero me passava confiança e eu sabia que por sermos amigas, ela não iria fazer nada com San que me magoasse.

Andei sorrindo até elas e parei em frente à mesa, encarando Santana fixamente.

Santana’s POV

Depois de Vero ter meio que me obrigado a ir naquele almoço, eu não tentei mais discutir... Uma ótima parte de mim queria ir, é claro que queria! Eu queria ver Brittany... Vê-la me deixava boba, deixava calma, mesmo que ela fosse a razão de toda a minha ‘confusão’ emocional.

Demorei a dormir naquela noite por conta de uma certa garota loira. Quando conseguir fechar meus olhos, já passavam das duas da manhã. E isso resultou em mim, acordando quase meio dia, e ainda por cima, por ter sido acordada por Verônica.

Ela me fez tomar banho e escolher minhas roupas, sabendo que eu demoraria anos para achar algo para vestir por estar morrendo de sono. Sono esse que se dissipou de meu corpo assim que eu liguei o carro. EU virei uma pilha de nervos.

Tentei não demonstrar, mas minhas mãos tremiam levemente e eu estava completamente distraída. Eu não sei o porquê disso... Talvez por que eu soubesse que em algum momento, com aquela coisa toda de “Eu não me importo de sermos só amigas”, Vero iria me deixar sozinha com Britt... E eu estava apavorada com isso.

Chegamos no restaurante e já passava da uma da tarde. Eu não sabia o que fazer. Desliguei o carro e fiquei sentada no banco. Senti as mãos de Vero sobre as minhas e me virei para encará-la. Ela sorria de forma sincera.

– Se acalme.

– Eu não... – Tentei falar e ela me interrompeu.

– Não minta pra mim San... Você está nervosa. E não faz mal, ok? Eu não me importo, você sabe disso. Vocês duas se amam... Eu não vou ficar no meio, e nem me importo de ser só amiga, nem um pouco. Você merece ser feliz... E Britt é sua felicidade.

– Vero eu... Eu não posso. – Falei negando a cabeça.

– Eu acabei de falar que pode Santana.

– Não Vero eu... – Engoli o nó na garganta. – Eu estou apavorada Vero... – Ela me encarou confusa. – Eu sei que você não se importa, sei que até quer nos ver juntas, eu sei disso... Mas eu... Eu amo ela Vero, amo muito. – Vero sorriu. – Mas eu estou apavorada... Cada vez que eu olho pra ela, as lembranças vêm e só no que eu consigo pensar é no tanto de vezes que a gente teve que dar tchau uma para a outra... Cada adeus Vero... Cada um deles, machucava cada vez mais... Quando nós terminamos... A única coisa que eu queria era encher a cara até fazer a dor sumir, mas eu não podia, eu não podia por que tudo teria sido em vão, então eu fiquei na cama, eu chorava todo dia, eu só queria que parasse de doer cada vez que eu pensava nela... – Respirei fundo. Vero me olhava compreensiva, esperando que eu continuasse. – Mas a dor não parava e... E aí, eu bebi. Eu bebi tanto, eu me isolei, e eu fiquei tão bêbada, aquela semana foi horrível, tinha vezes que eu nem lembrava do meu nome. Mas isso só fez com que doesse ainda mais, o que ela iria pensar de mim? Então eu parei de novo... Mas eu... Vero eu sou fraca demais, eu não vou aguentar mais um adeus.

Eu nãoaguentava mais guardar aquilo, mentindo para mim mesma. No fundo eu sabia que Verônica não era o problema, meu medo era. Eu era covarde demais, fraca demais... Eu não conseguia pensar em como seria se eu e Britt voltássemos e ela me deixasse de novo. Então eu só... Eu nem queria começar algo.

Vero não demorou para me puxar para seus braços. Ela me segurou firme até que eu me acalmasse. Antes de tudo ela era minha amiga.

– Ei San? – Ela começou. Funguei como um gesto de que ela poderia continuar a falar. – Eu entendo seu medo, entendo mesmo, por que depois de tantas despedidas, ter medo é algo normal. Mas você precisa superar isso... Você sabe... Mesmo tendo esse medo, lá no fundo de você, você sabe que ela é quem vai te fazer feliz... Pra onde mais ela iria agora San? Ela está aqui, e eu realmente não acho que ela vá pra qualquer outro lugar. Você não precisa chegar lá agora e pular nos braços dela, mas supere esse medo Santana, uma hora ela vai cansar... E se você não superar, você vai se arrepender depois. Não sofra por antecedência... Deixe acontecer.

Continuei em silêncio, deixando que as palavras de Verônica ficassem circulando por minha mente. Eu sabia que ela tinha razão, mas eu só... Eu ainda não estava preparada, eu precisava de um tempo.

– Eu... Ainda preciso pensar. – Falei fungando e saindo de seus braços.

– Então pense. Como eu disse, você não precisa pular nela agora. Só... Deixe ela se aproximar, não sofra com o que ainda não aconteceu... Arrisque. E ah... Por favor, me tire do meio disso logo.

Sorri para ela e assenti. Me encarei no espelho do carro e arrumei minha maquiagem. Em alguns minutos nós já estávamos sentadas na mesa esperando por Brittany.

Não demorou muito para que a loira entrasse pela porta, fazendo com que minha atenção se voltasse toda para ela. Ela andava até a nossa mesa sorridente, com os olhos azuis brilhando. Como sempre... Ela estava linda. E seu perfume me fez suspirar assim que ela chegou perto.

– Oi. – Disse tímida, encarando-me.

Vero se levantou primeiro, agarrando Brittany e a apertando em seus braços, fazendo com que a loira sorrisse ainda mais. O pequeno ciúmes daquela cena se fez presente em mim e as palavras de Verônica voltaram a minha cabeça. “Deixe ela se aproximar”. Levantei da cadeira e abracei Brittany com força, fazendo-a ficar surpresa por um momento, antes de colocar seus braços em volta de meu corpo.

Do mesmo jeito que foi na casa de Quinn, ali, em seus braços eu me sentia bem, eu me sentia completa, como se tudo estivesse no lugar certo.

Mas é claro que depois de algum tempo, nós tivemos que nos afastar. Vero nos encarava sorrindo, e Brittany me encarava da mesma maneira. Abaixei a cabeça, envergonhada, e sentei-me novamente. Britt fez o mesmo logo depois.

O almoço foi bem diferente do que eu esperava que fosse, talvez pela conversa que eu tive com Vero no carro, talvez por Brittany agir de uma forma que eu não tinha como não sorrir... Eu não sei, só sei que foi maravilhoso. Vero e Britt conversavam como se fossem amigas de anos atrás, e sempre me colocavam no meio. Eu estava gostando daquilo, mas preferia quando elas me deixavam de fora das conversas, aí sim eu podia prestar atenção em Brittany. No jeito que ela sorria, no brilho dos seus olhos, no casaco que ela usava e... Pera... Aquele casaco... Eu conhecia aquele casaco, conhecia muito bem... Ele era meu casaco. Não consegui não sorrir e antes que pudesse fazer algo, o telefone de Vero tocou.

Ela atendeu rapidamente e não demorou a desligar, seu cenho estava franzido.

– Eu preciso ir... – Ela falou meio confusa, seu olhar indo de mim para Brittany. – Aparentemente... Lucy quer me ver...

Franzi o cenho. Lucy querendo ver Vero... Isso era algo novo. Encarei Brittany, e ela não parecia confusa nem nada. Ela sorria, encarando Verônica.

– O que foi que você disse pra ela hein loirinha? – Vero perguntou, agora sorrindo.

– Eu não falei nada... – Deu de ombros. – Vá ver o que ela quer. – Não consegui não sorrir, Brittany... Sempre tentando ajudar todo mundo.

Vero se virou para mim, toda sorridente agora e eu fiquei feliz por ela.

– Você vem? – Perguntou.

Pensei por alguns segundos, meu olhar pousando em Brittany agora. Ela me encarava de uma forma estranha, como se estivesse feliz e triste ao mesmo tempo.

“Deixe ela se aproximar” Veio na minha cabeça novamente e eu sorri, voltando meu olhar para Vero novamente e negando com a cabeça.

– Eu acho que vou ficar um pouquinho mais aqui.

Notas finais
E ENTÃO???? Alguma ideia do que vai acontecer no próximo capítulo?? Ansiosas?? Meus amores comentem por favor*-----------*