Notas iniciais
Aqui está o 2º cap, espero que gostem.

Obrigada pelos reviews.

7 meses depois -

O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.

Já faz sete meses que Henrique se mudou, desde então Helena sempre sentia um vazio em seu peito, ela sentia muito a sua falta, mas aquela era a maior oportunidade de Henrique para trabalhar no que sempre sonhou.

Helena acordou com o insuportável barulho do despertador, ela deu um empurrão na mesinha e o relógio caiu se espatifando no chão.

– Mais que droga — Helena deu um grito, estava assustada com o pesadelo da noite anterior.

" Helena estava numa sala branca e vazia, usava uma camisa de força e gritava sem parar.

– Eu não estou louca — lágrimas escorriam dos seu olhos azuis -Me tirem daqui, eu não estou louca.

Ela chorava desesperada em meio aos gritos ela chamava por seu melhor amigo.

– Henrique, Henrique me ajuda — ela chamava por ele, quando olhou para o vidro da porta, viu-o sendo arrastado por uma corda e sendo espancado por um homem muito estranho — era o mesmo com aparência de vampiro dos seus pesadelos anteriores.

– Helena, me ajuda socorro — ele pedia por sua ajuda em meio ao caos — Helena.


Ela fazia de tudo para salvá-lo, mas a camisa de força a impedia de se mover, ela lutava sem parar, tinha que arranjar algum modo de fazer isso quando avistou uma faca embaixo do tapete, como ela conseguia apenas andar, ela só conseguiu pegá-la com a boca e cortou a camisa, quando se livrou completamente daquilo correu em direção a porta, droga estava trancada.



– Droga , Droga, porta dos infernos — ela se lembrou do grampo no cabelo, pegou-o e o usou na fechadura — ela tinha aulas de sobrevivência com seu tio quando era criança — conseguiu abrir a porta, do lado de fora avistou enormes poças de sangue, o vermelho vivo fazia seus olhos arderem em lágrimas.



– Helena — ouviu Henrique chamá-la de algum lugar distante dali.



– Estou indo — ela corria sem destino, apenas seguia o som da sua voz — Onde você está? — de repente ouviu-se um grito, não era um grito qualquer, era o pior que já ouviu em toda sua vida e era de Henrique.



–Não — nesse momento tudo ficou negro e ela caiu desacordada no chão frio e sombrio. "



Helena foi tomar um banho frio para despertar, ainda em estado de choque, desde que Henrique se fora ela estava tendo pesadelos constantes , todo santo dia ela se perguntava o porquê de isso estar acontecendo.



Trocou de roupa e desceu para tomar o café da manhã, olhou para o calendário e viu que era véspera de natal. Comeu um bolo de fubá — que só sua mãe sabia fazer do jeito que gostava — e bebeu um suco de laranja caseiro.



– Filha — sua mãe chamou-a.



– Estou na cozinha — ela respondeu.



– Você poderia ir na caixa do correio pegar as correspondências? — ela perguntou.



– Claro. — Helena concordou, foi em direção ao jardim da casa. Quando abriu a caixa, viu uma carta com um selo do Japão, ela abriu um largo sorriso e voltou para casa, subiu as escada e começou a ler a carta em seu quarto.



" Querida Helena,



Estou com muitas saudades, já faz sete meses que não nos vemos, o tempo passou muito rápido.



Mas estou mandando essa carta primeiramente pra lhe desejar um Feliz Natal. Nesses meses que fiquei no Japão eu descobri uma coisa.


Eu estou apaixonado por você, eu já fiz de tudo pra vê-la novamente,mas não posso abandonar a empresa.


Eu te amo muito, fique com Deus.



Beijos,



Henrique. "



Após ler, os olhos de Helena se transbordaram em lágrimas, pois também o amava com todas as suas forças e faria de tudo para vê-lo novamente.



(...)



A noite chegou e Helena — que estava deslumbrante em um vestido azul royal — desceu para passar o natal com sua família, estavam sua mãe, seus avós maternos, tios e primos — ela nunca conheceu o pai, porque ele abandonou sua mãe para fugir com outra mulher quando Helena tinha apenas dois anos de idade.



O natal foi a mesma coisa de todos os anos anteriores, com bastante comida e muitos presentes. Na hora de dormir pela primeira vez desde que Henrique se mudara, Helena não teve pesadelos.



(...)



Fevereiro de 1981.



No aniversário de 17 anos de Helena, ela ganhou uma viagem para Paris, ela estava muito alegre pela primeira vez iria conhecer o exterior. No aeroporto de despedia de sua mãe.



– Filha, vou sentir muitas saudades — Helena recebeu um abraço da sua mãe.



– Mãe são só dois meses passam rápidos, assim que chegar lá eu compro a passagem de volta. — ela tranquilizou-a. — Rapidinho eu já estou de volta. — O embarque foi anunciado.



– Boa viajem, eu te amo muito.



– Te amo mamãe — ela se abraçaram novamente e Helena embarcou.



(...)



Depois de nove horas e meia de voo, Helena desembarcou, pediu um táxi e foi para o Hotel, se cadastrou e foi arrumar suas coisas.



Ela resolveu conhecer primeiro a famosa Torre Eiffel, estava tirando várias fotos quando uma mão tocou seu ombro.



– Helena é você? — ela nem acreditou quando o viu, ela jamais pensaria vê-lo ali, ele estava diferente com os cabelos pretos, mas os ardentes olhos azuis continuavam perfeitos e atraentes.



– Henrique! — ela pulou em seu colo e sem pensar beijou os lábios de Henrique — aquele não era o primeiro beijo de nenhum dos dois, mas foi como se fosse, Helena não sentia seus músculos e se entregou completamente,para ela foi tudo perfeito, ele estava surpreso jamais imaginaria essa reação vindo de Helena, mais também retribuiu. — quando seus lábios se desgrudaram ela perguntou emocionada — O que você está fazendo aqui?.



– Bom, não deu para lhe avisar, minha empresa foi transferida para Paris, a partir de agora eu vou morar aqui. — eles respondeu. — E você o que está fazendo aqui?.



– Ganhei uma viajem pelos meus 17 anos.



– Ah é, me desculpe, Feliz Aniversário, você sabe que minha mente é ótima né? — eles riram juntos.



– Você está morando sozinho ou com sua família? — ela perguntou curiosa.



– Sozinho, meu pais resolveram me emancipar, eles sempre acharam que eu nasci com a mente adulta — riram novamente. — Vou lhe fazer uma pergunta.



– Qual?



– Quer ser minha namorada? — ela ficou surpresa, abriu um enorme sorriso e respondeu.



– Sim, é tudo que mais quero. — eles se beijaram apaixonada e calorosamente em meio ao cenário romântico.



(...)



Dois meses tinham se passado, Helena descobriu que sua mãe faleceu devido a um acidente de carro, Helena não quis comprar a passagem de volta pois não queria se separar de Henrique,antes de morrer sua mãe lhe deu uma emancipação .



– Helena meu amor — ele a chamou, ela o olhou ainda com os olhos marejados — Já que você não quer mais voltar para o Brasil, você ainda quer viver comigo? — ela assentiu. — Ok, então vou lhe fazer um pedido.



– Q-qual? — ela perguntou quase num sussurro.



– Quer se casar comigo? — ela arregalou os olhos surpresa.



– C-casar?



Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado.


Notas finais
Espero que gostem...

Não esqueçam os reviews.

Kisses