The Evil Within

24 O Furioso Jungkook


Notas iniciais
Exalando fúria com essa carinha srsrsrs


Taehyung desligou o telefone e ficou encarando a tela do celular, a curiosidade e a preocupação misturando-se em sua expressão. Que tipo de assunto pessoal Yoongi precisava resolver tão cedo? Algo na voz dele não parecia certo, havia uma melancolia sutil, difícil de ignorar.

Ele suspirou, inquieto. Conhecia bem Yoongi, sabia o quanto ele era teimoso e o quanto odiava se abrir. Mesmo quando estava mal, insistia em carregar tudo sozinho, recusando qualquer ajuda. E isso só fazia Taehyung querer correr até ele e arrancá-lo daquele casulo.

Tudo o que mais desejava naquele momento era que o dia passasse rápido, que pudesse vê-lo o quanto antes. Seu loirinho marrento podia até tentar esconder as coisas, mas Taehyung não desistiria tão fácil.

Na empresa, resolveu seus compromissos com pressa, sem conseguir tirar Yoongi da cabeça. Assim que teve um momento livre, pegou o celular para ligar para ele.

Mas, antes que pudesse discar o número, a tela se iluminou com outra chamada.

Namjoon.

— Alô?

— Alô, aqui é o Delegado Namjoon. Desculpe-me a ligação repentina, mas preciso que o Senhor compareça à delegacia. Preciso lhe fazer algumas perguntas.

— Ah sim, claro — Taehyung ficou um pouco desconcertado, perguntando-se o que a polícia queria com ele. Torceu para que tivessem finalmente descoberto todas as crueldades que seu irmão vinha praticando — Pode ser agora? Tenho um tempo livre no momento.

— Sim, perfeito. Estarei aguardando.

— Em breve estarei ai.

Rapidamente, Taehyung procurou Victor nos contatos e ligou para ele. Tinha que informar sobre aquilo, precisava ser transparente pois sabia que seu irmão o vigiava constantemente.

— Victor?

— Olá, meu adorável irmãozinho! E aí, como é viver a minha vida? Legal, né?

— Não estou com tempo para suas piadinhas, Victor. Temos algo de muito mais importância.

— Diga, meu pequeno irmãozinho medroso, o que é tão importante?

— Eu fui chamado na delegacia, quer dizer, VOCÊ foi chamado na delegacia. Victor, você foi descoberto — Taehyung tentou fingir raiva, mas estava feliz e esperançoso.

— Ah, esse é o problema? — Victor deu uma gargalhada — Já sei, Namjoon te ligou, não foi?

— Sim, como você sabe?

— Que perguntinha idiota, meu caro irmão. Primeiramente eu sei de tudo o que acontece ao seu redor, inclusive sei da sua aventura romântica com o MEU assistente.

— O que SEU assistente e eu fazemos não lhe diz respeito.

— Ah diz sim, falei para você ficar no meu lugar, mas não imaginaria que você faria isso tão perfeitamente. Eu também iria foder muito esse menino, e é o que farei assim que voltar.

Taehyung cerrou os punhos com força, os dedos quase cravando na palma da mão. A raiva percorreu cada fibra do seu corpo, queimando como fogo em suas veias. O ódio crescia a cada pensamento, a cada imagem que passava por sua mente. Ele jamais permitiria que Victor encostasse um dedo em Yoongi.

Mas, por mais que sua vontade fosse confrontá-lo imediatamente, sabia que não poderia se deixar levar pela provocação. Victor era manipulador, sabia exatamente como usar os sentimentos dos outros contra eles. Se percebesse o quanto Yoongi era importante para Taehyung, usaria isso da pior forma possível.

Respirou fundo, tentando controlar o impulso de agir no calor do momento. Precisava ser mais esperto. Não daria a Victor a satisfação de ver que havia tocado em um ponto sensível.

— Vamos ao que interessa... E sobre o Delegado Namjoon?

— Relaxa irmãozinho, esse aí é só um reles delegado ordinariozinho que não tem o que fazer. Vive me perseguindo mas nunca consegue nada contra mim.

— Mas e o que eu faço?

— Apenas vá lá e converse com ele, simples. O que vocês farão depois na sala de interrogatório não é mais problema meu.

— Victor, isso é sério, preciso saber o que andou fazendo para que eu possa saber o que falar.

— A ignorância é uma benção, meu doce irmãozinho — Victor riu — Você só precisa saber o que já sabe. Apenas vá e converse com ele. Fique tranquilo e não pareça desesperado, porque eu não sou assim. Relaxe e tente mostrar confiança. Namjoon, aquele delegado gostoso sabe ler as pessoas, menos a mim que estou um nível acima dele. Não fale muitas palavras e seja direto, diga o que sabe.

— Claro, até porque eu não sei de nada.

— Perfeito! Eu até pediria para você ter um pouco de senso de humor como eu tenho, mas isso é impossível para alguém tão sem graça quanto você. Só tome cuidado com o que fala. Bom, agora vou para minha fisioterapia. Prepare o Yoongi porque eu estou chegando.

— Vai a merda!

— Só uma pergunta importantíssima...

— Fala logo, Victor. Preciso ir.

— Como é ver o Yoongi gritando meu nome enquanto transa com você?

Taehyung desligou o celular com força, os dedos apertando o aparelho como se pudesse quebrá-lo. A raiva pulsava em suas têmporas, quente e incontrolável. Se havia algo que Victor fazia com maestria, era tirá-lo do sério. Conhecia suas fraquezas e sabia exatamente como usá-las contra ele, como um jogador habilidoso manipulando as peças de um tabuleiro.

Mas Taehyung não podia se deixar levar. Não agora.

Respirando fundo, pegou as chaves e saiu, dirigindo-se direto para a delegacia. Seu coração batia forte, mas sua expressão era fria, determinada.

Ao chegar, foi recebido por Namjoon, que parecia sobrecarregado com algo urgente.

— Senhor Victor, perdoe-me — Apesar de odiar Victor, Namjoon precisava ser educado —, preciso resolver uma coisa agora. Me dá só alguns minutinhos, ok? Me espera naquela sala.

Taehyung assentiu, mesmo que sua paciência estivesse no limite. Sentou-se na sala silenciosa, tentando conter a inquietação que fervilhava dentro dele. Cada segundo parecia uma eternidade, mas ele sabia que precisaria manter a calma. A batalha contra seu irmão ainda estava longe de acabar.

...

No lar dos JiKook, Jimin se arrumava com entusiasmo, os olhos brilhando de animação. Tinha um encontro — um passeio especial com Jungkook. Cada detalhe de sua roupa e cabelo era ajeitado com carinho, refletindo sua empolgação.

Sair de casa já não parecia tão assustador como antes. O medo, que antes o paralisava, agora dava espaço para a curiosidade e a vontade de viver novas experiências. Conhecer pessoas se tornara algo empolgante, e, acima de tudo, ele adorava fazer novas amizades.

Jungkook, observando-o de longe, sorriu ao vê-lo tão radiante. Para ele, não havia nada mais bonito do que ver Jimin redescobrindo o mundo ao seu lado.

— Onde você vai levar o Jimin? — Perguntou Jimin, curioso.

— Vamos fazer seus documentos. Namjoon já está resolvendo isso, só precisamos ir lá cadastrar suas digitais.

— Documentos do Jimin? — Jimin sentiu seus olhos umedeceram, aquilo era uma conquista tão grande em sua vida que seus sentimentos pareciam transbordar — O Jimin vai ser alguém.

— O Jimin já é alguém, sempre foi — Jungkook acariciou seus cabelos e sorriu — Pra mim, você é a pessoa mais importante do mundo.

— Você também... O Jimin te ama muito — Jimin o beijou.

— Também te amo, Jimin.

Assim que chegaram à delegacia, Jungkook parou antes de entrar e virou-se para Jimin.

— Você pode esperar aqui na sala de espera? Preciso falar com Namjoon sobre algo particular. Não vou demorar.

Jimin assentiu, embora ainda sentisse um leve desconforto sempre que precisava ficar sozinho em lugares desconhecidos. Ele observou Jungkook seguir em direção à sala de Namjoon e, então, respirou fundo antes de entrar na sala de espera.

Com passos cuidadosos, abriu a porta lentamente, como se tentasse se preparar para o ambiente. Ainda se sentia um pouco deslocado quando Jungkook não estava por perto, mas estava aprendendo a lidar com isso.

Ao entrar, seus olhos rapidamente percorreram o espaço e logo pousaram em uma figura que poderia ser familiar.

Taehyung estava sentado em um dos bancos, concentrado no celular.

Jimin arqueou as sobrancelhas. Surpreso e curioso.

— Oi? — Jimin o cumprimentou para que ele o olhasse.

Taehyung ergueu os olhos e olhou para o pequeno rapaz loiro que o encarava.

— Olá, tudo bem? — Taehyung se levantou e estendeu a mão para cumprimentá-lo — Meu nome é Victor, e você? Como se chama?

Jimin franziu levemente a testa, intrigado. Sem dizer uma palavra, começou a andar ao redor de Taehyung, como se estivesse tentando desvendar um mistério invisível. Seu olhar atento examinava cada detalhe — o jeito como Taehyung mantinha os ombros tensos, as olheiras sutis sob seus olhos e a forma como seus dedos pareciam inquietos.

Taehyung, por sua vez, sentiu-se desconfortável sob aquele olhar minucioso, mas não se moveu. Apenas acompanhou os movimentos de Jimin com os olhos, esperando para ver onde aquilo ia dar. Jimin não respondeu de imediato. Apenas continuou olhando para ele, como se pudesse enxergar algo além do que Taehyung queria mostrar.

— O nome do Jimin é Jimin — Jimin estreitou os olhos para vê-lo, Taehyung sentiu como se ele estivesse explorando a sua alma.

— Jimin? Que nome bonito! — Taehyung estranhou um pouco a forma dele falar dele mesmo na terceira pessoa, mas achou fofo.

— O Senhor gosta de ler? — Jimin estava claramente curioso sobre aquele homem.

— Muito! Quando tenho tempo livre. E você? Está lendo algum livro no momento?

Jimin abriu a bolsa e retirou um livro.

— O Jimin está lendo esse.

Taehyung pegou o livro na mão, onde o título destacado na capa dizia “O Hobbit”. Ele sorriu e olhou para Jimin.

— Também amo Tolkien, li quase todos os livros dele quando era jovem. Silmarillion é meu favorito.

— Esse será o próximo livro que o Jimin vai ler — Jimin olhou para o livro e olhou novamente para Taehyung — Você quer ser amigo do Jimin?

— Sim, é claro que eu quero — Taehyung sorriu gentilmente, totalmente alheio a tudo o que Victor tinha feito com aquele rapaz.

— Como é o seu nome? — Jimin perguntou.

— Achei que eu já tinha dito, é Victor.

— Não, qual é o seu verdadeiro nome? Amigos não mentem um pro outro.

Taehyung estranhou aquela pergunta, não sabia ao certo o que responder.

...

Jungkook estava sentado à frente de Namjoon, a tensão visível em seu rosto. Sua voz era firme, mas carregava uma urgência incontestável.

— Namjoon, eu preciso saber. Esse cara… quem é esse cara?

Namjoon suspirou pesadamente, recostando-se na cadeira.

— Eu entendo sua preocupação, Jungkook. Mas sem provas concretas, não posso sair acusando alguém. Você sabe como funciona.

Jungkook apertou os punhos, frustrado. Ele queria respostas. Precisava descobrir quem era o homem que havia machucado Jimin. Não suportava a ideia de que ele ainda estivesse por aí, livre, enquanto Jimin tentava seguir em frente.

— E se ele aparecer de novo? E se ele ainda representar um perigo? — Jungkook insistiu, a voz carregada de preocupação.

Namjoon o observou por um momento antes de responder.

— Eu também quero protegê-lo, Jungkook. Mas sem evidências, estamos de mãos atadas. Não podemos agir apenas com suposições — Namjoon sorriu sutilmente, lembrando-se que Victor o aguardava na sala ao lado — Mas saiba que estou fazendo de tudo para pegar esse verme.

Jungkook respirou fundo, tentando controlar a frustração. Ele sabia que Namjoon estava certo, mas isso não tornava a situação menos difícil. Precisava encontrar um jeito de descobrir a verdade, e rápido.

— Tudo bem. Entendo. É que não consigo dormir em paz com esse assunto em aberto.

— Não se preocupe. Estou cuidando disso. Mas vamos falar sobre o que veio fazer aqui hoje. Os documentos de Jimin. Vou ali pegar umas papeladas e já volto, traga Jimin aqui para tirar as impressões digitais.

Namjoon saiu da sala, deixando Jungkook sozinho com seus pensamentos. O silêncio que se instalou parecia ampliar a frustração que ainda pesava em seu peito.

Jungkook desviou o olhar para o ambiente ao seu redor, reparando em detalhes que antes não havia notado. O gabinete de Namjoon estava um pouco diferente, as paredes agora tinham um tom suave de cinza, dando um ar mais sóbrio ao espaço. Os armários, repletos de livros organizados com precisão, também exibiam pequenos vasos de bonsai, trazendo um toque de tranquilidade ao ambiente.

Sobre a mesa, além do notebook sempre presente, havia um porta-retrato com uma foto de Namjoon e sua família na praia. Um sorriso involuntário surgiu nos lábios de Jungkook. Namjoon podia ser rígido no trabalho, mas quando se tratava de sua família, sua postura mudava completamente. Ele era um verdadeiro bobo quando o assunto envolvia aqueles que amava.

O que mais chamou a atenção de Jungkook foi a agenda sobre a mesa. O caderno de capa preta parecia inofensivo, mas ele sabia que ali dentro poderia haver informações importantes. Sua consciência gritava que aquilo era errado, mas a necessidade de descobrir a verdade falava mais alto.

Ele olhou rapidamente para a porta, certificando-se de que Namjoon ainda não estava voltando. Sentiu um peso no peito por invadir algo tão pessoal, mas precisava saber. Precisava descobrir quem era o monstro que havia feito aquelas coisas horríveis com Jimin.

Com dedos hesitantes, abriu a agenda e, logo de cara, encontrou diversas anotações rabiscadas às pressas. Seu coração disparou ao perceber o título no topo da página: “Caso Jimin”.

Seu estômago revirou quando leu o nome que estava destacado como principal suspeito.

Victor Kim.

O ar pareceu faltar por um instante. O sangue sumiu de seu rosto.

A preocupação com Jimin já era grande, mas, ao se lembrar de Yoongi, um frio cortante percorreu sua espinha. Ele pegou o celular com as mãos trêmulas e discou o número de Yoongi.

Chamou uma vez. Nada.

Tentou de novo. Caixa postal.

— Droga… atende, Yoongi! — murmurou, o desespero crescendo dentro dele.

Tentou mais uma vez. O telefone tocou, mas ninguém atendeu.

O coração de Jungkook batia acelerado, a inquietação crescendo a cada segundo.

Algo estava errado.

Várias coisas passavam pela cabeça de Jungkook. Yoongi estava grávido daquele homem, talvez ele tenha sido violentado assim como Jimin. Talvez Yoongi estivesse com medo de falar. Precisava ver Yoongi o mais rápido possível. Mandou milhares de mensagens, orientando Yoongi a fugir daquela casa o mais rápido possível pois estava em perigo.

Jungkook decidiu naquele instante que iria buscar Yoongi, custasse o que custasse. Se Victor estivesse em seu caminho, ele simplesmente passaria por cima.

Com passos firmes e um turbilhão de emoções borbulhando dentro de si, ele saiu da sala de Namjoon e seguiu direto para a sala de espera, pronto para chamar Jimin e sair dali o mais rápido possível.

Mas, ao abrir a porta, seu mundo pareceu congelar por um instante.

Ali, bem diante de seus olhos, estava Victor.

Conversando amigavelmente com Jimin.

A fúria explodiu dentro dele como um incêndio incontrolável. O ódio queimou cada pedaço de sua razão, apagando qualquer traço de lógica ou paciência. Sem pensar, sem hesitar, sem sequer ouvir o que estava sendo dito, Jungkook avançou.

Voou para cima de Taehyung com um impulso feroz, derrubando-o no chão com brutalidade. No impacto repentino, Jimin também caiu, assustado, os olhos arregalados sem entender o que estava acontecendo.

Jungkook não deu tempo para reação. Com os punhos cerrados, desferiu um soco certeiro no rosto de Taehyung, que ficou momentaneamente atordoado pelo golpe inesperado.

— SEU DESGRAÇADO! — Jungkook rugiu, os olhos ardendo de fúria.

Taehyung, ainda desnorteado, ergueu as mãos em um reflexo para se proteger, sem entender o que estava acontecendo. Mas Jungkook não via nada além do ódio que pulsava em suas veias. Seu instinto gritava para atacar, para punir, para destruir aquele homem que tinha causado tanto sofrimento a Jimin e a Yoongi.

Jimin, ainda no chão, olhava a cena sem conseguir reagir. O choque e o medo misturavam-se dentro dele.

— Jungkook, PARA! — a voz de Jimin finalmente saiu, cortando o ar carregado de tensão.

Mas Jungkook já havia passado do ponto de escuta. Ele não iria parar. Não agora. Não enquanto achasse que estava diante do verdadeiro inimigo.

— EU VOU TE MATAR. SEU DESGRAÇADO — Jungkook desferiu mais golpes, Jimin chorava assustado, nunca tinha visto Jungkook agir daquela forma violenta.

— K-kookie — Jimin tentou chamá-lo, mas Jungkook não o escutava.

— SEU LOUCO! — Taehyung berrava tentando se defender dos golpes — ME SOLTA!

— VOU MATAR VOCÊ — Era a única coisa que Jungkook repetia.

Jimin se aproximou com cautela, o coração disparado, sem saber como Jungkook reagiria. Seus olhos ainda estavam arregalados de susto, mas ele sabia que precisava fazer algo antes que as coisas fugissem completamente do controle.

Com mãos hesitantes, tocou suavemente o ombro de Jungkook.

— Jungkook… — sua voz saiu baixa, quase suplicante.

Jungkook virou o rosto para encará-lo, ainda ofegante, os punhos cerrados e a fúria queimando em seus olhos. Mas, no momento em que viu a expressão assustada de Jimin, algo dentro dele cedeu.

O ódio que consumia seus sentidos foi sufocado por uma onda de culpa e preocupação. Seus músculos, antes tensos como aço, começaram a relaxar. Ele piscou algumas vezes, como se voltasse à realidade, e então percebeu o que tinha feito.

Jimin estava assustado. Por causa dele.

A respiração pesada de Jungkook desacelerou, e seus olhos, antes tomados pela raiva, agora carregavam algo diferente: arrependimento. Ele não queria que Jimin o visse assim. Não queria ser a razão de seu medo.

Lentamente, soltou Taehyung, que ainda tentava entender o que estava acontecendo. Jungkook engoliu em seco e desviou o olhar, sentindo o peso do momento se assentar sobre seus ombros.

— Kookie, por que está batendo no amigo do Jimin?

— Amigo? — Jungkook segurou o rosto de Jimin com cuidado — Amor, está tudo bem, não vou deixar ele te fazer mal…

— Não! Se acalme. Ele é o novo amigo do Jimin.

Taehyung tentava recuperar o fôlego, ainda estava no chão, assustado e confuso. Seu rosto latejando.

— Jimin, me escuta. Ele não é seu amigo, não precisa ter medo. Ele não vai mais te fazer mal...

— Mas ele nunca fez mal para o Jimin. Por que o Jimin teria medo?

— Jimin, eu sei que você está confuso e com medo, mas esse homem te prendeu por anos e…

— Não! — Jimin o interrompeu — Ele não é aquele homem.

— Como assim, Jimin? O nome dele é Kim Victor.

— Esse moço se parece muito com o Victor, mas ele não é o Victor.

Notas finais
Será que a verdade sobre Taehyung e Victor virá a tona? Jimin sabia que não era o Victor. Tae levou um soco de graça ç.ç Victor no bunker de boas, só vendo as tretas ^.^