Notas iniciais
Boa tarde lindas! Estava em semana de provas por isso a demora.... Pelo que eu estava vendo aqui, não falta muita coisa pra acontecer nessa temporada da fic, então ela está na reta final.... Um capítulo nhonhonho pra vocês.Boa leitura!

Brittany’s POV

Se uma pessoa ainda acha que ficar sem fazer nada é uma coisa horrível e entediante, é porque essa pessoa nunca ficou sem fazer nada com Santana Lopez ao lado. Já eram quase cinco da tarde e nós ainda estávamos na cama, nuas, e abraçadas, sem fazer absolutamente nada, e eu não me importava em ficar assim por mais tempo.

Eu não conseguia parar de pensar na noite anterior. Foi tudo tão perfeito. San foi perfeita. Esperar até os dezoito anos para ter minha primeira vez foi a escolha mais sábia que eu já fiz em toda a minha vida. Porque eu havia tido a minha primeira vez com a pessoa que eu amava, com a única pessoa que eu queria comigo. E foi maravilhoso, Santana foi carinhosa, fazendo tudo de maneira calma, tendo sempre certeza de que eu estava bem. Ela foi tão perfeita.

– Ei B. – San chamou, fazendo-me sair de meus devaneios.

– Oi princesa...

Eu gostava de chamá-la daquele jeito, porque não importava quantas vezes isso acontecia, ela sempre abria um sorriso com o apelido. E dessa vez não foi diferente, Santana sorriu antes de voltar a falar.

– O que você acha de um banho na banheira, e depois nós podemos andar um pouco lá fora...

Eu tinha parado de escutar depois do banho de banheira e apenas assenti quando ela terminou de falar. San sorriu novamente e levantou, fazendo meus olhos grudarem em seu corpo. Como alguém consegue ser assim tão linda?

Meus olhos só pararam de encará-la quando ela entrou no banheiro, consegui ouvir o barulho da torneira sendo ligada e continuei deitada na cama, esperando até que ela voltasse ao quarto e me puxasse pela mão até a banheira. Santana entrou primeiro e me deixou sentar entre suas pernas.

San me abraçou por trás e começou a depositar beijos em meu ombro, me fazendo arrepiar inteira. Eu sempre achei que quando eu tivesse minha primeira vez, eu iria morrer de vergonha da pessoa no dia seguinte, mas aqui estou eu, tomando banho com Santana, e eu não sentia vergonha nenhuma em estar nua na sua frente. Eu gostava da maneira como ela me olhava, com desejo, mas ao mesmo tempo com amor.

Nós ficamos um bom tempo na banheira, com Santana beijando meu ombro a cada um minuto.

Colocamos roupas e depois de comer alguma coisa qualquer na cozinha, San me puxou para fora da casa. Como já era novembro, o tempo já não estava mais tão quente e o vento gostoso batia nos cabelos de Santana, fazendo-os voarem, deixando-a ainda mais linda. Nós andávamos em silêncio, com as mãos entrelaçadas. Até o silêncio com Santana ao lado era melhor.

Eu não conseguia mais ver a casa quando San parou de repente em uma dos limites da propriedade. Ela sentou na grama e me chamou para sentar ao seu lado.

– Você quer saber como eu conheci a Lex? – Perguntou.

Assenti, mesmo que estivesse um pouco confusa. Santana se virou um pouco e apontou para uma árvore que estava um pouco longe de nós, do outro lado da cerca que envolvia toda a propriedade.

– Minha mãe morreu lá... – Disse ainda encarando a árvore. Acariciei sua mão com a ponta dos dedos e ela abriu um pequeno sorriso. – Eu costumava vir quase todos os dias pra cá e ficar sentada ali, chorando até eu perder a cabeça por causa das drogas e não saber como voltar pra casa. A Lex me encontrou um dia, quando eu já não fazia nem mais ideia do meu nome e me trouxe pra dentro... Quando eu acordei, ela estava lá, apenas me encarando e eu não sei por que, quando ela me perguntou o porquê de eu estar usando drogas, eu contei tudo, eu acho que eu precisava de alguém, e ela foi a única que não falou nada sobre os meus atos. – San tinha seus olhos marejados. – Você e a Alexa foram as duas melhores coisas que aconteceram na minha vida sabia? – Perguntou com um pequeno sorriso em seus lábios.

– E você é a melhor coisa que já aconteceu na minha. – Respondi acariciando sua bochecha. San sorriu e juntou nossos lábios.

Eu ainda estava um pouco confusa sobre o porquê de ela ter me contado aquilo, mas eu acho que ela só precisava desabafar, e eu estaria sempre lá quando ela quisesse fazer isso.

***

– San, isso não vai dar certo. – Falei pelo que achava ser a milésima vez.

Fazia três dias que nós estávamos na chácara da Alexa e Santana teimou em me ensinar a dirigir. O problema é que eu sou muito desastrada.

San revirou os olhos e continuou a olhar para a tela do seu celular.

– Vai sim, não é difícil, eu já te falei o básico... E bom, se você for péssima, pelo menos aqui você não vai bater em nada.

– Ha ha ha, você é tão engraçada Santana.

San se virou e sorriu.

– Vai Britt.

Respirei fundo e encarei o volante. Fiz tudo o que Santana tinha me dito para fazer enquanto ela fingia encarar o celular, mas eu sabia que ela me encarava com o canto do olho, com um sorriso divertido em seus lábios. Virei a chave de ingnição e soltei um grito quando o carro ameaçou ir para frente.

– San... Eu não consigo fazer isso! – Reclamei enquanto ela ria.

– Sim, você consegue. – Falou firme apesar do sorriso divertido em seu rosto. – Nós temos o dia todo.

– Nós não podemos simplesmente ir lá pra dentro e ficar abraçadas? – Pedi manhosa.

– Não. Nós podemos fazer isso depois que você aprender a dirigir.

– Mas porque essa insistência de querer que eu dirija?

Ela desviou a atenção do celular e me encarou.

– Porque é você que sempre faz as coisas pra mim, é você que sempre me ajuda quando eu estou mal... Eu iria adorar fazer alguma coisa a mais do que ser só a namorada drogada que você precisa ficar de olho pra que eu não faça merda. Mas se você não quiser aprender a dirigir, tudo bem. Nós podemos ir lá pra dentro e ficar abraçadas... – Terminou de cabeça baixa.

– San, amor olha pra mim. – Pedi erguendo seu rosto. – Você não é só uma drogada. Você é a mulher que eu amo, e eu não estou com você porque você precisa ser observada. Eu estou com você porque você é incrível, e porque eu estou completamente apaixonada por você. – Santana abriu um sorriso fraco e me deu um rápido selinho antes de abrir a porta do carro. – O que você está fazendo? – Perguntei.

– Nós não vamos ficar abraçadas no sofá até de noite?

– Vamos sim, depois que eu conseguir dirigir... – Falei, fazendo-a sorrir e voltar ao carro, selando nossos lábios mais uma vez antes de me explicar novamente o que eu tinha que fazer para que o carro andasse.

Notas finais
Então?