The Exchange - Brittana
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Livian Frazo muuuuuito obrigada pela recomendação!!!
Ah, e eu postei a oneshoot que eu tinha falado.
Boa leitura!!!
Santana’s POV
Fazia uma semana que eu não usava drogas. E por incrível que parecesse, eu não estava me sentindo terrível. Algumas vezes eu fraquejava, minhas mãos começavam a tremer e eu passava minhas unhas por meus braços tentando conter a vontade que eu tinha de sair e fazer aquilo parar. Mas eu não sei o que acontecia, só sei que nessas horas, Brittany estava sempre por perto. Ela me levava para o quarto, deitava na cama comigo e fazia de tudo para que eu esquecesse as drogas. Eu sempre acabava dormindo porque Britt ficava passando os dedos entre meus cabelos, e sempre que eu acordava Brittany estava lá comigo, e eu estava mais calma.
Britt estava tendo um bando de provas nessa semana, mas sempre que eu precisava, ela arranjava tempo pra ficar comigo. Às vezes isso me deixava um pouco desconfortável, saber que ela estava estudando que nem louca e tinha que parar porque eu estava indo a loucura. Mas quando Brittany me apertava em seus braços e dizia que tudo ia se ajeitar, eu me sentia tão bem. Na verdade, eu sempre me sentia bem quando estava com ela.
Eu não sabia o que nós duas éramos, só o que eu sabia era que eu havia achado mais um vício, que era beija-la, e que aquela loira era a única que talvez conseguisse me tirar das drogas. Por que eu queria ficar com ela, queria mesmo, mas ela não merecia alguém tão problemática como eu e, faria de tudo para ser o que ela merece.
É claro que existiam outras coisas que estavam me fazendo querer parar, como Beth que já havia me perguntando um monte de vezes o porquê de eu sair à noite, e Quinn que estava me tratando extremamente bem. Mas Brittany ainda era o principal motivo.
Eu estava no sofá sem fazer absolutamente nada. Rachel e Brittany estavam no colégio, Quinn na faculdade e Beth estava com Puck essa semana. Se fosse algum tempo atrás e eu estivesse nesse tédio, não pensaria duas vezes antes de sair pela porta e sumir por algumas horas. Mas hoje eu não podia. Havia levado Quinn para a faculdade hoje de manhã e ficado com seu carro já que ela teria sei lá o que e iria voltar tarde, então era minha responsabilidade ir buscar Rachel e Brittany.
Responsabilidade. Tá aí uma coisa que se me dissessem que eu teria há alguns meses, eu iria rir da cara da pessoa até minha barriga doer. Na verdade, alguns meses atrás eu não precisava de responsabilidade porque Quinn nunca me pediria pra fazer nada, por que ela não confiava em mim. Só que agora isso havia mudado, só um pouco, mas havia e pra conquistar a confiança dela por inteiro eu precisava começar a fazer as coisas direito.
Quando deu o horário, levantei do sofá, agradecida por ter alguma coisa pra fazer, e fui para a garagem. O transito não estava tão ruim e não demorou muito para que eu chegasse à frente do colégio. Como eu sempre fazia, saí do carro e me encostei-me ao capô para esperar as duas.
Também não demorou muito para que eu as visse saindo do grande prédio acompanhadas de duas garotas que eu não lembrava o nome e Sebastian. Eu ainda não ia muito com a cara dele. O problema era que, mesmo sendo gay ele amava abraçar a Brittany e isso me irritava. E é claro que dessa vez não seria exceção, Sebastian a abraçava de lado e Britt mandava um sorriso sem graça em minha direção.
Nem me dei ao trabalho de tirar os óculos escuros ou sorrir quando eles chegaram perto.
- Cadê a Quinn? – Rachel perguntou.
- Na faculdade... Ela vai sair mais tarde hoje e me pediu pra vir buscar vocês. – Dei de ombros.
Rachel assentiu com um sorriso no rosto. Ela estava sendo bem fofa comigo. Quando Brittany não estava ou algo parecido, era com ela que eu ficava. Ainda tinha um pouco de receio de dizer para Quinn quando eu estava quase desistindo, então eu recorria a ela. Mesmo antes, eu não conversava muito com Rachel, mas nessa semana eu acabei descobrindo que ela era ótima.
- É... San você pode levar o Sebastian em casa? – Britt perguntou sem jeito. E aí se vai o meu humor de novo.
Respondi apenas com um barulho nasal e entrei no carro. Como o amigo era de Brittany, ela foi atrás com ele e Rachel foi ao meu lado. Fiquei conversando com a pequena o caminho todo. Ela podia gostar de falar um pouquinho demais, mas era bom pra ocupar a cabeça.
Deixei o idiota em casa e fui direto para o apartamento. Já eram quase cinco horas e eu queria dar uma volta na praia só que Quinn já estava quase saindo. Rachel se ofereceu para buscar a namorada e me deixou com Brittany.
Ela parecia estar meio sem jeito comigo. Devia achar que eu estava braba. Era fofo.
- Eu vou até a praia... Quer ir comigo? Amanhã é sábado então você não precisa estudar que nem louca né? – Perguntei.
Ela se virou pra mim e assentiu timidamente.
Fomos andando até lá em um silêncio gostoso. Bom, gostoso pra mim por que eu acho que ela só estava calada por não saber o que falar.
Sentamos na areia depois de andar por um tempo e ficamos observando o mar. Britt ainda continuava quieta.
- Tá tão quieta por que anjo? – Perguntei.
Sim, eu a chamei de anjo. Ela adorava quando eu a chamava daquele jeito.
- Você sempre fica braba quando vê o Sebastian me abraçando...
- Braba com ele Britt, não com você. – Expliquei.
- Então você não está com raiva de mim? – Ela me perguntou.
- Eu não acho que algum dia eu consiga ter raiva de você... – Confessei com um sorriso fraco nos lábios.
Ela sorriu e abriu os braços. Deitei a cabeça em seu ombro e ficamos na areia por mais um tempo antes de começar a esfriar.
Levantei e a puxei, fazendo com que nossos rostos ficassem a apenas centímetros um do outro. Britt sorriu e me deu um rápido selinho.
- Olha! – Ouvi uma voz vinda de trás de mim e meu corpo rapidamente enrijeceu. Segurei a mão de Brittany com força e a fiz ficar atrás de mim. – Tá sumida morena... – Andrew falou chegando perto. – Porque hein?
- Não te interessa. – Falei seca.
Andrew era traficante. A maioria das coisas que eu conseguia era com ele. Eu tinha medo dele, mas não demonstrava isso nunca.
- Claro que interessa... Quem é essa? – Perguntou apontando para Brittany que continuava atrás de mim, apertando minha mão.
- Não interessa! – Falei novamente.
- A Meg me disse que te viu uma vez com uma loira... Era a mesma? É por causa dessa aí que você está sumindo?
- Tchau Andrew. – Falei puxando Brittany para longe dele.
- Você sabe que não pode sair assim não sabe? Eu preciso do seu dinheiro. – Gritou.
Não respondi, eu só queria tirar Brittany dali. Ela ficou calada o caminho todo, respeitando o meu espaço.
Droga, mil vezes droga! Nesses quatro anos, a única coisa que eu não admitia, era que Andrew soubesse quem eram as pessoas com quem eu me importava. Por que ele podia ser um bom amigo quando você estava lá dentro, consumindo as coisas dele. Mas eu sabia muito bem do que ele era capaz se você não aceitasse alguma coisa que ele dissesse ou fizesse.
E agora, ele acabou de ver a pessoa que é provavelmente a mais importante pra mim.
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