Notas iniciais
Boa tarde meninas!! Não demorei dessa vez né?? Enfim, boa leitura amores!!

Brittany’s POV

Algumas semanas haviam se passado depois daquele almoço que eu tive com Santana e as coisas estavam... Indo. Se estavam indo bem ou mal, eu não sabia direito. San deixou de me evitar, ela aceitava almoçar comigo vez ou outra, as coisas quase nunca eram desconfortáveis. Acontece que sempre que eu tentava me aproximar de outra forma, ela me barrava. Isso me deixava frustrada, com toda certeza.

E aí, você se pergunta, por que eu não paro de insistir?

Pois então, eu não podia desistir dela assim. Eu não podia desistir da nossa história sem antes fazer tudo ao meu alcance para tê-la de volta. Eu não podia desistir quando seus olhos pediam para que eu continuasse tentando, quando seus olhos me mostravam que seus sentimentos por mim ainda estavam lá. Não desistiria sendo que Vero, Quinn, Alexa e até Rachel me falavam o quanto Santana me amava.

As coisas para nós duas nunca foram um mar de rosas, e isso não mudaria agora então... Eu não desistiria dela até fazer de tudo para tê-la.

O resto das coisas na minha vida estava nos trilhos. Eu até já cogitava a ideia de um apartamento.

No trabalho, tudo estava perfeito. Eu continuava amando cada paciente que eu ajudava. E a minha pequena favorita lá dentro estava melhor a cada dia.

Lucy estava completamente disposta a se livrar daquele vício. Ela baixou a guarda dela e agora havia se tornado, oficialmente a minha favorita, poderia até considera-la como uma amiga. Lucy era incrível, mesmo. Incrível e uma boba apaixonada que se negava a falar isso para Verônica, querendo estar completamente curava para ela. E eu preciso dizer que aquilo era a coisa mais fofa do mundo. Aquela garota me lembrava Santana de tantas maneiras e aquilo me fazia gostar ainda mais dela.

Saí de meus devaneios quando a porta da minha sala se abriu e uma Lucy sorridente, o que já era algo normal, entrou, se sentando à minha frente.

– Você queria me ver? – Perguntou.

Assenti, sorrindo ao ver seu sorriso, mas logo voltando a ficar séria. O assunto era importante.

– Lucy, você está indo bem, teve uma ótima recuperação, mas você ainda não está curada. Seu tratamento chegou num dos pontos mais difíceis agora, onde são poucos os que conseguem segurar a vontade de voltar ao que fazia antes. Você vai passar alguns dias fora daqui... Sem medicamentos, sem regras, sem nada. Nós precisamos ver como você vai se comportar fora daqui. Você acha que consegue? – Perguntei. Eu realmente queria que ela dissesse sim, que sabia que conseguiria.

Mas não foi isso que eu consegui. Sua expressão estava quase apavorada.

– Eu... Eu não sei, eu... Eu não sei se eu consigo, eu não sei nem pra onde ir... Meus pais... Eles nem vem me visitar Brittany... Eu não...

Peguei suas mãos que até então estavam em cima da mesa e a fiz olhar para mim, ela parecia mesmo apavorada. Suspirei.

– Você não está sozinha Lucy. Você tem Verônica, e ela com toda certeza vai te ajudar. E você tem a mim também, e Deus, eu não deveria fazer isso... – Fechei os olhos com certa força, o que eu faria não era muito profissional, mas Lucy era minha amiga e Verônica era minha amiga e eu não podia deixar que a mais nova voltasse para as drogas. – Eu tenho uma ideia... Nesse tempo, que você ficará fora, eu posso te levar para um lugar, meio longe de tudo... Você aprenderia a controlar o vício sem os remédios, mas também seria sem as tentações... O que você acha? Um passo de cada vez.

Lucy me encarou por alguns segundos e sua expressão era meio indecifrável.

– Por que você faz essas coisas pra mim? – Perguntou baixinho.

– Porque você é minha amiga Lucy, porque Vero é minha amiga... E porque você me lembra Santana... Eu não poderia te deixar na mão. – Sorri de forma terna e ela sorriu fraco de volta. – E então... Aceita?

– Pra onde nós vamos? – Perguntou agora com seu sorriso um pouco maior.

***

– Por favor Britt, eu preciso de você, por favor, por favor! – Implorou. Revirei os olhos e suspirei. Eu estava jogada na cama, sem vontade de fazer nada. Eu não queria sair.

– Q...

– POR FAVOR! – Deu um grito estridente. – Eu realmente preciso.

– Por que você precisa de mim pra ir no shopping Q?

– Por que... Sim. Só... Vai.

Respirei fundo.

– Tá legal. Eu vou.

– Obrigada, eu te amo sério, em uma hora, eu passo pra te pegar ok? Obrigada B.

– Tá... Não se atrase.

Desliguei o telefone e bufei. Quinn parecia desesperada no telefone e eu sabia que não teria como escapar.

Fazia uma hora desde que eu chegara da clínica. Depois de conversar certinho com Lucy, ainda tive alguns pacientes para atender. Minha consciência estava meio pesada por facilitar um pouco para Lucy, mas querendo ou não, não era ‘facilitar’ tanto assim, eu só a ajudaria, e faria as coisas mais devagar com ela. Não era algo profissional, eu sabia, e parte de mim falava que era errado, mas outra parte dizia que ela era minha amiga, que eu deveria ajuda-la da forma que estivesse em meu alcance. E eu achei melhor confiar nessa parte de mim.

A ideia era levar Lucy para a casa que Alexa tinha no campo. Ajudá-la a controlar os vícios sem os remédios, mas também sem as tentações. Seria algo um pouco mais fácil do que se eu a mandasse para a casa e esperasse que ela lutasse contra o vicio ou desistisse e voltasse a usar. Eu já havia falado com Lex e ela concordou no mesmo instante em me emprestar a casa.

Parei de pensar e levantei da cama, indo para o chuveiro e tomando um longo banho. Coloquei uma roupa leve por conta do calor que fazia na cidade. Sequei os cabelos e logo estava pronta. Fui esperar por Quinn na sala e até que ela chegasse, fiquei ouvindo Hanna cantar com o desenho que passava na TV.

Quinn não demorou muito para chegar e me arrastar para o maior shopping de Miami. Ela estava nervosa, eu podia ver isso em seus atos. Tamborilava os dedos no volante cada vez que o sinal fechava. Perdia-se em suas palavras. Falava rápido demais. E assim que ela estacionou o carro, eu não deixei que ela saísse do carro.

– Você vai me dizer o motivo de estar assim ou eu vou ter que adivinhar?

Ela sorriu toda nervosa e abaixou a cabeça.

– Eu preciso da sua ajuda com algo.

– Tá legal... E que algo seria esse Q?

– Eu hum... – Seus olhos estavam brilhando e seu sorriso agora era maior. Aquilo fez com que eu ficasse menos preocupada. – Eu preciso que você me ajuda a escolher um anel... De noivado.

– VOCÊ O QUE?

– Não grita, eu estou do seu lado! – Q sorriu. – E foi o que você ouviu B... Quero um anel de noivado, vou pedir Rach em casamento.

– MEU DEUS! QUINN! ISSO É TÃO BOM!

– Eu sei, mas B... Sério, pode parar de gritar?

Assenti e logo nós estávamos andando por todo o shopping. Quinn parava em um monte de lugares e sempre saia sem nada, ela observava atentamente os anéis, mas eu parecia ser a única interessada nos preços.

Eram nove horas e nós entrávamos em mais uma das joalherias daquele lugar, eu nem sabia que existiam tantas lá dentro até hoje. E loja estava cheia e enquanto esperávamos o homem que nos atendeu voltar com os anéis, nós conversávamos.

– Então você vai pra casa da Alexa com a garota da garota da mulher que você ama é isso? – Perguntou apoiada no balcão.

– É... É isso. – Falei.

– Isso é ótimo!

– É? – Perguntei meio confusa.

– Claro que sim! Você não acha? – Continuei com a expressão confusa e ela ia continuar a falar quando o homem voltou, trazendo consigo um monte de anéis.

Quinn os observou por longos minutos, antes de sorrir e pegar um em suas mãos. Ela o colocou no dedo e dirigiu a sua mão para mim, ainda sorridente. Era um anel simples, de prata com uma pedra um pouco grande e brilhante nele. Era...

– Lindo. – Falei sorrindo e ela sorriu de volta, assentindo.

– Eu vou levar esse. – Falou firme para o homem a nossa frente, que apenas assentiu e guardou o anel na caixinha novamente. – Agora... Você quer ir jantar?

Assenti sem nem pestanejar, ela havia me tirado de casa, ela iria me alimentar.

Nós saímos da loja com Quinn incrédula por causa do preço do anel e eu rindo da sua cara.

– Eu vou ter que vender a minha alma B! Eu vou ter que vender meus órgãos!

Fomos até o lugar que iriamos comer e fizemos nossos pedidos, nos sentamos ali perto e a conversa depois de algum tempo parou de ser sobre o preço do anel. Entramos em uma conversa animada sobre a vida de advogada dela. A comida chegou depois de um tempo e continuamos conversando. Eu adorava sair com Quinn.

– Você sabe, eu estou surpresa por você ter em chamado pra vir te ajudar... – Quinn virou um pouco o rosto, esperando por uma explicação melhor. – Eu achava que Santana seria a que te ajudaria com essas coisas. – Disse sincera. Elas eram como irmãs, eu realmente achei que San que iria ajudar nisso.

– Santana é uma idiota. – Revirou os olhos. – E falando nela ser uma idiota, vamos voltar ao assunto aqui. Você realmente não pensou em como é bom isso de você levar Lucy para a casa da Lex? – Neguei com a cabeça. – Meu Deus, você também hein Britt... Idiota igual. – Revirou os olhos, fiz o mesmo e esperei que ela falasse. – Você vai avisar Verônica que irá levar Lucy, certo? – Assenti. – Convide-a pra ir junto! Peça pra ela levar Santana! Os dois casais, sozinhos, Vero e Lucy vão estar ocupadas por que Verônica não é idiota igual a Santana... B você e San vão, com toda certeza, passar tempo sozinhas lá. Você vai unir o útil ao agradável! É perfeito! Tanto para vocês duas quanto para Vero e Lucy! – Concluiu animada. Fiquei encarando-a por tempo indefinido. Como eu não tinha pensado naquilo antes? Levar Vero e San seria perfeito! Para várias coisas! – Pode dizer B... Eu sou um gênio não?

– Quinn... Eu te amo!

– Eu sei, mas eu amo a Rach, então você vai ter que ir atrás da San.

Notas finais
O anel de noivado de Faberry>> http://imguol.com/2012/07/05/alianca-tiffany-1341514692954_956x500.jpg E então?? Gostaram??