Notas iniciais
GENTE SOCORRO, DESCULPEM, MEU DEUS, DESCULPEM MESMO!!!EU VOU EXPLICAR O PORQUÊ DA DEMORA TÁ? ME DESCULPEM!!! Então, é que assim... Eu estou de férias e minha mãe também, e quando isso acontece, ela gosta de me arrastar pra todos os lugares, e eu não tinha tempo pra escrever! Me desculpem a demora amores, mesmo! E depois disso.... Eu só desejo boa leitura:) NOTAS FINAIS

Santana’s POV

Assim que aquela frase saiu de meus lábios, o rosto de Brittany se iluminou por inteiro. Ela ficou surpresa, e logo depois, sorriu largo, seus olhos brilharam de um jeito lindo. Brittany estava adorável com aquela cara. Ela olhava em meus olhos, com seu sorriso ainda grande ocupando seu rosto e foi impossível não sorrir de volta. E assim que eu abri um sorriso, o dela aumentou ainda mais, se é que isso era possível.

Deus, ela era tão fofa. Permiti-me alguns segundos dentro daquela bolha antes de voltar meu olhar para Vero, que também sorria, eu não sabia se era por causa de Lucy ou de mim, mas eu gostava de vê-la sorrir. Mandei-lhe uma piscadela.

– Vá lá, veja o que ela quer. – Falei e Vero sorriu mais ainda. Era estranho estar gostando de ver minha própria namorada sorrindo daquele jeito por outra garota? Com toda certeza era, mas ela fazia a mesma coisa comigo então... Não havia com o que se preocupar.

– Ok, eu vou. – Ela disse, quase dando pulinhos. – Vocês duas... Divirtam-se! – Falou já caminhando para fora do restaurante depois de deixar uma quantia de dinheiro em cima da mesa. Revirei os olhos e voltei a olhar para Brittany e assim que parei em seu rosto, ela desviou os olhos dos meus. Sorri ao perceber que ela estava me observando.

– O que você acha de pagar aqui e ir passear na praia um pouco? – Perguntei e suas órbitas azuis voltaram a me encarar, o sorriso voltando aos seus lábios.

Mesmo que ela estivesse toda sorridente, eu podia ver algo como confusão dançando em seus olhos e não podia culpá-la... Até ontem eu tentava evitar ao máximo meu contato com ela, e hoje faço isso... Não a culpo por não estar entendendo nada... Acontece que minha conversa com Vero havia surtido um grande efeito sobre mim, ela estava certa e mesmo com todo o meu orgulho, eu sabia disso.

É claro que eu não iria me jogar nos braços de Brittany assim... Mas eu a deixaria entrar, eu a deixaria voltar a minha vida e quem sabe aos poucos, eu não perdia esse meu medo.

Vero’s POV

Eu dirigia impaciente pelas ruas de Miami, minhas pernas mexendo a cada sinal vermelho em que eu parava, meus dedos tamborilando o volante de forma inquieta. Eu havia esperado tento pelo dia em que ela resolvesse falar comigo, nem que fosse pra gritar comigo, só por ela querer dirigir a palavra a mim... Eu estava ansiosa demais para chegar na clínica. Criava cenas e mais cenas do que aconteceria quando eu chegasse ao seu quarto, será que ela iria gritar comigo? Iria finalmente expressar toda a raiva? Será que iria desistir de falar e apenas me pedir para ir embora? O que Lucy queria comigo afinal?

Eu podia não saber, mas eu tinha certeza de que tinha o dedo de Brittany ali, e só por ela ter feito Lu querer falar comigo, eu não poderia estar mais agradecida.

Estacionei o carro de qualquer jeito no estacionamento e saí as pressas, quase correndo até a entrada, me apoiando no balcão da secretaria assim que entrei, assustando a mulher atrás dele.

– Posso ajudar? – Ela perguntou com uma cara estranha, provavelmente ainda assustada.

– Eu sou Verônica... Amiga de Lucy Vives. Me ligaram, dizendo que ela queria me ver, é isso? – Perguntei tentando achar alguma calma em meu corpo.

– Ah sim... A senhorita Vives pediu para lhe ver. Ela quase implorou por isso na verdade. – A mulher sorriu, e eu a encarei surpresa antes de sorrir de volta. Moça, será que você podia, por favor, me levar até ela logo? Pensei. – Vamos lá, eu te levo até o quarto dela.

Assenti e a acompanhei. Como se eu precisasse de alguma ajuda para achar o quarto, eu conhecia o caminho de cor. Assim que chegamos na porta, a mulher sorriu e me deixou sozinha, bati na porta antes mesmo de conseguir pensar em algo. Eu estava tão inquieta, como se quanto mais eu demorasse, maiores seriam as chances de Lucy desistir de falar comigo.

Abri a porta e a encontrei sentada na cama, com suas costas pressionadas contra a cabeceira. Sua cabeça estava baixa e ela mexia nervosamente suas mãos. Aproximei-me com certa cautela. Parei ao lado da cama, ainda sem tirar meus olhos de sua imagem.

– Você queria me ver? – Perguntei quase em um sussurro. Eu estava com um pouco de medo da resposta, não queria que ela tivesse desistido de falar o que quer que quisesse me falar. Seus olhos me encararam e eu não pude evirar um suspiro, olheiras enormes estavam abaixo deles. Lucy parecia tão abatida. – Deus Lucy... – Falei mais para mim do que para ela.

– Senta... – Pediu e diferentemente do que eu esperava, seu tom não estava frio, não estava grosso, estava até... Carinhoso?

Sentei-me na beirada da cama, longe dela, não queria deixa-la irritada. Manter a distância me parecia mais prudente. O silêncio permaneceu por alguns minutos, Lu parecia pensar e eu apenas deixei que ela fizesse isso. Sem pressa alguma.

– Eu... Eu tive uma recaída ontem. E hoje eu fui conversar com a psicóloga. –Não falei que tinha dedo de Brittany? Mas é claro que tinha. O tom de Lucy era estranho. Meio trêmulo. – E ela meio que... Ela abriu meus olhos. O jeito que minha garganta queimava ontem, que meu corpo tremia, me assustou... Eu acho que eu finalmente descobri que eu tenho um problema... – Seus lábios tremiam um pouco, e eu tinha um sorriso discreto em meus lábios. Era um grande passo o dela. Lu finalmente levantou seus olhos. – Você não veio me ver essa última semana, e eu... Senti a sua falta. – Minha expressão foi de surpresa a alegre em um instante, mas fiquei confusa, achei que ela não quisesse olhar na minha cara. – Eu posso não falar com você e parecer não querer ter você por perto, mas sua presença aqui... Saber que você vem mesmo assim, eu gosto disso. – Abri um sorriso, seus olhos estavam molhados e os meus não estavam muito atrás. – Brittany me contou uma história dela com... Santana? – Foi quase uma pergunta e eu apenas assenti, deixando que ela continuasse a falar. – E eu acho que... Você é a minha Brittany e eu aceitei que eu preciso de você Vero... Eu acho que, se você não tivesse feito oque fez, eu não viria pra cá por conta própria... E realmente? Quando eu me coloco no seu lugar... Eu acho que faria a mesma coisa... – Ela respirou fundo, enxugando as suas lágrimas e sacudindo a cabeça antes de voltar a falar. – O que eu estou tentando te falar é que eu fui uma idiota, eu fui uma criança e eu realmente espero que não seja tarde demais pra pedir que você não me deixe... Eu preciso mesmo de você.

Minhas lágrimas saiam desenfreadas, sem controla algum. Meu sorriso era enorme. Durante todo esse tempo, eu esperava tanto pelo dia em que ela entendesse o que eu fiz por ela. Entendesse por não saber mais o que fazer. E Lucy finalmente havia feito isso, finalmente havia baixado a guarda pra mim. E eu não podia estar mais feliz.

Aproximei-me dela, ainda com cautela, me sentando pertinho. Devagar, peguei suas mãos que estavam em seus joelhos e as acariciei de leve.

– Você não faz ideia de quanto tempo eu esperei pelo dia em que você me entendesse Lucy... – Meus olhos estavam cravados aos seus. – Soltei uma de suas mãos e passei meus dedos por suas bochechas, enxugando suas lágrimas. – Você é a pessoa mais importante do mundo pra mim Lu... O que eu fiz... Foi só pra te ver bem. E eu nunca poderia desistir de você, eu nunca te deixaria. Eu estou aqui, e eu não vou sair de perto de você.

Lucy se remexeu, e antes que eu pudesse pensar, ela se jogou nos meus braços, abraçando-me com força, seu rosto escondido no meu pescoço e seu choro aumentando a intensidade. Deixei-me se abraçada por ela, sentindo-me completamente feliz ali, esperando que tudo ficasse bem logo.

Santana’s POV

Nós saímos do restaurante em silêncio e caminhamos até a praia do mesmo jeito, o silêncio em si não era o que deixava as coisas desconfortáveis, era como nós duas nos portávamos que era algo estranho. Brittany não sabia o que fazer, ela andava ao meu lado mas à uma distância considerável de mim, para que mesmo por acidente, nossas mãos não se tocassem. Era algo estranho. Parecíamos quase desconhecidas, e parte da culpa era minha e eu sabia disso.

Quando estávamos andando por algum tempo, simplesmente parei e ela parou junto comigo. Sentei-me na areia e Britt fez o mesmo, sempre mantendo a distância entre nós duas.

Suspirei, encarando o mar por algum tempo antes de me virar para ela. Brittany olhava para frente, observando o que eu observava segundos atrás, seus cabelos voavam por causa do vento que soprava ali, ela abraçava seus joelhos e hora ou outra fechava os olhos para sentir melhor a brisa. Mais uma vez, não pude evitar o sorriso. Britt era tão linda e parecia que essa beleza havia aumentando ainda mais depois de quatro anos sem vê-la. Novamente, meus olhos pararam no casaco e o sorriso em meu rosto aumentou mais ainda. Ela ainda tinha aquilo, e o usava. É claro que eu fazia a mesma coisa com o casaco dela que eu ainda tinha em meu armário, mas saber que ela ainda estava com o meu era tão bom.

Eu não sei quanto tempo fiquei observando-a, mas sei que só parei quando ela virou-se pra mim, e abaixou a cabeça assim que viu meus olhos nela. Sorri mais uma vez antes de abrir a boca.

– Então... O que você falou para Lucy? – Perguntei e Brittany voltou a me olhar.

– Nada demais... Ela descobriu sozinha o que precisava fazer, eu só dei um empurrãozinho... Contando a nossa... História. – Disse baixinho, como se não quisesse que eu escutasse.

Mas escutei, e uma mistura de sentimentos passou por mim. Eu não sabia se sorria, ou se ficava séria. Não sabia se deveria ter feito aquela pergunta ou não. Era aquela a resposta que eu queria? Sendo ou não, eu não queria que aquele momento se tornasse algo desconfortável, então eu voltei a falar.

– Oh... Isso é bom certo? Se ela se deu conta do que fazer... – Britt assentiu. – Elas duas, precisam uma da outra.

– Sim, precisam. – Brittany sorriu. Parou de falar por um instante e se virou para me encarar. – Nós vamos mesmo ficar falando da sua namorada estar lá com a garota que ela ama?

Ri um pouco e voltei meus olhos para ela. Brittany estava certa, era algo estranho. Mesmo que ela já soubesse qual era a do meu relacionamento com Vero, era estranho falar, principalmente com Brittany.

– Você está certa. Vamos falar... De você então. Está gostando da clínica?

– É incrível. Eu amo trabalhar lá, eu amo fazer o que faço. Amo. – Seu sorriso denunciava o quanto ela gostava daquilo e eu não podia ficar mais feliz com isso. – Eu não vi Finn...

– Ah, ela se mudou... Foi trabalhar em algum lugar no Arizona se eu não me engano, ela está indo bem lá.

– Que bom. E quanto a você? Gosta do que faz?

– Eu sempre amei fotos, você sabe disso... Ter meu próprio estúdio é algo maravilhoso, é como um sonho realizado.

Britt me observava, sorrindo pra mim. Nossos olhares se encontravam e só faltavam sair faíscas, nós não conseguíamos evitar a conexão que eles tinham, era o castanho dos meus encontrarem o azul dos dela e o sorriso saia de nossos lábios. Assim, sem mais nem menos. Nossos olhares eram como ímãs, era difícil de desgrudar um do outro.

– Talvez você devesse ir lá um dia desses, ver onde eu trabalho. – Falei, meus olhos ainda grudados nos dela. Brittany só assentiu, com um sorriso. Aquilo não era desconfortável, era algo quase bom, algo nostálgico. – Então, você vai ficar aqui em Miami agora? Pra valer?

– Se não mandarem meu pai pra outro lugar... É o que eu pretendo fazer. – Disse em um tom divertido.

Foi uma brincadeira, mas que me deixou meio estranha. E se isso acontecesse mesmo? Se mandassem o pai dela pra outro lugar, ela iria embora de novo?

Sorri forçado e finalmente desviei meus olhos dos dela, voltando a olhar para o mar.

– Eu achei que não precisasse mais dos seus pais. – Falei quase sussurrando.

– E não preciso, não para a maioria das coisas, mas eu ainda moro com eles e ainda não posso comprar um apartamento... Daqui a alguns meses talvez.

Assenti. Droga, aquela brincadeira havia acabado com o meu humor e eu me sentia como uma idiota por causa disso, mas eu não conseguia evitar.

– Ei San? – O apelido chamou a minha atenção e eu voltei a olhar pra ela. Seu rosto estava mais perto do meu agora, nossas respirações quase se misturavam uma a outra. E eu quase me entreguei a ela, mas eu era covarde demais, eu não conseguia tirar aquele medo de mim. Afastei-me, empurrando-a para trás no processo.

– Não B... Por favor, não.

– Por que não? – Perguntou calma.

– Eu ainda estou namorando.

– Verônica está com Lucy agora mesmo, isso não é uma desculpa Santana.

– Você acabou de voltar... Nós estamos voltando a nos falar agora. Calma, por favor. Eu estou deixando você voltar à minha vida como uma amiga, mas eu não sei o resto Britt... – Falei baixo.

– Eu não posso ser sua amiga sendo que já fui algo mais, não posso ser só sua amiga te amando como te amo. Não posso. – Ela veio para mais perto, beijando minha bochecha devagar e logo depois se levantando. – Eu vou ter calma. Mas eu não vou desistir de você Santana, não mesmo.

E com isso, ela começou a fazer seu caminho para longe de mim. Eu não sabia se sorria, ou se surtava com suas palavras. Mas meu pensamento me dizia que aquilo deveria ser comemorado.

– Não quero que desista Britt... E a propósito, eu também te amo. – Falei para mim mesma, sorrindo como uma idiota.

Naquele momento, eu decidi que não voltaria pra ela ainda, mas eu lutaria contra o meu medo, eu deixaria que ela lutasse por mim, eu faria de tudo para tê-la novamente, mas da forma certa, quando não existisse mais medo.

Por que ela me merecia por inteiro.

Notas finais
Eu sei que vocês querem Brittana logo, então, eu vou passar o tempo um pouco no próximo capítulo ok?? Comentem por favor, eu sei que eu demorei, mas comentem:(