Notas iniciais
Boa tarde!!! Desculpem a demora!!!

Boa leitura e desculpem qualquer erro!

Brittany’s POV

Por incrível que parecesse, Santana era uma pessoa muito controlada quando queria ser. Ela havia passado a semana toda sem usar drogas e fraquejava apenas às vezes. San podia ser orgulhosa, mas quando ela sentia que estava ficando sem forças, ela vinha correndo pedir minha ajuda. E eu gostava de ajudar, eu gostava de ficar conversando com ela, de acalmá-la. Sentia que ela, ás vezes, se sentia desconfortável em me chamar para ajuda-la por que eu estava atolada de coisas da escola para fazer, mas eu realmente não me importava.

Santana era extremamente carinhosa comigo. Sempre quando ela me beijava, parecia que eu estava no céu, os beijos eram sempre calmos e ela nunca ultrapassava os limites. Nós não especificamos o que nós duas éramos, mas eu sabia que ela não gostava de me ver com ninguém e eu também não queria nem pensar nas noites que ela saia de casa.

Não é que eu não confiasse nela por que nesse tempo em que nós estamos juntas (?), ela nunca olhou para ninguém na rua. Mas me preocupava o que ela fazia quando estava fora de si. Mesmo que não fosse sua culpa, imaginar ela beijando outra pessoa que não eu, me fazia meio triste, mesmo que nós não fossemos nada.

Saí de meus devaneios quando o sinal tocou e Sebastian veio estalar os dedos em minha frente.

- Podemos sair? – Ele perguntou me abraçando pela cintura e me puxando para fora da sala.

Eu não via problemas quando ele fazia isso por que Sebastian era gay e quando eu digo gay eu quero dizer tipo mil vezes gay. Mas Santana não gostava muito dele, eu achava divertido a carranca que ela fazia quando o via abraçado a mim, mas ela ficava bem braba.

E falando nela, tive uma surpresa quando a vi sair de dentro do carro de Quinn com óculos escuros e os cabelos presos em um rabo de cavalo alto. Abri um sorriso meio sem graça quando ela ficou séria e me dei conte de que Sebastian ainda me abraçava. Vou fazer o quê se ele me ama?

San continuou de óculos escuros e séria quando chegamos perto dela. Resolvi ficar quieta enquanto Rachel perguntava o porquê de Quinn não ter vindo nos buscar. Rach era um amor com Santana. Lembrei que Sebastian precisava de carona e pedi sem jeito para que ela o levasse até em casa. San apenas entrou no carro.

Fiquei com Sebastian atrás em um silêncio meio esquisito enquanto Santana conversava normalmente com Rachel.

Quando nós chegamos no apartamento, Rach disse que iria buscar Quinn e depois sairia com ela e Beth. Sentei-me no sofá da sala e fiquei que nem uma idiota encarando a parede. San apareceu alguns minutos depois com roupas bem mais confortáveis.

- Eu vou até a praia... Quer ir comigo? Amanhã é sábado então você não precisa estudar que nem louca né? – Perguntou já pegando a chave.

Me virei para ela e assenti.

Nós fomos andando e ela parecia bem calma, mas eu ainda estava meio tensa. Sabia que ela não gostava quando me via com Sebastian. Nos sentamos na areia ainda em silêncio.

- Tá tão quieta por que anjo? – Ela m perguntou.

Anjo. Eu amava quando ela me chamava assim. Fazia-me sentir tão bem.

- Você sempre fica braba quando vê o Sebastian me abraçando... – Expliquei.

- Braba com ele Britt, não com você... – Ela falou com um sorriso calmo nos lábios.

- Então você não está com raiva de mim?

- Eu não acho que algum dia eu consiga ter raiva de você... – Ela disse.

E agora não deu pra não sorrir. Como alguém conseguia ser tão fofa? Abri meus braços e ela se deitou em meu ombro.

Logo começou a esfriar e nós levantamos para ir embora, nossos rostos ficaram próximos e como ela não fez nada, resolvi lhe dar um selinho rápido nos lábios. Não me importava se os outros viam ou não. Eu não devia nada a ninguém.

Alguém gritou de trás de nós e vi o corpo de Santana ficar tenso. Ela me puxou para trás e apertou minha mão com força.

Um homem que parecia ser alguns anos mais velhos que San se aproximou de nós e começou a discutir com Santana. Abaixei a cabeça e esperei que ela me puxasse dali. Eu não precisava perguntar para saber do que aquilo se tratava. Fomos para casa em silêncio, sabia que se ela quisesse falar, falaria.

Nós chegamos em casa e ela começou a andar de um lado para o outro, parecia nervosa.

- Santana... – Resolvi falar, mas ela pareceu não me ouvir. – San... – Segurei em seus braços e ela me olhou nervosa. – Quer ir para o seu quarto? – Perguntei.

Ela apenas assentiu e me deixou leva-la até o andar de cima e deitá-la em sua cama. Fechei as cortinas por causa do sol forte de fim da tarde que entrava no quarto e me deitei ao seu lado.

- Pra quê todo esse nervoso hein? – Perguntei depois de passar um tempo apenas acariciando seu rosto para que ela ficasse mais calma.

Ela abriu os olhos que até então estavam fechados e me encarou por alguns segundos antes de responder.

- O Andrew é o traficante de quem eu compro as drogas... – Falou baixinho. – Ele pode ser a pessoa mais legal do mundo quando você está lá dentro da boate consumindo as coisas dele, mas a partir do momento em que você resolve parar... A coisa muda, por que querendo ou não o meu dinheiro e o de todo mundo lá é com o que ele sobrevive e se uma pessoa sai o dinheiro também saí. Ele ameaça a pessoa e a família... – Ela parou por um momento e respirou fundo. – Eu estou tentando sair das drogas e ele não gostou disso. E o pior é que ele te viu... Andrew não podia ter te visto Britt, ele não pode fazer nada com você... – San começou a chorar e eu logo a abracei.

- Ei, calma San... – Ela se agarrou em mim e escondeu o rosto em meu pescoço. – Nada vai acontecer comigo eu te prometo. Se acalma.

Santana chorou por mais alguns minutos e depois se acalmou, mas não se atreveu a sair dos meus braços.

Eu gostava do quanto ela era diferente comigo do que era com os outros. Não que eu gostasse de quando ela e Quinn brigavam. Mas eu adorava saber que ela não se escondia nem um pouco de mim.

Santana’s POV

Eu não sei se foi por que eu estava nervosa ou por que eu queria mostrar para Andrew que não estava parando de comprar dele, e proteger Brittany, mas naquela noite, depois que Britt e Rachel foram embora e todo mundo dormiu, eu saí.

Fui de taxi, porque não queria cair de moto de novo, para a boate afastada que eu sempre ia. Era melhor ir sempre para o mesmo lugar por que era lá que Alexa trabalhava e eu sabia que ela não se importaria de me levar até em casa depois.

Entrei pelos fundos e fui até o bar falar com Alexa que me olhou surpresa.

- Achei que não ia voltar mais... – Falou. Lex também era contra as drogas e só trabalhava ali porque era onde conseguira trabalho. Ela era uma das únicas além de Brittany com quem eu não era tão grossa.

- Pois é... Eu tentei... – Falei sem humor. – Você me leva pra casa depois?

Lex assentiu e voltou ao trabalho. Me encaminhei até a mesa mais ‘animada’ do lugar.

- Olha quem voltou! – Megan pulou em cima de mim, com certeza já estava chapada.

- Sai de cima Meg... – Pedi, mas não adiantou muito, ela estava beijando o meu pescoço. – Mas que droga garota! – A empurrei com força e ela apenas riu. Revirei os olhos e fui até onde Andrew estava. Ele me olhou com um sorriso nos lábios.

- Voltou morena! – Falou pedindo para que eu me sentasse ao seu lado.

Assim o fiz. Andrew me deu um saquinho com um pó branco dentro e assim que eu abri e aquele cheiro apareceu no ar, a semana que eu fiquei sem pareceu vir com toda a força. Inalei rapidamente todo o pó que havia dentro do saco. Minha cabeça pesou um pouco e meu corpo ficou mais leve. Nem sempre eu ficava assim tão rápido, mas fazia uma semana que eu não usava.

- Vai com calma... – Meg falou quando eu arranquei mais da mão de Andrew.

Depois de inalar mais um pouco, as coisas começaram a ficar confusas. Megan me puxou para o meio da pista de dança e começou a dançar comigo. Ela se encostava em meu corpo e sorria maliciosamente. Tinha alguma coisa que me dizia que eu não podia fazer nada com ela, mas eu não lembrava o que era. Após algumas danças em que Meg insistia em grudar em mim, voltei a me sentar com Andrew e usar mais um pouco, nem sabia mais o que estava ingerindo. Bebi um pouco e nem levantar eu conseguia.

Uma mulher linda se aproximou de mim e eu logo abri um sorriso malicioso em sua direção.

- Nem tenta Santana, não vamos transar. Nós vamos embora. – Ela me puxou para se apoiar em seu corpo.

- Mas Alexa é tão cedo, deixa ela aqui mais um pouco vai! – Andrew falou.

Alexa era a mulher bonita que disse que a gente não ia transar. Que merda! Tenho certeza que ela devia ser maravilhosa na cama.

- Não. – Disse meio seca. Ui que mau-humor. Ela me puxou para fora, eu não queria ir.

- Deixa eu ficar! Nós não vamos transar mesmo, me quer pra quê? – Perguntei meio embolada enquanto tentava me soltar de seus braços.

- Pra quê eu não veja amanhã no jornal que você morreu atropelada tentando voltar pra casa... – Falou me colocando no carro.

Beijei seu pescoço quando ela foi colocar meu cinto e logo levei um tapa.

- Para sua vadia, me deixa colocar o cinto em paz criatura! – Falou irritada.

Mas quem essa mulher pensa que é pra me chamar de vadia? Bati nela com toda a força que tinha mas eu acho que ela era de metal porque não se moveu nem um centímetro.

- É, vai lá Santana, me bata... No estado que você está não consegue matar nem uma formiga. – Falou sentando no banco do motorista.

E por que eu que eu ia querer matar uma formiga? Formigas eram legais.

Passei o caminho inteiro cantando e tentando colocar minha mão na coxa da Alexa, mas ela sempre me batia. Poxa isso dói!

- Pronto. – Ela disse quando me deixou em frente ao elevador e apertou o último botão. – Entrar em casa você consegue né?

Claro que consigo, mulher burra, porque eu não conseguiria?

Esperei o elevador para no último andar e andei me arrastando até a porta. Putz, eram duas e agora? Sentei no meio do corredor e fiquei cantando. Ouvi uma das portas se abrir e uma loira, ainda mais linda que a tal da Alexa sair de lá.

- Eu sabia que você ia sair hoje... – Falou suspirando. – Vem, deixa eu te ajudar. – Ela me levantou do chão e me levou para dentro do apartamento.

- Você é linda, já te disseram isso? – Perguntei enquanto ela me ajudava a subir as escadas.

- Sim, você me disse hoje mais cedo. – Falou baixo. Pera, o que? Como assim? Mulher mais louca nem conhecia ela.

- Eu nunca te vi na vida moça, eu acho que você se confundiu... – Falei firme.

- Claro que nunca me viu... – Falou abrindo uma porta. Era um quarto. Beleza! Abri um sorriso malicioso e abracei seu pescoço, beijando-o rapidamente antes de ela me empurrar. – Tá louca? Vem... – A moça me arrastou para o banheiro e começou a tirar minha roupa. Mulher safada já quer fazer as coisas no chuveiro.

Ela me enfiou em baixo da água e puta que pariu que gelo como é que eu vou tocar ela desse jeito? Ah, a gente dá um jeitinho.

Só que a moça bonita não entrou comigo. Ficou me olhando por vários minutos enquanto eu congelava. Ela me tirou de lá algum tempo depois e colocou um pijama em mim. Me deitou na cama e se deitou ao meu lado, ela ficou acariciando meu rosto com uma expressão triste. Mulher louca quem fica acariciando o rosto de uma estranha? Não demorei muito com essa pergunta em minha cabeça, porque em questão de minutos, eu estava apagada.

Notas finais
E aí??